Arquivo da categoria: Educação

A revolta acadêmica dos pedagogos comunistas para implantar o PBL made in Brazil

O comunista pedagogo Paulo Freire, que foi membro do PT, e Secretário da Educação do  Município de São Paulo na gestão de Luiza Erundina, é uma das colunas de sustentação do cursos de medicina no modelo PBL.

Ou “PBL made in Brazil ou à brasileira”.

O ensino modelo PBL em cursos de medicina  é aquele em que não há aulas teóricas, nem conferências nas disciplinas, sem atividades em laboratórios de anatomia, histologia, fisiologia e patologia.

E mais: sem professores nas faculdades em número suficiente e dedicados ao ensino.

Docentes sendo  substituídos pelos facilitadores e “professores colaboradores” (leia-se médico das prefeituras que recebem alunos dos cursos de medicina, e muitos sem Residência Médica).

Aí vem a farsa pedagógica…

Esses “professores colaboradores”, de posse do formato de avaliação, emite conceito satisfatório ou insatisfatório em face dos alunos.

O colunista Rodrigo Constantino tem um belo vídeo sobre o livro  lançado por Bruce Bawer – The Victim’s Revolution, o qual discorre da pedagogia dos oprimidos idealizada nos anos 70 por Paulo Freire.

No livro de Bruce Bawer  há a explicação sobre as minorias, e a constante reivindicação delas pelos direitos em detrimento dos direitos da maioria.

Segundo o autor, a minoria nos dias de hoje defende direitos que deve prevalecer sobre o direito da maioria, dividindo a sociedade, fragmentando-a para conquistar.

Pois bem, seguindo nesse diapasão o mesmo aconteceu no ensino do curso de medicina.

Outrossim, os pedagogos que defendem o PBL querem dividir o ensino em medicina antes do PBL e depois do PBL.

Os que adotam o PBL, tendo como paradigma o comunista Paulo Freire afirmam que o médico será melhor formado que no modelo tradicional;

O ensino com o PBL formará alunos mais “críticos, reflexivos e adotarão o biopsicossocial  na saúde pública”.

É o mantra !

Esse é o mote pedagógico para o aluno acreditar nesse modelo famigerado do ensino PBL.

O que os pedagogos dessa faculdades não dizem, e muitas faculdades nem pedagogos têm, é que aluno não terá aulas, nem conteúdos sólidos de medicina.

A farsa pedagógica coloca embaixo do tapete !

É uma formação médica com gravíssimas deficiências para os egressos dessas faculdades que adotam esse modelo de ensino PBL.

E mais…

Os falsos pedagogos que adotam o PBL acabam ainda vendendo esse modelo Brasil afora com o sofisma de que o aluno será melhor formado que no ensino tradicional.

Uma verba extra viajando pelo Brasil para ensinar outros pedagogos do ensino em medicina modelo PBL.

“PBL made in Brazil”  é:

Falácia.

Sofisma.

Mentira.

Dissimulação.

Rodrigo Constantino explica Bruce Bawer nesse vídeo .

Marxismo cultural nas universidades públicas

doutrinação marxista - pedrinhoEm tempos difíceis no Brasil desse século XXI,  nos quais se observa a invasão do movimento cultural marxismo-leninismo nas universidades brasileiras, e lógico, ensinado nas salas de aulas pelos ortodoxos professores da esquerda, a sociedade brasileira padece e geme com a destruição de seus princípios.

A tática da esquerda brasileira consiste em estreitar relações com a população, colocando-se como sua defensora contra grupos que a mesma acusa de serem seus “opressores capitalistas”.

O estrategema pode ser facilmente revertido, visto ser a esquerda composta por grupos que oprimem a população com o incentivo ao crime, à promiscuidade e depravação sexual das crianças, o ódio à religião cristã, a rivalidade entre negros e não negros, o ódio ao homem, o ódio à heterossexualidade, o incentivo às drogas, o incentivo à desobediência em todos os setores, o antagonismo entre pais e filhos, a desestruturação da família, o incentivo ao aborto etc..

Essa questões sociais estão afetando a sociedade brasileira atualmente e foram plantadas e estão sendo fomentados pela esquerda no Brasil.

A criminalidade, as drogas, a depravação e a promiscuidade sexual das crianças, a desobediência dos filhos, os divórcios, o aborto etc. nunca foram tão altos na história do Brasil e das sociedades ocidentais.

Lenin, líder revolucionário russo , o pai do Comunismo (sistema governamental ateísta), assim afirmou em 1913 quando implantou o comunismo que passaria a ser adotado na Revolução Russa de 1917, futura  União Soviética.

A intenção era a conquista das nações para o Socialismo Comunista, por meio da manutenção do poder total sobre elas obtido pelo enfraquecimento ético e moral, bem como pela perda da vontade e da dignidade dessas nações.

Teses de Lenin:

1- Corrompa a juventude e dê-lhe liberdade sexual. Destrua qualquer sentimento de moral e dignidade.

2- Infiltre e depois controle todos os meios de comunicação, imprensa, ensino e religião.

3- Divida a população em grupos antagônicos,  incitando-os a discussões sobre assuntos sociais. Divida em classes sociais pelo dinheiro, raça, religião e educação.

4- Destrua a confiança do povo em seus líderes. Promova a discordia e destrua a ética.

5- Fale sempre em democracia e em estado de direito, mas, tão logo haja oportunidade, assuma o poder sem qualquer escrúpulo.

6- Colabore para o esbanjamento do dinheiro público, coloque em descrédito a imagem do país, especialmente no exterior. Provoque o pânico e o desassossego na população por meio de boatos.

7- Promova greves, mesmo ilegais, nas indústrias vitais do país.

8- Promova distúrbios e contribua para que as autoridades constituídas não as coíbam.

9- Colabore para a derrocada dos valores morais, da ética, da honestidade e da crença nos orgãos governamentais. 

Infiltre seus colaboradores nessas instituições para obter o controle absoluto de tudo.

10- Procure catalogar todos aqueles que têm armas de fogo, para que sejam confiscadas no momento oportuno, tornando impossível qualquer resistência.

O filósofo Olavo de Carvalho assim resumiu o marxismo cultural a partir da implantação das teses de Lenin e Marx difundidas pela esquerda do Brasil:

“Karl Marx podia ter todos os defeitos do mundo, desde a vigarice intelectual até as hemorroidas, mas ele sabia que a palavra “proletário” significa “gente que trabalha” e não
qualquer Zé Mané.

Ele combatia o capitalismo porque achava que os ricos enriqueciam tomando o dinheiro dos pobres, o que é talvez a maior extravagância matemática que já passou por um cérebro humano, mas, reconheça-se o mérito, ele nunca confundiu trabalhador com vagabundo, povo com ralé.

