{"id":6496,"date":"2013-12-22T13:07:08","date_gmt":"2013-12-22T15:07:08","guid":{"rendered":"http:\/\/miltonmarchioli.com.br\/blog\/?p=6496"},"modified":"2022-01-23T11:49:47","modified_gmt":"2022-01-23T14:49:47","slug":"cefaleias-primarias-seminario-curso-de-medicina-da-famema-16","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/miltonmarchioli.com.br\/blog\/cefaleias-primarias-seminario-curso-de-medicina-da-famema-16\/","title":{"rendered":"Cefaleias Prim\u00e1rias. Semin\u00e1rio. Curso de Medicina da Famema"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/miltonmarchioli.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/cefaleia-egito-crocodilo.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-6506\" title=\"cefaleia - egito- crocodilo\" src=\"https:\/\/miltonmarchioli.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/cefaleia-egito-crocodilo.png\" alt=\"\" width=\"211\" height=\"282\" srcset=\"https:\/\/miltonmarchioli.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/cefaleia-egito-crocodilo.png 300w, https:\/\/miltonmarchioli.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/cefaleia-egito-crocodilo-225x300.png 225w\" sizes=\"auto, (max-width: 211px) 100vw, 211px\" \/><\/a><a href=\"https:\/\/miltonmarchioli.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/Cefaleias-Prim\u00e1rias-12-12-2013.pptx\">Semin\u00e1rio apresentado pelos alunos do 4\u00ba ano do curso de medicina da Famema- Mariana Cincerre, Lu\u00eds Eduardo Santos, Priscila Castro, Raquel Souza de Oliveira e Vin\u00edcius Pil\u00e3o- Ambulat\u00f3rio de Cefaleia- Ambulat\u00f3rio M\u00e1rio Covas- disciplinas Neurologia e Educa\u00e7\u00e3o em Ci\u00eancias da Sa\u00fade &#8211; discorrendo sobre Cefaleias Prim\u00e1rias.<\/a><\/p>\n<p>Cefaleia \u00e9 uma sensa\u00e7\u00e3o de opress\u00e3o subjetiva manifestada como dor na extremidade cef\u00e1lica, que acomete, ao longo da vida, 93% dos homens e 99% das mulheres, sendo que 40% das pessoas s\u00e3o acometidas com regularidade. 5 a 10% da popula\u00e7\u00e3o procura ajuda m\u00e9dica por conta de cefaleias.<\/p>\n<p>S\u00e3o classificadas como <strong><em>prim\u00e1rias<\/em><\/strong>, quando n\u00e3o s\u00e3o demonstr\u00e1veis por exames cl\u00ednicos e laboratoriais usuais; e <strong><em>secund\u00e1rias<\/em><\/strong>, quando s\u00e3o provocadas por doen\u00e7as e com liga\u00e7\u00e3o demonstr\u00e1vel aos exames cl\u00ednicos e laboratoriais.<\/p>\n<p>Segundo a instala\u00e7\u00e3o da dor elas podem ser <strong><em>explosivas<\/em><\/strong>, quando acometem o indiv\u00edduo subitamente, em fra\u00e7\u00e3o de segundos; <strong><em>agudas<\/em><\/strong>, quando a instala\u00e7\u00e3o se d\u00e1 dentro de minutos ou horas; <strong><em>subagudas, <\/em><\/strong>quando esse per\u00edodo se d\u00e1 dentro de semanas ou meses; <strong><em>cr\u00f4nicas<\/em><\/strong>, que evoluem dentro de anos, podendo ainda ser <strong><em>progressivas e n\u00e3o progressivas<\/em><\/strong>.<\/p>\n<p>As n\u00e3o progressivas ainda tem a classifica\u00e7\u00e3o de <strong><em>recorrente<\/em><\/strong>, que pode ocorrer na forma de qualquer tipo da cefaleia prim\u00e1ria (migrat\u00f3ria, tipo tensional e outras trig\u00eamino-auton\u00f4micas, em salvas e outras); e <strong><em>persistente<\/em><\/strong>, que ocorre geralmente 4 horas por dia.