{"id":257,"date":"2011-03-17T19:22:37","date_gmt":"2011-03-17T19:22:37","guid":{"rendered":"http:\/\/miltonmarchioli.com.br\/blog\/?p=257"},"modified":"2022-01-07T11:23:18","modified_gmt":"2022-01-07T14:23:18","slug":"epileptogenese-e-mecanismo-de-acao-das-drogas-na-profilaxia-e-tratamento-da-epilepsia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/miltonmarchioli.com.br\/blog\/epileptogenese-e-mecanismo-de-acao-das-drogas-na-profilaxia-e-tratamento-da-epilepsia\/","title":{"rendered":"Epileptog\u00eanese e mecanismo de a\u00e7\u00e3o das drogas na profilaxia e tratamento da epilepsia"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/miltonmarchioli.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/EEG-TOUCA.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-10075\" src=\"https:\/\/miltonmarchioli.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/EEG-TOUCA-225x300.jpg\" alt=\"EEG TOUCA\" width=\"196\" height=\"262\" srcset=\"https:\/\/miltonmarchioli.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/EEG-TOUCA-225x300.jpg 225w, https:\/\/miltonmarchioli.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/EEG-TOUCA-768x1024.jpg 768w, https:\/\/miltonmarchioli.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/EEG-TOUCA.jpg 810w\" sizes=\"auto, (max-width: 196px) 100vw, 196px\" \/><\/a><a href=\"https:\/\/miltonmarchioli.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/Ictog\u00eanese-Epileptog\u00eanese-e-Mecanismo-de-A\u00e7\u00e3o-das-Drogas-na-Profilaxia-e-Tratamento-da-Epilepsia.pdf\">Artigo cient\u00edfico publicado no J Epilepsy Clin Neurophysiol 2008; 14(Suppl 2):39-45 que explica as drogas antiepil\u00e9pticas e \u00a0mecanismo de a\u00e7\u00e3o\u00a0 das principais drogas antiepil\u00e9pticas.<\/a><\/p>\n<p>A pesquisa dos mecanismos envolvidos na g\u00eanese\u00a0 da epilepsia \u00e9 um dos grandes desafios da moderna neurologia, pois ao se precisar como se originam as crises epil\u00e9pticas, pode-se criar drogas que possam impedir a origem desses focos no Sistema Nervoso Central.<\/p>\n<p>Muito se avan\u00e7ou na farmacologia de drogas anticonvulsivantes na \u00faltima d\u00e9cada com novas drogas, e\u00a0 com novos\u00a0 mecanismos de a\u00e7\u00e3o ao mesmo tempo.<\/p>\n<p>O manejo de pacientes com epilepsia envolve n\u00e3o apenas a correta caracteriza\u00e7\u00e3o dos tipos de crises convulsivas, mas a escolha de f\u00e1rmacos com potencialidade de efic\u00e1cia no tratamento da epilepsia.<\/p>\n<p>Epilepsia \u00e9 definida como a ocorr\u00eancia de crises epil\u00e9pticas recorrentes.<\/p>\n<p>Estas crises podem ser convulsivas (t\u00f4nicas, cl\u00f4nicas ou t\u00f4nico-cl\u00f4nicas) ou n\u00e3o (aus\u00eancias, crises at\u00f4nicas e mioclonias).<\/p>\n<p>Em linhas gerais, a Comiss\u00e3o de Classifica\u00e7\u00e3o e Terminologia da Liga Internacional Contra Epilepsia divide as manifesta\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas em crises parciais, iniciadas em uma parte de um dos hemisf\u00e9rios, e generalizadas, iniciadas simultaneamente em ambos os hemisf\u00e9rios.<\/p>\n<p>Quando as crises parciais n\u00e3o acarretam perda de consci\u00eancia, elas s\u00e3o chamadas de crises parciais simples, em oposi\u00e7\u00e3o \u00e0s crises parciais complexas nas quais h\u00e1 perda de consci\u00eancia.<\/p>\n<p>Crises parciais simples podem evoluir para parciais complexas, \u00e0 medida que a descarga original se propaga pelo c\u00f3rtex cerebral.<\/p>\n<p>Tanto as parciais simples quanto as complexas podem\u00a0 secundariamente generalizar.<\/p>\n<p>Diferentes s\u00edndromes epil\u00e9pticas podem ser identificadas, baseando-se em tipos caracter\u00edsticos de crise e outros dados cl\u00ednicos, incluindo idade de in\u00edcio, fator precipitante, hist\u00f3ria familiar e anormalidades neurol\u00f3gicas associadas.<\/p>\n<p>Os anticonvulsivantes tradicionais (fenito\u00edna, carbamazepina, \u00e1cido valpr\u00f3ico e barbit\u00faricos) s\u00e3o usados clinicamente desde antes de ensaios cl\u00ednicos serem exigidos para a aprova\u00e7\u00e3o de medicamentos.