{"id":11661,"date":"2016-05-24T20:24:53","date_gmt":"2016-05-24T23:24:53","guid":{"rendered":"http:\/\/miltonmarchioli.com.br\/blog\/?p=11661"},"modified":"2016-05-24T20:25:29","modified_gmt":"2016-05-24T23:25:29","slug":"conselho-federal-de-medicina-aponta-queda-de-leitos-do-sus-em-19-estados-desde-2010","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/miltonmarchioli.com.br\/blog\/conselho-federal-de-medicina-aponta-queda-de-leitos-do-sus-em-19-estados-desde-2010\/","title":{"rendered":"Conselho Federal de Medicina aponta queda de leitos do SUS em 19 estados desde 2010"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft  wp-image-11663\" src=\"https:\/\/miltonmarchioli.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/LEITOS-SUS-2.jpg\" alt=\"LEITOS SUS - 2\" width=\"270\" height=\"180\" \/>Quase 24 mil leitos de interna\u00e7\u00e3o, aqueles destinados a pacientes que precisam permanecer em hospital por mais de 24 horas foram desativados na rede p\u00fablica de sa\u00fade desde dezembro de 2010.<\/p>\n<p>Naquele m\u00eas, o pa\u00eds dispunha de 335,5 mil deles para uso exclusivo do Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS).<\/p>\n<p>Em dezembro de 2015, o n\u00famero baixou para 312 mil \u2013 uma queda de 13 leitos por dia.<\/p>\n<p>As informa\u00e7\u00f5es foram apuradas pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) junto ao Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Sa\u00fade (CNES), do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade.<\/p>\n<p>Para o presidente do CFM, o levantamento mostra a falta de leitos evidenciada por m\u00e9dicos e pacientes nos hospitais brasileiros, o que acaba provocando atrasos no diagn\u00f3stico e no in\u00edcio do tratamento, aumentando a taxa de mortalidade.<\/p>\n<p>Dentre as especialidades mais afetadas no per\u00edodo, em n\u00edvel nacional, constam psiquiatria, pediatria cir\u00fargica, obstetr\u00edcia e cirurgia geral.<\/p>\n<p>J\u00e1 os leitos destinados \u00e0 ortopedia e traumatologia foram os \u00fanicos que sofreram acr\u00e9scimo superior a mil leitos.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-11662\" src=\"https:\/\/miltonmarchioli.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/LEITOS-SUS.jpg\" alt=\"LEITOS SUS\" width=\"553\" height=\"461\" srcset=\"https:\/\/miltonmarchioli.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/LEITOS-SUS.jpg 553w, https:\/\/miltonmarchioli.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/LEITOS-SUS-300x250.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 553px) 100vw, 553px\" \/><\/p>\n<p><strong>Estados e capitais \u2013<\/strong> Em n\u00fameros absolutos, os estados das regi\u00f5es Sudeste e Nordeste foram os que mais sofreram redu\u00e7\u00e3o no per\u00edodo. S\u00f3 no Rio de Janeiro pouco mais de sete mil leitos foram desativados desde 2010. Na sequ\u00eancia, aparece Minas Gerais (-3.241 leitos) e S\u00e3o Paulo (-2.908). No Nordeste, a Bahia sofreu o maior corte (-2.126). Entre as capitais, foram os fluminenses os que mais perderam leitos na rede p\u00fablica (-2.503), seguidos pelos fortalezenses (-854) e brasilienses (-807).<\/p>\n<p>Por outro lado, apenas oito estados apresentaram n\u00fameros positivos no c\u00e1lculo final de leitos SUS nos \u00faltimos cinco anos: Rio Grande do Sul (806), Mato Grosso (397), Rond\u00f4nia (336), Santa Catarina (121), Esp\u00edrito Santo (115), Amap\u00e1 (87), Mato Grosso do Sul (56) e Tocantins (15).<\/p>\n<p>Nas capitais, 12 delas conseguiram elevar a taxa de leitos, o que sugere que o grande impacto de queda tenha reca\u00eddo sobre as demais cidades metropolitanas ou interioranas dos estados.