Alguns discípulos bastardos do autor de “O Capital”, uns riquinhos muito frescos e pedantes, fundaram um instituto em Frankfurt com o dinheiro de um milionário argentino e resolveram que valorizar antes o trabalho honesto do que os vícios e o crime era uma
deplorável concessão de Marx ao espírito burguês.

Usando dos mais requintados instrumentos da dialética, começaram ponderando que o problema não era bem o capitalismo e sim a civilização, e terminaram tirando daí a conclusão lógica de que para destruir a civilização o negócio era dar força aos incivilizados
contra os civilizados.

Os frankfurtianos não apostavam muito no paraíso socialista, mas acreditavam que a História era movida pela força do “negativo” (uma sugestão de Hegel que eles tomaram ao pé da letra), e que, portanto, o mais belo progresso consiste em destruir, destruir e depois destruir mais um pouco.

Tentar ser razoável era apenas “razão instrumental”, artifício ideológico burguês. Séria mesmo, só a “lógica negativa”.

A destruição era feita em dois planos.

Intelectualmente, consistia em pegar um a um todos os valores, símbolos, crenças e bens culturais milenares e dar um jeito de provar que no fundo era tudo trapaça e sacanagem, que só a Escola de Frankfurt era honesta, precisamente porque só acreditava em porcaria – coisa que seu presidente, Max Horkheimer, ilustrou didaticamente pagando salários de fome aos empregados que o ajudavam a denunciar a exploração burguesa dos pobres.

Isso levou o nome hegeliano de “trabalho do negativo”. A premissa subjacente era: Se alguma coisa sobrar depois que a gente destruir tudo, talvez seja até um pouco boa. Não temos a menor ideia do que será e não temos tempo para pensar em tamanha bobagem. Estamos ocupados fazendo cocô no mundo.

No plano da atividade militante, tudo o que é bom deveria ser substituído pelo ruim, porque nada no mundo presta, e só a ruindade é boa. A norma foi seguida à risca pela indústria de artes e espetáculos. A música não podia ser melodiosa e harmônica, tinha de ser no mínimo dissonante, mas de preferência fazer um barulho dos diabos.

No cinema, as cenas românticas foram substituídas pelo sexo explícito. Quando todo mundo enjoou de sexo, vieram doses mastodônticas de sangue, feridas supuradas, pernas
arrancadas, olhos furados, deformidades físicas de toda sorte – fruição estética digna de uma plateia high brow.

Nos filmes para crianças, os bichinhos foram substituídos por monstrengos disformes, para protegê-las da ideia perigosa de que existem coisas belas e pessoas boas. Na indumentária, mais elegante que uma barba de três dias, só mesmo vestir um smoking com sandálias havaianas com as unhas dos pés bem compridas e sujas, é
claro.

A maquiagem das mulheres deveria sugerir que estavam mortas ou pelo menos com Aids. Quem, na nossa geração, não assistiu a essa radical inversão das aparências? Ela está por toda parte.

Logo esse princípio estético passou a ser também sociológico. O trabalhador honesto é uma fraude, só bandidos, drogados e doentes mentais têm dignidade. Abaixo o proletariado, viva a ralé. De todos os empreendimentos humanos, os mais dignos de respeito eram o
sexo grupal e o consumo de drogas.

De Gyorgy Lukacs a Herbert Marcuse, a Escola de Frankfurt ilustrou seus próprios ensinamentos, descendo da mera revolta genérica contra a civilização à bajulação ostensiva da barbárie, da delinquência e da loucura.

Vocês podem imaginar o sucesso que essas ideias tiveram no meio universitário. Desde a revelação dos crimes de Stálin, em 1956, o marxismo ortodoxo estava em baixa, era considerado coisa de gente velha e careta.

A proposta de jogar às urtigas a disciplina proletária e fazer a revolução por meio da gostosa rendição aos instintos mais baixos, mesmo que para isso fosse preciso a imersão preliminar em algumas páginas indecifráveis de Theodor Adorno e Walter Benjamin, era
praticamente irresistível às massas estudantis que assim podiam realizar a coincidentia oppositorum do sofisticado com o animalesco.

Com toda a certeza, a influência da Escola de Frankfurt, a partir dos anos 60 do século passado, foi muito maior sobre a esquerda nacional que a do marxismo-leninismo clássico.

Sem isso seria impossível entender o fenômeno de um partido governante que, acuado pela revolta de uma população inteira, e não tendo já o apoio senão da ralé lumpenproletária remunerada a pão com mortadela e 35 reais, ainda se fecha obstinadamente na ilusão de ser o heroico porta-voz do povão em luta contra a “elite”.

Dois anos atrás, que uma falha estrutural de percepção levava a esquerda nacional a confundir sistematicamente o povo com o lumpemproletariado, de tal modo que, favorecendo o banditismo e praticando-o ela própria em doses continentais, ela acreditava estar fazendo o bem às massas trabalhadoras, as quais, em justa retribuição de tamanha ofensa, hoje mostram detestá-la como à peste.

O Caderno de Teses do V Congresso do PT é um dos documentos mais reveladores que já li sobre o estado subgalináceo a que os ensinamentos de Frankfurt podem reduzir os cérebros humanos.”

Fonte:

Olavo de Carvalho

Curso Hegemonia e Cultura

Subsídios para o curso  Guerra Cultural- História e Estratégia

sistema-educacional-brasileiro

Pedagogia de Paulo Freire. Pedagogia bancária ideologizada

sorria - vc está sendo enganadoRaras vezes li um texto com hermenêutica gramatical e literal sobre o que é a nefasta pedagogia de Paulo Freire nas faculdades de ensino superior.

E agora, principalmente difundida, em cursos de medicina no modelo PBL.

Os idealizadores pedagogos desse modelo de ensino dizem aos alunos que na construção da relação dialógica entre professor e aluno haverá a oportunidade de em cada encontro promover a criticidade social.

Mas, baseada em qual ponto de partida ?

Claro, da visão crítica marxista do professor, que aproveita a ocasião e “alfabetiza o aluno” com pílulas de biopsicossocial.

Muitas dessas faculdades nem pedagogo têm.

Muito menos economistas, sociólogos, antropólogos, e muito menos docentes de direito.

É um faz de conta, e sempre que na próxima aproximação haverá mais conhecimento, contudo nunca haverá outra aproximação.

É um estelionato pedagógico com ares de vanguarda.

Pura doutrinação em cima dos alunos.

O artigo de Luiz Lopes Diniz Filho resume o nosso entendimento sobre a pedagogia de Paulo Freire – a referência pedagógica nos cursos de medicina- modelo PBL – no Brasil.

