{"id":8350,"date":"2015-03-31T23:56:20","date_gmt":"2015-04-01T02:56:20","guid":{"rendered":"http:\/\/miltonmarchioli.com.br\/blog\/?p=8350"},"modified":"2022-01-31T12:34:43","modified_gmt":"2022-01-31T15:34:43","slug":"pedagogia-do-oprimido-de-paulo-freire-licenca-para-matar-o-ensino-tradicional","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/miltonmarchioli.com.br\/blog\/pedagogia-do-oprimido-de-paulo-freire-licenca-para-matar-o-ensino-tradicional\/","title":{"rendered":"Pedagogia do Oprimido de Paulo Freire. Licen\u00e7a para matar o ensino tradicional !"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/miltonmarchioli.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/pedagogia-do-oprimido-2.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-8353\" title=\"pedagogia do oprimido 2\" src=\"https:\/\/miltonmarchioli.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/pedagogia-do-oprimido-2-225x300.jpg\" alt=\"\" width=\"225\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/miltonmarchioli.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/pedagogia-do-oprimido-2-225x300.jpg 225w, https:\/\/miltonmarchioli.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/pedagogia-do-oprimido-2.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 225px) 100vw, 225px\" \/><\/a>Paulo Freire \u00e9 o\u00a0 patrono\u00a0 de nossa educa\u00e7\u00e3o brasileira.<\/p>\n<p>Triste, mas \u00e9 verdade.<\/p>\n<p>Concedido no governo PT (Partido dos Petralhas).<\/p>\n<p>Bem, isso j\u00e1 provocaria um motivo realmente preocupante em n\u00e3o ser levado isso a s\u00e9rio.<\/p>\n<p>Afinal, pseudopedagogos (ou sem forma\u00e7\u00e3o acad\u00eamica), ou ainda, os pedagogos que fizeram um capacita\u00e7\u00e3o de 12 horas em curso disponibilizado pelos propagadores dessa pedagogia em um &#8220;final de semana&#8221;(oferecido pela faculdade que implanta o PBL), ou, pior ainda, formado em EAD (Ensino \u00a0\u00e0 Dist\u00e2ncia, e pagos pela faculdade que implanta o PBL), os quais \u00a0implementam em seus cadernos de avalia\u00e7\u00e3o a famosa &#8220;Pedagogia do Pprimido&#8221; de Paulo Freire.<\/p>\n<p>Paulo Freire, pedagogo marxista que promove em nossas faculdades de medicina do Brasil, por meio do PBL (Problem Based Learning), uma lavagem cerebral nos alunos para refletirem e se sentirem diante das &#8220;v\u00edtimas sociais&#8221; da sociedade brasileira.<\/p>\n<p>Refletir e sentir&#8230;<\/p>\n<p>O facilitador do PBL instiga o aluno a \u00a0responder a tal pergunta.<\/p>\n<p>&#8221; Aluno X \u00a0o que voc\u00ea sentiu quando visitou a casa do Jos\u00e9 da Silva&#8221; ?<\/p>\n<p>Qual \u00e9 o resultado dessa pedagogia para os alunos do Brasil?<\/p>\n<p>Nenhum resultado decente nos rankings internacionais.<\/p>\n<p>P\u00edfio, e vergonhoso.<\/p>\n<p>Paulo Freire, \u00e9 um militante marxista, que utilizava a sala de aula para formar jovens socialistas com o clich\u00ea &#8220;pedagogia do oprimido&#8221;!<\/p>\n<p>Detalhe: s\u00f3 \u00e9 utilizada em pa\u00edses menos desenvolvidos.<\/p>\n<p>Por que ser\u00e1 ?<\/p>\n<p>Porque ser\u00e1 que faculdades de medicinas p\u00fablicas de ensino adotam em pedagogia marxista e nefasta?<\/p>\n<p>Verbas do Pr\u00f3-Sa\u00fade (Programa Nacional de Reorienta\u00e7\u00e3o da Forma\u00e7\u00e3o Profissional em Sa\u00fade) e Promed (Projeto de Incentivo a Mudan\u00e7as Curriculares para os\u00a0Cursos de Medicina) se as faculdades de medicina implantarem essa pedagogia nas grades curriculares dos cursos de medicina patrocinado pelo MEC e seu governo esquerdizante nos \u00faltimos 12 anos.