{"id":8380,"date":"2015-04-04T22:44:26","date_gmt":"2015-04-05T01:44:26","guid":{"rendered":"http:\/\/miltonmarchioli.com.br\/blog\/?p=8380"},"modified":"2022-01-31T12:39:55","modified_gmt":"2022-01-31T15:39:55","slug":"pedagogia-dos-marxistas-culturais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/miltonmarchioli.com.br\/blog\/pedagogia-dos-marxistas-culturais\/","title":{"rendered":"Pedagogia dos marxistas culturais"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/miltonmarchioli.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/PAULO-FREITE-PRETO-E-BRANCO.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-8382\" title=\"PAULO FREITE- PRETO E BRANCO\" src=\"https:\/\/miltonmarchioli.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/PAULO-FREITE-PRETO-E-BRANCO.jpg\" alt=\"\" width=\"205\" height=\"285\" \/><\/a>Que Paulo Freire \u00e9 idolatrada pelos marxistas culturais n\u00e3o restam d\u00favidas.<\/p>\n<p>Mas dizer que Paulo Freire \u00e9 o referencial te\u00f3rico pedag\u00f3gico em matriz curricular de cursos de medicina \u00e9 uma falta de honestidade intelectual tremenda.<\/p>\n<p>E afirmar que o &#8220;discurso dial\u00f3gico&#8221; a ser utilizado entre o facilitador ou orientador e o aluno \u00e9 uma forma de criticar a realidade vigente, e a partir dessa cr\u00edtica, buscar novas buscar &#8220;libertadoras&#8221; para reequilibrar o biopsicossocial que &#8220;esmaga o oprimido&#8221;,\u00a0 o qual\u00a0 \u00e9 resultado de uma &#8220;ordem superior &#8220;, \u00e9 de tirar o sono de qualquer professor decente.<\/p>\n<p>Bem, professor e n\u00e3o facilitador de superficialidades em cursos de medicina.<\/p>\n<p>Ali\u00e1s, muitos desses facilitadores s\u00e3o ex-alunos do curso m\u00e9dico, e pagos pela prefeitura de um munic\u00edpio.<\/p>\n<p>L\u00e1 o facilitador recebe alunos de medicina para um processo revolucion\u00e1rio de aprendizagem.<\/p>\n<p>A gloriosa aprendizagem baseada em problemas, e ou com a &#8220;problematiza\u00e7\u00e3o&#8221; das visitas domicili\u00e1rias&#8230;<\/p>\n<p>Os alunos visitam fam\u00edlias na comunidade de uma bairro, e depois trocam sua experi\u00eancia &#8220;vivencial&#8221; com o facilitador.<\/p>\n<p>Diante de um discuss\u00e3o surgem as famosas quest\u00f5es de aprendizagem com as &#8220;p\u00edlulas&#8221; de biopsicossocial.<\/p>\n<p>Sim p\u00edlulas&#8230;<\/p>\n<p>Como refletir o que nunca foi estudado por um aluno?<\/p>\n<p>Mas os defensores da pedagogia de Paulo Freire foram ainda mais.<\/p>\n<p>Aproveitaram e aplicaram nas tutorias, em que algumas acabam estressando at\u00e9 o mais pacato e long\u00e2nimo dos homens.<\/p>\n<p>As buscas s\u00e3o feitas feitos alunos que se devem &#8220;diminuir&#8221; o conte\u00fado biol\u00f3gico, e l\u00f3gico, &#8220;maximizar&#8221;, \u00a0e muito mais, as buscas do &#8220;oprimido paciente&#8221; que se apresenta no caso tutorial como uma &#8220;v\u00edtima da sociedade&#8221;.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, aprendizagem baseada em problemas \u00a0(ABP) em aten\u00e7\u00e3o b\u00e1sica de sa\u00fade, problematizando em sucessivas aproxima\u00e7\u00f5es&#8221;, ou em tutorias mostra-se uma dispedagogia.<\/p>\n<p>O termo\u00a0 dispedagogia tem sido utilizado para nomear os sinais apresentados por uma institui\u00e7\u00e3o que na sua pr\u00e1tica educativa apresenta graves preju\u00edzos aos educandos.<\/p>\n<p>Dis, significando dificuldade e pedagogia compreendida como \u201ca arte de instruir, ensinar ou educar\u201d, ou seja, as dificuldades encontradas pela institui\u00e7\u00e3o na sua pr\u00e1tica, referentes \u00e0 metodologia de ensino.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/miltonmarchioli.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/RESENHA-DA-PEDAGOGIA-DO-OPRIMIDO.pdf\">A resenha do pedagogo F\u00e1bio Santos &#8211;\u00a0 Universidade Federal do Par\u00e1- interpreta a &#8220;Pedagogia do Oprimido&#8221; de Paulo Freire.<\/a><\/p>\n<h4>RESENHA<\/h4>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><em>Paulo Freire explica a sociedade basicamente a partir do confronto entre opressores e oprimidos. Segundo ele, a educa\u00e7\u00e3o tradicional, ao n\u00e3o dar voz aos oprimidos, ajudava a perpetuar as injusti\u00e7as sociais. A Pedagogia do Oprimido seria uma maneira de conscientizar as pessoas sobre a realidade social, com as suas contradi\u00e7\u00f5es, como afirmam os seguidores de Paulo Freire. A educa\u00e7\u00e3o n\u00e3o poderia ser desvinculada do seu principal objetivo, que, segundo Paulo Freire, \u00e9 a constru\u00e7\u00e3o de uma sociedade mais justa.