Paulo Freire e a “educação bancária” ideologizada

Recentemente a Gazeta do Povo publicou uma reportagem com mais uma batelada desses chavões que os seguidores de Paulo Freire usam para nos fazer acreditar que esse sujeito era um educador preocupado com liberdade e autonomia do indivíduo, quando ele não passava de um doutrinador ideológico dogmático e autoritário (mas de fala mansa). Como crítico de sua pedagogia, gostaria de tecer alguns comentários.

Segundo a reportagem, Freire – que “defendia uma educação assumidamente ideológica” – “propunha uma prática de sala de aula que pudesse desenvolver a criticidade dos alunos e condenava o tradicionalismo da escola brasileira, que chamou de ‘educação bancária’, em que o professor deposita o conhecimento em um aluno desprovido de seus próximos pensamentos. Tal sistema, diz, só manteria a estratificação das classes sociais, servindo o ensino de mero treinamento para a formação de massa de trabalho. Contrariamente, Freire propunha a construção do saber de forma conjunta, em que o professor se aproxima dos conhecimentos prévios dos estudantes, para com essas informações ser capaz de apresentar os conteúdos aos alunos, que teriam poder e espaço para questionar os novos saberes”.

Na prática, a coisa funciona assim: o professor questiona os alunos sobre o seu dia a dia, apresenta uma explicação ideológica para os problemas e insatisfações relatados, e depois discute com eles o que acharam desse conteúdo. Se os alunos discordarem da explicação, o professor argumenta em favor do seu próprio ponto de vista ideológico. Ao fim do diálogo, o professor conclui que os alunos que ele conseguiu convencer estão agora “conscientes” da sua “verdadeira” condição de oprimidos e explorados pela sociedade de classes.

Ora, isso é apenas a dita “educação bancária” camuflada de diálogo! O professor apresenta uma única via para explicar as situações relatadas pelos alunos: a ideologia em que ele acredita. O aluno é deixado na ignorância sobre a existência de pesquisas que explicam as situações de pobreza, desigualdade, problemas urbanos e ambientais, entre outros, fora do universo teórico e ideológico do professor.

O próprio simplismo do pensamento de Paulo Freire permite exemplificar como isso se dá. Suponham que um aluno de Freire, um operário em processo de alfabetização, convidado a falar sobre sua vida cotidiana, dissesse que está desempregado. Aproveitando a oportunidade para “conscientizar” o aluno, o professor Freire apresentaria a sua visão sobre o tema: “O desemprego no mundo não é, como disse e tenho repetido, uma fatalidade. É antes o resultado de uma globalização da economia e de avanços tecnológicos a que vem faltando o dever ser de uma ética realmente a serviço do ser humano e não do lucro e da gulodice irrefreada das minorias que comandam o mundo” (a citação é de Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa).

É claro que o aluno hipotético só poderia contestar essa análise se tivesse lido trabalhos de economistas sobre as causas do desemprego. Entretanto, o aluno obviamente não leu nada disso, pois está se alfabetizando! Ou seja, o aluno não tem nem poder nem espaço para “questionar os novos saberes” apresentados pelo professor.

O que se tem aí, portanto, é um método que consiste em transmitir ao aluno verdades prontas, tal como na dita “educação bancária”, mas disfarçado por um processo dialógico manipulado pelo professor, que sonega ao aluno o conhecimento de explicações alternativas e mais sofisticadas do que aquela!

Luis Lopes Diniz Filho, doutor em Geografia pela FFLCH-USP, é professor do Departamento de Geografia da UFPR.

PBL – é o estelionato pedagógico em cursos de medicina !

“Um homem que rouba por mim fatalmente roubará de mim”

Theodore Roosevelt

Pedagogia do Oprimido ou Pedagogia do Transgressor ?

Que a esquerda idolatra o pedagogo Paulo Freire ninguém contesta.

Que os defensores do PBL em cursos de medicina também se derretem pela “Pedagogia do Oprimido” de Paulo Freire já é uma realidade inquestionável.

Mas, o que muita gente não sabe, sem ler a obra do defensor dos oprimidos, é sua ideologia marxista em seus textos  publicados.

Os diretores e coordenadores de cursos de graduação em cursos de medicina – modelo PBL – também o exortam como o norte da pedagogia a ser seguida pelos cursos de medicina.

Só falta a canonização pelo Vaticano do “Santo Paulo Freire” – “O pedagogo dos pobres e humildes”.

Pedagogia do oprimido é pura doutrinação marxista em mais de 100 páginas.

O artigo de José Maria e Silva publicado na Gazeta do Povo resume bem quem é “O Patrono da Educação do Brasil”.

Pedagogia para tiranos

Como se estivesse inaugurando o “feminicídio”, um homem matou brutalmente a ex-mulher em um hospital de Venâncio Aires (RS), justamente quando a vítima aguardava o resultado do exame de corpo de delito devido às agressões do ex-marido. Pouco adianta, entretanto, o assassino ser enquadrado no novo tipo penal em vigor: mesmo condenado por crime hediondo, ele não será um presidiário, mas um “reeducando”, com direito a progressão de pena e visitas íntimas das futuras namoradas que poderá colecionar na cadeia.

Não é exagero afirmar que a transformação de criminosos em “reeducandos” – com graves implicações morais – é um efeito colateral das ideias de Paulo Freire. O autor da Pedagogia do Oprimido, espalhada em dezenas de idiomas pelo seu livro homônimo, assassinou Durkheim e divinizou Marx, transformando a educação numa arena política, em que o aluno concreto é sacrificado no altar da revolução. Para Freire e seus discípulos, nunca há responsabilidade individual no conhecimento e o aluno relapso ou delinquente vale até mais do que o aplicado, pois sua conduta é vista como uma contestação legítima ao sistema.

O Estatuto da Criança e do Adolescente – incubadora de criminosos juvenis, que gangrena a sociedade brasileira – é fruto da mentalidade paulo-freiriana. O ideólogo que ajudou a redigi-lo, o pedagogo Antonio Carlos Gomes da Costa, abandonou a Faculdade de Medicina ao se apaixonar pela obra de Paulo Freire. Hoje, no sistema penal brasileiro, o preso é visto como o “bom selvagem” de Rousseau, tratado não como criminoso a ser justamente punido, mas como “reeducando” – o que transfere a culpa de seus crimes para a sociedade, condenada a se sacrificar por sua “reeducação” e “reinclusão”, como se latrocidas e estupradores não passassem de crianças indisciplinadas.

Amplificada pelo pensamento de Michel Foucault, a Pedagogia do Oprimido se transformou numa tirania do transgressor. Irônico é que essa pedagogia subversiva, que condena qualquer forma de punição para o aluno delinquente ou o criminoso contumaz, não hesita em defender tiranos, contanto que sejam de esquerda. No livro que o fez mundialmente famoso, Pedagogia do Oprimido, de 1970, publicado originalmente nos Estados Unidos, em inglês, Paulo Freire defende as execuções sumárias dos camponeses cubanos por Che Guevara (louvado como uma espécie de Jesus Cristo) e se inspira na sanguinária e obscurantista Revolução Cultural de Mao Tsé-Tung, que matou 65 milhões de chineses.

