Aprender e ensinar na escola vestida de branco – Uma obra pífia !

hissachi tsujiOs docentes da Famema (Faculdade de Medicina de Marília) Hissachi Tsuji (foto à esquerda) e Rinaldo Henrique Aguilar da Silva (foto à direita) lançaram em março o livro “Aprender e ensinar na escola vestida de branco: Do modelo biomédico ao humanístico”.

Segundo os autores do livro a Faculdade de Medicina de Marília (Famema) é a pioneira em mudanças da escola médica brasileira.

Falso: Para os defensores desse modelo de ensino PBL foi na Universidade de Londrina, e não na Famema !

Há ainda, de acordo com os ilustres autores, um novo olhar sobre a formação de médicos mais críticos, criativos e competentes, e tornando-se uma referência para o movimento de transformação da educação médica brasileira.

A obra conclui que “o desafio da educação médica do novo milênio é contribuir para processar a mudança de postura de inquisidor para ouvinte, de tratador de doenças para cuidador de processo saúde-doença das pessoas”.

Na verdade é o mesmo discurso de Paulo Freire, de que o professor é o opresssor, e o aluno é o oprimido, o aluno deve se tornar mais crítico da realidade na qual está inserido, e o aluno será o “ator social de transformação da saúde pública”.

É a mesma tese da obra da “Pedagogia do Oprimido”  de Paulo Freire.

O ensino baseado em competências, e não existindo aulas, nem laboratórios funcionantes, o aluno é inserido na rede de atenção básica e será supervisionado por médicos da prefeitura do município na qual a faculdade está inserida.

Muitos desses médicos são recém-formados e nem têm Residência Médica.

Portanto é uma tremenda perda de qualidade em conteúdos temáticos na graduação dos cursos de medicina.

E mais, os alunos ficam  fazendo “visitas domiciliárias”  sem docentes da instituição, mas sim com profissionais da rede de  atenção básica.

Uma lástima.

Os autores não são pedagogos, e portanto não têm competência para serem paradigmas da Educação Médica brasileira.rinaldo

Por fim, a obra conclui o mais do mesmo: de que o médico deve ser acolhedor no processo saúde-doença, e de que se deve tratar doentes e não doenças.

“Aprender e ensinar na escola vestida de branco” é obra que despreza o  ensino de conteúdos temáticos, o que é extremamente necessário para a formação  médica e a boa prática médica.

Verdade: Uma obra literária pífia.

Será uma obra literária para a divulgação desse modelo de ensino  PBL pelas faculdades de medicina a serem implantadas no Brasil com grave prejuízo na formação médica, e naquelas que querem mudar o modelo de ensino tradicional para o modelo PBL.

Os Diretores de Graduação que irão “comprar e bancar” esse modelo de ensino em suas faculdades de medicina, deverão pagar bem caro pelo “pacote pedagógico” desenvolvido pelos autores.

Daqui a pouco começarão as primeiras aquisições pelos diretores de graduação das faculdades de medicina, e pelos defensores do modelo PBL.

Nada de novo na obra literária, já que Hipócrates afirmava que:

“Curar quando possível

Cuidar quase sempre

Acolher sempre”

Talvez o melhor título da obra seja: aprender a aprender no ensino vestido de negro !

Concluo: uma obra pífia!

aprender a aprender na escola vestida de branco

Quem são os sócios fundadores da Famar ?

socio-fundadorSegundo dados levantados no 1º Cartório de Imóveis de Marília os fundadores  da Famar (Fundação de Apoio à Faculdade de Medicina de Marília ) são: César Emile Baaklini, José Augusto Alves Ottaiano, Francisco Venditto Soares, Ludvig Hafner, João Alberto Salvi,  Alfredo Rafael Dell’Aringa, Júlio Cezar Zorzetto, Rubens Augusto Brazil Silvado (já falecido) e Luis Carlos de Paula e Silva.

O que o blog insiste em apontar do porquê da criação de outra fundação, além da Fumes, se a melhor saída seria desde logo lutar pela sanção da lei 12.188/2006- Lei Estadual pela encampação da Famema pela Unesp.

O governo do Estado queria encampar a Famema, e nesse momento quer se criar outra fundação ?

Qual é a lógica ?

Os recursos orçamentários pela lei 12.188  viriam da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento Econômico.

LEI Nº 12.188,
DE 6 DE JANEIRO DE 2006

Autoriza o Poder Executivo a extinguir a Faculdade de Medicina de Marília – FAMEMA, e dá outras providências correlatas.

O GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO:

Faço saber que a Assembléia Legislativa decreta e eu promulgo a seguinte lei:

Artigo 1º – Fica o Poder Executivo autorizado a extinguir a Faculdade de Medicina de Marília – FAMEMA, incorporada ao Sistema Estadual de Ensino Superior pela Lei nº 8.898, de 27 de setembro de 1994.

Artigo 2º – Os atuais servidores da FAMEMA passarão a integrar Quadro Especial em Extinção, vinculadoà Secretaria da Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento Econômico, mantendo-se o regime jurídico a que estavam submetidos na entidade a ser extinta.

Parágrafo único – As funções-atividades ocupadaspelos integrantes do Quadro a que se refere o “caput”serão extintas na vacância.

Artigo 3º – Os servidores integrantes do Quadro referido no artigo 2º poderão exercer suas atribuições atuais mediante afastamento para a entidade autárquica integrante do Sistema Estadual de Ensino Superior a que se refere o artigo 5º.

Artigo 4º – A Fazenda do Estado assumirá as obrigações e os encargos trabalhistas relativos aos atuais servidores da FAMEMA reconhecidos pelo Poder Judiciário.

Artigo 5º – Fica o Poder Executivo autorizado a transferir, para entidade autárquica integrante do Sistema Estadual de Ensino Superior, os bens móveis da FAMEMA e as áreas acadêmicas e de pesquisa sob sua responsabilidade, compreendendo todos os seus cursos.

Artigo 6º – As despesas resultantes da aplicação desta lei correrão à conta de verbas consignadas no orçamento da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento Econômico, suplementadas, se necessário.

Parágrafo único – Os recursos orçamentários correspondentes às rubricas da FAMEMA serão remanejados para a Secretaria da Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento Econômico, para pagamento das despesas com pessoal decorrentes do artigo 2º, sendo a diferença resultante destinada à entidade a que se refere o artigo 5º desta lei.

Artigo 7º – Esta lei entra em vigor na data de suapublicação.

Palácio dos Bandeirantes, 6 de janeiro de 2006

GERALDO ALCKMIN

Luiz Tacca Júnior

Secretário da Fazenda

João Carlos de Souza Meirelles

Secretário de Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento Econômico

Fábio Augusto Martins Lepique Secretário-Adjunto, Respondendo pelo Expediente da Casa Civil

Publicada na Assessoria Técnico-Legislativa, aos 6 de janeiro de 2006.

Ora o que é mais fácil ?

Criar a Famar e lutar por recursos públicos incertos e escassos, ou aceitar a proposta do governo do Estado de São Paulo ?

Hermenêutica simples…

Aceitar a extinção da Famema, como faculdade isolada, e desvinculá-la da Secretariada Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento Econômico, e encampação pela Unesp.

Por que não ocorreu ?

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Por que surgiu a Famar ? Onde está sediada a Famar?

À espera de uma nova CPI da Fumes-Famar ?

Os três membros da comissão parlamentar de inquérito (CPI) instaurada no dia 02/10/2009 para apurar o que inviabilizou a Fumes (Fundação Municipal de Ensino Superior) a continuar celebrando convênio com o SUS (Sistema Único de Saúde) na prestação de serviços médicos para a população de Marília  estão sendo pressionados pela diretoria da Famema (Faculdade de Medicina de Marília).

A CPI era composta por Wilson Damasceno (presidente), o relator Mário Coraíni Júnior e Eduardo Gimenes.

Em 05/10/2009 a reunião foi tensa, houve bate-boca e o vereador Coraíni se retirou, pois entendeu que as lideranças da faculdade já tinham dado a CPI como condenatória.

Não menos importante foi o que os vereadores declararam, à época, que por conta de débitos da Fumes um terreno do complexo Famema foi penhorado e inviabilizou a construção de um hospital especializado autorizado pelo governador de São Paulo, José Serra.

O relator da CPI, Mario Coraíni  Júnior, durante confrontado em outubro de 2009 frisava que a Câmara Municipal de Marília não usaria a comissão para denegrir a imagem da faculdade ou de sua classe médica.

O vereador Damasceno, que também é delegado de Polícia, sustentou que o objetivo da comissão era somente compreender o que inviabilizou a vida administrativa da Fumes, mas que não aceitará ataques pessoais na condução dos trabalhos da CPI da Fumes.

