{"id":3374,"date":"2012-05-23T05:57:39","date_gmt":"2012-05-23T08:57:39","guid":{"rendered":"http:\/\/miltonmarchioli.com.br\/blog\/?p=3374"},"modified":"2022-01-10T10:26:08","modified_gmt":"2022-01-10T13:26:08","slug":"pbl-problem-based-learning-um-sistema-de-ensino-em-xeque","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/miltonmarchioli.com.br\/blog\/pbl-problem-based-learning-um-sistema-de-ensino-em-xeque\/","title":{"rendered":"PBL (Problem Based Learning) &#8211; Um sistema de ensino em xeque !"},"content":{"rendered":"<div><a href=\"https:\/\/miltonmarchioli.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/uel.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-9514\" src=\"https:\/\/miltonmarchioli.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/uel.jpg\" alt=\"uel\" width=\"279\" height=\"183\" srcset=\"https:\/\/miltonmarchioli.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/uel.jpg 481w, https:\/\/miltonmarchioli.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/uel-300x196.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 279px) 100vw, 279px\" \/><\/a><\/div>\n<p style=\"text-align: left;\">H\u00e1 aproximadamente tr\u00eas anos, no dia 09 de junho de 2009, foi publicada interessante\u00a0 mat\u00e9ria no blog da jornalista Soraya Garcia, o qual est\u00e1 tamb\u00e9m no site <a href=\"https:\/\/www.escolasmedicas.com.br\/news-detalhe.php?blog=2280\">&#8211; Escolas M\u00e9dicas do Brasil- sobre o PBL na Faculdade de Medicina de Londrina.<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Vamos ao texto:<\/p>\n<p><em>&#8220;H\u00e1 exato um m\u00eas, fomos procurados por um grupo entre alunos e professores que fazem parte da Faculdade de Medicina da Universidade Estadual de Londrina (UEL), entre eles alunos e professores reclamando sobre a metodologia aplicada no curso e a falta cr\u00f4nica de materiais e medicamentos no hospital escola, o H.U.<\/em><\/p>\n<p><em>Nossa reportagem resolveu investigar a fundo o que acontece dentro de uma das maiores institui\u00e7\u00f5es de ensino da medicina no Brasil, tentando desvendar se no meio de tanta fuma\u00e7a, realmente h\u00e1 fogo?<\/em><\/p>\n<p><em>O maior questionamento que nos foi apresentado e o que aparentemente motivou a procura de um ve\u00edculo da imprensa considerado por eles confi\u00e1vel \u00e9 o sistema adotado pela escola de medicina da UEL, chamado de PBL, do ingl\u00eas Problem Based Learning, traduzindo, <strong>aprendizagem baseada em problemas<\/strong>. Para melhor entender do que estamos falando, vamos tentar explicar como \u00e9 esse nov\u00edssimo sistema de ensino funciona e compar\u00e1-lo ao antigo sistema, para isso pesquisamos v\u00e1rias fontes como o Conselho Nacional de Medicina, Revista Medica Brasileiras, outras escolas m\u00e9dicas, a Faculdade de Medicina de Mar\u00edlia (FAMEMA) que utiliza 100% do m\u00e9todo de ensino e a pr\u00f3pria UEL. Segundo os Livres Docentes da Faculdade de Medicina da USP, Dr. Olavo Pires de Camargo (chefe da Disciplina de Ortopedia Geral e Chefe do Grupo de Oncologia Ortop\u00e9dica do Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Cl\u00ednicas) e Dr. Luiz Eug\u00eanio Garcez Leme\u00a0(Cardio-Pneumologia e consultor do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade desde 1995) que nos resumiu o m\u00e9todo PBL e o chamado Tradicional da seguinte forma:<\/em><\/p>\n<p><em>\u201cO PBL \u00e9 um recurso did\u00e1tico que ganha cada vez mais aliados. Iniciou-se na Universidade McMaster no Canad\u00e1, em 1969 e desde de ent\u00e3o vem ganhando aliados em muitas e importantes escolas m\u00e9dicas, como Johns Hopkins (Baltimore, Maryland, EUA), Maastrich (Holanda), entre outras. Assim como os ensinos fisiopatol\u00f3gicos, chamados de &#8216;tradicional\u2019 relaciona-se o PBL quase que automaticamente com a revolu\u00e7\u00e3o flexeriana, pode-se ver uma rela\u00e7\u00e3o cong\u00eanita da revolu\u00e7\u00e3o do PBL com o advento da medicina baseada em evid\u00eancias. Sup\u00f5e-se que, nos Estados Unidos, 10% das escolas m\u00e9dicas utilizem esse sistema. Algumas das vantagens desse m\u00e9todo, como refere \u00e0 pr\u00f3pria