<\/p>\n<p>Precisa de resposta ?<\/p>\n<p>Vamos ler a bela resenha sobre a Pedagogia do Oprimido de Paulo Freire feita por Marcelo Centenaro.<\/p>\n<p>Detalhe &#8211; a resenha \u00e9 melhor que a leitura do livro para quem conseguir ler as 100 p\u00e1ginas do &#8220;Patrono Nacional da Educa\u00e7\u00e3o&#8221;.<\/p>\n<h3><a href=\"https:\/\/diplomatizzando.blogspot.com\/2016\/08\/paulo-freire-explicado-aos-incautos.html#:~:text=No%20final%20de%202014%2C%20conversei,li%20Pedagogia%20do%20Oprimido%2C%20confessei.\"><span style=\"color: #008000;\"><strong>Resenha de Marcelo Centenaro<\/strong><\/span><\/a><\/h3>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><em>No final de 2014, conversei sobre Paulo Freire com uma pessoa de quem gosto muito e que tem opini\u00f5es opostas \u00e0s minhas. Ela perguntou se eu tinha lido algum dos livros dele. S\u00f3\u00a0A Import\u00e2ncia do Ato de Ler, mas h\u00e1 tanto tempo que n\u00e3o me lembro de quase nada, respondi. Nunca li Pedagogia do Oprimido, confessei. Voc\u00ea n\u00e3o pode criticar o que n\u00e3o conhece, acusou ela. Prometi que leria\u00a0Pedagogia do Oprimido\u00a0e escreveria uma resenha. Aqui est\u00e1.<\/em><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><em>N\u00e3o \u00e9 uma leitura f\u00e1cil. Embora o livro n\u00e3o seja extenso, com pouco mais de 100 p\u00e1ginas, levei dois meses para terminar. Achei a linguagem confusa, com termos inventados ou palavras \u00e0s quais o autor atribui um sentido peculiar, sem contudo definir claramente esse sentido. Muitas vezes, n\u00e3o h\u00e1 um encadeamento l\u00f3gico entre um par\u00e1grafo e o seguinte, entre uma frase e a pr\u00f3xima, entre uma id\u00e9ia e outra. Nesse aspecto, lembra muito o estilo do Alcor\u00e3o. Paulo Freire tem um cacoete de separar os prefixos dos radicais das palavras (co-labora\u00e7\u00e3o, ad-mirar, re-criar), como se isso significasse alguma coisa. H\u00e1 muitas passagens com sentido obscuro (vejam algumas abaixo), muitas repeti\u00e7\u00f5es, cita\u00e7\u00f5es de supostas autoridades em educa\u00e7\u00e3o (como Mao, L\u00eanin, Che, Fidel e Frantz Fanon) e men\u00e7\u00f5es freq\u00fcentes a que se vai voltar ao assunto depois ou a que j\u00e1 se tratou dele antes.<\/em><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><em>Logo na introdu\u00e7\u00e3o, somos brindados com esta afirma\u00e7\u00e3o: \u201cSe a sectariza\u00e7\u00e3o, como afirmamos, \u00e9 o pr\u00f3prio do reacion\u00e1rio, a radicaliza\u00e7\u00e3o \u00e9 o pr\u00f3prio do revolucion\u00e1rio. Dai que a pedagogia do oprimido, que implica numa tarefa radical cujas linhas introdut\u00f3rias pretendemos apresentar neste ensaio e a pr\u00f3pria leitura deste texto n\u00e3o possam ser realizadas por sect\u00e1rios.\u201d Minha leitura deste trecho \u00e9: \u201cS\u00f3 quem j\u00e1 concorda comigo pode ler o que escrevo.\u201d<\/em><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><em>Vou apresentar a seguir o que entendi do livro, procurando ao m\u00e1ximo omitir minhas opini\u00f5es, que guardarei para o final da resenha.