Freire diz que o líder revolucionário “há de desconfiar, sempre desconfiar, da ambiguidade dos homens oprimidos” e afirma que “desconfiar dos homens oprimidos não é propriamente desconfiar deles enquanto homens, mas desconfiar do opressor hospedado neles”. Com esse salto ôntico, ele destitui o oprimido de sua humanidade e o transforma em mero hospedeiro do opressor, autorizando o revolucionário a executá-lo em nome da revolução. Tanto que justifica literalmente as execuções sumárias da ditadura cubana: “A revolução é biófila, é criadora de vida, ainda que, para criá-la, seja obrigada a deter vidas que proíbem a vida”. Paulo Freire pode ser adotado até pelos jihadistas do Estado Islâmico: afinal, eles também acreditam que não estão matando seres humanos, mas meros hospedeiros da opressão ocidental.

 

 “O mundo não será salvo pelos caridosos, mas pelos eficientes.”

Roberto Campos

Da mediocridade mais que obrigatória no cursos de medicina modelo PBL como sofisma de ensino dialógico de Paulo Freire

verdade e mentiraA mediocridade vem tomando conta das grades curriculares dos cursos de medicina alicerçado no protagonista do Século XXI – O PBL.

Problem Based Learning.

Alguns alunos dizem “Piada Barata Legalizada”.

Que pulverizou a docência nas faculdades de medicina.

E o docentes foram substituídos por médicos da Prefeitura de um Cidade X, Y, ou Z, na qual está instalada o curso de medicina, para serem os “professores colaboradores” (nos projeto pedagógico da faculdade assim está com letras itálicas para realçar a importância dos mesmos), os quais serão os supervisores do ensino, em  muitas delas, até o  4º  ano do curso de medicina.

E muitas das vezes, o “professor colaborador” é um ex-aluno da mesma  ou de outra faculdade próxima, que não entrou na Residência Médica, e que da noite para o dia ganham o  status de “Professor Colaborador Honoris Causa em PBL”.

Sofisma impecável.

Sofisma  é uma mentira, propositalmente maquiada por argumentos verdadeiros para que possa parecer real.

O filósofo Olavo de Carvalho, em seu site, no qual, vamos nos reportar ao seu belo artigo, já falava da doutrinação ideológica nas faculdades que adotam o PBL  tendo como  referencial pedagógico o comunista Paulo Freire, e sua nefasta Pedagogia do Oprimido,

Oprimido é quem tenta ler o seu livro até o final.

Talvez um Plasil e um Engov possam ajudar essa tarefa nada fácil…

Chega de PBL em cursos de medicina.

Fora Paulo Freire como o intelectual de esquerda e sua pedagogia nefasta em cursos de medicina.

Olavo de Carvalho em seu artigo Da Mediocridade Obrigatória:

“Admirar sempre moderadamente é sinal de mediocridade”, ensinava Leibniz. Uma das constantes da mentalidade nacional é precisamente o temor de admirar, a necessidade de moderar o elogio – ou entremeá-lo de críticas – para não passar por adulador e idólatra.

Já mencionei esse vício em outros artigos, assinalando que ele resulta em consagrar a mediocridade como um dever e um mérito – às vezes, a condição indispensável do prestígio e do respeito.

Mas não é vício isolado. Vêm junto com pelo menos mais dois, que o prolongam e consolidam:

O primeiro é este: Ao contrário do elogio, a crítica, a detração e até mesmo a difamação pura e simples não exigem nem admitem limite algum, nem precisam de justificação: é direito incondicional do cidadão atribuir ao seu próximo todos os defeitos, pecados e crimes reais ou imaginários, ou então simplesmente condená-lo ao inferno por lhe faltar alguma perfeição divina supostamente abundante na pessoa do crítico. Esse vício faz do efeito Dunning-Kruger (incapacidade de comparar objetivamente os próprios dons com os alheios) mais que uma endemia, uma obrigação.

O segundo é talvez o mais grave: na mesma medida em que se depreciam os méritos de quem os tem, exaltam-se até o sétimo céu aqueles de quem não tem nenhum. O mecanismo é simples: se as altas qualidades excitam a inveja e o despeito, a mediocridade e a incompetência infundem no observador uma reconfortante sensação de alívio, a secreta alegria de saber que o elogiado não é de maneira alguma melhor que ele. A compulsão de enaltecer virtudes inexistentes torna-se uma modalidade socialmente aprovada de autoelogio indireto.

Da pura depreciação de méritos reais passa-se assim à completa inversão do senso de valores, onde a mais alta virtude consiste precisamente em não ser melhor que ninguém.

Essa inversão já era bem conhecida desde a “Teoria do Medalhão” de Machado de Assis e as sátiras de Lima Barreto, mas nas últimas décadas foi levada às suas últimas consequências, na medida em que a esquerda ascendente, ávida de autoglorificar-se e depreciar tudo o mais, precisava desesperadamente de heróis, santos e gênios postiços para repovoar o imaginário popular esvaziado pela “crítica radical de tudo quanto existe” (expressão de Karl Marx).

A lista de mediocridades laureadas começa nos anos 60 com o presidente João Goulart, o arcebispo Dom Hélder Câmara, o almirante Cândido Aragão, o criador das Ligas Camponesas — Francisco Julião –, o doutrinador comunista  Paulo Freire e toda uma plêiade de coitados, erguidos de improviso à condição de “heróis do povo” e incapazes de oferecer qualquer resistência ao golpe militar que os pôs em fuga sem disparar um só tiro.

Nas décadas seguintes, o insignificante cardeal Dom Paulo Evaristo Arns transfigurou-se num novo S. Francisco de Assis por fazer da Praça da Sé um abrigo de delinquentes; o sr. Herbert de Souza, o Betinho, por ter tido a ideia maliciosa de transformar as instituições de caridade em órgãos auxiliares da propaganda comunista, foi proposto pela revista Veja, sem aparente intenção humorística, como candidato à beatificação; e o sr. Lula, sem ter trabalhado mais de umas poucas semanas, foi elevado ao estatuto de Trabalhador Arquetípico, preparando sua eleição à Presidência da República e a pletora de títulos de doutor honoris causa que consagraram o seu orgulhoso analfabetismo como um modelo superior de ciência.

