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Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas na Epilepsia

epilepsia - azulÉ  um excelente artigo publicado pelo Ministério da Saúde- Secretaria de Atenção à Saúde em  2010.

A revisão de drogas antiepiléticas é pragmática, e bastante atualizada.

O Ministério da Saúde por meio dessa portaria determina os principais fármacos que podem ser utilizados nas síndromes epilépticas.

O mecanismo de ação de alguns fármacos pode ser por mais de uma forma, e por isso sua eficácia maior.

A revisão feita pelo Ministério da Saúde faz uma análise das principais drogas que têm eficácia no tratamento, independentemente do custo da droga, o que poderia ser um empecilho no momento da elaboração do plano de cuidados.

Medicação de alto custo é uma das grandes dificuldades para se ter sucesso terapêutico.

Lutemos por uma Saúde Pública com qualidade !

Em defesa do SUS !

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VI Diretrizes Brasileiras de Hipertensão

esfigmoImportante atualização das drogas anti-hipertensivas -VI Diretrizes Brasileiras de Hipertensão –  promovida pela Sociedade Brasileira de Hipertensão e Sociedade Brasileira de Cardiologia.

A escolha dos fármacos anti-hipertensivos é uma das grandes discussões em Congressos Brasileiros de Hipertensão, de Nefrologia e Cardiologia.

A associação de drogas anti-hipertensivas é também um desafio, visto que é imperioso não escolher fármacos com mecanismos de ação semelhantes, o que não reduziria a queda pressórica, mas apenas aumentaria os efeitos colaterais.

A compilação dos principais trabalhos científicos sobre as principais drogas anti-hipertensivas permite ao Clínico Geral a possibilidade escolha de fármacos para cada situação clínica que se apresente na prática clínica diária.

Atualização de conhecimentos  para os profissionais de saúde é sempre necessário.

Lutemos por uma Saúde Pública com qualidade !

Em defesa do SUS !

CONHECIMENTO- ATUALIZAÇAO

Epileptogênese e mecanismo de ação das drogas na profilaxia e tratamento da epilepsia

EEG TOUCAArtigo científico publicado no J Epilepsy Clin Neurophysiol 2008; 14(Suppl 2):39-45 que explica as drogas antiepilépticas e  mecanismo de ação  das principais drogas antiepilépticas.

A pesquisa dos mecanismos envolvidos na gênese  da epilepsia é um dos grandes desafios da moderna neurologia, pois ao se precisar como se originam as crises epilépticas, pode-se criar drogas que possam impedir a origem desses focos no Sistema Nervoso Central.

Muito se avançou na farmacologia de drogas anticonvulsivantes na última década com novas drogas, e  com novos  mecanismos de ação ao mesmo tempo.

O manejo de pacientes com epilepsia envolve não apenas a correta caracterização dos tipos de crises convulsivas, mas a escolha de fármacos com potencialidade de eficácia no tratamento da epilepsia.

Epilepsia é definida como a ocorrência de crises epilépticas recorrentes.

Estas crises podem ser convulsivas (tônicas, clônicas ou tônico-clônicas) ou não (ausências, crises atônicas e mioclonias).

Em linhas gerais, a Comissão de Classificação e Terminologia da Liga Internacional Contra Epilepsia divide as manifestações clínicas em crises parciais, iniciadas em uma parte de um dos hemisférios, e generalizadas, iniciadas simultaneamente em ambos os hemisférios.

Quando as crises parciais não acarretam perda de consciência, elas são chamadas de crises parciais simples, em oposição às crises parciais complexas nas quais há perda de consciência.

Crises parciais simples podem evoluir para parciais complexas, à medida que a descarga original se propaga pelo córtex cerebral.

Tanto as parciais simples quanto as complexas podem  secundariamente generalizar.

Diferentes síndromes epilépticas podem ser identificadas, baseando-se em tipos característicos de crise e outros dados clínicos, incluindo idade de início, fator precipitante, história familiar e anormalidades neurológicas associadas.

Os anticonvulsivantes tradicionais (fenitoína, carbamazepina, ácido valpróico e barbitúricos) são usados clinicamente desde antes de ensaios clínicos serem exigidos para a aprovação de medicamentos.

Hoje não há justificativa ética para a realização de ensaios clínicos controlados por placebo, especialmente face às possíveis consequências das crises e ao controle de aproximadamente 85% dos pacientes epilépticos com os medicamentos existentes.

A escolha entre diferentes anticonvulsivantes é baseada em três fatores: características clínicas (tipo de crise ou síndrome epiléptica), risco de efeitos adversos e custo.

Ensaios clínicos comparando diferentes tratamentos ativos estão disponíveis para auxiliar nesta decisão.

Nas epilepsias parciais, o maior estudo realizado até hoje comparou o uso de carbamazepina, fenitoína, primidona e fenobarbital em pacientes com crises, com ou sem generalização secundária. Não foi observada diferença na porcentagem de pacientes com total controle de crises com generalização após 1 ano (43-48%), sob quaisquer tratamentos.