<\/em><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><em>Paulo Freire descreve dois tipos de educa\u00e7\u00e3o, uma caracter\u00edstica de uma sociedade opressora, outra caracter\u00edstica de uma sociedade livre, ou que luta para se libertar. A educa\u00e7\u00e3o da sociedade opressora \u00e9 chamada de \u201cbanc\u00e1ria\u201d, sempre entre aspas, porque ela deposita conhecimentos nos alunos. Ou seja, ela reduz o aluno a um objeto passivo do processo educacional, no qual s\u00e3o jogadas informa\u00e7\u00f5es sobre Portugu\u00eas, Matem\u00e1tica, Hist\u00f3ria, Geografia, Ingl\u00eas, F\u00edsica, Qu\u00edmica, Biologia, Filosofia. J\u00e1 a educa\u00e7\u00e3o libertadora \u00e9 chamada de dial\u00f3gica, porque se baseia no di\u00e1logo entre professores e alunos (educadores e educandos, na linguagem do livro). \u00c9 um processo do qual todos s\u00e3o sujeitos ativos e cuja finalidade \u00e9 ampliar a consci\u00eancia social de todos, especialmente dos alunos, para que se viabilize a revolu\u00e7\u00e3o que acabar\u00e1 com a opress\u00e3o. O livro n\u00e3o detalha o que a educa\u00e7\u00e3o libertadora far\u00e1 depois dessa liberta\u00e7\u00e3o. Imaginamos que mantenha os educandos conscientes e imunes a movimentos reacion\u00e1rios e contra-revolucion\u00e1rios.<\/em><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><em>A educa\u00e7\u00e3o dial\u00f3gica se baseia no di\u00e1logo e o di\u00e1logo come\u00e7a com a busca do conte\u00fado program\u00e1tico. Na parte do livro em que h\u00e1 mais orienta\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas, Paulo Freire recomenda que seja formado um grupo de educadores pesquisadores que observar\u00e1 os educandos e conversar\u00e1 com eles, em situa\u00e7\u00f5es diversas, para conhecer sua realidade e identificar o que ele chama de temas geradores, que possibilitar\u00e3o a tomada de consci\u00eancia dos indiv\u00edduos. Haver\u00e1 reuni\u00f5es com a comunidade, identifica\u00e7\u00e3o de volunt\u00e1rios, conversas e visitas para compreender a realidade, observa\u00e7\u00f5es e anota\u00e7\u00f5es. Os investigadores far\u00e3o um diagn\u00f3stico da situa\u00e7\u00e3o. Ent\u00e3o discutir\u00e3o esse diagn\u00f3stico com membros da comunidade para avaliar o grau de consci\u00eancia deles. Constatando que esse n\u00edvel \u00e9 baixo, v\u00e3o apresentar as situa\u00e7\u00f5es identificadas aos alunos, para discuss\u00e3o e reflex\u00e3o, com o objetivo de despertar sua consci\u00eancia para sua situa\u00e7\u00e3o de opress\u00e3o. Se o pensamento do povo \u00e9 m\u00e1gico (religioso) ou ing\u00eanuo (acredita nos valores de direita), isso ser\u00e1 superado pelo processo, conforme o povo pensar sobre a maneira que pensa, e conforme agir para mudar sua situa\u00e7\u00e3o de opress\u00e3o.<\/em><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><em>Paulo Freire enfatiza que o revolucion\u00e1rio n\u00e3o pode manipular os educandos. Todo o processo tem de ser constru\u00eddo baseado no di\u00e1logo e no respeito entre os l\u00edderes e o povo. Por\u00e9m, os l\u00edderes devem ter a prud\u00eancia de n\u00e3o confiar no povo, porque as pessoas oprimidas t\u00eam a opress\u00e3o inculcada no seu ser. Como exemplo de um l\u00edder que jamais permitiu que seu povo fosse manipulado, Paulo Freire apresenta Fidel Castro.<\/em><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><em>A palavra \u00e9 o resultado da soma de a\u00e7\u00e3o e reflex\u00e3o. Se nos baseamos apenas na reflex\u00e3o, temos um \u201cverbalismo\u201d est\u00e9ril. Se nos baseamos apenas na a\u00e7\u00e3o, temos um \u201cativismo\u201d inepto. Os l\u00edderes revolucion\u00e1rios e os educadores devem compreender que a a\u00e7\u00e3o e a reflex\u00e3o caminham juntas de maneira indissoci\u00e1vel, ou n\u00e3o se atingem os objetivos da educa\u00e7\u00e3o e da revolu\u00e7\u00e3o.