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Homenagem da Câmara Municipal de Marília ao Professor Lafayette Pozzoli do Univem

O Coordenador do Mestrado em Direito do Univem, Professor Lafayette Pozzoli, receberá o título de ‘Cidadão Mariliense’ em comunicado  feito no dia 24 deste mês pelo presidente da Câmara Municipal de Marília, Yoshio Takaoka, acompanhado dos vereadores Mário Coraíni e Wilson Alves Damasceno, que se reuniram com o Reitor Luiz Carlos de Macedo Soares.

A iniciativa da propositura foi do vereador Mário Coraíni Júnior, professor  da disciplina de Direito Tributário do Univem,  o qual lembrou que o professor Lafayette é nascido em Fernandópolis, e já orientou vários alunos no mestrado do Univem.

Fui  aluno do professor Lafayette neste ano de 2011, na disciplina de Filosofia do Direito, e bastante satisfeito pela homenagem ao educador e professor.

Ser professor é um sacerdócio acima de tudo.

Um compromisso com o ensino.

Um educador é um eterno compromisso com a cidadania.

Congratulações ao Professor Lafayette Pozzoli !

Lafayette Pozzoli

Oráculo de Delfos ou F7?

F7 2Ao pé do Monte Parnaso, os gregos procuravam o oráculo de Delfos para sanar suas dúvidas, dirigir suas vidas, consultar os deuses, conselhos para romances, saúde, agricultura, etc.

Situado em Delfos, o Oráculo de Delfos era dedicado principalmente a Apolo, e centrado num grande templo, ao qual vinham os antigos gregos para colocar questões aos deuses.

Situado na Grécia, no que foi a antiga cidade chamada Delfos (que hoje já não existe), no sopé do monte Parnaso, nas encostas das montanhas da Fócida, a 700 m sobre o nível do mar e a 9,5 km de distância do golfo de Corinto.

Era uma época cheia de incertezas, e muitas divindades eram as conselheiras do dia a dia.

O cristianismo só apareceu muito tempo depois.

A ciência ainda não havia aparecido como algo confiável.

Ali, no Oráculo de Delfos, acreditavam os gregos, ficavam os deuses junto a ninfas e musas, prontos a dar resposta a todo tipo de questionamento.

Agricultores buscavam a previsão do tempo, comerciantes queriam saber sobre a melhor época para comprar ou vender, os românticos sondavam sobre sua vida sentimental, militares queriam saber sobre suas manobras de guerra.

Nesse tempo de incerteza no modelo pedagógico “PBL made in Brasil” sugiro uma ida ao Oráculo de Delfos  na tentativa de se ouvir as sacerdotisas do templo (musas e ninfas),  e após as orientações das mesmas, o “pedagogo mor”  ou “Super Pedagogo”  ou “núcleos de avaliação do ensino” dessas  instituições  mudem a concepção pedagógica implementada  em cursos de medicina.

É bom lembrar que Alexandre Magno passou por lá e se deu bem…

Invadiu a Pérsia, e se tornou o maior imperador da época, antes do Império Romano ainda existir.

Acredito que algumas sugestões provenientes do  Oráculo de Delfos podem mudar o curso pedagógico  modelo “PBL made in  Brasil”, pois os Fóruns Institucionais são meras reuniões que nada acrescentam de mudanças para o  desenvolvimento curricular.

É apenas formal !

É a ideia de que existe um espaço para se discutir a programação, e as dificuldades e distorções apresentadas dentro do currículo, contudo de nada acrescenta.

Já imagino o Oráculo nessas faculdades, que longe de ser o de Delfos poderia ser o Oráculo F7, já que todos os formatos em faculdade têm algum número, e pelo que sei esse ainda não existe, e poderia se localizar dentro da estrutura avaliativa dos núcleos avaliativos de ensino.

Talvez ao frequentar mais intensamente o Oráculo F7 possamos arejar nossas mentes, e repensar o ensino modelo “PBL made in Brasil”

Será que o Oráculo de Delfos será consultado pela Diretoria de Graduação?

oraculo de delfos

Ser livre ou ser vassalo. Feudalismo acadêmico no Século 21

feudalismoQuando penso que muitas coisas podem ser mudadas com uma  simples discussão, e ao não fazê-la, perde-se uma grande oportunidade de se mudar o “status quo”, observo que o  modus vivendi  em  instituições públicas é não se  questionar nada.