Carbamazepina apresentou eficácia significativamente melhor (43%) que fenobarbital (16%) ou primidona (16%) no controle total das crises parciais.

Fenitoína foi capaz de controlar as crises parciais em 26% dos pacientes, resultado que não foi significativamente diferente da carbamazepina.

Outro estudo comparou ácido valpróico e carbamazepina. Não houve diferença significativa no controle completo de crises secundariamente generalizadas, mas novamente a carbamazepina se mostrou mais eficaz no controle das crises parciais.

Oxcarbazepina é antiepiléptico novo que se mostrou tão eficaz quanto a carbamazepina e associa-se a menor incidência de efeitos adversos, tendo porém maior custo e menor experiência de uso.

Nas epilepsias generalizadas, a monoterapia com ácido valpróico foi capaz de controlar crises tonico-clônicas generalizadas primárias em 85% dos pacientes (89% daqueles sem outro tipo de crises). Não há ensaios clínicos comparando ácido valpróico com os demais medicamentos antiepilépticos nesta condição.

Ácido valpróico e etossuximida apresentaram igual eficácia no controle de crises de ausência. No entanto, etossuximida não é eficaz para crises tonico-clônicas generalizadas que muitas vezes se associam às ausências.

Conclusão: Para crises parciais, carbamazepina foi selecionada como medicamento de referência, por ser eficaz, ter menor custo e maior experiência de uso; ácido valpróico  foi considerado medicamento de referência para o tratamento das epilepsias generalizadas, levando em conta sua eficácia em monoterapia e seu amplo espectro.

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Mecanismos de ação de drogas antiepilépticas

MEDICAMENTO 4Artigo de revisão que aponta s principais mecanismos de ação de drogas antiepilépticas, tais  como fenobarbital, fenitoína, carbamazepina, topiramato,  lamotrigina, e outras.

Sem o correto entendimento da farmacologia das drogas antiepilépticas, é  quase impossível visualizar sucesso terapêutico, visto que a escolha, e potenciais associações,  não pode ser aleatória, mas com fundamentos em farmacologia observando a farmacodinâmica e a  farmacocinética.

Em defesa do  SUS !

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Manejo Farmacológico da Epilepsia

drogasEsse artigo publicado em 2008 faz uma revisão do conceito de epilepsia e de drogas antiepilépticas usadas no tratamento das crises convulsivas, sejam focais ou generalizadas.  Ainda, se discute nesse artigo os efeitos adversos provocados pelas drogas antiepilépticas.

Sem conhecimento de farmacologia das drogas anticonvulsivantes há sério risco de ser escolher fármacos com mecanismos de ação semelhantes, e menos efetividade nos resultados esperados em tratamento proposto.

O Ambulatório de Neurologia atende encaminhamentos de usuários do Departamento Regional de Saúde IX do Estado de São Paulo.

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Quem deve questionar a perícia médica nos autos na Justiça do Trabalho ?

advogado confusoA Justiça do Trabalho é a mais difícil de se feita, pois envolve o lado hipossuficiente, e do outro lado o empregador.

O perito do juízo sempre procura observar os nexos técnicos nas perícias a serem realizadas (atividade e risco, risco e lesão, lesão e incapacidade laborativa).

Ou mais recentemente o NTEP – Nexo Técnico Epidemiológico Previdenciário – por meio da Lei n. 11.430/2006.

O que acho estranho não é o assistente técnico da empresa reclamada querendo impugnar o laudo pericial, mas o advogado da empresa acreditando que perícia médica é matéria de direito material, ou processual, e não da medicina.

Aí é demais…

Então, como em um momento de profunda reflexão…

O advogado apresenta questões suplementares ao perito médico, e não o assistente técnico da reclamada, pois sendo o mesmo médico pode apresentar questionamentos suplementares…

Deveria ser!

Mas o advogado faz os quesitos suplementares.

É lamentável…

Estamos no Brasil de Lima Barreto “Triste Fim de Policarpo Quaresma”.

A falta de exames de imagem tem se tornado para os peritos motivo de preocupação para conclusão de laudos periciais, pois o Estado é lento na realização desses exames.

A Emenda  Constitucional  (EC) 45 mudou o Brasil.

Danos morais e materiais sendo questionados concomitantemente com a luta por salários não pagos no ultimo contrato de trabalho rompido entre reclamante e reclamada.

O Brasil nunca mais será o mesmo depois da EC 45.

Se o “modus operandi” é esse, então, o perito do juízo poderá utilizar o Princípio de Maquiavel.

O perito médico questiona  a matéria fática do processo, ainda que o mesmo não seja advogado.

O advogado questiona a perícia, mesmo que  não seja médico.

Na luta pelo direito material do trabalho vale tudo ?

É no mínimo surreal…

Vamos pensar, e refletir com ética a relação ideal entre perito do juízo e os advogados no  direito processual nas lides trabalhistas.

Impugnação de laudo por advogado e não pelo assistente técnico é inconcebível.

Será que extrapolamos ?

homem questionando