<\/em><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><em>As caracter\u00edsticas da opress\u00e3o s\u00e3o a conquista dos mais fracos, a cria\u00e7\u00e3o de divis\u00f5es artificiais entre os oprimidos para enfraquec\u00ea-los, a manipula\u00e7\u00e3o das massas e a invas\u00e3o cultural. Os opressores se imp\u00f5em em primeiro lugar pela for\u00e7a. Depois, jogam os oprimidos uns contra os outros, para mant\u00ea-los subjugados. As pessoas s\u00e3o manipuladas para acreditarem em falsos valores que lhes s\u00e3o prejudiciais, embora elas n\u00e3o percebam isso. Sua cultura de raiz \u00e9 esquecida e trocada por s\u00edmbolos vazios importados de fora, num processo que esmaga a identidade do povo.<\/em><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><em>As caracter\u00edsticas da liberta\u00e7\u00e3o s\u00e3o a colabora\u00e7\u00e3o (que Paulo Freire grafa co-labora\u00e7\u00e3o), a uni\u00e3o, a organiza\u00e7\u00e3o e a s\u00edntese cultural. A colabora\u00e7\u00e3o est\u00e1 contida em tudo o que foi dito sobre educa\u00e7\u00e3o dial\u00f3gica, que \u00e9 feita em conjunto pelos educadores e educandos. A uni\u00e3o entre os oprimidos \u00e9 fundamental para que tenham for\u00e7a para resistir contra o opressor. No trecho em que explica a organiza\u00e7\u00e3o, \u00e9 citado o m\u00e9dico Dr. Orlando Aguirre, diretor da Faculdade de Medicina de uma universidade cubana, que afirmou que a revolu\u00e7\u00e3o implica em tr\u00eas P: palavra, povo e p\u00f3lvora. Disse o Dr. Aguirre: \u201cA explos\u00e3o da p\u00f3lvora aclara a visualiza\u00e7\u00e3o que tem o povo de sua situa\u00e7\u00e3o concreta, em busca, na a\u00e7\u00e3o, de sua liberta\u00e7\u00e3o.\u201d E Paulo Freire complementa: \u201cO fato de n\u00e3o ter a lideran\u00e7a o direito de impor arbitrariamente sua palavra n\u00e3o significa dever assumir uma posi\u00e7\u00e3o liberalista, que levaria as massas \u00e0 licenciosidade.\u201d Ele afirma que n\u00e3o existe liberdade sem autoridade. Sobre a s\u00edntese cultural, diz que a vis\u00e3o de mundo do povo precisa ser valorizada.<\/em><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><em>Agora, o que penso sobre o texto. O pr\u00f3prio Paulo Freire deixa claro em v\u00e1rios momentos, que seu livro n\u00e3o \u00e9 sobre educa\u00e7\u00e3o. Ensinar, transmitir conhecimentos, \u00e9 uma preocupa\u00e7\u00e3o da educa\u00e7\u00e3o \u201cbanc\u00e1ria\u201d opressora. N\u00e3o \u00e9 essa a fun\u00e7\u00e3o de um educador libertador. N\u00e3o, sua fun\u00e7\u00e3o \u00e9 criar os meios para uma revolu\u00e7\u00e3o libertadora, como foram libertadoras as revolu\u00e7\u00f5es promovidas pelos educadores citados: Mao, L\u00eanin, Fidel. Ou seja, a \u00fanica preocupa\u00e7\u00e3o do livro \u00e9 com os meios para viabilizar uma revolu\u00e7\u00e3o marxista. Se voc\u00ea, meu leitor, \u00e9 professor e acha que essa \u00e9 a sua fun\u00e7\u00e3o, talvez encontre conhecimentos \u00fateis no livro. Caso contr\u00e1rio, n\u00e3o h\u00e1 mais nada nele.<\/em><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><em>Fiz uma colet\u00e2nea de palavras utilizadas por Paulo Freire que poderiam ter sa\u00eddo de um discurso de Odorico Paragua\u00e7u: \u201cinvolucra\u201d, em lugar de envolve, \u201cimplicitados\u201d, em lugar de impl\u00edcitos, \u201cgregarizadas\u201d, deve ser um derivado de greg\u00e1rio, \u201cunidade epocal\u201d, em lugar de unidade de tempo, \u201cfatalistamente\u201d, por fatalisticamente, \u201cinsertado\u201d, por inserido. Dois erros divertidos: chamar R\u00e9gis Debray de R\u00e9gis Debret e achar que o nome do padre Marie-Dominique Chenu OP (onde OP significa\u00a0Ordo Praedicatorum, Ordem dos Pregadores, sigla que designa a Ordem dos Dominicanos) \u00e9 O. P. Chenu. \u00c9 sintom\u00e1tico que algu\u00e9m com tantas dificuldades com a L\u00edngua Portuguesa seja o Patrono da Educa\u00e7\u00e3o Brasileira, considerado nossa maior autoridade em alfabetiza\u00e7\u00e3o.