Universidade McMaster, s\u00e3o: acesso precoce ao meio m\u00e9dico e aos pacientes, formando m\u00e9dicos mais humanizados, motivados para o autoaprendizado, j\u00e1 que uma vez os estudantes podem ver o resultado pr\u00e1tico de suas pr\u00f3prias investiga\u00e7\u00f5es, e aquisi\u00e7\u00e3o de diversas habilidades que permitir\u00e3o a eles manter-se atualizados em sua vida profissional. J\u00e1 as limita\u00e7\u00f5es que a mesma fonte refere s\u00e3o: perda da estrutura tradicional de progress\u00e3o, perda de profundidade no conhecimento adquirido, bem como a possibilidade de uma menor e mais desestimulante forma\u00e7\u00e3o em cadeiras b\u00e1sicas, o que parece ser um ponto controverso, sendo ainda desconhecida \u00e0 repercuss\u00e3o desse m\u00e9todo na din\u00e2mica pedag\u00f3gica e no est\u00edmulo dos professores. \u00a0<\/em><br \/>\n<em> Por outro lado, esse tipo de estrutura depende de alguns pr\u00e9-requisitos indispens\u00e1veis, seja do corpo docente, necessariamente treinado, seja dos alunos, necessariamente motivados. A McMaster University, um dos ber\u00e7os do PBL, exige como pr\u00e9-requisito absoluto duas entrevistas diferentes: \u201csimulated tutorial\u201d e \u201cpersonal interview\u201d. Na primeira, \u00e9 avaliada a capacidade do grupo de discutir um problema ou situa\u00e7\u00e3o de sa\u00fade, e, na segunda, dentre v\u00e1rios itens, avalia-se a capacidade de adapta\u00e7\u00e3o do indiv\u00edduo ao programa da McMaster. Como no modelo cl\u00e1ssico, os problemas do PBL t\u00eam sofrido corre\u00e7\u00f5es para aprimorar o m\u00e9todo, como a participa\u00e7\u00e3o dos alunos em grupos de pesquisa e a reestrutura\u00e7\u00e3o com adapta\u00e7\u00f5es intermedi\u00e1rias aos dois m\u00e9todos, com curr\u00edculos h\u00edbridos.<\/em><br \/>\n<em> Qual dos dois \u00e9 o melhor m\u00e9todo para se formar bons m\u00e9dicos? Fora \u00e0 argumenta\u00e7\u00e3o proselitista ou apaixonada esta \u00e9 uma resposta dif\u00edcil. Estudos secund\u00e1rios de revis\u00e3o de estudos controlados sugerem que a metodologia baseada em problemas apresenta uma discreta vantagem no tocante \u00e0 satisfa\u00e7\u00e3o dos participantes em cursos de gradua\u00e7\u00e3o, n\u00e3o se tendo dados confi\u00e1veis de cursos de educa\u00e7\u00e3o continuada e de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o. Outras publica\u00e7\u00f5es sustentam que n\u00e3o existem evid\u00eancias de que essas mudan\u00e7as produzam m\u00e9dicos melhores.<\/em><br \/>\n<em> Muito provavelmente o melhor desenho curricular dever\u00e1 ser o que corresponda \u00e0 voca\u00e7\u00e3o intr\u00ednseca de cada universidade. Exemplo marcante \u00e9 o da Universidade de Harvard, que, em seu curso de medicina, apresenta a possibilidade de diversos desenhos curriculares. No chamado The New Pathway M.D. Program, a Universidade apresenta um programa essencialmente baseado em problemas e no The HST M.D. Program, a estrutura \u00e9 essencialmente cl\u00e1ssica, enriquecida com mat\u00e9rias relacionadas \u00e0 biologia molecular, biotecnologia, ci\u00eancias f\u00edsicas e engenharia, visando a uma carreira mais estritamente voltada \u00e0 pesquisa, sem, no entanto, abandonar as \u00e1reas cl\u00ednicas.<\/em><br \/>\n<em> Talvez venha a ser essa a solu\u00e7\u00e3o para algumas de nossas universidades; at\u00e9 l\u00e1, h\u00e1 que se fugir das opini\u00f5es reducionistas, ideol\u00f3gicas ou apaixonadas daqueles que creem que sempre devem ter opini\u00e3o formada sobre tudo e todos. N\u00e3o h\u00e1 como negar que seremos todos novatos e n\u00e3o h\u00e1 nada mais perigoso do que um novato entusiasmado\u201d.<\/em><\/p>\n<p><em>Na UEL \u00e9 o que aparentemente vem ocorrendo, o colegiado de medicina est\u00e1 entusiasmado demais com a metodologia PBL, e alguns alunos est\u00e3o sentindo dificuldades na metodologia e a falta de muito professores quando v\u00e3o para o internato e para a resid\u00eancia m\u00e9dica.