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Cefaleia Tensional. Seminário. Curso de Medicina da Famema

cefaleia - japonesaSeminário apresentado pela aluna  Maíra Bagodi Batista da Silva – aluna do 4º ano do curso de medicina da Famema – Ambulatório de Cefaleia –  Ambulatório Mário Covas- disciplinas Neurologia e Educação em Ciências da Saúde.

Uma revisão dos conceitos da cefaleia tipo tensional, bem como o seu tratamento.

A Cefaleia Tensional  é a mais prevalente das Cefaleias Primárias , e muito frequente no Ambulatório de Cefaleia.

A cefaleia é normalmente holocraniana, moderada intensidade,  fotofobia ou fonofobia, sem náuseas ou vômitos.

A dor não se agrava aos esforços físicos, mas pode durar até 7 dias.

A dor sentida pela cefaleia tensional pode ser descrita como:

  • Uma pressão leve, mas constante (não latejante).
  • Uma faixa apertada ou um torno na cabeça.
  • Espalhada (não apenas em um local ou de um lado).
  • É pior no couro cabeludo, nas têmporas ou na nuca e, possivelmente, nos ombros.

A dor da cefaleia tensional pode ocorrer como um evento isolado, ser constante ou diária.

Pode ser desencadeada ou piorar por estresse, fadiga, barulho ou claridade excessiva.

Pode causar insônia.

Banhos de chuveiro ou de banheira, quentes ou frios, podem aliviar a dor de cabeça para algumas pessoas.

Mudanças no seu estilo de vida podem ajudar a melhora da cefaleia tensional.

Os analgésicos vendidos sem receita médica, como ácido acetilsalicílico, ibuprofeno ou acetaminofeno, podem aliviar a dor se as técnicas de relaxamento não funcionarem.

Outros tratamentos com medicamentos incluem:

  • Relaxantes musculares, como tizanidina;
  • Inibidores seletivos de recaptação de serotonina (ISRS), como paroxetina ou citalopram, tomados diariamente para ajudar a prevenir ou diminuir as ocorrências de dor de cabeça;
  • Antidepressivos tricíclicos, como amitriptilina, nortriptilina ou doxepina, tomados diariamente para ajudar a prevenir ou diminuir as ocorrências de dor de cabeça.

Combinar o tratamento com medicamentos e exercícios de relaxamento ou de gerenciamento de estresse, biofeedback, terapia comportamental cognitiva ou acupuntura pode proporcionar um alívio maior para as cefaleias crônicas.

Lutemos por uma Saúde Pública com  qualidade !

acupuntura

Cefaleias Primárias. Seminário. Curso de Medicina da Famema

cefaleia - menino escolarSeminário de Cefaleias Primárias  apresentado pelos alunos Karine Paula Homem e Rodrigo Rodrigues da Cunha –  Ambulatório de Cefaleia – Ambulatório Mário Covas – Faculdade de Medicina de Marília – disciplinas de Neurologia e Educação em Ciências da Saúde.

As cefaleias primárias são as mais prevalentes em Ambulatórios de Cefaleia, e ainda muito frequente em Unidades de Saúde da Família  (USF) e Unidade Básicas de Saúde (UBS).

Em tese, todo medico deveria conduzir bem esses casos, pois os exames de imagem não trazem alterações, apesar da queixa de dor intensa, como nas enxaquecas, ser um sintoma  frequente e angustiante para o paciente.

As cefaleias são importante problema de saúde pública no Brasil e no mundo devido ao impacto individual e social que essa condição clínica acarreta, à alta incidência e ao elevado potencial de cronificação, além dos custos econômicos e redução na qualidade de vida que afeta seus portadores.

A despeito disso são na maioria das vezes subdiagnosticadas e subtratadas.

As cefaleias primárias poderiam ser diagnosticadas e tratadas por médicos clínicos visto que a probabilidade de uma primeira abordagem diagnóstica por médico não especialista é grande em decorrência da alta prevalência dessas condições na população em geral.

A Sociedade Internacional das Cefaleias (International Headache Society – IHS) promoveu uma padronização dos critérios diagnósticos, listados na ICHD II, revista e publicada em 2004; com o objetivo de uniformizar os sintomas e síndromes presentes nas cefaleias primárias.

O intuito é evitar variações no diagnóstico dessas cefaleias pelos diversos observadores e assim melhorar a acurácia diagnóstica e a orientação terapêutica, tornar esse transtorno reconhecido como doença neurobiológica e minimizar os prejuízos ao seu portador.

O tratamento com fármacos bem indicados é a certeza de sucesso,

Lutemos por uma Saúde Pública com qualidade !

cefaleia - casal

Semiologia Neurológica. Seminário. Curso de Medicina da Famema

martelo azulExame Neurológico apresentado pelo Dr. Werner Garcia de Souza, Residente da disciplina de Neurologia da Faculdade de Medicina de Marília- Famema- em 2011.

Importante dizer aos alunos do curso de medicina, que sem conhecimento de neuroanatomia, e sem estudo das patologias das doenças neurológicas, é impossível se aprender semiologia neurológica.

