{"id":10107,"date":"2011-04-06T12:10:21","date_gmt":"2011-04-06T15:10:21","guid":{"rendered":"http:\/\/miltonmarchioli.com.br\/blog\/?p=10107"},"modified":"2022-01-07T11:13:08","modified_gmt":"2022-01-07T14:13:08","slug":"crises-epilepticas-classificacao-ilae-2010-seminario-curso-de-medicina-da-famema","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/miltonmarchioli.com.br\/blog\/crises-epilepticas-classificacao-ilae-2010-seminario-curso-de-medicina-da-famema\/","title":{"rendered":"Crises Epil\u00e9pticas &#8211; Classifica\u00e7\u00e3o ILAE 2010. Semin\u00e1rio. Curso de Medicina da Famema"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/miltonmarchioli.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/ilae-vermelho.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-10108\" src=\"https:\/\/miltonmarchioli.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/ilae-vermelho.jpg\" alt=\"ilae - vermelho\" width=\"222\" height=\"227\" \/><\/a><a href=\"https:\/\/miltonmarchioli.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/Semin\u00e1rio-de-Neurologia-Tipos-de-convuls\u00f5es.ppt\">Semin\u00e1rio dos tipos de convuls\u00f5es feita pela aluna Nicole do Prado Olbrzymek &#8211; 4\u00ba ano do curso de medicina &#8211; Ambulat\u00f3rio de Cefaleia- Ambulat\u00f3rio M\u00e1rio\u00a0 Covas- disciplinas de Neurologia e Educa\u00e7\u00e3o em Ci\u00eancias da Sa\u00fade Famema.<\/a><\/p>\n<p>Os tipos de crises epil\u00e9pticas: parciais simples, parciais complexas e generalizadas balizam a escolha dos futuros f\u00e1rmacos no tratamento das mesmas.<\/p>\n<p>Apesar de que os sinais e sintomas durante a crise epil\u00e9ptica possam ser bastante amedrontadores ao p\u00fablico leigo, \u00e9 fato que as complica\u00e7\u00f5es s\u00e3o durante as crises ou no p\u00f3s-crise, em que a vida do indiv\u00edduo e de outrem corre perigo.<\/p>\n<p>A Classifica\u00e7\u00e3o das Crises Epil\u00e9pticas de 1981 \u00e9 ainda a classifica\u00e7\u00e3o oficialmente aceita pela International League against Epilepsy (ILAE).<\/p>\n<p>Entretanto, o Grupo de Trabalho em Classifica\u00e7\u00e3o e Terminologia daquele \u00f3rg\u00e3o tem discutido e publicado suas avalia\u00e7\u00f5es em um processo din\u00e2mico cujo objetivo maior \u00e9 a identifica\u00e7\u00e3o dos estudos necess\u00e1rios para a elucida\u00e7\u00e3o das incertezas permitindo a elabora\u00e7\u00e3o de novas classifica\u00e7\u00f5es com bases s\u00f3lidas.<\/p>\n<p>A ILAE sofre revis\u00f5es em 1989, 1993, 2001, 2005 e 2006\u00a0 e 2010.<\/p>\n<p>Crise epil\u00e9ptica \u00e9 a ocorr\u00eancia de sinais e\/ou sintomas transit\u00f3rios decorrentes da atividade neuronal excessiva ou s\u00edncrona no c\u00e9rebro.<\/p>\n<p>Os tr\u00eas elementos necess\u00e1rios para a defini\u00e7\u00e3o de uma crise epil\u00e9ptica s\u00e3o:<\/p>\n<table border=\"1\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\">\n<tbody>\n<tr>\n<td valign=\"top\" width=\"299\">1. Modo de in\u00edcio e t\u00e9rmino<\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"299\">O car\u00e1ter transit\u00f3rio implica em um in\u00edcio e t\u00e9rmino, marcos que podem ser delimitados pelo comportamento ou pelo EEG, os quais nem sempre s\u00e3o coincidentes.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td valign=\"top\" width=\"299\">2. Manifesta\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas<\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"299\">Uma crise \u00e9 um evento cl\u00ednico, com manifesta\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas objetivas e subjetivas. Assim, manifesta\u00e7\u00f5es puramente eletrogr\u00e1ficas n\u00e3o devem ser consideradas como crises epil\u00e9pticas.