<\/p>\n<p>A etiologia da cefaleia prim\u00e1ria a relaciona a <strong><em>disfun\u00e7\u00f5es tempor\u00e1rias ou permanentes de sistemas n\u00e3o vitais<\/em><\/strong>.<\/p>\n<p>Alguns autores relacionam a etiologia da cefaleia prim\u00e1ria com a fibromialgia, admitindo que \u00e9 comum para as duas patologias um dist\u00farbio negativo na secre\u00e7\u00e3o de serotonina, e positivo na\u00a0 produ\u00e7\u00e3o de \u00f3xido n\u00edtrico.<\/p>\n<p>Um fato que comprova epidemiologicamente essa premissa \u00e9 o estudo de Okifuji et al., ao afirmar a preval\u00eancia da fibromialgia em pacientes acometidos por cefaleia prim\u00e1ria \u00e9 de 40%.<\/p>\n<p>As cefaleias prim\u00e1rias s\u00e3o classificadas em <strong><em>migrat\u00f3ria<\/em><\/strong> (tamb\u00e9m chamada de migr\u00e2nea ou enxaqueca), <strong><em>cefaleia tipo tensional<\/em><\/strong> (CTT), em <strong><em>salvas e outras cefaleias<\/em><\/strong>.<\/p>\n<p>A enxaqueca, definida como <strong><em>desordem idiop\u00e1tica de localiza\u00e7\u00e3o no c\u00f3rtex ou tronco cerebral<\/em><\/strong>, caracterizada por crises <strong><em>recorrentes<\/em><\/strong> de dor de cabe\u00e7a de intensidade vari\u00e1vel.<\/p>\n<p>Na maioria das vezes \u00e9 <strong><em>unilateral<\/em><\/strong> no in\u00edcio, por vezes <strong><em>acompanhada de modifica\u00e7\u00f5es do humor<\/em><\/strong> e <strong><em>dist\u00farbios sensoriais e motores<\/em><\/strong>, al\u00e9m de <strong><em>foto e fonofobia<\/em><\/strong> e 70% dos pacientes acometidos pela enxaqueca tem um familiar direto com o mesmo problema.<\/p>\n<p>\u00c9 dividida em cinco fases: <strong><em>sintomas premonit\u00f3rios<\/em><\/strong>, <strong><em>aura, fase \u00e1lgica, resolu\u00e7\u00e3o da fase \u00e1lgica e fase de recupera\u00e7\u00e3o<\/em><\/strong>.<\/p>\n<p>Os <strong><em>sintomas premonit\u00f3rios<\/em><\/strong> indicam ao paciente a imin\u00eancia da crise. Nessa fase ocorre <strong><em>irrita\u00e7\u00e3o, racioc\u00ednio lento e dificuldade de memoriza\u00e7\u00e3o<\/em><\/strong>, des\u00e2<strong><em>nimo, avidez por doces e sono agitado,<\/em><\/strong> inclusive com <strong><em>pesadelos<\/em><\/strong>.<\/p>\n<p>A primeira informa\u00e7\u00e3o a se prender sobre a fisiopatologia da enxaqueca, \u00e9 que o c\u00e9rebro de pacientes portadores \u00e9 <strong><em>hiperexcitado<\/em><\/strong>.<\/p>\n<p>Por isso qualquer situa\u00e7\u00e3o do dia a dia pode desencadear uma crise de dor, nesse caso dita migranosa.<\/p>\n<p>Algumas poss\u00edveis explica\u00e7\u00f5es\u00a0 s\u00e3o a <strong><em>defici\u00eancia do \u00edon magn\u00e9sio, alta produ\u00e7\u00e3o de neurotransmissores excitat\u00f3rios<\/em><\/strong> \u2013 glutamato e aspartato, al\u00e9m de <strong><em>altera\u00e7\u00f5es nos canais de c\u00e1lcio<\/em><\/strong> voltagem dependentes. A esses canais foram relacionadas altera\u00e7\u00f5es no bra\u00e7o curto do cromossomo 19, de pacientes que cursam com hemiplegia na fase da aura.