Nesse ínterim, é claro, a produção de obras literárias significativas reduziu-se a zero, milhares de indivíduos incapazes de conjugar um verbo tornaram-se professores catedráticos, as citações de trabalhos científicos brasileiros na bibliografia internacional foram se reduzindo até desaparecer, o número de analfabetos funcionais entre os estudantes universitários subiu a quase cinquenta por cento e os alunos das nossas escolas secundárias começaram a tirar sistematicamente os últimos lugares nos testes internacionais, abaixo de seus colegas da Zâmbia e do Paraguai – resultado que um ministro da Educação achou até reconfortante, pois, segundo ele, “poderia ter sido pior” (até hoje ninguém sabe o que ele quis dizer com isso).

A devastação geral da inteligência lesou até alguns cérebros que poderiam ter dado exemplos de imunidade à estupidez crescente. Nos anos que se seguiram ao golpe de 1964, os partidos comunistas conseguiram cooptar, sob o pretexto de “luta pela democracia”, vários intelectuais até então cristãos e conservadores, que, travados pelo senso das conveniências imediatas, foram então perdendo seus talentos até chegar à quase completa esterilidade. Desse período em diante, Otto Maria Carpeaux nada mais escreveu que se comparasse à História da Literatura Ocidental (1947) ou aos ensaios de A Cinza do Purgatório (1942) e Origens e Fins (1943); Ariano Suassuna nunca mais repetiu os tours de force do Auto da Compadecida (1955) e de A Pena e a Lei (1959), Alceu Amoroso Lima deixou de ser o filósofo de O Existencialismo e Outros Mitos do Nosso Tempo (1951) e de Meditações sobre o Mundo Interior (1953), para tornar-se poster man da esquerda e garoto-propaganda do ridículo Hélder Câmara.

Nada disso foi coincidência. A total subordinação da cultura superior aos interesses do Partido é objetivo explícito e declarado da estratégia de Antonio Gramsci, um sagüi intelectual que se tornou, entre os anos 60 e 90 do século passado, o guru máximo das consciências e o autor mais citado em teses acadêmicas no Brasil.

Comparados aos feitos da esquerda no campo da educação e da cultura, o Mensalão, o dinheiro na cueca e a roubalheira na Petrobrás recobrem-se até de uma aura de santidade.

Enfim, o PBL dos cursos de medicina somente pode ser defendido pelo idealizador desse modelo anacrônico de ensino:

O Pedagogo Pinoquio !

pinoquio

“A educação exige os maiores cuidados, porque influi sobre toda a vida”.

Sêneca

Pedagogia dos marxistas culturais

Que Paulo Freire é idolatrada pelos marxistas culturais não restam dúvidas.

Mas dizer que Paulo Freire é o referencial teórico pedagógico em matriz curricular de cursos de medicina é uma falta de honestidade intelectual tremenda.

E afirmar que o “discurso dialógico” a ser utilizado entre o facilitador ou orientador e o aluno é uma forma de criticar a realidade vigente, e a partir dessa crítica, buscar novas buscar “libertadoras” para reequilibrar o biopsicossocial que “esmaga o oprimido”,  o qual  é resultado de uma “ordem superior “, é de tirar o sono de qualquer professor decente.

Bem, professor e não facilitador de superficialidades em cursos de medicina.

Aliás, muitos desses facilitadores são ex-alunos do curso médico, e pagos pela prefeitura de um município.

Lá o facilitador recebe alunos de medicina para um processo revolucionário de aprendizagem.

A gloriosa aprendizagem baseada em problemas, e ou com a “problematização” das visitas domiciliárias…

Os alunos visitam famílias na comunidade de uma bairro, e depois trocam sua experiência “vivencial” com o facilitador.

Diante de um discussão surgem as famosas questões de aprendizagem com as “pílulas” de biopsicossocial.

Sim pílulas…

Como refletir o que nunca foi estudado por um aluno?

Mas os defensores da pedagogia de Paulo Freire foram ainda mais.

Aproveitaram e aplicaram nas tutorias, em que algumas acabam estressando até o mais pacato e longânimo dos homens.

As buscas são feitas feitos alunos que se devem “diminuir” o conteúdo biológico, e lógico, “maximizar”,  e muito mais, as buscas do “oprimido paciente” que se apresenta no caso tutorial como uma “vítima da sociedade”.

Então, aprendizagem baseada em problemas  (ABP) em atenção básica de saúde, problematizando em sucessivas aproximações”, ou em tutorias mostra-se uma dispedagogia.

O termo  dispedagogia tem sido utilizado para nomear os sinais apresentados por uma instituição que na sua prática educativa apresenta graves prejuízos aos educandos.

Dis, significando dificuldade e pedagogia compreendida como “a arte de instruir, ensinar ou educar”, ou seja, as dificuldades encontradas pela instituição na sua prática, referentes à metodologia de ensino.

A resenha do pedagogo Fábio Santos –  Universidade Federal do Pará- interpreta a “Pedagogia do Oprimido” de Paulo Freire.

RESENHA

Paulo Freire explica a sociedade basicamente a partir do confronto entre opressores e oprimidos. Segundo ele, a educação tradicional, ao não dar voz aos oprimidos, ajudava a perpetuar as injustiças sociais. A Pedagogia do Oprimido seria uma maneira de conscientizar as pessoas sobre a realidade social, com as suas contradições, como afirmam os seguidores de Paulo Freire. A educação não poderia ser desvinculada do seu principal objetivo, que, segundo Paulo Freire, é a construção de uma sociedade mais justa.

Na prática, a Pedagogia do Oprimido nada mais é do que um meio de doutrinação ideológica, em que os professores submetem os alunos ao terrorismo intelectual.  O livro “Pedagogia do Oprimido”, de Paulo Freire, é muito lido nas universidades, e exerce influência nociva sobre milhares de estudantes. Qualquer tentativa de refutar as teorias de Paulo Freire é silenciada pelos professores das faculdades de Educação, para quem “Pedagogia do Oprimido” é um livro sagrado e infalível… Examino aqui algumas bobagens escritas do livro “Pedagogia do Oprimido”. Usei a edição de 1977, da Editora Paz e Terra, mas há muitas outras: o Brasil é solo fértil para a propagação de besteiras (entre os autores citados por Paulo Freire estão idiotas como Louis Althusser, Mao Tsé-tung, Lênin e Frantz Fanon).

Paulo Freire condena aqueles que “querem a reforma agrária não para libertar-se, mas para passar a ter terra e, com esta, tornar-se proprietários ou, mais precisamente, patrões de novos empregados.” (pág. 34) Ele considera que a relação entre empregador e empregado é sempre conflitiva, que o lucro do empregador se deve à “exploração” do empregado. Mas a verdade é que se os beneficiados pela reforma agrária não tiverem espírito empreendedor, capitalista, não progredirão, serão sempre dependentes do governo, o que é a intenção dos políticos demagogos.