<\/em><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><em>Desafio os bravos leitores a encontrar o sentido dos trechos a seguir.<\/em><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><em>A melhor interpreta\u00e7\u00e3o ganhar\u00e1 um p\u00e3o com mortadela. Os grifos s\u00e3o de Paulo Freire.<\/em><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><em>1) \u00abNa verdade, n\u00e3o h\u00e1\u00a0eu\u00a0que se constitua sem um\u00a0n\u00e3o-eu. Por sua vez, o\u00a0n\u00e3o-eu\u00a0constituinte do\u00a0eu\u00a0se constitui na constitui\u00e7\u00e3o do\u00a0eu constitu\u00eddo. Desta forma, o mundo constituinte da consci\u00eancia se torna mundo da consci\u00eancia, um percebido objetivo seu, ao qual se\u00a0intenciona. Da\u00ed, a afirma\u00e7\u00e3o de Sartre, anteriormente citada: \u201cconsci\u00eancia e mundo se d\u00e3o ao mesmo tempo\u201d.\u00bb<\/em><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><em>2) \u00abO ponto de partida deste movimento est\u00e1 nos homens mesmos. Mas, como n\u00e3o h\u00e1 homens sem mundo, sem realidade, o movimento parte das rela\u00e7\u00f5es homens-mundo. Dai que este ponto de partida esteja sempre nos homens no seu\u00a0aqui\u00a0e no seu\u00a0agora\u00a0que constituem a situa\u00e7\u00e3o em que se encontram ora imersos, ora emersos, ora insertados.\u00bb<\/em><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><em>3) \u00abSem ele [o di\u00e1logo], n\u00e3o h\u00e1 comunica\u00e7\u00e3o e sem esta n\u00e3o h\u00e1 verdadeira educa\u00e7\u00e3o. A que, operando a supera\u00e7\u00e3o da contradi\u00e7\u00e3o educador-educandos, se instaura como situa\u00e7\u00e3o gnosiol\u00f3gica, em que os sujeitos incidem seu ato cognoscente sobre o objeto cognosc\u00edvel que os mediatiza.\u00bb<\/em><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><em>4) \u00abEsta \u00e9 a raz\u00e3o pela qual o animal n\u00e3o animaliza seu contorno para animalizar-se, nem tampouco se desanimaliza.\u00bb<\/em><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><em>5) \u00abSomente na medida em que os produtos que resultam da atividade do ser \u201cn\u00e3o perten\u00e7am a seus corpos f\u00edsicos\u201d, ainda que recebam o seu selo, dar\u00e3o surgimento \u00e0 dimens\u00e3o significativa do contexto que, assim, se faz mundo.\u00bb<\/em><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><em>6) \u00abPorque, ao contr\u00e1rio do animal, os homens podem tridimensionalizar o tempo (passado-presente-futuro) que, contudo, n\u00e3o s\u00e3o departamentos estanques.\u00bb Algu\u00e9m pode me dizer como \u00e9 poss\u00edvel tridimensionalizar o tempo?<\/em><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><em>7) \u00abUma unidade epocal se caracteriza pelo conjunto de id\u00e9ias, de concep\u00e7\u00f5es, esperan\u00e7as, d\u00favidas, valores, desafios, em intera\u00e7\u00e3o dial\u00e9tica com seus contr\u00e1rios, buscando plenitude. A representa\u00e7\u00e3o concreta de muitas destas id\u00e9ias, destes valores, destas concep\u00e7\u00f5es e esperan\u00e7as, como tamb\u00e9m os obst\u00e1culos ao ser mais dos homens, constituem os temas da \u00e9poca.