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td valign=\"top\" width=\"299\">3. Ocorr\u00eancia de sincroniza\u00e7\u00e3o neuronal anormalmente aumentada<\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"299\">Pode resultar tanto em excita\u00e7\u00e3o como em inibi\u00e7\u00e3o e embora mais frequentemente originada no c\u00f3rtex cerebral, pode se iniciar em sistemas t\u00e1lamo-corticais ou em estruturas do tronco encef\u00e1lico.<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Uma crise epil\u00e9ptica \u00e9 a manifesta\u00e7\u00e3o de um dist\u00farbio cerebral subjacente e deve ser avaliada considerando-se, al\u00e9m de suas caracter\u00edsticas semiol\u00f3gicas, outros fatores como idade do paciente quando de sua ocorr\u00eancia, dados do exame f\u00edsico, padr\u00f5es eletrencefalogr\u00e1ficos e resultados de estudos de imagem.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"center\">Estas informa\u00e7\u00f5es devem ser reunidas para possibilitar o diagn\u00f3stico sindr\u00f4mico, fundamental para a determina\u00e7\u00e3o do progn\u00f3stico bem como para orientar a necessidade de outros procedimentos diagn\u00f3sticos e a programa\u00e7\u00e3o terap\u00eautica.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"center\">O conhecimento da s\u00edndrome epil\u00e9ptica permite ao cl\u00ednico formular uma hip\u00f3tese racional sobre a necessidade do tratamento com medica\u00e7\u00e3o antiepil\u00e9ptica e se assim for, qual delas deve ser escolhida.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"center\">Portanto, o primeiro passo na avalia\u00e7\u00e3o de uma pessoa com crises epil\u00e9pticas, \u00e9 a classifica\u00e7\u00e3o do(s) tipo(s) de crise(s) e em seguida, a classifica\u00e7\u00e3o sindr\u00f4mica.<\/p>\n<h5 style=\"text-align: left;\" align=\"center\"><strong>Classificando as crises epil\u00e9pticas<\/strong><\/h5>\n<p>A avalia\u00e7\u00e3o de uma pessoa com prov\u00e1veis crises epil\u00e9pticas, deve se iniciar com a hist\u00f3ria detalhada referida pelo paciente e por uma testemunha, o exame cl\u00ednico e a an\u00e1lise de exames complementares como EEG, exames de imagem e de v\u00eddeos (v\u00eddeo-EEG ou filmagem dos eventos por familiares).<\/p>\n<p>A caracteriza\u00e7\u00e3o das crises requer experi\u00eancia do profissional para obten\u00e7\u00e3o dos dados e interpreta\u00e7\u00e3o dos mesmos.<\/p>\n<p>Estes devem incluir: situa\u00e7\u00e3o de ocorr\u00eancia (posi\u00e7\u00e3o do corpo, circunst\u00e2ncias, sono ou vig\u00edlia), fatores desencadeantes (fadiga, \u00e1lcool, priva\u00e7\u00e3o de sono, est\u00edmulos luminosos), padr\u00e3o dos eventos (isolados ou em grupos, rela\u00e7\u00e3o com o ciclo menstrual), sintomas premonit\u00f3rios, descri\u00e7\u00e3o da aura e caracter\u00edsticas motoras, manuten\u00e7\u00e3o ou n\u00e3o da consci\u00eancia, queda e sintomas p\u00f3s-ictais como cefaleia, mialgia, fadiga, mordedura de l\u00edngua.<\/p>\n<p>A presen\u00e7a de uma testemunha \u00e9 essencial para a caracteriza\u00e7\u00e3o de sintomas durante as crises e ocorr\u00eancia de d\u00e9ficits focais bem como na descri\u00e7\u00e3o dos sintomas durante o per\u00edodo de recupera\u00e7\u00e3o. O esclarecimento do paciente e de seus familiares da necessidade de informa\u00e7\u00f5es sobre a semiologia das crises possibilitar\u00e1 ainda a classifica\u00e7\u00e3o mais precisa dos eventos em consultas subsequentes e, assim, maior possibilidade de ades\u00e3o ao tratamento pelo paciente.<\/p>\n<p>\u00c9 recomendado o registro em calend\u00e1rio dos efeitos da medica\u00e7\u00e3o, tanto sobre o controle das crises como a ocorr\u00eancia de efeitos colaterais. Esta conduta simples contribuir\u00e1 significativamente para o sucesso terap\u00eautico.<\/p>\n<p>Caracteriza\u00e7\u00e3o de uma crise epil\u00e9ptica (realizada na presen\u00e7a do paciente e de uma testemunha dos eventos).