<\/em><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><em>Na pr\u00e1tica, a Pedagogia do Oprimido nada mais \u00e9 do que um meio de doutrina\u00e7\u00e3o ideol\u00f3gica, em que os professores submetem os alunos ao terrorismo intelectual.\u00a0 O livro &#8220;Pedagogia do Oprimido&#8221;, de Paulo Freire, \u00e9 muito lido nas universidades, e exerce influ\u00eancia nociva sobre milhares de estudantes. Qualquer tentativa de refutar as teorias de Paulo Freire \u00e9 silenciada pelos professores das faculdades de Educa\u00e7\u00e3o, para quem &#8220;Pedagogia do Oprimido&#8221; \u00e9 um livro sagrado e infal\u00edvel&#8230; Examino aqui algumas bobagens escritas do livro &#8220;Pedagogia do Oprimido&#8221;. Usei a edi\u00e7\u00e3o de 1977, da Editora Paz e Terra, mas h\u00e1 muitas outras: o Brasil \u00e9 solo f\u00e9rtil para a propaga\u00e7\u00e3o de besteiras (entre os autores citados por Paulo Freire est\u00e3o idiotas como Louis Althusser, Mao Ts\u00e9-tung, L\u00eanin e Frantz Fanon).<\/em><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><em>Paulo Freire condena aqueles que &#8220;querem a reforma agr\u00e1ria n\u00e3o para libertar-se, mas para passar a ter terra e, com esta, tornar-se propriet\u00e1rios ou, mais precisamente, patr\u00f5es de novos empregados.&#8221; (p\u00e1g. 34) Ele considera que a rela\u00e7\u00e3o entre empregador e empregado \u00e9 sempre conflitiva, que o lucro do empregador se deve \u00e0 &#8220;explora\u00e7\u00e3o&#8221; do empregado. Mas a verdade \u00e9 que se os beneficiados pela reforma agr\u00e1ria n\u00e3o tiverem esp\u00edrito empreendedor, capitalista, n\u00e3o progredir\u00e3o, ser\u00e3o sempre dependentes do governo, o que \u00e9 a inten\u00e7\u00e3o dos pol\u00edticos demagogos.<\/em><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><em>Paulo Freire tenta explicar tudo em termos de &#8220;opressor&#8221; e &#8220;oprimido&#8221;: &#8220;Ao fazer-se opressora, a realidade implica na exist\u00eancia dos que oprimem e dos que s\u00e3o oprimidos.&#8221;(p\u00e1g.39) Mas Paulo Freire n\u00e3o diz quem s\u00e3o os opressores e quem s\u00e3o os oprimidos, n\u00e3o se preocupa em provar que existem opressores e oprimidos. Todas as pessoas se enquadram no esquema? Voc\u00ea, caro leitor, \u00e9 opressor ou oprimido? Eu n\u00e3o me considero opressor nem oprimido. Se Freire estudasse soci\u00f3logos como Raymond Aron, teria mais cuidado ao teorizar sobre a realidade social. A no\u00e7\u00e3o de &#8220;classe&#8221; \u00e9 confusa, n\u00e3o pode ser definida adequadamente, porque simplesmente n\u00e3o existem classes sociais. S\u00f3 existem os indiv\u00edduos. &#8220;Classe social&#8221; \u00e9 del\u00edrio de soci\u00f3logo esquerdista. Como definir\u00edamos &#8220;classe social&#8221;? Pela propriedade dos meios de produ\u00e7\u00e3o? Um pequeno agricultor pode ser propriet\u00e1rio de meios de produ\u00e7\u00e3o, e um executivo de uma empresa multinacional pode n\u00e3o ser. Para que exista &#8220;classe social&#8221; n\u00e3o basta haver diferen\u00e7as de renda; \u00e9 preciso que as pessoas de um determinado grupo social se reconhe\u00e7am como uma unidade, que tenham os mesmos prop\u00f3sitos. E se houvesse classes sociais, faltaria provar que elas est\u00e3o em conflito, e que a luta entre elas levaria \u00e0 tal &#8220;ditadura do proletariado&#8221;. Os fatos hist\u00f3ricos n\u00e3o permitem que aceitemos como verdadeiras as pretensiosas teorias de Paulo Freire e Karl Marx.<\/em><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><em>Na tentativa de justificar a viol\u00eancia revolucion\u00e1ria, Paulo Freire afirma: &#8220;Inauguram a viol\u00eancia os que oprimem, os que exploram, os que n\u00e3o se reconhecem nos outros; n\u00e3o os oprimidos, os explorados, os que n\u00e3o s\u00e3o reconhecidos pelos que os oprimem como outro&#8221; (p\u00e1g. 45). Os revolucion\u00e1rios leninistas, por exemplo, perseguiram implacavelmente os seus advers\u00e1rios, e poderiam justificar os seus crimes dizendo que na verdade as v\u00edtimas eram &#8220;violentas&#8221;, eram &#8220;opressoras&#8221;&#8230;<\/em><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><em>Freire critica o ensino tradicional:\u00a0 &#8220;Eis a\u00ed a a concep\u00e7\u00e3o `banc\u00e1ria&#8217; da educa\u00e7\u00e3o, em que a \u00fanica margem de a\u00e7\u00e3o que se oferece aos educandos \u00e9 a de receberem os dep\u00f3sitos, guard\u00e1-los e arquiv\u00e1-los.