\u00bb<\/em><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><em>Outra caracter\u00edstica curiosa s\u00e3o as cita\u00e7\u00f5es em idiomas diversos. H\u00e1 cita\u00e7\u00f5es de Hegel e Karl Jaspers em ingl\u00eas, de Marx e Erich Fromm em espanhol e de Luk\u00e1cs em franc\u00eas. Todos esses autores escreveram em alem\u00e3o. Frantz Fanon, que escreveu em franc\u00eas, \u00e9 citado em espanhol. Albert Memmi, que tamb\u00e9m escreveu em franc\u00eas, \u00e9 citado em ingl\u00eas, e se menciona que h\u00e1 uma edi\u00e7\u00e3o brasileira de seu livro. Mao \u00e9 citado em franc\u00eas. Porque todas essas cita\u00e7\u00f5es n\u00e3o foram simplesmente traduzidas para o portugu\u00eas? E por que Paulo Freire gosta tanto de ditadores, torturadores e assassinos?<\/em><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><em>Ele afirma que vender seu trabalho \u00e9 sempre o mesmo que escravizar-se. Por\u00e9m, desejar n\u00e3o ser mais empregado e tornar-se patr\u00e3o \u00e9 escravizar a um outro, tornar-se opressor. Qualquer tipo de contrata\u00e7\u00e3o de um indiv\u00edduo por outro \u00e9 maligna, \u00e9 opress\u00e3o, \u00e9 escravid\u00e3o. S\u00f3 teremos liberdade quando a nenhum indiv\u00edduo for permitido contratar ou ser contratado por outro indiv\u00edduo. Faz sentido para voc\u00eas?<\/em><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><em>Paulo Freire afirma que os oprimidos devem ser reconhecidos como Pedro, Ant\u00f4nio, Josefa, mas os chama o tempo todo de \u201cmassas\u201d. Diz que valoriza a vis\u00e3o de mundo do povo, enquanto n\u00e3o perde uma oportunidade de desdenhar das cren\u00e7as religiosas desse mesmo povo, chamando-as de m\u00e1gicas, sincr\u00e9ticas ou mistifica\u00e7\u00f5es. E ele se dizia cat\u00f3lico.<\/em><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><em>Como a opress\u00e3o \u00e9 uma viol\u00eancia, qualquer viol\u00eancia cometida pelos oprimidos contra os opressores \u00e9 sempre uma rea\u00e7\u00e3o justificada. \u00c9 um racioc\u00ednio assustador. Nas palavras dele: \u201cQuem inaugura a tirania n\u00e3o s\u00e3o os tiranizados, mas os tiranos. Quem inaugura o \u00f3dio n\u00e3o s\u00e3o os odiados, mas os que primeiro odiaram. Quem inaugura a nega\u00e7\u00e3o dos homens n\u00e3o s\u00e3o os que tiveram a sua humanidade negada, mas as que a negaram, negando tamb\u00e9m a sua.\u201d Paulo Freire considera justificados a tirania como resposta a uma tirania anterior e o \u00f3dio como resposta a um \u00f3dio anterior. E\u00a0<strong>nega a humanidade<\/strong>\u00a0de quem ele resolver chamar de opressores.<\/em><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><em>Mais um trecho escabroso: \u00abMas, o que ocorre, ainda quando a supera\u00e7\u00e3o da contradi\u00e7\u00e3o se fa\u00e7a em termos aut\u00eanticos, com a instala\u00e7\u00e3o de uma nova situa\u00e7\u00e3o concreta, de uma nova realidade inaugurada pelos oprimidos que se libertam, \u00e9 que os opressores de ontem n\u00e3o se reconhe\u00e7am em liberta\u00e7\u00e3o. Pelo contr\u00e1rio, v\u00e3o sentir-se como se realmente estivessem sendo oprimidos. \u00c9 que, para eles, \u201cformados\u201d na experi\u00eancia de opressores, tudo o que n\u00e3o seja o seu direito antigo de oprimir, significa opress\u00e3o a eles. V\u00e3o sentir-se, agora, na nova situa\u00e7\u00e3o, como oprimidos porque, se antes podiam comer, vestir, cal\u00e7ar, educar-se, passear, ouvir Beethoven, enquanto milh\u00f5es n\u00e3o comiam, n\u00e3o cal\u00e7avam, n\u00e3o vestiam, n\u00e3o estudavam nem tampouco passeavam, quanto mais podiam ouvir Beethoven, qualquer restri\u00e7\u00e3o a tudo isto, em nome do direito de todos, lhes parece uma profunda viol\u00eancia a seu direito de pessoa. Direito de pessoa que, na situa\u00e7\u00e3o anterior, n\u00e3o respeitavam nos milh\u00f5es de pessoas que sofriam e morriam de fome, de dor, de tristeza, de desesperan\u00e7a.