<\/em><\/p>\n<p><em>Em conversa com um dos lideres estudantis, Igor Schincariol Perozin, 28 anos e que cursa o sexto ano de medicina. Ele nos revelou que sente muita falta do ensino da necropsia, \u201cAgora que estou no internato tenho alguns problemas pontuais, certas dificuldades, mas o que mais sinto falta \u00e9 de uma maior participa\u00e7\u00e3o dos docentes\u201d, e disse a nossa reportagem, \u201cNo princ\u00edpio pensei que n\u00e3o ia fazer diferen\u00e7a, mas faz muita falta sim, colocar a m\u00e3o em um cad\u00e1ver, dessecar, sentir uma veia, mas o que mais me faz falta hoje no internato \u00e9 do professor, parece que alguns deles n\u00e3o est\u00e3o com muita vontade de dar a cl\u00ednica m\u00e9dica para os alunos, n\u00e3o saberia dizer se isso \u00e9 devido ao PBL, s\u00f3 sei que h\u00e1 alguns mestres que aparecem muito pouco ou chegam sempre atrasados\u201d.<\/em><\/p>\n<p><em>Outro ponto que nos revelou que para ele vem sendo faltoso, \u00e9 do Tutorado, onde um grupo de 8 alunos faz um m\u00f3dulo que dura 4 semanas e nele se discute um problema. \u201cNo come\u00e7o \u00e9 bem legal, estamos no primeiro e segundo ano de medicina. Mas a partir do terceiro e quarto ano, h\u00e1 uma perca constante do estimulo, porque esse m\u00e9todo cansa, vai ficando muito repetitivo. Tipo assim: &#8211; te d\u00e3o o problema, voc\u00ea vai pra casa estuda, estuda e estuda, pesquisa muito, ai chega no dia da apresenta\u00e7\u00e3o tutorial e despeja tudo numa sala com outros 7 alunos e um professor que somente te escuta e nunca interv\u00e9m. Se o professor \u00e9 da mat\u00e9ria, tipo um gastro (gastroenterologista), \u00f3timo, ele sabe at\u00e9 dar um direcionamento ao conte\u00fado. Mas n\u00e3o \u00e9 o que acontece na maioria das vezes, onde o professor vai falar sobre vasculite e \u00e9 oftalmologista. \u00c9 muito chato, consequentemente, eu como aluno perco totalmente \u00e0 vontade de saber mais sobre a mat\u00e9ria. Al\u00e9m de que fica tudo muito generalizado, nunca se aprofunda de fato em nenhum assunto. N\u00e3o se disseca nada totalmente\u201d.<\/em><\/p>\n<p><em>Um dos mais antigos e renomados professores da UEL, que come\u00e7ou ensinar em 1972, Dr. Pedro Garcia Lopes \u00e9 professor Titular da Cl\u00ednica Neurol\u00f3gica da UEL, Membro Titular da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia, da Academia Brasileira de Neurologia e da Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor e Especialista em Neurologia e Neurocirurgia, al\u00e9m de possuir centenas de artigos sobre m\u00e9todos de ensino e pesquisa em todas as maiores e mais importantes revistas m\u00e9dicas do Brasil e do mundo. \u00a0Foi por diversas vezes Diretor de Colegiado de Medicina da UEL, Coordenador de Curso e Diretor do Hospital das Clinicas e Hospital Universit\u00e1rio.<\/em><\/p>\n<p><em>Para o Dr. Pedro Garcia Lopes o m\u00e9todo de PBL \u00e9 muito bom, por\u00e9m n\u00e3o seria o melhor m\u00e9todo para nossa realidade, \u201cnos pa\u00edses onde este m\u00e9todo est\u00e1 indo razoavelmente bem, o ensino m\u00e9dio tamb\u00e9m \u00e9 distinto. Em pa\u00edses como Canad\u00e1, Holanda de onde foi copiado o PBL da UEL, e mesmo nos Estados Unidos, l\u00e1 se faz o College, ou pra comparar com o nosso pa\u00eds, t\u00e9cnico ou o antigo Cient\u00edfico. Ao meu ver nem os alunos e nem os professores est\u00e3o preparados para o ensino baseado somente em evid\u00eancias\u201d.<\/em><\/p>\n<p><em>\u201cAcredito que o melhor m\u00e9todo para nossa realidade educacional seria: 1\u00ba e 2\u00ba anos o aluno recebesse a base do material tradicional, ent\u00e3o retornaria os estudos de Anatomia (descritiva e topogr\u00e1fica), Citologia, Embriologia, Fisiologia, Farmacologia e Biomedicina. A partir do 3\u00ba ano de medicina, at\u00e9 o \u00faltimo ano, puro PBL\u201d, opinou Dr. Pedro Garcia Lopes e completou, \u201c\u00c9 necess\u00e1rio que aluno e professores se conhe\u00e7am para aprender se respeitarem. Querem um curso mais humano, mas distanciam os alunos do contato prim\u00e1rio no qual ele vai adquirir crit\u00e9rios de respeito ao pr\u00f3ximo e apego ao indiv\u00edduo\u201d.