<\/p>\n<p>Hoje n\u00e3o h\u00e1 justificativa \u00e9tica para a realiza\u00e7\u00e3o de ensaios cl\u00ednicos controlados por placebo, especialmente face \u00e0s poss\u00edveis consequ\u00eancias das crises e ao controle de aproximadamente 85% dos pacientes epil\u00e9pticos com os medicamentos existentes.<\/p>\n<p>A escolha entre diferentes anticonvulsivantes \u00e9 baseada em tr\u00eas fatores: caracter\u00edsticas cl\u00ednicas (tipo de crise ou s\u00edndrome epil\u00e9ptica), risco de efeitos adversos e custo.<\/p>\n<p>Ensaios cl\u00ednicos comparando diferentes tratamentos ativos est\u00e3o dispon\u00edveis para auxiliar nesta decis\u00e3o.<\/p>\n<p>Nas epilepsias parciais, o maior estudo realizado at\u00e9 hoje comparou o uso de carbamazepina, fenito\u00edna, primidona e fenobarbital em pacientes com crises, com ou sem generaliza\u00e7\u00e3o secund\u00e1ria. N\u00e3o foi observada diferen\u00e7a na porcentagem de pacientes com total controle de crises com generaliza\u00e7\u00e3o ap\u00f3s 1 ano (43-48%), sob quaisquer tratamentos.<\/p>\n<p>Carbamazepina apresentou efic\u00e1cia significativamente melhor (43%) que fenobarbital (16%) ou primidona (16%) no controle total das crises parciais.<\/p>\n<p>Fenito\u00edna foi capaz de controlar as crises parciais em 26% dos pacientes, resultado que n\u00e3o foi significativamente diferente da carbamazepina.<\/p>\n<p>Outro estudo comparou \u00e1cido valpr\u00f3ico e carbamazepina. N\u00e3o houve diferen\u00e7a significativa no controle completo de crises secundariamente generalizadas, mas novamente a carbamazepina se mostrou mais eficaz no controle das crises parciais.<\/p>\n<p>Oxcarbazepina \u00e9 antiepil\u00e9ptico novo que se mostrou t\u00e3o eficaz quanto a carbamazepina e associa-se a menor incid\u00eancia de efeitos adversos, tendo por\u00e9m maior custo e menor experi\u00eancia de uso.<\/p>\n<p>Nas epilepsias generalizadas, a monoterapia com \u00e1cido valpr\u00f3ico foi capaz de controlar crises tonico-cl\u00f4nicas generalizadas prim\u00e1rias em 85% dos pacientes (89% daqueles sem outro tipo de crises). N\u00e3o h\u00e1 ensaios cl\u00ednicos comparando \u00e1cido valpr\u00f3ico com os demais medicamentos antiepil\u00e9pticos nesta condi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00c1cido valpr\u00f3ico e etossuximida apresentaram igual efic\u00e1cia no controle de crises de aus\u00eancia. No entanto, etossuximida n\u00e3o \u00e9 eficaz para crises tonico-cl\u00f4nicas generalizadas que muitas vezes se associam \u00e0s aus\u00eancias.<\/p>\n<p><strong>Conclus\u00e3o<\/strong>: Para crises parciais, <strong>carbamazepina <\/strong>foi selecionada como medicamento de <strong>refer\u00eancia<\/strong>, por ser eficaz, ter menor custo e maior experi\u00eancia de uso; <strong>\u00e1cido valpr\u00f3ico<\/strong>\u00a0 foi considerado medicamento de <strong>refer\u00eancia<\/strong> para o tratamento das epilepsias generalizadas, levando em conta sua efic\u00e1cia em monoterapia e seu amplo espectro.<\/p>\n<p>Lutemos por uma Sa\u00fade P\u00fablica com qualidade !<\/p>\n<p>Em defesa do SUS !<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/miltonmarchioli.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/medicameentos-5.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-10076\" src=\"https:\/\/miltonmarchioli.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/medicameentos-5.jpg\" alt=\"medicameentos 5\" width=\"590\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/miltonmarchioli.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/medicameentos-5.jpg 590w, https:\/\/miltonmarchioli.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/medicameentos-5-300x153.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 590px) 100vw, 590px\" \/><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Artigo cient\u00edfico publicado no J Epilepsy Clin Neurophysiol 2008; 14(Suppl 2):39-45 que explica as drogas antiepil\u00e9pticas e \u00a0mecanismo de a\u00e7\u00e3o\u00a0 das principais drogas antiepil\u00e9pticas. 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