&#8221; (p\u00e1g. 66). Logo adiante, acrescenta: &#8220;Na vis\u00e3o `banc\u00e1ria&#8217; da educa\u00e7\u00e3o, o `saber&#8217; \u00e9 uma doa\u00e7\u00e3o dos que se julgam s\u00e1bios aos que julgam nada saber&#8221; (p\u00e1g. 67). N\u00e3o podemos negar a import\u00e2ncia da participa\u00e7\u00e3o do aluno nas aulas e da necessidade de haver di\u00e1logo. Mas eu percebo que o di\u00e1logo s\u00f3 \u00e9 tolerado nas universidades quando as discuss\u00f5es ficam limitadas a quest\u00f5es de menor import\u00e2ncia. Quando o professor nota que est\u00e1 sendo desmascarado, ele trata de silenciar rapidamente as vozes discordantes. \u00c9 enorme o n\u00famero de subintelectuais desonestos e ignorantes que deveriam ser retirados das universidades a pontap\u00e9s.<\/em><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><em>Para certos professores, as aulas expositivas, em que o professor fala durante a maior parte do tempo, s\u00e3o um tipo de viol\u00eancia ao aluno, que n\u00e3o tem o seu &#8220;conhecimento&#8221; levado em considera\u00e7\u00e3o.\u00a0 H\u00e1 professores que simplesmente n\u00e3o d\u00e3o aulas: fazem com que os alunos apresentem trabalhos, mostram filmes, deixam os alunos fazendo bobagens no computador, enfim, envolvem-se com atividades in\u00fateis, que n\u00e3o educam ningu\u00e9m. As teorias de Paulo Freire s\u00e3o muito convenientes para os maus professores, que encontram nele uma justificativa para n\u00e3o dar aulas. Muitos professores pensam que os alunos n\u00e3o podem ser corrigidos, repreendidos, e o resultado \u00e9 a queda da qualidade do ensino. Segundo eles,\u00a0 o fracasso dos alunos jamais pode ser atribu\u00eddo aos pr\u00f3prios alunos. A culpa \u00e9 do governo, da &#8220;sociedade injusta&#8221;, dos m\u00e9todos tradicionais de ensino&#8230; Na verdade, s\u00f3 h\u00e1 conhecimento com o esfor\u00e7o individual; o sucesso e o fracasso do aluno s\u00e3o de responsabilidade dele mesmo.<\/em><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><em>Paulo Freire prega o \u00f3dio de classes: &#8220;Pregam a harmonia das classes como se estas fossem aglomerados fortuitos de indiv\u00edduos que olhassem curiosos uma vitrina numa tarde de domingo&#8221; (p\u00e1g. 168). Pregar a harmonia n\u00e3o \u00e9 conden\u00e1vel; pelo contr\u00e1rio, quem precisa justificar as suas afirma\u00e7\u00f5es s\u00e3o aqueles que pregam o \u00f3dio. Paulo Freire n\u00e3o \u00e9 um investigador honesto que quer saber como \u00e9 a realidade; ele quer mold\u00e1-la segundo as suas taras ideol\u00f3gicas. Na p\u00e1gina 168, Paulo Freire cita Karl Marx e um tal bispo Franic Split. O bispo afirma que &#8220;toda compra ou venda de trabalho \u00e9 uma esp\u00e9cie de escravid\u00e3o&#8221;. E Marx escreve que &#8220;a luta de classes conduz \u00e0 ditadura do proletariado&#8221;&#8230; H\u00e1 um sistema econ\u00f4mico vi\u00e1vel em que n\u00e3o exista compra e venda de trabalho? Se toda compra e venda de trabalho \u00e9 escravid\u00e3o, ent\u00e3o os trabalhadores de pa\u00edses desenvolvidos, que recebem bons sal\u00e1rios, s\u00e3o t\u00e3o &#8220;escravos&#8221; quanto os miser\u00e1veis dos pa\u00edses atrasados? E a express\u00e3o &#8220;ditadura do proletariado&#8221; n\u00e3o deveria causar vergonha aos comunistas, depois de todos os crimes que as ditaduras comunistas cometeram no s\u00e9culo XX?<\/em><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><em>Paulo Freire declara os seus verdadeiros objetivos com a maior cara-de-pau: &#8220;Como a entendemos, a `revolu\u00e7\u00e3o cultural&#8217; \u00e9 o m\u00e1ximo de conscientiza\u00e7\u00e3o poss\u00edvel que deve desenvolver o poder revolucion\u00e1rio, com o qual atinja a todos, n\u00e3o importa qual seja a sua tarefa a cumprir&#8221; (p\u00e1g. 186). Fica evidente a inten\u00e7\u00e3o da tal &#8220;pedagogia do oprimido&#8221;: doutrina\u00e7\u00e3o ideol\u00f3gica, para a imposi\u00e7\u00e3o de uma ditadura comunista.<\/em><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><em>Paulo Freire afirmou o seguinte: &#8220;Estamos convencidos de que, para aferirmos se uma sociedade se desenvolve ou n\u00e3o, devemos ultrapassar os crit\u00e9rios que se fixam na an\u00e1lise de seus \u00edndices `per capita&#8217; de ingresso que, `estatisticados&#8217;, n\u00e3o chegam sequer a expressar a verdade, bem como os que se centram no estudo de sua renda bruta. Parece-nos que o crit\u00e9rio b\u00e1sico, primordial, est\u00e1 em sabermos se a sociedade \u00e9 ou n\u00e3o um ser para si&#8221;. Paulo Freire temia a compara\u00e7\u00e3o entre pa\u00edses capitalistas e comunistas. Menosprezava dados num\u00e9ricos, que poderiam refutar as suas teorias. A Cor\u00e9ia do Sul \u00e9 bem mais desenvolvida do que a Cor\u00e9ia do Norte, a Alemanha Ocidental era mais pr\u00f3spera do que a Alemanha Oriental: a compara\u00e7\u00e3o entre o desempenho das economias capitalistas e comunistas mostra a superioridade das primeiras sobre as segundas.