<\/em><\/p>\n<p><em>Outro conceituado docente da UEL que est\u00e1 descontente com o resultado do m\u00e9todo e com o que vem constatando na qualidade dos alunos que est\u00e3o chegando para ele \u00e9 o Dr. Antonio Carlos Valezi, formado pela UEL em 1985 e professor da faculdade desde 1992. \u00c9 preceptor do internato m\u00e9dico, membro da comiss\u00e3o da avalia\u00e7\u00e3o docente, Pesquisa e desenvolvimento\u00a0, Centro de Ci\u00eancias da Sa\u00fade, Departamento de Cl\u00ednica Cir\u00fargica, Conselhos, Comiss\u00f5es e Consultoria,\u00a0Centro de Ci\u00eancias da Sa\u00fade, Departamento de Cl\u00ednica Cir\u00fargica, e membro titular do Col\u00e9gio Brasileiro de Cirurgia Digestiva, vicedelegado da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bari\u00e1trica. Foi Dr. Valezi que fez a primeira no H.U h\u00e1 10 anos atr\u00e1s de redu\u00e7\u00e3o de est\u00f4mago. Desde ent\u00e3o, 680 cirurgias bari\u00e1tricas foram realizadas no hospital, todas sobre a supervis\u00e3o do respons\u00e1vel pela disciplina Cirurgia do Aparelho Digestivo e do Departamento de Cl\u00ednica Cir\u00fargica\/CCS\/UEL , al\u00e9m de possuir, 303 artigos publicados no Brasil e em todo o mundo, sobre suas pesquisas, metodologia de ensino cl\u00ednico e cir\u00fargico, tamb\u00e9m sobre suas palestras como docente em cirurgia do aparelho digestivo.<\/em><\/p>\n<p><em>\u201cEu tenho a mesma opini\u00e3o que meu colega e ex-professor, Dr. Pedro Garcia Lopes. Acho que no Brasil alunos e docentes n\u00e3o est\u00e3o preparados para o PBL puro, tem que ser um m\u00e9todo misto. Existe, por exemplo, um abismo educacional entre o Brasil e a Holanda de onde o PBL da UEL foi copiado. O resultado pr\u00e1tico na metodologia PBL se v\u00ea na cl\u00ednica m\u00e9dica, estamos tendo que ensinar para alguns alunos coisas consideradas b\u00e1sicas, isso \u00e9 perder tempo. Falta melhorar os conceitos nos alunos em mat\u00e9rias como citologia, anatomia, necropsia e metabolismo\u201d, Lamentou Valezi e completou, \u201cOutro ponto importante e que tem trazido resultados contest\u00e1veis \u00e9 o fato de usar bonecos como substituto dos cad\u00e1veres. N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel aprender de fato em bonecos, cada ser humano \u00e9 \u00fanico e estes bonecos est\u00e3o longe de representar uma pessoa. O aluno ao meu ver precisa dissecar um \u00f3rg\u00e3o pra realmente conhec\u00ea-lo\u201d, sintetizou o Dr. Ant\u00f4nio Carlos Valezi.<\/em><\/p>\n<p><em>Mais um docente engrossa a lista dos que acham a metodologia boa, mas que dever ser adequada para o nosso pa\u00eds. O Dr. Wander Eduardo Sardinha, formado pela UEL em 1981, Cirurgi\u00e3o Vascular e Angiologista, \u00e9 membro do Centro de Ci\u00eancias da Sa\u00fade e do departamento de Cl\u00ednica Cir\u00fargica da UEL, Mestre em Cirurgia Cardiovascular e Doutor em Medicina pela Universidade Federal de S\u00e3o Paulo, al\u00e9m de Chefe da disciplina de Cirurgia Vascular e Angiologia do H.U. \u201cN\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel que um m\u00e9dico oftalmologista d\u00ea uma tutoria em endometriose, o que ele sabe sobre assunto? Realmente o professor que se preparou e prestou um concurso para ser docente em uma determinada \u00e1rea se sente desestimulado em ser tutor em uma \u00e1rea em que ele n\u00e3o \u00e9 especialista e esta tamb\u00e9m \u00e9 a maior cr\u00edtica ao m\u00e9todo feita pelos alunos. Como cobrar do aluno a verdade? O docente n\u00e3o pode interferir, apenas ouvir e conduzir, sem opinar ou questionar para que n\u00e3o interfira na livre escolha do aluno. Como exigir mais do aluno se o tutor n\u00e3o tem dom\u00ednio do tema?\u00a0 Hoje os alunos formam ligas acad\u00eamicas com o intuito de melhorar o conhecimento em algumas \u00e1reas e convidam os docentes do curso para darem aulas fora do hor\u00e1rio. Isto seria uma maneira de compensar as defici\u00eancias do curso\u201d, constatou Dr. Wander e completou, \u201cO PBL se baseia muito no trabalho em grupo. Um bom grupo de tutores n\u00e3o se forma em um dia ou um m\u00eas, um bom grupo de trabalho pode levar meses para se ajustar. Os grupos do m\u00e9todo trabalham em tutoriais que duram apenas 4 semanas em m\u00e9dia\u00a0 e muito dificilmente se repetem \u00e0 forma\u00e7\u00e3o do grupo de tutores durante o curso inteiro.