<\/p>\n<table border=\"1\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\">\n<tbody>\n<tr>\n<td valign=\"top\" width=\"299\">Situa\u00e7\u00e3o de ocorr\u00eancia<\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"299\">Posi\u00e7\u00e3o do corpo, circunst\u00e2ncias, sono ou vig\u00edlia (despertar, cansa\u00e7o vespertino)<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td valign=\"top\" width=\"299\">Fatores desencadeantes<\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"299\">Fadiga, \u00e1lcool, priva\u00e7\u00e3o de sono, est\u00edmulos luminosos e outros menos frequentes como praxia e leitura<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td valign=\"top\" width=\"299\">Padr\u00e3o dos eventos<\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"299\">Isolados ou em grupos, rela\u00e7\u00e3o com o ciclo menstrual<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td valign=\"top\" width=\"299\">Sinais e sintomas premonit\u00f3rios<\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"299\"><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td valign=\"top\" width=\"299\">Aura<\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"299\"><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td valign=\"top\" width=\"299\">Sinais e sintomas ictais<\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"299\"><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td valign=\"top\" width=\"299\">Sinais e sintomas p\u00f3s-ictais<\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"299\"><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<h5><strong>Classifica\u00e7\u00e3o Internacional das Crises Epil\u00e9pticas<\/strong><\/h5>\n<p>A classifica\u00e7\u00e3o internacional oficial das crises epil\u00e9pticas foi publicada em 1981 (Commission, 1981).<\/p>\n<p>Em 2001, foi publicada uma nova proposta das Comiss\u00f5es de Classifica\u00e7\u00e3o da ILAE. Quatro subgrupos de especialistas propuseram um esquema para a Classifica\u00e7\u00e3o Internacional das Crises Epil\u00e9pticas e das Epilepsias subdividido em cinco eixos:<\/p>\n<p>O eixo 1 compreende a classifica\u00e7\u00e3o da fenomenologia ictal e consta de um gloss\u00e1rio no qual s\u00e3o definidos os termos a serem aplicados \u00e0 descri\u00e7\u00e3o dos diferentes tipos de crises epil\u00e9pticas.<\/p>\n<p>O eixo 2, que compreende a Classifica\u00e7\u00e3o das Crises Epil\u00e9pticas, consta de uma lista dos tipos de crises ap\u00f3s sua caracteriza\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s da aplica\u00e7\u00e3o dos conceitos propostos no eixo 1.<\/p>\n<p>No eixo 3 figuram as S\u00edndromes Epil\u00e9pticas e no eixo 4, intimamente relacionado a este, a Classifica\u00e7\u00e3o Etiol\u00f3gica das Doen\u00e7as Frequentemente Associadas a Crises ou S\u00edndromes Epil\u00e9pticas.<\/p>\n<p>Finalmente, no eixo 5, est\u00e1 a Classifica\u00e7\u00e3o do Grau de Comprometimento Psicossocial das Pessoas com Epilepsia, segundo um esquema baseado em proposta da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Este esquema de classifica\u00e7\u00e3o em cinco eixos atualiza os conhecimentos na caracteriza\u00e7\u00e3o das crises epil\u00e9pticas e epilepsia, ap\u00f3s pelo menos uma d\u00e9cada de contribui\u00e7\u00e3o da v\u00eddeo-eletrencefalografia, dos estudos estruturais e funcionais do sistema nervoso como resson\u00e2ncia magn\u00e9tica, tomografia por emiss\u00e3o de f\u00f3ton \u00fanico, tomografia por emiss\u00e3o de p\u00f3sitrons e da aplica\u00e7\u00e3o de t\u00e9cnicas gen\u00e9ticas.<\/p>\n<h5 style=\"text-align: left;\"><strong>Classifica\u00e7\u00e3o das crises epil\u00e9pticas<\/strong><\/h5>\n<p><strong>Crise epil\u00e9ptica<\/strong>,\u00a0\u00e9 a manifesta\u00e7\u00e3o resultante da atividade epil\u00e9ptica excessiva e\/ou hipers\u00edncrona, usualmente autolimitada, ou seja, com in\u00edcio e t\u00e9rmino definidos, de neur\u00f4nios cerebrais. Quando as mesmas n\u00e3o apresentam curso autolimitado s\u00e3o denominadas crises cont\u00ednuas e configuram o quadro de <strong><em>status epilepticus.