<\/p>\n<p>Os sintomas premonit\u00f3rios, no geral, seriam causados tamb\u00e9m por <strong><em>dist\u00farbios no sistema l\u00edmbico-hipotal\u00e2mico<\/em><\/strong>.<\/p>\n<p>A aura teria origem no c\u00f3rtex, ocorrida a partir de uma <strong><em>hipoperfus\u00e3o<\/em><\/strong> e <strong><em>consequente depress\u00e3o de atividade cortical<\/em><\/strong> iniciada no polo occipital, difundida em ondas para o restante do c\u00e9rebro.<\/p>\n<p>Essa depress\u00e3o culmina no aumento da secre\u00e7\u00e3o de noradrenalina, dist\u00farbio nos canais de c\u00e1lcio, defici\u00eancia de magn\u00e9sio e aumento dos amino\u00e1cidos excitat\u00f3rios. Caso a depress\u00e3o dure pouco tempo, os sinais neurol\u00f3gicos desaparecer\u00e3o em at\u00e9 uma hora.<\/p>\n<p>Se a hipoperfus\u00e3o se sustente, haver\u00e1 acidente vascular isqu\u00eamico, evoluindo com sequelas definitivas.<\/p>\n<p>A dor j\u00e1 seria resultado de altera\u00e7\u00f5es no sistema trig\u00eamino-vascular (sistema inervador de vasos cerebrais e dura-m\u00e1ter, e cujos corpos celulares est\u00e3o localizados no g\u00e2nglio trig\u00eameo).<\/p>\n<p>As altera\u00e7\u00f5es relatadas\u00a0resultam em inflama\u00e7\u00e3o de meninges, pois h\u00e1 ativa\u00e7\u00e3o do g\u00e2nglio trigeminal ap\u00f3s os sintomas premonit\u00f3rios e aura. O g\u00e2nglio do 5\u00ba par craniano enviar\u00e1 sinais para os locais pr\u00f3ximo aos vasos que suprem as meninges, comandando a libera\u00e7\u00e3o de subst\u00e2ncia proteol\u00edtica e pept\u00eddeo relacionado ao gene da calcitonina (CGRP).<\/p>\n<p>Isso provoca <strong><em>vasodilata\u00e7\u00e3o e aumento da permeabilidade vascular<\/em><\/strong> com consequente <strong><em>extravasamento de plasma<\/em><\/strong> e de outras subst\u00e2ncias contidas nos vasos, tais como a bradicinina, pept\u00eddeos vasoativos e \u00f3xido n\u00edtrico, que induzir\u00e3o \u00e0 <strong><em>inflama\u00e7\u00e3o<\/em><\/strong>.<\/p>\n<p>As afer\u00eancias trigeminais que chegam nesse local ser\u00e3o ent\u00e3o excitadas pela inflama\u00e7\u00e3o e levar\u00e3o est\u00edmulos para o t\u00e1lamo e c\u00f3rtex, onde haver\u00e1 a interpreta\u00e7\u00e3o de todo o processo como dor atrav\u00e9s dos dist\u00farbios citados anteriormente, a saber, queda da serotonina, e depress\u00e3o do sistema opi\u00f3ide .<\/p>\n<p><strong>QUADRO CL\u00cdNICO DA ENXAQUECA<\/strong><\/p>\n<p>A fase de enxaqueca com aura ocorre em 20% dos pacientes, se desenvolvendo num per\u00edodo de 5 a 20 minutos, e dura\u00e7\u00e3o de aproximadamente at\u00e9 uma hora.<\/p>\n<p>Tipos:<\/p>\n<p>\u00b7 <strong><em>T\u00edpica,<\/em><\/strong> apresenta-se como escotomas e &#8220;escotomas cintilantes&#8221;, muitas vezes associados a disfasia e parestesia unilateral. Algumas vezes ocorre hemiparesia ou hemiplegia de face e membros;<\/p>\n<p>\u00b7 <strong><em>Tipo basilar<\/em><\/strong>, ocorre escotomas nos dois olhos, disartria, vertigem, zumbido, hipoacusia, diplopia, ataxia, parestesia e diminui\u00e7\u00e3o do n\u00edvel de consci\u00eancia. Esse tipo segue eventos ocorridos no tronco cerebral;<\/p>\n<p>\u00b7 <strong><em>Aura sem infarto<\/em><\/strong>, aura com dura\u00e7\u00e3o maior que uma hora e menor que sete dias, sem indica\u00e7\u00f5es nos exames de imagem;<\/p>\n<p>. <strong><em>Aura t\u00edpica sem cefaleia<\/em><\/strong>, geralmente em pacientes com mais de 50 anos;<\/p>\n<p>\u00b7 <strong><em>Aura retiniana<\/em><\/strong>, os sintomas visuais anteriormente referidos como os cintilos, diplopia, escotomas, etc., e ocorrem unilateralmente.