\u00a0 O PBL \u00e9 um bom m\u00e9todo, mas basear o ensino m\u00e9dico em apenas um m\u00e9todo n\u00e3o \u00e9 o ideal, pois pessoas apresentam diferen\u00e7as no aprendizado, alguns aprendem melhor vendo, outros falando e outros fazendo, desta maneira o ideal seria montar um curr\u00edculo misto, respeitando estas particularidades. A falta das disciplinas B\u00e1sicas principalmente anatomia, histologia, fisiologia, farmacologia e bioqu\u00edmica s\u00e3o sentidas, embora a carga hor\u00e1ria de anatomia tenha aumentado nos \u00faltimos anos e parece que dever\u00e1 ser corrigida esta defici\u00eancia\u201d, relatou Dr. Wander Sardinha.<\/em><\/p>\n<p><em>Docente da UEL desde 1973, formado pela UFPR, professor associado e doutor da Disciplina de Dermatologia do Departamento de Cl\u00ednica M\u00e9dica (DCM) do Centro de Ci\u00eancias da Sa\u00fade (CCS) da UEL, consultor-revisor da Revista M\u00e9dica Brasileira, membro titular da Sociedade Paranaense e Brasileira de Dermatologia, um dos maiores pesquisadores brasileiros sobre as infec\u00e7\u00f5es dermatol\u00f3gicas do pa\u00eds, al\u00e9m de imunologista e refer\u00eancia internacional em doen\u00e7as de pele tropical. \u201cTenho a mesma opini\u00e3o que os meus colegas, n\u00e3o tem nada do que eles tenham dito que n\u00e3o estou constatando nas minhas aulas, e sou especialidade. Precisava rever muito profundamente esta metodologia, n\u00e3o \u00e9 ser retr\u00f3grada, nada disso, temos apenas que ser realista. Nos pa\u00edses onde est\u00e1 indo bem o PBL as coisas no ensino s\u00e3o bem diferentes do que no Brasil. L\u00e1 o estudo \u00e9 direcionado no ensino m\u00e9dio para as \u00e1reas de ci\u00eancia humana e biol\u00f3gica, \u00e9 de tempo integral, tem laborat\u00f3rio para tudo e quando vem para a faculdade, al\u00e9m dos alunos morarem no campus os laborat\u00f3rios da medicina est\u00e3o dispon\u00edveis para pesquisa 24 horas por dia, n\u00e3o faltam cad\u00e1veres para dissecar e nem material para trabalhar os estudos e as pesquisas, que s\u00e3o livres. As ligas s\u00e3o respeitadas e h\u00e1 v\u00e1rios rod\u00edzios de palestras e congressos para os alunos em todos os n\u00edveis. Pude constatar isso pessoalmente, n\u00e3o ouvi ningu\u00e9m falar\u201d, nos contou o Dr. Minelli.<\/em><\/p>\n<p><em>Para tentar constatar o que nos foi dito, procuramos a diretoria do curso de medicina da faculdade e fomos muito bem recepcionados pela coordenadora do Colegiado de Medicina da UEL, a gastroenterologista Dr\u00aa.\u00a0Evelin Massae Ogatta Muraguchi, e podemos assistir \u00e0 aula de fechamento de um m\u00f3dulo tutorial. A princ\u00edpio me pareceu interessante, por\u00e9m com o passar dos minutos bateu um cansa\u00e7o e um desinteresse pelo material apresentado, que era c\u00e2ncer do colo retal. Os alunos divagaram e falam muitas coisas. Pude constatar que em nenhum momento a professora interferiu no material, apenas sincronizou a ordem dos itens a serem apresentados sobre o tema. Os alunos pareciam estar animados e contentes, um deles, um jovem de 22 anos disse que pretende mandar confeccionar uma jaqueta com os dizeres: \u201cI love you, PBL\u201d.<\/em><\/p>\n<p><em>Ao final da exposi\u00e7\u00e3o do material pesquisado pelos alunos sem aparentemente muitos crit\u00e9rios, podendo ser do livro de sua escolha, Internet ou de qualquer fonte que achar conveniente, al\u00e9m de algumas fotoc\u00f3pias dadas e um livro de medicina. Foi feita uma analise das impress\u00f5es que os alunos tiveram sobre o m\u00f3dulo, nessa analise foram feitas perguntas do tipo: &#8211; Se o conte\u00fado havia sido interessante? Se o laborat\u00f3rio teria sido proveitoso? Alguns alunos gostaram outros acharam, ruim. Se a cl\u00ednica havia sido boa? Metade teve a oportunidade de acompanhar o diagn\u00f3stico de um caso, outros passaram o dia em cl\u00ednica e n\u00e3o vira nenhum caso sobre o assunto. Se haviam aprendido algo com material dado? E se os alunos haviam gostado do m\u00f3dulo? A cada pergunta os alunos pontuaram com uma nota que vai de 1 a 5.