<\/em><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><em>Na d\u00e9cada dos 60, alguns intelectuais esquerdistas, como Jean-Paul Sartre e Maurice Dobb, previram que a Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica superaria os Estados Unidos, e que o futuro da humanidade seria o comunismo. O not\u00e1vel fracasso das economias planificadas mostrou que as previs\u00f5es dos intelectuais esquerdistas eram rid\u00edculas. Paulo Freire poderia alegar que pa\u00edses miser\u00e1veis, como Alb\u00e2nia, Cuba, Cor\u00e9ia do Norte e Eti\u00f3pia n\u00e3o foram destru\u00eddos pelo socialismo, que essas sociedades s\u00e3o um &#8220;ser para si&#8221;&#8230; A esdr\u00faxula id\u00e9ia de &#8220;ser para si&#8221; na verdade \u00e9 uma abstra\u00e7\u00e3o vazia, que nada significa.<\/em><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><em>Paulo Freire considerava um &#8220;ser para si&#8221; aquelas sociedades que n\u00e3o eram dependentes das pot\u00eancias que ele julgava imperialistas, que n\u00e3o se submetiam \u00e0 tal &#8220;explora\u00e7\u00e3o&#8221;&#8230;\u00a0 Para Paulo Freire, a economia \u00e9 um jogo de soma zero, em que o enriquecimento de um pa\u00eds \u00e9 resultado da explora\u00e7\u00e3o dos mais pobres. \u00c9 uma teoria completamente rid\u00edcula, s\u00f3 defendida por pessoas que ignoram as mais b\u00e1sicas no\u00e7\u00f5es de economia. A hist\u00f3ria econ\u00f4mica contempor\u00e2nea desmente a &#8220;teoria da depend\u00eancia&#8221; e outros del\u00edrios dos socialistas.<\/em><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><em>Na p\u00e1gina 193, l\u00ea-se esta bobagem: &#8220;A lideran\u00e7a de Fidel Castro e de seus companheiros, na \u00e9poca chamados de `aventureiros irrespons\u00e1veis&#8217; por muita gente, lideran\u00e7a eminentemente dial\u00f3gica, se identificou com as massas submetidas a uma brutal viol\u00eancia, a da ditadura de Batista.&#8221; Paulo Freire elogia Fidel Castro, o maior ditador das Am\u00e9ricas. Fidel seria uma &#8220;lideran\u00e7a eminentemente dial\u00f3gica&#8221;, t\u00e3o dial\u00f3gica que matou mais de dezessete mil pessoas e prendeu outras milhares pelo &#8220;crime&#8221; de n\u00e3o apoiarem o seu regime. Freire fala sobre a &#8220;brutal viol\u00eancia&#8221; de Batista, mas silencia sobre a viol\u00eancia de Fidel, que foi muito maior e manifestou-se desde os primeiros anos do seu governo. Paulo Freire escreveu: &#8220;Se as elites opressoras se fecundam, necrofilamente, no esmagamento dos oprimidos, a lideran\u00e7a revolucion\u00e1ria somente na comunh\u00e3o com eles pode fecundar-se. Esta \u00e9 a raz\u00e3o pela qual o que fazer opressor n\u00e3o pode ser humanista, enquanto o revolucion\u00e1rio necessariamente o \u00e9&#8221; (p\u00e1g. 155).<\/em><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><em>Por que necessariamente o \u00e9? Quais s\u00e3o os fatos hist\u00f3ricos que justificam essa afirma\u00e7\u00e3o? Paulo Freire gostava de teorizar no vazio, sem a m\u00ednima vontade de investigar fatos: &#8220;A lideran\u00e7a revolucion\u00e1ria, comprometida com as massas oprimidas, tem um compromisso com a liberdade.&#8221; (p\u00e1g. 197). Mas qual lideran\u00e7a revolucion\u00e1ria? Todas elas? Paulo Freire fala muito em revolu\u00e7\u00e3o, mas apenas em abstrato. Nunca estuda as revolu\u00e7\u00f5es para saber se as suas teorias t\u00eam algum fundamento. Richard Pipes, historiador polon\u00eas radicado nos Estados Unidos, professor da Harvard University, escreveu livros importantes sobre o comunismo e a hist\u00f3ria da Revolu\u00e7\u00e3o Russa. Eu assisti a uma palestra dele no F\u00f3rum da Liberdade de 2002. No seu livro &#8220;Hist\u00f3ria concisa da Revolu\u00e7\u00e3o Russa&#8221; (Editora Record, Rio de Janeiro, 1997), h\u00e1 o estudo de fatos que mostram que as teorias de Paulo Freire s\u00e3o abstra\u00e7\u00f5es tolas:\u00a0 &#8220;Comparada com a de1913, a produ\u00e7\u00e3o industrial em larga escala caiu cerca de 82%, em 1920. A de carv\u00e3o, 73%; a de ferro, 97,6%; a de fio de algod\u00e3o, 94,9%; a de petr\u00f3leo, 57,3%. Medida em rublos e descontada a infla\u00e7\u00e3o, a produtividade do oper\u00e1rio russo despencou, com perda de 74%. O n\u00famero de trabalhadores industriais empregados decresceu 51%, entre 1918 e 1921.