<\/p>\n<p>A fase \u00e1lgica \u00e9 quando ocorre a cefaleia propriamente dita, sendo de forte intensidade, puls\u00e1til, que piora com a execu\u00e7\u00e3o das atividades di\u00e1rias. Melhora quando o indiv\u00edduo fica em ambientes escuros e silenciosos.<\/p>\n<p>Em dois ter\u00e7os dos casos \u00e9 unilateral, dura entre 4 e 72 horas e muda de um lado para outro na recorr\u00eancia das crises, por\u00e9m predominando na regi\u00e3o fronto-temporal e orbit\u00e1ria. Outros sintomas se associam, como n\u00e1useas e ou v\u00f4mitos, al\u00e9m da fono e fotofobia.<\/p>\n<p><strong>TRATAMENTO N\u00c3O MEDICAMENTOSO<\/strong><\/p>\n<p>Como na crise h\u00e1\u00a0 vasodilata\u00e7\u00e3o, colocar gelo sobre a \u00e1rea dolorida pode aliviar os sintomas de alguns;<\/p>\n<p>Colocar os p\u00e9s dentro de um balde com \u00e1gua morna aumenta a vasodilata\u00e7\u00e3o perif\u00e9rica e consequentemente diminui o fluxo sangu\u00edneo cerebral o suficiente para diminuir os sintomas;<\/p>\n<p>Ingest\u00e3o de caf\u00e9, pois a cafe\u00edna inibe a degrada\u00e7\u00e3o do AMP-c, que age no sistema de segundo mensageiros e induz a vasoconstri\u00e7\u00e3o intracraniana;<\/p>\n<p>Compress\u00e3o da art\u00e9ria temporal do lado doloroso;<\/p>\n<p>Provocar v\u00f4mitos tamb\u00e9m melhora a crise devido a estimula\u00e7\u00e3o de serotonina pelas c\u00e9lulas cromafins \u2013 c\u00e9lulas secretoras de catecolaminas \u2013 do intestino.<\/p>\n<p><strong>MIGR\u00c2NEA SEM AURA NA CRISE LEVE<\/strong><\/p>\n<p>A primeira conduta \u00e9 separar o paciente de ambientes claros e n\u00e3o silenciosos. Analg\u00e9sicos comuns tais como dipirona ou paracetamol, ambos na dose de 1.000 mg, associados a outro anti-inflamat\u00f3rio n\u00e3o-esteroidal (AINE), como o diclofenaco s\u00f3dico 50 a 100 mg. Se houver v\u00f4mito pode-se utilizar a metoclopramida. ou a domperidona.<\/p>\n<p><strong>NA MIGR\u00c2NEA SEM AURA DE CRISE MODERADA<\/strong><\/p>\n<p>Nesses casos podem ser utilizados os triptanos, que agem sobre os <strong><em>receptores serotonin\u00e9rgicos aliviando a dor rapidamente<\/em><\/strong>. Um exemplo \u00e9 o naratriptano, que pode ser utilizado como comprimidos de 2,5 mg, ou o rizatriptano na dose de 10 mg.<\/p>\n<p>Nessa crise tamb\u00e9m se pode utilizar a dipirona IV 1.000 mg, ou seja, um frasco-ampola dilu\u00eddo em soro fisiol\u00f3gico ou glicosado, mantendo o paciente deitado.<\/p>\n<p>Pode-se recorrer \u00e0 associa\u00e7\u00e3o cl\u00e1ssica de anti-inflamat\u00f3rios mais analg\u00e9sicos, isoladamente, ou concomitante com triptanos.<\/p>\n<p><strong>MIGR\u00c2NEA SEM AURA NA CRISE FORTE<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 utilizado os <strong><em>triptanos<\/em><\/strong>, clorpromazina ou indometacina.<\/p>\n<p>Pode-se recorrer \u00e0 associa\u00e7\u00e3o cl\u00e1ssica de anti-inflamat\u00f3rios mais analg\u00e9sicos, isoladamente, ou concomitante com triptanos.