<\/em><\/p>\n<p><em>Depois houve um tipo de festinha gastron\u00f4mica, contendo salgadinhos de festa, bolo e refrigerante do tipo cola, que parece ter virado um costume no fim de cada m\u00f3dulo. Foi marcada um prova com todas as turmas da tutoria do 1\u00ba ano de medicina para o dia seguinte, sexta-feira (05\/06) no anfiteatro da escola de medicina. Para o grupo que participei seriam dadas 50 quest\u00f5es sobre o material daquele m\u00f3dulo. Isto foi comunicado dentro da sala que nos entravamos, que era de 4 x 6 metros, possui uma mesa de reuni\u00f5es para dez cadeiras e duas lousas que v\u00e3o da fora a fora de cada lado da parede e janelas com cerca de 4 metros de largura e 2 metros de altura, que come\u00e7am h\u00e1 1 metro acima do ch\u00e3o e v\u00e3o at\u00e9 o teto. Os vidros possuem insulfilme 60%. O local \u00e9 bem arejado e ainda tem um ventilador potente colocado na parede contr\u00e1ria \u00e0 janela.<\/em><\/p>\n<p><em>Ao fim da tutoria, recebi todo o material sobre a metodologia do curso e podemos constatar que o m\u00e9todo vem recebendo mudan\u00e7as desde o in\u00edcio de sua implanta\u00e7\u00e3o em 1997, por\u00e9m j\u00e1 resultou em alguns efeitos negativos. O primeiro foi no desestimulo de muitos professores, onde h\u00e1 docentes que por n\u00e3o acreditarem na ensino baseado somente em problemas n\u00e3o est\u00e3o comparecendo para dar sua aulas ou fazer comparecem atrasados para acompanhar as tutorias.<\/em><\/p>\n<p><em>O segundo efeito colateral, por assim dizer, est\u00e1 na perda dos cursos de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o e mestrado da UEL, devido \u00e0 generalidade que o m\u00e9todo imp\u00f5em, fazendo que os artigos das especialidades atrasassem muito em suas publica\u00e7\u00f5es, j\u00e1 que a metodologia implantada exige que os artigos m\u00e9dicos provenientes das pesquisas sejam analisados por uma banca, onde h\u00e1 v\u00e1rios professores de todas as faculdades da UEL, provocando uma demora no processo, elevando o tempo de aprova\u00e7\u00e3o de 2 meses par no m\u00ednimo 6 meses, com isso n\u00e3o publicando os artigos a tempo para que o MEC os analise e aprove.\u00a0 <\/em><\/p>\n<p><em>O terceiro ponto que leva a metodologia ser questionada por v\u00e1rios professores e alunos, levando alguns ao desestimulo total, \u00e9 o do \u201cgeneralismo\u201d. O PBL tem o foco para a forma\u00e7\u00e3o de bons cl\u00ednicos gerais e desestimula as ligas m\u00e9dicas (vascular, cardiologia, oncologia, etc), que nada mais \u00e9 que as especialidades. Consequentemente desestimula a pesquisa m\u00e9dica direcionada.<\/em><\/p>\n<p><em>Via de regra s\u00e3o as pesquisas das especialidades que levam a produ\u00e7\u00e3o de resultados e os resultados \u00e0 confec\u00e7\u00e3o dos artigos para as publica\u00e7\u00f5es que ser\u00e3o usadas como par\u00e2metros pelo Mec para as autoriza\u00e7\u00f5es dos cursos em p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o, mestrado e at\u00e9 doutorado, al\u00e9m do p\u00f3s-doutorado.<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p><em>A doutora Evelin Massae Ogatta Muraguchi, nos mostrou que o curso apenas est\u00e1 respondendo as exig\u00eancia da resolu\u00e7\u00e3o do MEC do Conselho Nacional de Educa\u00e7\u00e3o da C\u00e2mara de Educa\u00e7\u00e3o Superior, CNE\/CES N\u00ba 4, de 07 de novembro de 2001, embasado no artigo 9\u00ba, do \u00a7 2\u00ba, al\u00ednea \u201cc\u201d, de 25 de novembro de 1995 e fundamentado no parecer t\u00e9cnico da CNE\/CES 1.133 de 07 de agosto de 2001, que resolveu:<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p><em>(&#8230;) \u201c<strong>Art. 3\u00ba <\/strong>O Curso de Gradua\u00e7\u00e3o em Medicina tem como perfil do formando egresso\/profissional o m\u00e9dico, com forma\u00e7\u00e3o generalista, humanista, cr\u00edtica e reflexiva, capacitado a atuar, pautado em princ\u00edpios \u00e9ticos, no processo de sa\u00fade-doen\u00e7a em seus diferentes n\u00edveis de aten\u00e7\u00e3o, com a\u00e7\u00f5es de promo\u00e7\u00e3o, preven\u00e7\u00e3o, recupera\u00e7\u00e3o e reabilita\u00e7\u00e3o \u00e0 sa\u00fade, na perspectiva da integralidade da assist\u00eancia, com senso de responsabilidade social e compromisso com a cidadania, como promotor da sa\u00fade integral do ser humano.