<\/em><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><em>Em suma, sob o comunismo de guerra, o `proletariado&#8217; russo foi reduzido \u00e0 metade e desapareceram \u00be da produ\u00e7\u00e3o industrial. (&#8230;) Nesse mesmo per\u00edodo de r\u00e1pido desmonte da ind\u00fastria, entre 1918 e 1921, os custos de manuten\u00e7\u00e3o da burocracia do Conselho Supremo da Economia expandiram-se quase 9500%. (&#8230;) Os trabalhadores tamb\u00e9m perderam todos os direitos conquistados sob o czarismo, incluindo os de eleger seus representantes sindicais e fazer greves. (&#8230;) A tabela a seguir indica a popula\u00e7\u00e3o da Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica, em milh\u00f5es de habitantes, entre 1917 e 1922. Outono de 1917: a 47,6; in\u00edcio de 1920: 140,6; in\u00edcio de 1921: 136,8; in\u00edcio de 1922: 134,9. O decr\u00e9scimo de 12,7 milh\u00f5es foi conseq\u00fc\u00eancia as mortes em combate e epidemias &#8211; aproximadamente dois milh\u00f5es cada; emigra\u00e7\u00e3o &#8211; cerca de dois milh\u00f5es; e fome &#8211; mais de cinco milh\u00f5es.&#8221;<\/em><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><em>Se, como afirmou Paulo Freire, a lideran\u00e7a revolucion\u00e1ria \u00e9 &#8220;comprometida com as massas&#8221; e tem &#8220;compromisso com a liberdade&#8221;, como explicar\u00edamos cat\u00e1strofes como a Revolu\u00e7\u00e3o Russa, a Revolu\u00e7\u00e3o Chinesa, a Revolu\u00e7\u00e3o Cubana e tantas outras que mataram milhares ou mesmo milh\u00f5es de pessoas para implantar um regime muito pior do que aqueles contra os quais elas foram feitas?<\/em><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><em>Na p\u00e1gina 199, Paulo Freire refere-se a ao relato que Che Guevara faz da sua luta em Serra Maestra: segundo o autor da &#8220;Pedagogia do Oprimido&#8221;, no relato de Guevara &#8220;a humildade \u00e9 uma nota constante&#8221;. Logo adiante, Paulo Freire chega ao extremo do seu del\u00edrio ao santificar Guevara: &#8220;Veja-se como um l\u00edder como Guevara, que n\u00e3o subiu a Serra com Fidel e seus companheiros \u00e0 maneira de um jovem frustrado em busca de aventuras, reconhece que a sua comunh\u00e3o com o povo deixou de ser teoria para converter-se em parte definitiva de seu ser. At\u00e9 no seu estilo inconfund\u00edvel de narrar os momentos da sua e da experi\u00eancia dos seus companheiros, de falar de seus encontros com os camponeses `leais e humildes&#8217;, numa linguagem \u00e0s vezes quase evang\u00e9lica, este homem excepcional revelava uma profunda capacidade de amar e comunicar-se&#8221; (p\u00e1g. 200). Che Guevara foi assassino, um indiv\u00edduo que n\u00e3o produziu bem algum \u00e0 humanidade; pelo contr\u00e1rio, inspirou guerrilhas que mataram milhares de pessoas.<\/em><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><em>Se Guevara era &#8220;humilde&#8221; e &#8220;amoroso&#8221;, por que afirmou que o revolucion\u00e1rio deve ser uma &#8220;fria e eficiente m\u00e1quina de matar&#8221;? Paulo Freire escreveu: &#8220;A revolu\u00e7\u00e3o \u00e9 bi\u00f3fila, \u00e9 criadora de vida, ainda que, para cri\u00e1-la, seja obrigada a deter vidas que pro\u00edbem a vida.&#8221; (p\u00e1g. 201) Pergunto: qual revolu\u00e7\u00e3o \u00e9 &#8220;criadora de vida&#8221;? Paulo Freire n\u00e3o d\u00e1 exemplos que justifiquem as suas teorias.\u00a0 Em que planeta existem revolu\u00e7\u00f5es &#8220;criadoras de vida&#8221;? Revolu\u00e7\u00f5es s\u00f3 geram opress\u00e3o, mis\u00e9ria e genoc\u00eddio. Como afirmou Thomas Carlyle, &#8220;revolu\u00e7\u00f5es s\u00e3o idealizadas por ut\u00f3picos, realizadas por fan\u00e1ticos e exploradas por patifes.&#8221;<\/em><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><em>Para Paulo Freire, a cultura nada mais \u00e9 do que confronto entre ideologias pol\u00edticas: &#8220;A a\u00e7\u00e3o cultural, ou est\u00e1 a servi\u00e7o da domina\u00e7\u00e3o &#8211; consciente ou inconscientemente por parte de seus agentes &#8211; ou est\u00e1 a servi\u00e7o da liberta\u00e7\u00e3o dos homens&#8221; (p\u00e1g. 212). Politizar todas as esferas da vida \u00e9 a ambi\u00e7\u00e3o dos governos totalit\u00e1rios, que n\u00e3o aceitam limites para a expans\u00e3o do seu pr\u00f3prio poder. A ideia que Paulo Freire tinha sobre a cultura era limitada e distorcida, t\u00edpica do subintelectual que gosta de opinar sobre o que ignora. As grandes realiza\u00e7\u00f5es culturais est\u00e3o acima das futilidades da pol\u00edtica.