\u00bb<\/em><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><em>O fato \u00e9 que ningu\u00e9m pode proibir ningu\u00e9m de comer, vestir, cal\u00e7ar, educar-se, passear ou ouvir Beethoven. E ningu\u00e9m pode exigir comer, vestir, cal\u00e7ar, educar-se, passear ou ouvir Beethoven \u00e0s custas dos outros.<\/em><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><em>Uma \u00faltima cita\u00e7\u00e3o abjeta: \u201cMesmo que haja \u2013 e explicavelmente \u2013 por parte dos oprimidos, que sempre estiveram submetidos a um regime de espolia\u00e7\u00e3o, na luta revolucion\u00e1ria, uma dimens\u00e3o revanchista, isto n\u00e3o significa que a revolu\u00e7\u00e3o deva esgotar-se nela.\u201d A revolu\u00e7\u00e3o n\u00e3o deve se esgotar no revanchismo, mas o revanchismo \u00e9 parte natural dela. Como algu\u00e9m que escreveu essas monstruosidades nunca foi processado por incita\u00e7\u00e3o \u00e0 viol\u00eancia e apologia do crime? Como algu\u00e9m com um pensamento t\u00e3o antissocial pode ser sequer ouvido, quanto mais cultuado como Patrono da Educa\u00e7\u00e3o Brasileira?<\/em><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Chega de doutrina\u00e7\u00e3o marxista! <\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Fora a pedagogia de Paulo Freire em cursos de medicina!<\/span><\/p>\n<p>Chega de doutrina\u00e7\u00e3o marxista em alunos de medicina do Brasil !<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/miltonmarchioli.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/doutrina\u00e7\u00e3o-marxista-olhos-vendados.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-12220\" src=\"https:\/\/miltonmarchioli.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/doutrina\u00e7\u00e3o-marxista-olhos-vendados.jpg\" alt=\"doutrina\u00e7\u00e3o marxista olhos vendados\" width=\"1600\" height=\"1216\" srcset=\"https:\/\/miltonmarchioli.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/doutrina\u00e7\u00e3o-marxista-olhos-vendados.jpg 1600w, https:\/\/miltonmarchioli.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/doutrina\u00e7\u00e3o-marxista-olhos-vendados-300x228.jpg 300w, https:\/\/miltonmarchioli.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/doutrina\u00e7\u00e3o-marxista-olhos-vendados-768x584.jpg 768w, https:\/\/miltonmarchioli.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/doutrina\u00e7\u00e3o-marxista-olhos-vendados-1024x778.jpg 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 1600px) 100vw, 1600px\" \/><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Paulo Freire \u00e9 o\u00a0 patrono\u00a0 de nossa educa\u00e7\u00e3o brasileira. Triste, mas \u00e9 verdade. Concedido no governo PT (Partido dos Petralhas). Bem, isso j\u00e1 provocaria um motivo realmente preocupante em n\u00e3o ser levado isso a s\u00e9rio. Afinal, pseudopedagogos (ou sem forma\u00e7\u00e3o acad\u00eamica), ou ainda, os pedagogos que fizeram um capacita\u00e7\u00e3o de 12 horas em curso disponibilizado &hellip; <a href=\"https:\/\/miltonmarchioli.com.br\/blog\/pedagogia-do-oprimido-de-paulo-freire-licenca-para-matar-o-ensino-tradicional\/\" class=\"more-link\">Continue lendo <span class=\"screen-reader-text\">Pedagogia do Oprimido de Paulo Freire. 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