Paulo Freire tenta explicar tudo em termos de “opressor” e “oprimido”: “Ao fazer-se opressora, a realidade implica na existência dos que oprimem e dos que são oprimidos.”(pág.39) Mas Paulo Freire não diz quem são os opressores e quem são os oprimidos, não se preocupa em provar que existem opressores e oprimidos. Todas as pessoas se enquadram no esquema? Você, caro leitor, é opressor ou oprimido? Eu não me considero opressor nem oprimido. Se Freire estudasse sociólogos como Raymond Aron, teria mais cuidado ao teorizar sobre a realidade social. A noção de “classe” é confusa, não pode ser definida adequadamente, porque simplesmente não existem classes sociais. Só existem os indivíduos. “Classe social” é delírio de sociólogo esquerdista. Como definiríamos “classe social”? Pela propriedade dos meios de produção? Um pequeno agricultor pode ser proprietário de meios de produção, e um executivo de uma empresa multinacional pode não ser. Para que exista “classe social” não basta haver diferenças de renda; é preciso que as pessoas de um determinado grupo social se reconheçam como uma unidade, que tenham os mesmos propósitos. E se houvesse classes sociais, faltaria provar que elas estão em conflito, e que a luta entre elas levaria à tal “ditadura do proletariado”. Os fatos históricos não permitem que aceitemos como verdadeiras as pretensiosas teorias de Paulo Freire e Karl Marx.

Na tentativa de justificar a violência revolucionária, Paulo Freire afirma: “Inauguram a violência os que oprimem, os que exploram, os que não se reconhecem nos outros; não os oprimidos, os explorados, os que não são reconhecidos pelos que os oprimem como outro” (pág. 45). Os revolucionários leninistas, por exemplo, perseguiram implacavelmente os seus adversários, e poderiam justificar os seus crimes dizendo que na verdade as vítimas eram “violentas”, eram “opressoras”…

Freire critica o ensino tradicional:  “Eis aí a a concepção `bancária’ da educação, em que a única margem de ação que se oferece aos educandos é a de receberem os depósitos, guardá-los e arquivá-los.” (pág. 66). Logo adiante, acrescenta: “Na visão `bancária’ da educação, o `saber’ é uma doação dos que se julgam sábios aos que julgam nada saber” (pág. 67). Não podemos negar a importância da participação do aluno nas aulas e da necessidade de haver diálogo. Mas eu percebo que o diálogo só é tolerado nas universidades quando as discussões ficam limitadas a questões de menor importância. Quando o professor nota que está sendo desmascarado, ele trata de silenciar rapidamente as vozes discordantes. É enorme o número de subintelectuais desonestos e ignorantes que deveriam ser retirados das universidades a pontapés.

Para certos professores, as aulas expositivas, em que o professor fala durante a maior parte do tempo, são um tipo de violência ao aluno, que não tem o seu “conhecimento” levado em consideração.  Há professores que simplesmente não dão aulas: fazem com que os alunos apresentem trabalhos, mostram filmes, deixam os alunos fazendo bobagens no computador, enfim, envolvem-se com atividades inúteis, que não educam ninguém. As teorias de Paulo Freire são muito convenientes para os maus professores, que encontram nele uma justificativa para não dar aulas. Muitos professores pensam que os alunos não podem ser corrigidos, repreendidos, e o resultado é a queda da qualidade do ensino. Segundo eles,  o fracasso dos alunos jamais pode ser atribuído aos próprios alunos. A culpa é do governo, da “sociedade injusta”, dos métodos tradicionais de ensino… Na verdade, só há conhecimento com o esforço individual; o sucesso e o fracasso do aluno são de responsabilidade dele mesmo.

Paulo Freire prega o ódio de classes: “Pregam a harmonia das classes como se estas fossem aglomerados fortuitos de indivíduos que olhassem curiosos uma vitrina numa tarde de domingo” (pág. 168). Pregar a harmonia não é condenável; pelo contrário, quem precisa justificar as suas afirmações são aqueles que pregam o ódio. Paulo Freire não é um investigador honesto que quer saber como é a realidade; ele quer moldá-la segundo as suas taras ideológicas. Na página 168, Paulo Freire cita Karl Marx e um tal bispo Franic Split. O bispo afirma que “toda compra ou venda de trabalho é uma espécie de escravidão”. E Marx escreve que “a luta de classes conduz à ditadura do proletariado”… Há um sistema econômico viável em que não exista compra e venda de trabalho? Se toda compra e venda de trabalho é escravidão, então os trabalhadores de países desenvolvidos, que recebem bons salários, são tão “escravos” quanto os miseráveis dos países atrasados? E a expressão “ditadura do proletariado” não deveria causar vergonha aos comunistas, depois de todos os crimes que as ditaduras comunistas cometeram no século XX?

Paulo Freire declara os seus verdadeiros objetivos com a maior cara-de-pau: “Como a entendemos, a `revolução cultural’ é o máximo de conscientização possível que deve desenvolver o poder revolucionário, com o qual atinja a todos, não importa qual seja a sua tarefa a cumprir” (pág. 186). Fica evidente a intenção da tal “pedagogia do oprimido”: doutrinação ideológica, para a imposição de uma ditadura comunista.

Paulo Freire afirmou o seguinte: “Estamos convencidos de que, para aferirmos se uma sociedade se desenvolve ou não, devemos ultrapassar os critérios que se fixam na análise de seus índices `per capita’ de ingresso que, `estatisticados’, não chegam sequer a expressar a verdade, bem como os que se centram no estudo de sua renda bruta. Parece-nos que o critério básico, primordial, está em sabermos se a sociedade é ou não um ser para si”. Paulo Freire temia a comparação entre países capitalistas e comunistas. Menosprezava dados numéricos, que poderiam refutar as suas teorias. A Coréia do Sul é bem mais desenvolvida do que a Coréia do Norte, a Alemanha Ocidental era mais próspera do que a Alemanha Oriental: a comparação entre o desempenho das economias capitalistas e comunistas mostra a superioridade das primeiras sobre as segundas.

Na década dos 60, alguns intelectuais esquerdistas, como Jean-Paul Sartre e Maurice Dobb, previram que a União Soviética superaria os Estados Unidos, e que o futuro da humanidade seria o comunismo. O notável fracasso das economias planificadas mostrou que as previsões dos intelectuais esquerdistas eram ridículas. Paulo Freire poderia alegar que países miseráveis, como Albânia, Cuba, Coréia do Norte e Etiópia não foram destruídos pelo socialismo, que essas sociedades são um “ser para si”… A esdrúxula idéia de “ser para si” na verdade é uma abstração vazia, que nada significa.

Paulo Freire considerava um “ser para si” aquelas sociedades que não eram dependentes das potências que ele julgava imperialistas, que não se submetiam à tal “exploração”…  Para Paulo Freire, a economia é um jogo de soma zero, em que o enriquecimento de um país é resultado da exploração dos mais pobres. É uma teoria completamente ridícula, só defendida por pessoas que ignoram as mais básicas noções de economia. A história econômica contemporânea desmente a “teoria da dependência” e outros delírios dos socialistas.