<\/em><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><em>Paulo Freire tenta justificar o papel dos l\u00edderes revolucion\u00e1rios, que guiariam o povo: &#8220;O povo, por sua vez, enquanto esmagado e oprimido, introjetando o opressor, n\u00e3o pode, sozinho, constituir a teoria de sua a\u00e7\u00e3o libertadora. Somente no encontro dele com a lideran\u00e7a revolucion\u00e1ria, na comunh\u00e3o de ambos, na pr\u00e1xis de ambos, \u00e9 que esta teoria se faz e se refaz&#8221; (p\u00e1g. 217). O povo n\u00e3o se interessa por transforma\u00e7\u00f5es radicais na sociedade. As revolu\u00e7\u00f5es foram feitas por gente suficientemente esperta para aproveitar a situa\u00e7\u00e3o adequada \u00e0 tomada do poder e dar a impress\u00e3o de que o interesse do povo \u00e9 que estava em jogo. Naverdade, os revolucion\u00e1rios s\u00f3 pensam em si pr\u00f3prios. A Revolu\u00e7\u00e3o Russa, por exemplo, nada mais foi do que um golpe, como mostrou Richard Pipes.<\/em><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><em>Com Paulo Freire, a pr\u00f3pria pedagogia \u00e9 &#8220;oprimida&#8221;, subordinada a fins alheios \u00e0 sua natureza. N\u00e3o existe &#8220;educa\u00e7\u00e3o para a paz&#8221;, &#8220;educa\u00e7\u00e3o para o desenvolvimento&#8221; ou para qualquer outra coisa. A verdadeira educa\u00e7\u00e3o \u00e9 a educa\u00e7\u00e3o tout court, sem adjetivos. O professor n\u00e3o deve determinar o que aluno deve fazer com o conhecimento recebido. O indiv\u00edduo livre faz o que quiser com os conhecimentos adquiridos, sem dar ouvidos a doutrinadores. A educa\u00e7\u00e3o n\u00e3o tem como objetivo principal a transforma\u00e7\u00e3o social. A educa\u00e7\u00e3o \u00e9 essencialmente a aquisi\u00e7\u00e3o da autonomia pelo indiv\u00edduo, \u00e9 um fim em si mesma, com a qual o indiv\u00edduo pode elevar-se, libertar-se: s\u00f3 quem \u00e9 capaz de pensar por conta pr\u00f3pria sabe o caminho a seguir; logo, s\u00f3 as pessoas educadas s\u00e3o livres.<\/em><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><em>Livro dedicado aos \u201cesfarrapados do mundo\u201d, mostra a opress\u00e3o contida <a style=\"color: #000000;\" href=\"http:\/\/pt.shvoong.com\/tags\/na\/\">na<\/a> sociedade e <a style=\"color: #000000;\" href=\"http:\/\/pt.shvoong.com\/tags\/no\/\">no<\/a> universo educativo, em especial na educa\u00e7\u00e3o\/alfabetiza\u00e7\u00e3o <a style=\"color: #000000;\" href=\"http:\/\/pt.shvoong.com\/tags\/de\/\">de<\/a> adultos. A opress\u00e3o \u00e9 apresentada como problema cr\u00f4nico social, visto que camadas menos favorecidas s\u00e3o oprimidas e terminam por aceitar o que lhes \u00e9 imposto, devido \u00e0 falta de conscientiza\u00e7\u00e3o, sem buscar realmente a chamada Pedagogia da Liberta\u00e7\u00e3o.<\/em><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><em>A liberta\u00e7\u00e3o \u00e9 um \u201cparto\u201d conforme afirma o autor, pois a supera\u00e7\u00e3o da opress\u00e3o exige o abandono da condi\u00e7\u00e3o \u201cservil\u201d, que faz com que muitas pessoas simples apenas obede\u00e7am a ordens, sem, contudo questionar ou lutar pela transforma\u00e7\u00e3o da realidade, fato motivado especialmente pelo medo.<\/em><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><em>A dicotomia encontrada neste universo vai justamente no despertar da conscientiza\u00e7\u00e3o, onde as realidades s\u00e3o, em sua ess\u00eancia, domesticadoras, ou seja, \u00e9 c\u00f4modo para o<\/em><\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000;\"><em> opressor que o oprimido continue em sua condi\u00e7\u00e3o de aceita\u00e7\u00e3o. Neste sentido o autor faz uso do pensamento de Marx quando se refere \u00e0 rela\u00e7\u00e3o dial\u00e9tica subjetividade- objetividade, o que implica a transforma\u00e7\u00e3o no sentido amplo \u2013 teoria e pr\u00e1tica, conscientizar para transformar, <\/em><\/span><span style=\"color: #000000;\"><em>pois a opress\u00e3o \u00e9 uma forma sinistra de viol\u00eancia. Assim a Pedagogia do Oprimido busca a restaura\u00e7\u00e3o, animando-se da generosidade aut\u00eantica, humanista e n\u00e3o \u201chumanitarista\u201d,<\/em><\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000;\"><em> pois se prop\u00f5e \u00e0 constru\u00e7\u00e3o de sujeitos cr\u00edticos, comprometidos com sua a\u00e7\u00e3o no mundo.<\/em><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><em>A educa\u00e7\u00e3o exerce papel fundamental no processo de \u00a0liberta\u00e7\u00e3o, pois \u00e9 apresentada a concep\u00e7\u00e3o \u201cbanc\u00e1ria\u201d como instrumento de opress\u00e3o. Nesta vis\u00e3o o aluno \u00e9 visto com <\/em><\/span><span style=\"color: #000000;\"><em>sujeito que nada sabe, a educa\u00e7\u00e3o \u00e9 uma doa\u00e7\u00e3o dos que julgam ter conhecimento. O professor, nesse processo, \u201cdeposita\u201d o conte\u00fado na mente dos alunos, que a \u00a0recebem como forma de armazenamento, o que constitui o que \u00e9 chamado de aliena\u00e7\u00e3o da ignor\u00e2ncia, pois n\u00e3o h\u00e1 criatividade, nem tampouco transforma\u00e7\u00e3o e saber, existindo a\u00ed a \u201ccultura do sil\u00eancio\u201d, isto porque o professor \u00e9 o detentor da palavra, criando no aluno a condi\u00e7\u00e3o de sujeito\u00a0passivo que n\u00e3o participa do processo educativo.