Sem conhecer semiologia neurológica, impossível aprender doenças clínicas neurológicas.

Ainda vale dizer que sem aulas de neuroanatomia e histologia do sistema nervoso central e periférico em peças de estudo e lâminas , e não apenas figuras de livros, é ir contra o bom senso da aprendizagem significativa.

Para quem gosta do “PBL made in Famema”  deve ser uma missão impossível aprender semiologia sem passar pela histologia e anatomia anteriormente.

E sem aprender neuroanatomia, será impossível se aprender tomografia e ressonância de crânio

O Exame Neurológico deve ser procedido assim:

Anamnese

  • Idade, cor, sexo, naturalidade, profissão.
  • Queixa Principal: usar as palavras do paciente.
  • História da doença atual: início e modo de instalação. Dirigir a história quanto à evolução (lenta em doenças musculares progressivas, progressiva em tumores e doenças degenerativas, surtos em esclerose múltipla, paroxística em epilepsia,  e enxaqueca) ; sono, perdas de consciência, etc.
  • História física : gestação, parto e desenvolvimento psicomotor.
  • História da patologia pregressa: acidentes e traumatismos, cirurgias, parasitoses, alergias, doenças venéreas, etc.
  • História pessoal: habitação e alimentação (avitaminoses, neuropatias carenciais) vícios, trabalho e condições emocionais.
  • Antecedentes familiares: patologias hereditárias como esclerose tuberosa, Degeneração Muscular Progressiva, Huntington, Doença de Wilson,  etc.

Exame Físico

Exame físico cuidadoso, visto não ser o sistema nervoso uma entidade isolada e fazer parte de um todo, o corpo humano, sendo várias de suas patologias causadas por alterações de outros órgãos.

AVC isquêmico: baixa pressão arterial — baixo fluxo sanguíneo cerebral. Choque: insuficiência ventricular; uso de drogas anti-hipertensivas e diuréticos. Embolia: fibrilação atrial; lesões oro-valvulares, Doença de Chagas. Trombose: arteriosclerose, Lues. Hemorragias: arteriosclerose, infecções. Neoplasias: metástases da mama, próstata, melanonas. Meningites e abscessos: otites, tromboflebíites, sinusites.

Cada item do exame neurológico é importante na elaboração do diagnóstico .

Relacionamos abaixo, de forma didática, as diversas etapas deste exame e, a seguir, alguns detalhes que julgamos importantes com relação a cada item.

A .Inspeção

B. Crânio e coluna

C. Estática

D. Amplitude dos movimentos

E. Marcha

F. Força muscular

G. Tônus muscular

H. Coordenação

I. Reflexos superficiais e profundos

J. Sensibilidade superficial e profunda

L. Nervos cranianos

M. Palavra e linguagem

N. Sistema Nervoso autônomo

O . Estado mental

O  desafio é compreender a semiogênese dos sinais semiológicos, e não apenas decorar os achados sem interpretação.

O melhor método de se aprender semiologia neurológica é com aulas magnas de neuroanatomia, e após a teoria, a prática nos laboratórios de anatomia e histologia, e por fim,  aplicação nos Ambulatórios de Neurologia.

Em defesa de ensino superior com qualidade.

dejerine

Mecanismo de ação dos antidepressivos. Seminário. Curso de Medicina da Famema

antidepressivos - grandeSeminário apresentado com drogas antidepressivas pelos alunos Rodrigo Cândido Resende e Thamires  Baldo Cordeiro  do 4º ano do curso de medicina da Famema- Ambulatório de Cefaleia – disciplinas de Neurologia e Educação em Ciências da Saúde.

A depressão é uma doença extremamente prevalente na população brasileira, e o conhecimento dos mecanismos de ação dos antidepressivos possibilita melhor resultado no tratamento da Depressão, da Cefaleia Tensional e da Enxaqueca, já que nessas duas últimas condições,  também podem ser utilizados.

Os efeitos colaterais surgem com  a utilização dos mesmos, mas devem ser do conhecimento dos profissionais de saúde.

O advento de medicamentos antidepressivos tornou o tratamento das cefaleias um problema médico, passível de tratamento.

Nas últimas cinco décadas, a psicofarmacologia dos antidepressivos evoluiu muito e rapidamente. Os primeiros antidepressivos – os antidepressivos tricíclicos (ADTs) e os inibidores da monaminooxidase (IMAOs) – foram descobertos através da observação clínica.

Os ADTs apresentavam boa eficácia devido à sua ação, aumentando a disponibilidade de norepinefrina e serotonina.

Seu uso foi limitado em função do bloqueio de receptores de histamina, colinérgicos e alfa-adrenérgicos que acarretavam efeitos colaterais levando à baixa tolerabilidade e risco de toxicidade.

Da mesma forma, o uso dos IMAOs ficava comprometido em função do risco da interação com tiramina e o risco de crises hipertensivas potencialmente fatais.

A nova geração de antidepressivos é constituída por medicamentos que agem em um único neurotransmissor (como os inibidores seletivos de recaptação de serotonina)  ou em dois neurotransmissores (serotonina e noradrenalina) ou (dopamina e noradrenalina).