<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>Status epilepticus<\/em><\/strong> \u00e9 definido como uma crise duradoura, que n\u00e3o mostra sinais cl\u00ednicos de interrup\u00e7\u00e3o ap\u00f3s o tempo habitual da maioria das crises daquele tipo na maioria dos pacientes ou ainda a ocorr\u00eancia de crises recorrentes sem que a fun\u00e7\u00e3o do sistema nervoso central retorne ao per\u00edodo interictal.<\/p>\n<p>As crises epil\u00e9pticas cursam com graus diferentes de envolvimento muscular. O evento motor consiste de um aumento ou diminui\u00e7\u00e3o da contra\u00e7\u00e3o muscular, o que define um fen\u00f4meno positivo e negativo, respectivamente. O aumento da contra\u00e7\u00e3o muscular pode ser do tipo <strong>t\u00f4nico <\/strong>(significando contra\u00e7\u00e3o muscular mantida com dura\u00e7\u00e3o de poucos segundos a minutos), <strong>cl\u00f4nico<\/strong> (no qual cada contra\u00e7\u00e3o muscular \u00e9 seguida de relaxamento, originando abalos musculares sucessivos) ou <strong>miocl\u00f4nico <\/strong>(contra\u00e7\u00f5es musculares muito breves, semelhantes \u00e0 choques). Diminui\u00e7\u00e3o da contra\u00e7\u00e3o muscular caracteriza as mioclonias negativas e as crises at\u00f4nicas. Enquanto nas primeiras h\u00e1 interrup\u00e7\u00e3o da contra\u00e7\u00e3o muscular t\u00f4nica por menos de 500 ms, nas crises at\u00f4nicas ocorre perda ou diminui\u00e7\u00e3o abrupta do t\u00f4nus muscular por dois ou mais segundos.<\/p>\n<p>Segundo a Classifica\u00e7\u00e3o Internacional das Crises Epil\u00e9pticas de 1981 h\u00e1\u00a0 tr\u00eas grupos de crises: as <em>parciais ou focais<\/em>, as <em>generalizadas <\/em>e as crises <em>n\u00e3o classific\u00e1veis<\/em>.<\/p>\n<p>As crises parciais ou focais, cl\u00ednica e eletrencefalograficamente, s\u00e3o caracterizadas pela ativa\u00e7\u00e3o de uma parte do c\u00e9rebro, sendo subdivididas em <em>crises parciais simples<\/em>, quando h\u00e1 preserva\u00e7\u00e3o da consci\u00eancia e <em>crises parciais complexas<\/em>, quando h\u00e1 comprometimento da mesma.<\/p>\n<p>As <em>crises generalizadas<\/em> s\u00e3o aquelas em que h\u00e1 envolvimento, desde o in\u00edcio, de amplas \u00e1reas de ambos os hemisf\u00e9rios cerebrais.<\/p>\n<p>S\u00e3o consideradas <em>n\u00e3o classific\u00e1veis<\/em>, as crises que n\u00e3o se enquadram nos dois subtipos acima.<\/p>\n<p>De acordo com a proposi\u00e7\u00e3o da ILAE de 2001, a classifica\u00e7\u00e3o passa a ser uma lista dos diferentes tipos de crises que s\u00e3o agora consideradas entidades diagn\u00f3sticas. Este conceito teve origem na experi\u00eancia de longos anos em Unidades de Monitoriza\u00e7\u00e3o V\u00eddeo-Eletrencefalogr\u00e1fica. Isto significa que sua classifica\u00e7\u00e3o se baseia simplesmente nas caracter\u00edsticas semiol\u00f3gicas dos eventos, os quais deixam de apresentar qualquer conota\u00e7\u00e3o anat\u00f4mica ou patofisiol\u00f3gica.<\/p>\n<p><strong>Classifica\u00e7\u00e3o das Crises Epil\u00e9pticas<\/strong> &#8211; cont\u00e9m os tr\u00eas subgrupos de crises epil\u00e9pticas, considerando as crises isoladas ou autolimitadas, as repetidas configurando <em>status epilepticus<\/em> e os fatores precipitantes envolvidos nas crises reflexas, que podem desencadear crises focais ou generalizadas.<\/p>\n<ul>\n<li><strong>Crises autolimitadas<\/strong><\/li>\n<\/ul>\n<p>&#8211; Crises generalizadas<\/p>\n<p>&#8211; Crises focais<\/p>\n<ul>\n<li><strong>Crises cont\u00ednuas<\/strong><\/li>\n<\/ul>\n<p>&#8211; Status epilepticus generalizado<\/p>\n<p>&#8211; Status epilepticus focal<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Crises generalizadas<\/strong><\/p>\n<p><strong>Crises generalizadas<\/strong> s\u00e3o aquelas cuja semiologia inicial indica o envolvimento de \u00e1reas encef\u00e1licas amplas de ambos os hemisf\u00e9rios cerebrais.