<\/p>\n<p>A clorpromazina tem sua a\u00e7\u00e3o em bloquear os receptores dopamin\u00e9rgicos na \u00e1rea mesofrontal e sistema l\u00edmbico, e tamb\u00e9m \u00e9 <strong><em>bloqueadora de receptores adren\u00e9rgicos e histamin\u00e9rgicos, <\/em><\/strong>os quais\u00a0induzem o paciente a cursar com hipotens\u00e3o ortost\u00e1tica e seda\u00e7\u00e3o. \u00c9 recomendado a associa\u00e7\u00e3o com dexametasona para inibir a rea\u00e7\u00e3o inflamat\u00f3ria, ou at\u00e9 mesmo um AINE.<\/p>\n<p><strong>MIGR\u00c2NEA COM AURA<\/strong><\/p>\n<p>Aqui podem ser utilizados qualquer medicamento do tratamento da migr\u00e2nea sem aura, <strong>com exce\u00e7\u00e3o dos triptanos e ergotamina.<\/strong> Ou seja, dipirona, paracetamol, diclofenaco, metoclopramida, inclusive \u00e1cido acetil salic\u00edlico 1.000 mg, lembrando do seu efeito antiagregante plaquet\u00e1rio.<\/p>\n<p>Se o paciente tem tr\u00eas crises ou mais no m\u00eas, \u00e9 necess\u00e1rio o tratamento profil\u00e1tico, que \u00e9 realizado com antidepressivos tric\u00edclicos, como a amitriptilina ou nortriptilina 10 a 75 mg, uma vez ao dia.<\/p>\n<p>Pode tamb\u00e9m ser utilizado os inibidores de recapta\u00e7\u00e3o de serotonina, como a fluoxetina na dose de 20 a 40 mg ao dia; betabloqueadores, como o propranolol 40 a 120 mg VO ou metoprolol 100 a 200 mg; bloqueadores dos canais de c\u00e1lcio, como a flunarizina 5 a 10 mg \u00e0 noite; e por fim antiepil\u00e9ticos como o valproato de s\u00f3dio (500 a 1.500 mg ao dia) e topiramato ( 25 &#8211; 150 mg ao dia).<\/p>\n<p><strong>REFER\u00caNCIAS<\/strong><\/p>\n<p>LOPES, Ant\u00f4nio Carlos.\u00a0<strong>Tratado de Cl\u00ednica M\u00e9dica<\/strong>. 2. ed. S\u00e3o Paulo: Rocca, 2011;<\/p>\n<p>STUGINSKI-BARBOSA, juliana; DACH, Fab\u00edola; ESPECIALI, Jos\u00e9 Geraldo. Rela\u00e7\u00e3o entre cefaleia prim\u00e1ria e fibromialgia: revis\u00e3o de literatura. <strong>Revista Brasileira de Reumatologia<\/strong>. v. 47. n. 2. p. 114-120. Mar\/abr, 2007.<\/p>\n<p>MONTEIRO, Jos\u00e9 M. Pereira. Cefaleias prim\u00e1rias: causas e consequ\u00eancias. Revista Portuguesa de Clinica M\u00e9dica. v. 22. P. 455-459, 2006.<\/p>\n<p>Em defesa da Sa\u00fade P\u00fablica com qualidade !<\/p>\n<div><a href=\"https:\/\/miltonmarchioli.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/quadro-de-Piero-della-Francesca.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-6526\" title=\"quadro de Piero della Francesca\" src=\"https:\/\/miltonmarchioli.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/quadro-de-Piero-della-Francesca.jpg\" alt=\"\" width=\"381\" height=\"449\" \/><\/a><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Semin\u00e1rio apresentado pelos alunos do 4\u00ba ano do curso de medicina da Famema- Mariana Cincerre, Lu\u00eds Eduardo Santos, Priscila Castro, Raquel Souza de Oliveira e Vin\u00edcius Pil\u00e3o- Ambulat\u00f3rio de Cefaleia- Ambulat\u00f3rio M\u00e1rio Covas- disciplinas Neurologia e Educa\u00e7\u00e3o em Ci\u00eancias da Sa\u00fade &#8211; discorrendo sobre Cefaleias Prim\u00e1rias. 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