No requerimento 1646 de solicitação da comissão parlamentar de inquérito, Damasceno afirmou que “se praticou uma administração isolada por anos na Fumes sem a prestação de contas à administração municipal ou ao Tribunal de Contas”.

O editorial do Jornal da Manhã assim se posicionou em 07/10/2009:

Vivemos numa democracia e não há nada mais justo e sério do que uma CPI para investigar se existem irregularidades em órgãos e entidades que recebem dinheiro público. Por tudo o que já foi divulgado, se sabe que a Fumes tem rombo muito grande em suas contas, tanto que há até mesmo uma área de terra da Fundação penhorada pela Justiça. Aliás, área que a Famema quer liberação da Justiça para que seja construído um hospital de especializações, através do governo do Estado.

Não se pode fazer vistas grossas e atropelar o andamento legal das investigações sobre a Fumes. Nisso o vereador Wilson Damasceno (PSDB), portanto do mesmo partido do governador José Serra, tem toda razão. Não é porque pertence ao partido do governador que também deve engrossar o cordão de vistas grossas e dizer amém. Se há dúvidas é preciso esclarecê-las e nada melhor do que o trabalho isento de uma CPI na Câmara Municipal. É estranho que haja tanto estardalhaço e condenação da instalação da CPI da Fumes. Será muito importante inclusive para a Famema que tudo se esclareça e aí sim ela poderá dar continuidade ao processo do pedido de utilidade pública para a nova entidade denominada Famar. Não basta criar uma entidade e enterrar a outra. Assim fica muito simples!

Quando se trata de dinheiro público, dinheiro que sai dos bolsos dos trabalhadores contribuintes, que pagam muito caro pelos impostos e taxas, é preciso ter muito cuidado. É muito estranho que a ONG denominada Matra (Marília Transparente) não tenha apoiado a CPI da Fumes e exigido (como sempre faz em diversas matérias relativas ao dinheiro público) uma apuração detalhada da real situação da entidade que se enterra. Isso faz com que fique arranhada a imagem de guerreira e fiscalizadora do poder público que tanto insiste a Matra. Também dá margem à desconfiança por parte dos contribuintes. Se é por transparência por que não apoiar a CPI da Fumes? Não se pode trabalhar com dois pesos e duas medidas!

É lastimável que uma comissão de representantes da Famema tenha tentado intimidar os vereadores na Câmara Municipal. Se está tudo certo, não há o que temer nas investigações da CPI! Estranho também que a Famema tenha se preocupado numa mobilização da comunidade através da imprensa e rádio nos últimos dias sempre exaltando o trabalho da entidade pela cidade. É bom lembrar que ninguém maculou e nem questionou o trabalho da Famema, entidade de reconhecida importância para Marília e região. Já que falamos de uma entidade ligada à medicina e à saúde pública, não se pode deixar que o corpo todo sofra as consequências por causa de apenas um órgão infectado. É preciso tratar e cuidar da moléstia com urgência para não se deixar ramificar qualquer que seja o mal. O diagnóstico deve ser dado pela CPI da Fumes. Se nada de grave for constatado, muito bem e libera-se o paciente para vida normal. Mas se algum “tumor” for constatado que seja extirpado para salvar a Famema.

Temeu-se que a Famema entrasse com liminar para suspender os trabalhos da CPI…

Seria atirar no próprio pé…

Mas aconteceu…

A diretoria da Famema conseguiu decisão liminar em 14 de outubro de 2009  – 4ª Vara Cível de Marília – para que a Câmara suspendesse os trabalhos que poderia ser derrubada numa ação contrária pela Câmara Municipal. Além disso, como diz o próprio nome, tratava-se apenas de uma liminar, e ainda havia que se julgar o mérito.

Além do que afirmava-se que a CPI era ilegal e inconstitucional.

Contudo é legal e constitucional e prevista no Direito Constitucional!

Em outro editorial do Jornal da Manhã (21/09/2009) houve repercussão dessa liminar:

A principal resposta que os vereadores pretendiam buscar através da CPI, conforme esclareceu Damasceno, era o motivo que impede a Fumes de celebrar convênio com o Sistema Único de Saúde (SUS). Em sua substituição, foi criada a Famar, que tem caráter particular, mas que possui os requisitos necessários para celebrar parcerias com a rede pública de saúde segundo estabelece artigos da Constituição do Estado de São Paulo. “A incoerência que vejo é a seguinte: a diretoria da Famema informa que desde 2007 a Fumes não administra mais o complexo da faculdade, entretanto, por qual motivo a diretoria insiste em colocar a Famema na frente da Fumes para evitar os trabalhos de uma CPI? Qual seria o prejuízo de uma CPI da Fumes na Famema?”, questionou o vereador e presidente da comissão.