<\/p>\n<p>Segundo a nova proposta de classifica\u00e7\u00e3o o termo <strong>convuls\u00e3o<\/strong>, significando epis\u00f3dios de contra\u00e7\u00e3o muscular excessiva e anormal, mantida ou interrompida, usualmente bilateral, n\u00e3o deve ser utilizado desde que se trata primariamente de um termo leigo e usado inapropriadamente em muitas situa\u00e7\u00f5es de crises com fen\u00f4menos motores.<\/p>\n<p><strong>Tipos de crise generalizadas:<\/strong><\/p>\n<p><strong>Crises t\u00f4nico-cl\u00f4nicas<\/strong><\/p>\n<p>As crises t\u00f4nico-cl\u00f4nicas (tamb\u00e9m chamadas crises de grande mal) s\u00e3o caracterizadas por contra\u00e7\u00e3o t\u00f4nica sim\u00e9trica e bilateral seguida de contra\u00e7\u00e3o cl\u00f4nica dos quatro membros usualmente associadas a fen\u00f4menos auton\u00f4micos como apneia, libera\u00e7\u00e3o esfincteriana, sialorreia e mordedura de l\u00edngua, durante cerca de um minuto. Na fase de contra\u00e7\u00e3o t\u00f4nica o ar pode ser expulso atrav\u00e9s da glote fechada, o que resulta no grito epil\u00e9ptico. O per\u00edodo p\u00f3s-cr\u00edtico \u00e9 caracterizado por confus\u00e3o mental e sonol\u00eancia.<\/p>\n<p><strong>Crises cl\u00f4nicas<\/strong><\/p>\n<p>Crises cl\u00f4nicas s\u00e3o caracterizadas pela ocorr\u00eancia de\u00a0 contra\u00e7\u00f5es musculares repetidas a intervalos regulares, r\u00edtmicas, na frequ\u00eancia de 2-3 c\/s ocorrendo durante v\u00e1rios segundos a minutos.<\/p>\n<p><strong>Crises t\u00f4nicas<\/strong><\/p>\n<p>Trata-se de crises nas quais ocorre contra\u00e7\u00e3o muscular mantida com dura\u00e7\u00e3o de poucos segundos a minutos. Em geral, as crises t\u00f4nicas duram de 10 a 20 segundos e podem comprometer apenas a musculatura axial (crises t\u00f4nicas axiais) ou tamb\u00e9m a das ra\u00edzes dos membros (crises t\u00f4nicas axorizom\u00e9licas) ou ent\u00e3o todo o corpo, configurando a crise t\u00f4nica global.<\/p>\n<p><strong>Crises de aus\u00eancias t\u00edpicas<\/strong><\/p>\n<p>Crises de aus\u00eancia t\u00edpica consistem de breves epis\u00f3dios de comprometimento de consci\u00eancia acompanhados por manifesta\u00e7\u00f5es motoras muito discretas como automatismos orais e manuais, piscamento, aumento ou diminui\u00e7\u00e3o do t\u00f4nus muscular e sinais auton\u00f4micos. Duram cerca de 10 a 30 segundos e apresentam in\u00edcio e t\u00e9rmino abruptos, ocorrendo, em geral, v\u00e1rias vezes ao dia. S\u00e3o desencadeadas por hiperventila\u00e7\u00e3o, ativa\u00e7\u00e3o de tal forma importante que a n\u00e3o observa\u00e7\u00e3o da crise cl\u00e1ssica durante a hiperventila\u00e7\u00e3o por 3 a 5 minutos em um paciente n\u00e3o tratado, deve colocar em d\u00favida este diagn\u00f3stico.<\/p>\n<p><strong>Crises de aus\u00eancias at\u00edpicas<\/strong><\/p>\n<p>Nestas crises o comprometimento da consci\u00eancia \u00e9 menor, o in\u00edcio e t\u00e9rmino s\u00e3o menos abruptos e o tono muscular mostra-se frequentemente alterado. Em geral, n\u00e3o s\u00e3o desencadeadas pela hiperpneia.<\/p>\n<p><strong>Crises de aus\u00eancias miocl\u00f4nicas<\/strong><\/p>\n<p>Crises de aus\u00eancias acompanhadas de perda de consci\u00eancia e manifesta\u00e7\u00f5es motoras importantes que incluem abalos miocl\u00f4nicos bilaterais dos ombros, bra\u00e7os e pernas associados \u00e0 contra\u00e7\u00e3o t\u00f4nica discreta a qual ocasiona eleva\u00e7\u00e3o dos membros superiores, os mais acometidos pelo fen\u00f4meno motor.<\/p>\n<p><strong>Espasmos <\/strong><\/p>\n<p>Tamb\u00e9m denominados espasmos epil\u00e9pticos, s\u00e3o caracterizados por contra\u00e7\u00e3o t\u00f4nica r\u00e1pida, com dura\u00e7\u00e3o de 1 a 15 segundos, da musculatura do pesco\u00e7o, tronco e membros podendo assumir car\u00e1ter em flex\u00e3o ou em extens\u00e3o.