Na página 193, lê-se esta bobagem: “A liderança de Fidel Castro e de seus companheiros, na época chamados de `aventureiros irresponsáveis’ por muita gente, liderança eminentemente dialógica, se identificou com as massas submetidas a uma brutal violência, a da ditadura de Batista.” Paulo Freire elogia Fidel Castro, o maior ditador das Américas. Fidel seria uma “liderança eminentemente dialógica”, tão dialógica que matou mais de dezessete mil pessoas e prendeu outras milhares pelo “crime” de não apoiarem o seu regime. Freire fala sobre a “brutal violência” de Batista, mas silencia sobre a violência de Fidel, que foi muito maior e manifestou-se desde os primeiros anos do seu governo. Paulo Freire escreveu: “Se as elites opressoras se fecundam, necrofilamente, no esmagamento dos oprimidos, a liderança revolucionária somente na comunhão com eles pode fecundar-se. Esta é a razão pela qual o que fazer opressor não pode ser humanista, enquanto o revolucionário necessariamente o é” (pág. 155).

Por que necessariamente o é? Quais são os fatos históricos que justificam essa afirmação? Paulo Freire gostava de teorizar no vazio, sem a mínima vontade de investigar fatos: “A liderança revolucionária, comprometida com as massas oprimidas, tem um compromisso com a liberdade.” (pág. 197). Mas qual liderança revolucionária? Todas elas? Paulo Freire fala muito em revolução, mas apenas em abstrato. Nunca estuda as revoluções para saber se as suas teorias têm algum fundamento. Richard Pipes, historiador polonês radicado nos Estados Unidos, professor da Harvard University, escreveu livros importantes sobre o comunismo e a história da Revolução Russa. Eu assisti a uma palestra dele no Fórum da Liberdade de 2002. No seu livro “História concisa da Revolução Russa” (Editora Record, Rio de Janeiro, 1997), há o estudo de fatos que mostram que as teorias de Paulo Freire são abstrações tolas:  “Comparada com a de1913, a produção industrial em larga escala caiu cerca de 82%, em 1920. A de carvão, 73%; a de ferro, 97,6%; a de fio de algodão, 94,9%; a de petróleo, 57,3%. Medida em rublos e descontada a inflação, a produtividade do operário russo despencou, com perda de 74%. O número de trabalhadores industriais empregados decresceu 51%, entre 1918 e 1921.

Em suma, sob o comunismo de guerra, o `proletariado’ russo foi reduzido à metade e desapareceram ¾ da produção industrial. (…) Nesse mesmo período de rápido desmonte da indústria, entre 1918 e 1921, os custos de manutenção da burocracia do Conselho Supremo da Economia expandiram-se quase 9500%. (…) Os trabalhadores também perderam todos os direitos conquistados sob o czarismo, incluindo os de eleger seus representantes sindicais e fazer greves. (…) A tabela a seguir indica a população da União Soviética, em milhões de habitantes, entre 1917 e 1922. Outono de 1917: a 47,6; início de 1920: 140,6; início de 1921: 136,8; início de 1922: 134,9. O decréscimo de 12,7 milhões foi conseqüência as mortes em combate e epidemias – aproximadamente dois milhões cada; emigração – cerca de dois milhões; e fome – mais de cinco milhões.”

Se, como afirmou Paulo Freire, a liderança revolucionária é “comprometida com as massas” e tem “compromisso com a liberdade”, como explicaríamos catástrofes como a Revolução Russa, a Revolução Chinesa, a Revolução Cubana e tantas outras que mataram milhares ou mesmo milhões de pessoas para implantar um regime muito pior do que aqueles contra os quais elas foram feitas?

Na página 199, Paulo Freire refere-se a ao relato que Che Guevara faz da sua luta em Serra Maestra: segundo o autor da “Pedagogia do Oprimido”, no relato de Guevara “a humildade é uma nota constante”. Logo adiante, Paulo Freire chega ao extremo do seu delírio ao santificar Guevara: “Veja-se como um líder como Guevara, que não subiu a Serra com Fidel e seus companheiros à maneira de um jovem frustrado em busca de aventuras, reconhece que a sua comunhão com o povo deixou de ser teoria para converter-se em parte definitiva de seu ser. Até no seu estilo inconfundível de narrar os momentos da sua e da experiência dos seus companheiros, de falar de seus encontros com os camponeses `leais e humildes’, numa linguagem às vezes quase evangélica, este homem excepcional revelava uma profunda capacidade de amar e comunicar-se” (pág. 200). Che Guevara foi assassino, um indivíduo que não produziu bem algum à humanidade; pelo contrário, inspirou guerrilhas que mataram milhares de pessoas.

Se Guevara era “humilde” e “amoroso”, por que afirmou que o revolucionário deve ser uma “fria e eficiente máquina de matar”? Paulo Freire escreveu: “A revolução é biófila, é criadora de vida, ainda que, para criá-la, seja obrigada a deter vidas que proíbem a vida.” (pág. 201) Pergunto: qual revolução é “criadora de vida”? Paulo Freire não dá exemplos que justifiquem as suas teorias.  Em que planeta existem revoluções “criadoras de vida”? Revoluções só geram opressão, miséria e genocídio. Como afirmou Thomas Carlyle, “revoluções são idealizadas por utópicos, realizadas por fanáticos e exploradas por patifes.”

Para Paulo Freire, a cultura nada mais é do que confronto entre ideologias políticas: “A ação cultural, ou está a serviço da dominação – consciente ou inconscientemente por parte de seus agentes – ou está a serviço da libertação dos homens” (pág. 212). Politizar todas as esferas da vida é a ambição dos governos totalitários, que não aceitam limites para a expansão do seu próprio poder. A ideia que Paulo Freire tinha sobre a cultura era limitada e distorcida, típica do subintelectual que gosta de opinar sobre o que ignora. As grandes realizações culturais estão acima das futilidades da política.

Paulo Freire tenta justificar o papel dos líderes revolucionários, que guiariam o povo: “O povo, por sua vez, enquanto esmagado e oprimido, introjetando o opressor, não pode, sozinho, constituir a teoria de sua ação libertadora. Somente no encontro dele com a liderança revolucionária, na comunhão de ambos, na práxis de ambos, é que esta teoria se faz e se refaz” (pág. 217). O povo não se interessa por transformações radicais na sociedade. As revoluções foram feitas por gente suficientemente esperta para aproveitar a situação adequada à tomada do poder e dar a impressão de que o interesse do povo é que estava em jogo. Naverdade, os revolucionários só pensam em si próprios. A Revolução Russa, por exemplo, nada mais foi do que um golpe, como mostrou Richard Pipes.