O ambulatório de Cefaleia ocorre nas dependências do Ambulatório Mario Covas, e atende todos os usuário do SUS  encaminhados do Departamento Regional de Saúde IX do Estado de São Paulo.

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depressão

Anticonvulsivantes. Seminário. Curso de Medicina da Famema

medicamento 9Seminário apresentado pela aluna do 4º ano do curso de medicina da Famema -Mirella Almeida de Oliveira- Ambulatório de Cefaleia –  disciplinas Neurologia e Educação em Ciências da Saúde.

Uma revisão dos principais fármacos usados como drogas anticonvulsivantes.

Existem vários anticonvulsivantes surgidos na medicina, principalmente na década passada, mas nem todos estão disponíveis na rede básica de saúde para serem utilizados no tratamento de epilepsia, ou mesmo como profilaxia para a Enxaqueca, como topiramato e ácido valpróico.

É fundamental também o profissional  levar em consideração o custo no momento da prescrição, pois se não houver a compra do medicamento pelo paciente ou não for disponibilizado na rede básica de saúde, não haverá sucesso terapêutico.

O tratamento da epilepsia é realizado através de medicações que possam controlar a atividade anormal dos neurônios, diminuindo as cargas cerebrais anormais.

É extremamente difícil, se não impossível, predizer o sucesso do tratamento para o paciente individual com base no mecanismo de ação dos fármacos.

Apenas algumas generalizações são possíveis:

Pacientes com crises tônico-clônicas generalizadas e com crises parciais obtêm mais sucesso com fármacos bloqueadores dos canais de sódio (carbamazepina, oxcarbazepina, fenitoína, lamotrigina e ácido valpróico).

  1. Pacientes com múltiplos tipos de crises respondem preferencialmente a fármacos com múltiplos mecanismos de ação (ácido valpróico, lamotrigina, topiramato).
  2. Pacientes com ausências são mais responsivos a bloqueadores dos canais de cálcio de tipos T (etossuximida), N e P (lamotrigina).

O passo mais importante para o sucesso terapêutico é a correta identificação de tipo de crise e síndrome epiléptica, já que os mecanismos de geração e propagação das crises são diferentes, e os vários anticonvulsivantes agem por diversos mecanismos que podem ou não ser favoráveis a cada síndrome.

A escolha do antiepiléptico deve levar em consideração efeitos adversos (especialmente em crianças, mulheres em idade reprodutiva, gestantes e idosos), tolerabilidade individual, facilidade de administração e custo do tratamento.

Existem medicamentos de baixo custo e com poucos riscos de toxicidade.

Geralmente, quando o neurologista inicia com um medicamento, só após atingir a dose máxima do mesmo, é que se associa outro , caso não haja controle adequado da epilepsia.

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medicamento cifrão

Fisiopatologia da Enxaqueca. Seminário. Curso de Medicina da Famema

enxaqueca - mulher verdeRodrigo Cândido Rezende e Thamires Baldo Cordeiro, alunos do 4º ano do curso de medicina da Famema – Ambulatório de Cefaleia – Ambulatório Mário Covas- disciplinas Neurologia e Educação em Ciências da Saúde   apresentaram a fisiopatologia da enxaqueca com análise em artigos publicados na literatura científica.

A fisiopatogenia da Enxaqueca ou Migrânea tem-se modificado nos últimos anos com a descoberta  de  mecanismos novos neurotransmissores envolvidos na gênese da dor.

A teoria vascular perdeu em importância, e a teoria neuronal ganhou destaque pelas descobertas científicas nos 20 últimos anos.

Sem compreender a fisiopatogenia da Enxaqueca é impossível se almejar resultado terapêutico promissor.

As principais estruturas envolvidas são o sistema nervoso central (córtex e tronco cerebral), o sistema trigêmino-vascular e os vasos correspondentes, fibras autonômicas que inervam esses vasos, e os vários agentes vasoativos locais, como a SP, CGRP, NO, VIP, NPY, ACh, NA, NKA, entre outros.

A depressão alastrante é o fenômeno neurológico que provavelmente justifica achados experimenais e clínicos na enxaqueca. Ela tem velocidade de propagação semelhante à aura, ativa o núcleo espinhal do trigêmeo e está relacionada à liberação de CGRP e NO.

Alterações circulatórias detectadas por métodos complementares reforçam o papel da depressão alastrante.

A identificação de anormalidades em pelo menos três loci (cromossomas 19 e 1) na enxaqueca hemiplégica familiar evidencia  a herança genética da enxaqueca, e estão relacionadas a anormalidades nos canais de cálcio voltagem dependentes tipo P/Q, específicos do sistema nervoso central, que regulam a liberação de vários neurotransmissores, incluindo a serotonina.

A exemplo de outras anormalidades neurológicas paroxísticas que resultam da hiperexcitabilidade da membrana plasmática, está hoje confirmado que a enxaqueca ocorra devido a uma desordem de canais iônicos.

O Ambulatório de Cefaleia instalado nas dependências do Ambulatório Mario Covas atende os usuário do SUS  encaminhados do Departamento Regional de Saúde IX do Estado de São Paulo.

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enxaqueca mecanismos