<\/p>\n<p>Esta contra\u00e7\u00e3o \u00e9 usualmente mais mantida do que as mioclonias, mas n\u00e3o t\u00e3o prolongada como nas crises t\u00f4nicas (sua dura\u00e7\u00e3o \u00e9 de cerca de 1 segundo). Podem ocorrer formas limitadas com contra\u00e7\u00e3o da musculatura facial ou queda da cabe\u00e7a. Ocorrem em salvas, especialmente ao despertar e durante sonol\u00eancia. No lactente, s\u00e3o frequentemente acompanhados de choro e quando n\u00e3o presenciados pelo m\u00e9dico podem ser confundidos com c\u00f3licas, um diagn\u00f3stico que pode retardar a terap\u00eautica adequada comprometendo o progn\u00f3stico.<\/p>\n<p><strong>Crises miocl\u00f4nicas<\/strong><\/p>\n<p>Mioclonias s\u00e3o contra\u00e7\u00f5es musculares s\u00fabitas, breves (&lt; 100 ms), que se assemelham a choques. Podem afetar a musculatura facial, o tronco, uma extremidade, um m\u00fasculo ou um grupo muscular e podem ser generalizadas, ocorrendo de forma isolada ou repetida. As crises miocl\u00f4nicas s\u00e3o frequentemente precipitadas por priva\u00e7\u00e3o de sono, despertar ou adormecer.<\/p>\n<p><strong>Mioclonias palpebrais<\/strong><\/p>\n<p>Consistem em contra\u00e7\u00f5es r\u00e1pidas das p\u00e1lpebras ao fechamento dos olhos, o que ocasiona piscamento r\u00e1pido, acompanhado de desvio dos globos oculares para cima. Este fen\u00f4meno pode aparecer de forma isolada ou ser acompanhado de crises de aus\u00eancias muito breves com dura\u00e7\u00e3o de apenas alguns poucos segundos.<\/p>\n<p><strong>Crises mioclono-at\u00f4nicas<\/strong><\/p>\n<p>Encontradas principalmente em epilepsias da inf\u00e2ncia, estas crises s\u00e3o caracterizadas por abalos miocl\u00f4nicos nos membros superiores, geralmente em flex\u00e3o, seguidos de perda do tono muscular com queda da cabe\u00e7a e flex\u00e3o dos joelhos.<\/p>\n<p><strong>Mioclonias negativas<\/strong><\/p>\n<p>S\u00e3o epis\u00f3dios curtos (&lt; 500 ms) de atonia muscular provavelmente decorrentes de inibi\u00e7\u00e3o s\u00fabita da inerva\u00e7\u00e3o t\u00f4nica dos motoneur\u00f4nios alfa. Na maioria dos casos descritos na literatura o fen\u00f4meno de mioclonias negativas generalizadas esteve presente em anormalidades cerebrais difusas como na doen\u00e7a de Lafora e nas encefalopatias mitocondriais enquanto as mioclonias negativas focais ocorrem em dist\u00farbios da regi\u00e3o perirrol\u00e2ndica, como nas displasias corticais e na s\u00edndrome de Rasmussen.<\/p>\n<p><strong>Crises at\u00f4nicas<\/strong><\/p>\n<p>Caracterizadas por perda ou diminui\u00e7\u00e3o s\u00fabita do tono muscular envolvendo a cabe\u00e7a, tronco, mand\u00edbula ou membros, as crises at\u00f4nicas s\u00e3o decorrentes de perda do t\u00f4nus postural podendo promover queda lenta se o indiv\u00edduo estiver em p\u00e9.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Crises focais<\/strong><\/p>\n<p>\u00a0<strong>Crises focais<\/strong> s\u00e3o aquelas cujas manifesta\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas indicam o envolvimento inicial de apenas uma parte de um hemisf\u00e9rio cerebral.<\/p>\n<p>As crises focais podem, com a propaga\u00e7\u00e3o das descargas, evoluir para crises t\u00f4nico-cl\u00f4nicas generalizadas.<\/p>\n<p>\u00c9 o que se chama crise focal com generaliza\u00e7\u00e3o secund\u00e1ria. Os sinais subjetivos que antecedem uma crise observ\u00e1vel e que o paciente \u00e9 capaz de descrever constituem a <strong>aura<\/strong>.<\/p>\n<p>A aura pode ocorrer de forma isolada constituindo uma crise sensitivo-sensorial.<\/p>\n<p><sup>\u00a0<\/sup><strong>Crises focais sensitivo-sensoriais<\/strong><\/p>\n<p>Incluem sintomas simples, ou seja, aqueles que envolvem apenas uma modalidade sensorial prim\u00e1ria (elementares) e mais elaborados (complexos).