<\/em><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><em>\u201cNingu\u00e9m educa ningu\u00e9m, ningu\u00e9m educa a si mesmo, os homens se educam entre si, mediatizados pelo mundo\u201d, esta famosa frase pareceu, a princ\u00edpio, ter um efeito bomb\u00e1stico entre os educadores porque denunciou toda opress\u00e3o contida na educa\u00e7\u00e3o, em especial na concep\u00e7\u00e3o banc\u00e1ria, que na sua ess\u00eancia torna poss\u00edvel a continua\u00e7\u00e3o\u00a0da condi\u00e7\u00e3o opressora. O grande destaque para a supera\u00e7\u00e3o da situa\u00e7\u00e3o \u00e9 trabalhar a educa\u00e7\u00e3o como pr\u00e1tica de liberdade, ao contr\u00e1rio da forma \u201cbanc\u00e1ria\u201d que \u00e9 pr\u00e1tica\u00a0de domina\u00e7\u00e3o e produz o falso saber, ou seja, aquele incompleto ou sem senso cr\u00edtico. Assim \u00e9 apontada a educa\u00e7\u00e3o problematizadora, onde a realidade \u00e9 inserida no contexto educativo, sendo valorizado o di\u00e1logo, a reflex\u00e3o e a criatividade, de modo a construir a liberta\u00e7\u00e3o.<\/em><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><em>O di\u00e1logo aparece no cen\u00e1rio como o grande incentivador da educa\u00e7\u00e3o mais humana e at\u00e9 revolucion\u00e1ria. O educador antes dono\u201d da palavra passa a ouvir, pois \u201cn\u00e3o \u00e9 no sil\u00eancio que os homens se fazem, mas na palavra, no trabalho, na a\u00e7\u00e3o-reflex\u00e3o\u201d. Isto \u00e9 justamente o que foi chamado de mediatiza\u00e7\u00e3o pelo mundo, espa\u00e7o para a constru\u00e7\u00e3o do profundo amor ao mundo e aos homens. Contudo \u00e9 preciso que tamb\u00e9m haja humildade e f\u00e9 nos homens.<\/em><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><em>O di\u00e1logo come\u00e7a na busca do conte\u00fado program\u00e1tico. Para o educador-educando, dial\u00f3gico, problematizador o conte\u00fado n\u00e3o \u00e9 uma doa\u00e7\u00e3o ou uma imposi\u00e7\u00e3o, mas a devolu\u00e7\u00e3o organizada, sistematizada e acrescentada ao povo daqueles elementos que este lhe entregou de forma desestruturada. \u00c9 proposto que o conte\u00fado program\u00e1tico seja constru\u00eddo a partir de temas geradores, uma metodologia pautada no universo do educando que requer a investiga\u00e7\u00e3o, \u201co pensar dos homens referido \u00e0 realidade, seu atuar, sua pr\u00e1xis\u201d, enfatizando-se o trabalho em equipe de forma interdisciplinar. Para a alfabetiza\u00e7\u00e3o (de adultos) o destaque \u00e9 feito atrav\u00e9s de palavras geradoras, j\u00e1 que o objetivo \u00e9 o letramento, por\u00e9m de forma cr\u00edtica e conscientizadora.<\/em><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><em>A teoria antidial\u00f3gica citada \u00e9 a ideologia opressora, a manipula\u00e7\u00e3o das massas e da cultura atrav\u00e9s da comunica\u00e7\u00e3o, por isso a revolu\u00e7\u00e3o deve acontecer atrav\u00e9s desta pelo di\u00e1logo das massas. Uma das principais caracter\u00edsticas da a\u00e7\u00e3o antidial\u00f3gica das lideran\u00e7as \u00e9 dividir para manter a opress\u00e3o, o que cria o mito de que a opress\u00e3o traz a harmonia.<\/em><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><em>Em contrapartida, \u00e9 mostrada a teoria da a\u00e7\u00e3o dial\u00f3gica embasada na colabora\u00e7\u00e3o, organiza\u00e7\u00e3o e s\u00edntese cultural, combatendo a manipula\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s da lideran\u00e7a revolucion\u00e1ria, tendo como compromisso a liberta\u00e7\u00e3o das massas oprimidas que s\u00e3o vistas como \u201cmortos em vida\u201d, onde a vida \u00e9 proibida de ser vida, isto devido \u00e0s condi\u00e7\u00f5es prec\u00e1rias em que vivem as massas populares, convivendo com injusti\u00e7as, mis\u00e9rias e enfermidades, onde o regime as obriga a manter a condi\u00e7\u00e3o de opress\u00e3o. Neste cen\u00e1rio \u00e9 necess\u00e1rio unir para libertar, conscientizando as pessoas da ideologia opressora, motivando-as a transformar as realidades a partir da uni\u00e3o e da organiza\u00e7\u00e3o, instaurando o aprendizado da pron\u00fancia do mundo, onde o povo diz sua palavra. Nesta teoria a organiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o pode ser autorit\u00e1ria, deve ser aprendida por se tratar de um momento pedag\u00f3gico em que a lideran\u00e7a e o povo fazem juntos o aprendizado, buscando instaurar a transforma\u00e7\u00e3o da realidade que os mediatiza.