<\/p>\n<p>Enquanto os 150 milh\u00f5es de brasileiros que dependem exclusivamente do SUS perderam quase 24 mil leitos desde 2010, o quantitativo na rede suplementar e nas unidades privadas aumentou em 2,2 mil o n\u00famero de leitos no mesmo per\u00edodo. Ao todo, 17 estados elevaram o montante na rede suplementar at\u00e9 dezembro de 2015. Apenas Rio de Janeiro e Cear\u00e1 sofreram decr\u00e9scimos significativos, da ordem de 1.751 e 1.042 leitos a menos, respectivamente.<\/p>\n<p><strong>Leitos de observa\u00e7\u00e3o e UTI \u2013<\/strong> O levantamento do CFM apurou que os leitos de repouso ou de observa\u00e7\u00e3o, utilizados para suporte das a\u00e7\u00f5es ambulatoriais e de urg\u00eancia, como administra\u00e7\u00e3o de medica\u00e7\u00e3o endovenosa e pequenas cirurgias, com perman\u00eancia de at\u00e9 24 horas no ambiente hospitalar. Nesta categoria, houve um aumento de 14% na quantidade de leitos no per\u00edodo.<br \/>\nForam apurados os leitos reservados \u00e0s Unidades de Terapia Intensiva (UTI). Ao contr\u00e1rio dos leitos de interna\u00e7\u00e3o, essa rede apresentou alta de 23%, passando de 33.425 em dezembro de 2010 para 40.960 no mesmo m\u00eas de 2015. Apesar do acr\u00e9scimo, uma an\u00e1lise detalhada do CFM constatou ind\u00edcios de que quantidade de leitos de UTI na rede p\u00fablica (49% do total) ainda seja insuficiente para atender as demandas da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Por fim, em 86% das cidades brasileiras n\u00e3o possuem nenhum leito p\u00fablico de UTI.<\/p>\n<p><strong>Abaixo da m\u00e9dia mundial \u2013<\/strong> Embora a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade (OMS) e a Organiza\u00e7\u00e3o Pan-Americana da Sa\u00fade (OPAS) n\u00e3o recomendem ou estabele\u00e7am taxas ideais de leitos por habitante, \u00e9 poss\u00edvel observar que, em rela\u00e7\u00e3o a outros pa\u00edses com sistemas universais de sa\u00fade, o Brasil aparece com um dos piores indicadores.<\/p>\n<p>De acordo com o relat\u00f3rio de Estat\u00edsticas de Sa\u00fade Mundiais da OMS de 2014, o Brasil possu\u00eda 2,3 leitos hospitalares (p\u00fablicos e privados) para cada grupo de mil habitantes no per\u00edodo de 2006 a 2012. A taxa \u00e9 equivalente \u00e0 m\u00e9dia das Am\u00e9ricas, mas inferior \u00e0 m\u00e9dia mundial (2,7) ou as taxas apuradas, por exemplo, na Argentina (4,7), Espanha (3,1) ou Fran\u00e7a (6,4).<\/p>\n<p>As estat\u00edsticas de leitos hospitalares s\u00e3o geralmente extra\u00eddas de registros administrativos de rotina, como as bases do CNES.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/portal.cfm.org.br\/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=26171:2016-05-17-12-26-58&amp;catid=3_\">Fonte- Conselho Federal de Medicina<\/a><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-11664\" src=\"https:\/\/miltonmarchioli.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/LEITOS-SUS-2-1.jpg\" alt=\"LEITOS SUS - 2\" width=\"567\" height=\"425\" srcset=\"https:\/\/miltonmarchioli.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/LEITOS-SUS-2-1.jpg 567w, https:\/\/miltonmarchioli.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/LEITOS-SUS-2-1-300x225.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 567px) 100vw, 567px\" \/><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quase 24 mil leitos de interna\u00e7\u00e3o, aqueles destinados a pacientes que precisam permanecer em hospital por mais de 24 horas foram desativados na rede p\u00fablica de sa\u00fade desde dezembro de 2010. 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