<\/p>\n<p><strong>Com sintomas sensitivo-sensoriais elementares<\/strong><\/p>\n<p>Neste grupo o fen\u00f4meno epil\u00e9ptico \u00e9 representado por auras (uma vez que tratam-se de manifesta\u00e7\u00f5es subjetivas, que n\u00e3o s\u00e3o detect\u00e1veis por um observador).\u00a0 Entre elas figuram crises sensitivas (parestesias, dor e sensa\u00e7\u00f5es viscerais como a sensa\u00e7\u00e3o epig\u00e1strica) e as crises sensoriais ( visuais,\u00a0 auditivas, olfat\u00f3rias, gustativas).<\/p>\n<p><strong>Com sintomas experienciais(complexas)<\/strong><\/p>\n<p>Consistem de alucina\u00e7\u00f5es multisensoriais que configuram \u201cexperi\u00eancias\u201d e incluem fen\u00f4menos perceptuais afetivos (medo, depress\u00e3o, alegria e mais raramente, raiva) e manifesta\u00e7\u00f5es mneum\u00f4nicas envolvendo ilus\u00f5es e alucina\u00e7\u00f5es cuja qualidade \u00e9 similar \u00e0quelas experimentadas normalmente, por\u00e9m reconhecidas pelo indiv\u00edduo como algo que ocorre fora do contexto real e \u00e0s vezes de conte\u00fado extraordinariamente v\u00edvido. Neste grupo encontramos fen\u00f4menos como <em>d\u00e9j\u00e0 <\/em>e <em>jamais vu, d\u00e9j\u00e0 e jamais entendu, d\u00e9j\u00e0 e jamais v\u00e9cu<\/em> (sensa\u00e7\u00e3o de familiaridade e estranheza de cenas, sons e experi\u00eancias de vida), estados de sonho e alucina\u00e7\u00f5es complexas.<\/p>\n<p><strong>Crises motoras focais<\/strong><\/p>\n<p>Crises motoras s\u00e3o aquelas nas quais os fen\u00f4menos motores constituem a manifesta\u00e7\u00e3o predominante na semiologia cr\u00edtica.<\/p>\n<p><strong>Com sinais motores elementares cl\u00f4nicos<\/strong><\/p>\n<p>S\u00e3o caracterizadas por contra\u00e7\u00f5es musculares que recorrem de forma regular a intervalos menores do que 1 a 2 s. Crises com sinais motores elementares cl\u00f4nicos s\u00e3o originadas, quase sempre, pela ativa\u00e7\u00e3o do c\u00f3rtex motor prim\u00e1rio contralateral.<\/p>\n<p><strong>Crises motoras t\u00f4nicas assim\u00e9tricas ou sim\u00e9tricas<br \/>\n<\/strong><\/p>\n<p>S\u00e3o crises em que a contra\u00e7\u00e3o desigual ou ass\u00edncrona de grupos musculares de ambos os lados do corpo produz posturas assim\u00e9tricas decorrentes da contra\u00e7\u00e3o t\u00f4nica de um \u00fanico membro, de um hemicorpo ou dos quatro membros. Usualmente breves, durando 10 a 40s, t\u00eam in\u00edcio abrupto e podem ser acompanhadas por grito ou murm\u00fario. A consci\u00eancia em geral \u00e9 preservada e n\u00e3o h\u00e1 confus\u00e3o p\u00f3s cr\u00edtica.<\/p>\n<p><strong>Crises com automatismos t\u00edpicos do lobo temporal<\/strong><\/p>\n<p>Automatismos s\u00e3o movimentos coordenados e repetitivos que se assemelham a movimentos volunt\u00e1rios. Em geral, nas crises do lobo temporal, os automatismos envolvem as partes distais dos membros, particularmente os dedos, m\u00e3os, l\u00edngua e l\u00e1bios (oro-alimentares) e frequentemente, mas n\u00e3o sempre, s\u00e3o associados a comprometimento da consci\u00eancia.<\/p>\n<p><strong>Crises com automatismos hipercin\u00e9ticos<\/strong><\/p>\n<p>Nestas, o movimento afeta principalmente a parte proximal dos membros, o que resulta em movimentos importantes os quais, quando r\u00e1pidos, parecem violentos. Incluem movimentos como pedalar, de impuls\u00e3o p\u00e9lvica e de balanceio de todo ou de parte do corpo.<\/p>\n<p><strong>Crises com mioclonias negativas focais<\/strong><\/p>\n<p>Caracterizam-se por breves per\u00edodos de atonia focal com perda do t\u00f4nus postural que podem ser evidenciados quando o paciente exerce uma atividade t\u00f4nica com a parte do corpo afetada pelo fen\u00f4meno motor negativo.<\/p>\n<p><strong>Crises motoras inibit\u00f3rias<\/strong><\/p>\n<p>Embora raramente observados como manifesta\u00e7\u00f5es cr\u00edticas, paresia de membros ou per\u00edodos de afasia (crises af\u00e1sicas) podem ser decorrentes de descargas epil\u00e9pticas repetitivas envolvendo o c\u00f3rtex motor.