<\/em><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><em>O que fica evidente \u00e9 que o opressor precisa de uma teoria para tornar poss\u00edvel a a\u00e7\u00e3o da opress\u00e3o, deste modo o oprimido tamb\u00e9m precisa da teoria para sua a\u00e7\u00e3o de liberdade, que deve ser pautada principalmente na confian\u00e7a no povo e na f\u00e9 nos homens, para que assim \u201cseja menos dif\u00edcil amar\u201d.<\/em><\/span><\/p>\n<p>Concluo que devemos dar uma basta nessa nefasta pedagogia que est\u00e1 colocando o Brasil nos \u00faltimos lugares do mundo na educa\u00e7\u00e3o mundial.<\/p>\n<p>Paulo Freire utilizou sua pedagogia no Mobral (Movimento Brasileiro de Alfabetiza\u00e7\u00e3o) nos anos 60, utilizada pelo ex-presidente Jo\u00e3o Goulart.<\/p>\n<p>Abandonado pelos militares.<\/p>\n<p>Idolatrado pelos comunistas.<\/p>\n<p>Chega de doutrina\u00e7\u00e3o marxista em salas de aulas de cursos de medicina ! <a href=\"https:\/\/miltonmarchioli.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/stalin-e-paulo-freire.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-8387\" title=\"stalin e paulo freire\" src=\"https:\/\/miltonmarchioli.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/stalin-e-paulo-freire.jpg\" alt=\"\" width=\"387\" height=\"342\" srcset=\"https:\/\/miltonmarchioli.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/stalin-e-paulo-freire.jpg 900w, https:\/\/miltonmarchioli.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/stalin-e-paulo-freire-300x265.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 387px) 100vw, 387px\" \/><\/a><\/p>\n<p id=\"MTU2OTUxNA\" class=\"frase fr0\">&#8220;\u00c9 divertid\u00edssima a esquizofrenia de nossos artistas e intelectuais de esquerda: admiram o socialismo de Fidel Castro, mas adoram tamb\u00e9m tr\u00eas coisas que s\u00f3 o capitalismo sabe dar &#8211; bons cach\u00eas em moeda forte; aus\u00eancia de censura e consumismo burgu\u00eas; trata-se de filhos de Marx numa transa ad\u00faltera com a Coca-Cola.&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Roberto Campos<i class=\"aut\"> <\/i><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Que Paulo Freire \u00e9 idolatrada pelos marxistas culturais n\u00e3o restam d\u00favidas. Mas dizer que Paulo Freire \u00e9 o referencial te\u00f3rico pedag\u00f3gico em matriz curricular de cursos de medicina \u00e9 uma falta de honestidade intelectual tremenda. E afirmar que o &#8220;discurso dial\u00f3gico&#8221; a ser utilizado entre o facilitador ou orientador e o aluno \u00e9 uma forma &hellip; <a href=\"https:\/\/miltonmarchioli.com.br\/blog\/pedagogia-dos-marxistas-culturais\/\" class=\"more-link\">Continue lendo <span class=\"screen-reader-text\">Pedagogia dos marxistas culturais<\/span> <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"rop_custom_images_group":[],"rop_custom_messages_group":[],"rop_publish_now":"initial","rop_publish_now_accounts":[],"rop_publish_now_history":[],"rop_publish_now_status":"pending","footnotes":""},"categories":[332,13],"tags":[611],"class_list":["post-8380","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-educacao","category-opiniao","tag-paulo-freire-comunista-pedagogo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/miltonmarchioli.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8380","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/miltonmarchioli.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/miltonmarchioli.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/miltonmarchioli.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/miltonmarchioli.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8380"}],"version-history":[{"count":33,"href":"https:\/\/miltonmarchioli.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8380\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":13807,"href":"https:\/\/miltonmarchioli.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8380\/revisions\/13807"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/miltonmarchioli.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8380"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/miltonmarchioli.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8380"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/miltonmarchioli.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8380"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}