\u201d (&#8230;)<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p><em>O que se pode constatar \u00e9 que o Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o deseja, primordialmente, m\u00e9dicos para atendimento aos posto de sa\u00fade e com \u00eanfase a preven\u00e7\u00e3o. Por\u00e9m \u00e9 uma realidade distante no Brasil e at\u00e9 um paradigma ser levarmos em conta que estamos muito atrasados nas \u00e1reas que elevam o \u00edndice de IDH da popula\u00e7\u00e3o, como saneamento b\u00e1sico e a qualidade geral da escola publica, o investimento no esporte na escola e o incentivo \u00e0 cultura.<\/em><\/p>\n<p><em>Ao mesmo tempo em que o MEC cobra artigos para que a faculdade de medicina da UEL reabra seus cursos de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o e mestrado em medicina, incoerentemente, os dificulta com a sua regulamenta\u00e7\u00e3o, pois exigem e demasia a generaliza\u00e7\u00e3o do estudo da medicina.<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p><em>Um ponto de extrema relev\u00e2ncia \u00e9 a excel\u00eancia da Escola de Medicina da UEL, que possui 123 doutores, 88 mestres, 39 especialistas e 2 graduados compondo seu quadro docente, onde 190 destes ex\u00edmios senhores foram requisitados a passar seus conhecimentos para outras institui\u00e7\u00f5es de ensino superior, dentro e fora do pa\u00eds. E, que tiveram apesar das dificuldades financeiras que n\u00e3o \u00e9 uma exclusividade da UEL e sim faz parte da realidade de quase que absolutamente todas as escolas publicas de ensino superior do Brasil, publicaram em 2008, 106 trabalhos em revistas m\u00e9dicas e jornais especializados e produziram no mesmo ano, 137 pesquisas acad\u00eamicas, e ainda tiveram, 59 projetos financiados por grupo de fomentos \u00e0 pesquisa, entre eles CAPES, CNPq, FAPESP, Instituto Arauc\u00e1ria, FUNDAP e funda\u00e7\u00f5es particulares.<\/em><\/p>\n<p><em>Al\u00e9m do mais, o internato da UEL \u00e9 considerado um dos melhores do Brasil, concorrendo de igual para igual com a Escola de Medicina da USP \u2013 Hospital das Cl\u00ednicas, Santa Casa de S\u00e3o Paulo, Hospital\u00a0Universit\u00e1rio Clementino Fraga Filho (HUCFF) &#8211; UFRJ, Hospital Universit\u00e1rio de Curitiba \u2013 UFPR, Hospital\u00a0das Cl\u00ednicas da Faculdade de Medicina de\u00a0Botucatu \u2013 UNESP, Hospital Universit\u00e1rio e Cl\u00ednicas de Ribeir\u00e3o Preto \u2013 UNAERP e o H.U.B \u2013 Hospital Universit\u00e1rio de Bras\u00edlia da Universidade Nacional de Bras\u00edlia -UNB.<\/em><\/p>\n<p><em>Uma das reclama\u00e7\u00f5es que foi igual para todos lados, os a favor e os contra a metodologia PBL, \u00e9 o fato do H.U e a pr\u00f3pria Escola de Medicina n\u00e3o ter \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o dos estudantes e dos docentes, desde de luvas m\u00e9dicas e cir\u00fargicas; \u00e0s vezes, a falta de itens como uma simples e barata dipirona para dar aos pacientes; equipamentos de laborat\u00f3rio, exemplo microsc\u00f3pios e l\u00e2minas; atualiza\u00e7\u00e3o dos itens de sua biblioteca m\u00e9dica; instrumentos cir\u00fargicos; quite para testes; e at\u00e9 mesmo produtos de limpeza e sab\u00e3o para lavar as m\u00e3os. V\u00e1rias cirurgias s\u00e3o canceladas todos os dias, aumentando a fila de espera e sem ter que o fazer. Assistir os pacientes irem a \u00f3bito na esperan\u00e7a da interven\u00e7\u00e3o cir\u00fargica que ir\u00e1 salvar ou prorrogar a sua vida.<\/em><\/p>\n<p><em>Essa realidade que professores e alunos s\u00e3o obrigados a conviver todos os dias dentro do H.U, sem que se possa fazer nada, pois depende \u00fanica e exclusivamente, da boa vontade do Estado e da conclus\u00e3o dos processos burocr\u00e1ticos de licita\u00e7\u00e3o e concorr\u00eancia publica, que para existirem precisam de previs\u00e3o or\u00e7ament\u00e1ria e de libera\u00e7\u00e3o do falido Sistema \u00danico de Sa\u00fade brasileiro. Al\u00e9m dos repasses que toca ao Governo do Paran\u00e1, que por sinal, empurrou a for\u00e7a uma Ala de Queimados, sem que um cirurgi\u00e3o pl\u00e1stico ou dermatologista tenha sido consultado para saber quais equipamentos, ou n\u00e3o seriam realmente necess\u00e1rios \u00e0 ala. E o mesmo fez como as enfermarias de atendimento do novo Pronto-Socorro H.U, que foram constru\u00eddas t\u00e3o estreitas, que para que se possa entubar um paciente \u00e9 necess\u00e1rio que a equipe jogue a maca para o corredor na busca de espa\u00e7o para a mobilidade dos atendentes que est\u00e3o fazendo os procedimentos de urg\u00eancia.