Com Paulo Freire, a própria pedagogia é “oprimida”, subordinada a fins alheios à sua natureza. Não existe “educação para a paz”, “educação para o desenvolvimento” ou para qualquer outra coisa. A verdadeira educação é a educação tout court, sem adjetivos. O professor não deve determinar o que aluno deve fazer com o conhecimento recebido. O indivíduo livre faz o que quiser com os conhecimentos adquiridos, sem dar ouvidos a doutrinadores. A educação não tem como objetivo principal a transformação social. A educação é essencialmente a aquisição da autonomia pelo indivíduo, é um fim em si mesma, com a qual o indivíduo pode elevar-se, libertar-se: só quem é capaz de pensar por conta própria sabe o caminho a seguir; logo, só as pessoas educadas são livres.

Livro dedicado aos “esfarrapados do mundo”, mostra a opressão contida na sociedade e no universo educativo, em especial na educação/alfabetização de adultos. A opressão é apresentada como problema crônico social, visto que camadas menos favorecidas são oprimidas e terminam por aceitar o que lhes é imposto, devido à falta de conscientização, sem buscar realmente a chamada Pedagogia da Libertação.

A libertação é um “parto” conforme afirma o autor, pois a superação da opressão exige o abandono da condição “servil”, que faz com que muitas pessoas simples apenas obedeçam a ordens, sem, contudo questionar ou lutar pela transformação da realidade, fato motivado especialmente pelo medo.

A dicotomia encontrada neste universo vai justamente no despertar da conscientização, onde as realidades são, em sua essência, domesticadoras, ou seja, é cômodo para o
opressor que o oprimido continue em sua condição de aceitação. Neste sentido o autor faz uso do pensamento de Marx quando se refere à relação dialética subjetividade- objetividade, o que implica a transformação no sentido amplo – teoria e prática, conscientizar para transformar, pois a opressão é uma forma sinistra de violência. Assim a Pedagogia do Oprimido busca a restauração, animando-se da generosidade autêntica, humanista e não “humanitarista”,
pois se propõe à construção de sujeitos críticos, comprometidos com sua ação no mundo.

A educação exerce papel fundamental no processo de  libertação, pois é apresentada a concepção “bancária” como instrumento de opressão. Nesta visão o aluno é visto com sujeito que nada sabe, a educação é uma doação dos que julgam ter conhecimento. O professor, nesse processo, “deposita” o conteúdo na mente dos alunos, que a  recebem como forma de armazenamento, o que constitui o que é chamado de alienação da ignorância, pois não há criatividade, nem tampouco transformação e saber, existindo aí a “cultura do silêncio”, isto porque o professor é o detentor da palavra, criando no aluno a condição de sujeito passivo que não participa do processo educativo.

“Ninguém educa ninguém, ninguém educa a si mesmo, os homens se educam entre si, mediatizados pelo mundo”, esta famosa frase pareceu, a princípio, ter um efeito bombástico entre os educadores porque denunciou toda opressão contida na educação, em especial na concepção bancária, que na sua essência torna possível a continuação da condição opressora. O grande destaque para a superação da situação é trabalhar a educação como prática de liberdade, ao contrário da forma “bancária” que é prática de dominação e produz o falso saber, ou seja, aquele incompleto ou sem senso crítico. Assim é apontada a educação problematizadora, onde a realidade é inserida no contexto educativo, sendo valorizado o diálogo, a reflexão e a criatividade, de modo a construir a libertação.

O diálogo aparece no cenário como o grande incentivador da educação mais humana e até revolucionária. O educador antes dono” da palavra passa a ouvir, pois “não é no silêncio que os homens se fazem, mas na palavra, no trabalho, na ação-reflexão”. Isto é justamente o que foi chamado de mediatização pelo mundo, espaço para a construção do profundo amor ao mundo e aos homens. Contudo é preciso que também haja humildade e fé nos homens.

O diálogo começa na busca do conteúdo programático. Para o educador-educando, dialógico, problematizador o conteúdo não é uma doação ou uma imposição, mas a devolução organizada, sistematizada e acrescentada ao povo daqueles elementos que este lhe entregou de forma desestruturada. É proposto que o conteúdo programático seja construído a partir de temas geradores, uma metodologia pautada no universo do educando que requer a investigação, “o pensar dos homens referido à realidade, seu atuar, sua práxis”, enfatizando-se o trabalho em equipe de forma interdisciplinar. Para a alfabetização (de adultos) o destaque é feito através de palavras geradoras, já que o objetivo é o letramento, porém de forma crítica e conscientizadora.

A teoria antidialógica citada é a ideologia opressora, a manipulação das massas e da cultura através da comunicação, por isso a revolução deve acontecer através desta pelo diálogo das massas. Uma das principais características da ação antidialógica das lideranças é dividir para manter a opressão, o que cria o mito de que a opressão traz a harmonia.

Em contrapartida, é mostrada a teoria da ação dialógica embasada na colaboração, organização e síntese cultural, combatendo a manipulação através da liderança revolucionária, tendo como compromisso a libertação das massas oprimidas que são vistas como “mortos em vida”, onde a vida é proibida de ser vida, isto devido às condições precárias em que vivem as massas populares, convivendo com injustiças, misérias e enfermidades, onde o regime as obriga a manter a condição de opressão. Neste cenário é necessário unir para libertar, conscientizando as pessoas da ideologia opressora, motivando-as a transformar as realidades a partir da união e da organização, instaurando o aprendizado da pronúncia do mundo, onde o povo diz sua palavra. Nesta teoria a organização não pode ser autoritária, deve ser aprendida por se tratar de um momento pedagógico em que a liderança e o povo fazem juntos o aprendizado, buscando instaurar a transformação da realidade que os mediatiza.

O que fica evidente é que o opressor precisa de uma teoria para tornar possível a ação da opressão, deste modo o oprimido também precisa da teoria para sua ação de liberdade, que deve ser pautada principalmente na confiança no povo e na fé nos homens, para que assim “seja menos difícil amar”.

Concluo que devemos dar uma basta nessa nefasta pedagogia que está colocando o Brasil nos últimos lugares do mundo na educação mundial.

Paulo Freire utilizou sua pedagogia no Mobral (Movimento Brasileiro de Alfabetização) nos anos 60, utilizada pelo ex-presidente João Goulart.

Abandonado pelos militares.

Idolatrado pelos comunistas.

Chega de doutrinação marxista em salas de aulas de cursos de medicina !

“É divertidíssima a esquizofrenia de nossos artistas e intelectuais de esquerda: admiram o socialismo de Fidel Castro, mas adoram também três coisas que só o capitalismo sabe dar – bons cachês em moeda forte; ausência de censura e consumismo burguês; trata-se de filhos de Marx numa transa adúltera com a Coca-Cola.”

Roberto Campos