Damasceno observou que o veto da Fumes nas celebrações de convênios com o Estado seria por conta de uma dívida gigantesca que a fundação possui. Entretanto, ninguém sabe precisar o valor deste rombo. “Esta seria uma outra resposta crucial que a CPI estaria buscando”, afirmou o delegado. O vereador disse que neste primeiro momento o jurídico da Câmara apenas estuda a possível impetração de recurso contra a liminar em esfera superior.

A quem possa interessar a não investigação da CPI Fumes-Famar?

Os beneficiários das terceirizações milionárias?

A sociedade de Marília precisa saber os motivos!

O que é Neurologia ?

Neurologia é a especialidade médica que trata dos distúrbios estruturais do sistema nervoso.

Especificamente, lida com o diagnóstico e tratamento de todas as categorias de doenças que envolvem os sistemas nervoso central, periférico e autônomo, incluindo os seus revestimentos, vasos sanguíneos, e todos os tecidos efetores como os músculos.

O correspondente cirúrgico da especialidade é a neurocirurgia.

O neurologista, médico que se especializou em neurologia, é treinado para investigar, diagnosticar e tratar distúrbios neurológicos.

O neuropediatra trata das doenças neurológica em crianças.

Neurologistas também podem estar envolvidos na pesquisa clínica, ensaios clínicos, bem como em pesquisa de ciências básicas da medicina.

Neurologia é uma especialidade médica !

O que é Nefrologia ?

A nefrologia  é a especialidade médica que se ocupa do estudo da estrutura e da função renal, incluindo o tratamento e a prevenção das doenças dos rins.

A palavra nefrologia é de origem grega, onde nephrós significa rim e logia, estudo ou tratado.

O médico especialista em nefrologia se chama nefrólogo ou nefrologista.

A maioria das doenças que atinge os rins não está limitada somente a estes órgãos, mas são desordens sistêmicas.

A nefrologia se refere ao diagnóstico da doença renal e do seu tratamento, medicamento prescritos e diálise, e ao acompanhamento dos pacientes de transplante renal.

Concomitantemente, a maioria dos nefrólogos é especialista nos cuidados das desordens dos eletrólitos e da hipertensão.

São encaminhados aos nefrologista, por exemplo, os pacientes com insuficiência renal (condição em que os rins deixam de funcionar normalmente); insuficiência renal aguda (perda repentina da função renal); insuficiência renal crônica (declínio da função renal com potencial aumento da creatinina); hematúria (perda de sangue na urina); proteinúria (perda de proteína, especialmente albumina, na urina); cálculos renais; câncer de rim (normalmente tratado por urologistas); infecções do sistema urinário crônicas; transtorno eletrolítico ou desequilíbrio ácido/base.

Para o diagnóstico de distúrbios renais é realizada a análise de urina, dos eletrólitos, da creatinina e da uréia.

Outros exames feitos habitualmente pelos nefrologistas incluem a biópsia renal; ultrassom para verificar as condições dos vasos sanguíneos renais; tomografia axial computadorizada para verificar a existência de lesões e para ajudar no diagnóstico nefrolitíase; gamagrafia (medicina nuclear) para a exata medida da função renal e o diagnóstico de doença da artéria renal; angiografia de ressonância magnética nuclear quando os vasos sanguíneos estiverem afetados.

Muitas doenças dos rins são tratadas com medicação, como esteróides, medicamentos antirreumáticos modificadores da doença, anti-hipertensivos (muitas doenças renais se caracterizam pela hipertensão).

Frequentemente é requerido um tratamento com eritropoetina e vitamina D para substituir estes hormônios, cuja produção cessa com a doença renal crônica.

Quando os sintomas da insuficiência renal são demasiado severos, pode ser necessário requerer diálise (processo onde o sangue é filtrado por uma máquina, dada a incapacidade dos rins de efetuar este trabalho).

Quando o paciente passa por um transplante renal, o nefrologista supervisiona o regime de imunossupressão e as potenciais infecções que podem acontecer no pós-operatório.

Nefrologia é uma especialidade médica.

Médico e advogado. Professor universitário. Um blog de um ultraliberal sem medo de polêmica ou da censura da esquerda “politicamente correta”, que analisa os principais acontecimentos do país com independência, focando em saúde, economia, política e direito. Mora em Curitiba- Estado do Paraná.