<\/em><\/p>\n<p><em><strong>Por Soraya Garcia&#8221; .<\/strong><\/em><\/p>\n<p>Enfim, ap\u00f3s a leitura do texto acima:<\/p>\n<p>Em 2011 os alunos solicitaram mudan\u00e7as.<\/p>\n<p>O F\u00f3rum Institucional\u00a0 Famema 2012 nem tocou no assunto.<\/p>\n<div>\n<p>\u00c9\u00a0como se o movimento nunca existiu.<\/p>\n<p>O Diret\u00f3rio Acad\u00eamico Christiano Altenfelder n\u00e3o far\u00e1 mais nenhum movimento ?<\/p>\n<p>As promessas ser\u00e3o cumpridas pela atual Diretoria da Famema ?<\/p>\n<p>As reivindica\u00e7\u00f5es pelos alunos \u00a0foram contempladas ?<\/p>\n<p>Lutando pela qualidade de ensino no ensino p\u00fablico superior !<\/p>\n<p>Luto pela encampa\u00e7\u00e3o da Famema pela Unesp !<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><a href=\"https:\/\/miltonmarchioli.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/UEL-2013.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-5167\" title=\"UEL - 2013\" src=\"https:\/\/miltonmarchioli.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/UEL-2013.jpg\" alt=\"\" width=\"622\" height=\"235\" \/><\/a> &#8220;O insucesso \u00e9 apenas uma oportunidade para recome\u00e7ar de novo\u00a0com mais intelig\u00eancia&#8221;.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<div style=\"text-align: center;\">Henry Ford<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 aproximadamente tr\u00eas anos, no dia 09 de junho de 2009, foi publicada interessante\u00a0 mat\u00e9ria no blog da jornalista Soraya Garcia, o qual est\u00e1 tamb\u00e9m no site &#8211; Escolas M\u00e9dicas do Brasil- sobre o PBL na Faculdade de Medicina de Londrina. Vamos ao texto: &#8220;H\u00e1 exato um m\u00eas, fomos procurados por um grupo entre alunos &hellip; <a href=\"https:\/\/miltonmarchioli.com.br\/blog\/pbl-problem-based-learning-um-sistema-de-ensino-em-xeque\/\" class=\"more-link\">Continue lendo <span class=\"screen-reader-text\">PBL (Problem Based Learning) &#8211; Um sistema de ensino em xeque !<\/span> <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"rop_custom_images_group":[],"rop_custom_messages_group":[],"rop_publish_now":"initial","rop_publish_now_accounts":[],"rop_publish_now_history":[],"rop_publish_now_status":"pending","footnotes":""},"categories":[332,13],"tags":[209,210,208],"class_list":["post-3374","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-educacao","category-opiniao","tag-crise-no-pbl-da-faculdade-de-medicina-de-londrina","tag-forum-institucional-famema-2012","tag-pbl-londrina"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/miltonmarchioli.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3374","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/miltonmarchioli.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/miltonmarchioli.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/miltonmarchioli.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/miltonmarchioli.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3374"}],"version-history":[{"count":57,"href":"https:\/\/miltonmarchioli.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3374\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":13582,"href":"https:\/\/miltonmarchioli.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3374\/revisions\/13582"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/miltonmarchioli.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3374"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/miltonmarchioli.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3374"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/miltonmarchioli.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3374"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}