<\/p>\n<p><strong>Crises gel\u00e1sticas<\/strong><\/p>\n<p>Nestas crises o riso, de car\u00e1ter incomum, estereotipado e inapropriado, constitui o fen\u00f4meno complexo mais importante das manifesta\u00e7\u00f5es cr\u00edticas. Classicamente associadas aos hamartomas hipotal\u00e2micos, podem tamb\u00e9m ser verificadas em epilepsias dos lobos frontal ou temporal.<\/p>\n<p><strong>Crises hemicl\u00f4nicas<\/strong><\/p>\n<p>S\u00e3o crises que apresentam todas as caracter\u00edsticas cl\u00ednicas das crises generalizadas t\u00f4nico-cl\u00f4nicas, por\u00e9m as manifesta\u00e7\u00f5es motoras s\u00e3o observadas unicamente ou de modo predominante em um s\u00f3 lado do corpo. Quando estas crises s\u00e3o prolongadas podem cursar com dano hemisf\u00e9rico, configurando a s\u00edndrome da hemiconvuls\u00e3o-hemiplegia-epilepsia.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\" align=\"center\"><sup>\u00a0<\/sup><strong>Estado atual da Classifica\u00e7\u00e3o das Crises Epil\u00e9pticas<\/strong><\/p>\n<p>A proposta da ILAE de 2010 tem sido objeto de acirrada discuss\u00e3o conceitual e est\u00e1 longe de ser resolvida.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/miltonmarchioli.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/Avalia\u00e7\u00e3o-de-Condutores-e-Candidatos-a-Condutores-de-Ve\u00edculos-Automotores-Portadores-de-Epilepsia.pdf\">A Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Medicina de Tr\u00e1fego<\/a> tem uma diretriz especial para os condutores de ve\u00edculos, que, em tese, possam apresentar epilepsia.<\/p>\n<p>A presen\u00e7a constante de convuls\u00f5es em condutores de ve\u00edculos \u00e9 extremamente perigoso, e por isso\u00a0deve o mesmo fazer uma declara\u00e7\u00e3o junto ao Detran, ao requerer sua Carteira Nacional de Habilita\u00e7\u00e3o (CNH), assumindo ter convuls\u00f5es\/epilepsia, e como est\u00e1 o seu tratamento.<\/p>\n<p>Ao assumir o risco de ser condutor de ve\u00edculo nessa condi\u00e7\u00e3o, assume tamb\u00e9m poss\u00edveis indeniza\u00e7\u00f5es na esfera civil e penal.<\/p>\n<p>Epilepsia e CNH n\u00e3o combinam!<\/p>\n<p>Lutemos por uma Sa\u00fade P\u00fablica com qualidade !<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/miltonmarchioli.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/eeg-super.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-10103\" src=\"https:\/\/miltonmarchioli.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/eeg-super.jpg\" alt=\"eeg - super\" width=\"2422\" height=\"2207\" srcset=\"https:\/\/miltonmarchioli.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/eeg-super.jpg 2422w, https:\/\/miltonmarchioli.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/eeg-super-300x273.jpg 300w, https:\/\/miltonmarchioli.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/eeg-super-1024x933.jpg 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 2422px) 100vw, 2422px\" \/><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Semin\u00e1rio dos tipos de convuls\u00f5es feita pela aluna Nicole do Prado Olbrzymek &#8211; 4\u00ba ano do curso de medicina &#8211; Ambulat\u00f3rio de Cefaleia- Ambulat\u00f3rio M\u00e1rio\u00a0 Covas- disciplinas de Neurologia e Educa\u00e7\u00e3o em Ci\u00eancias da Sa\u00fade Famema. Os tipos de crises epil\u00e9pticas: parciais simples, parciais complexas e generalizadas balizam a escolha dos futuros f\u00e1rmacos no tratamento &hellip; <a href=\"https:\/\/miltonmarchioli.com.br\/blog\/crises-epilepticas-classificacao-ilae-2010-seminario-curso-de-medicina-da-famema\/\" class=\"more-link\">Continue lendo <span class=\"screen-reader-text\">Crises Epil\u00e9pticas &#8211; Classifica\u00e7\u00e3o ILAE 2010. Semin\u00e1rio. 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