Se questionar qualquer fato…

Será prontamente persona non grata nos bastidores acadêmicos.

Viver na hipocrisia é tão prejudicial quanto ser “politicamente correto”.

É claro que muitos são nomeados estrategicamente na defesa de interesses do alto escalão, ainda que muitos com Quociente Intelectual abaixo da média, como vassalos do sistema feudal acadêmico, mesmo que a competência não seja exigida pela instituição aos vassalos, pois o que interessa é a vassalagem .

Então, o melhor nessas instituições é ser vassalo.

E com certeza você terá um cargo expressivo [poder e financeiro] no futuro.

É uma pena esse  modus operandi  ainda ser tão profícuo por décadas.

Pior ainda, é não discutir mudanças curriculares ou mudanças na assistência à saúde pública!

O modelo “PBL  made in Brazil” é anacrônico em muitas faculdades públicas,   visto que não há laboratórios de ensino para desenvolvimento de conteúdos temáticos nas disciplinas  básicas – anatomia, histologia, fisiologia, bioquímica, farmacologia, patologia e microbiologia.

Nada contra o PBL !

O PBL McMaster perfeito!

A cópia falsificada “PBL made in Brazil” é em muitas faculdades de medicina um estelionato pedagógico!

O “PBL mande in Brazil”  implantado  em muitas faculdades é surreal.

Como mudar isso se não há  possibilidade de se discutir em fóruns institucionais, já que na verdade são devocionais ao modelo PBL à brasileira…

O subjugar, e não discutir, parece ser a arma dos opositores  ferrenhos da democracia acadêmica.

A vassalagem é o melhor caminho dos medíocres, pois é garantia de ser intocável,  em seu cargo, com a defesa dos interesses do seu suserano.

Modelo feudal.

A monarquia na França,  do Século XVIII, foi deposta  na Revolução Francesa pela  eminente burguesia, que cansou de pagar impostos, e a nobreza e o clero não eram obrigados.

A Revolução Francesa  terminou com Luis XVI e Maria Antonieta, um casal  pouco interessado ao clamor popular, sendo guilhotinados, pois a burguesia era uma  classe social à época urgindo por comida, saúde, e trabalho, e cansou dos privilégios do clero e da nobreza.

Fim do nepotismo nas instituições públicas !

Fim do feudalismo acadêmico!

Fim da vassalagem acadêmica!

Em defesa de cargos eleitos pelos pares e pelo fim dos cargos biônicos (não eleito pelos pares) nas instituições públicas.

Em defesa de democracia nas universidades !

feudalismo financeiro

  “O amor da democracia é o da igualdade”.

Barão de Montesquieu

José Corrêa Carlos palestra sobre o Direito Preventivo no Univem !

dr josé corrêa carlosNo último dia  09 de novembro  aconteceu nas dependências da Faculdade de Direito do Univem o fantástico seminário sobre Direito Preventivo com a presença do Procurador do Estado de São Paulo Doutor José  Corrêa Carlos para os alunos do 2º ano A – Curso de Direito do Univem.

Ex-aluno do Univem, formado em 1989,  é Procurador do Estado desde  1989, ou seja, no mesmo ano de sua formatura.

Foi uma ótimo debate sobre o tema – Direito Preventivo – com todos os alunos da classe, de forma interativa, e muitas discussões foram debatidas entre o palestrante e os alunos presentes.

Melhor ainda foi rever o grande amigo, competente  profissional, e sempre em defesa da ética profissional no trato das questões do direito.

A sociedade de Marília se orgulha de profissionais  com esse currículo!

Aprendi muito ao ouvir atentamente a palestra, e quando houve oportunidade, os alunos perguntaram ao  palestrante dúvidas pontuais.

Sucesso absoluto !

seminario

Formato para avaliação do professor realizado de forma anônima é inconstitucional !

Top Secret-stamp

Ao contrário do que se possa imaginar, o formato  de avaliação anônimo realizado pelas faculdades públicas de medicina para avaliar professores que trabalham na instituição é inconstitucional.

O anonimato é vedado pelo ordenamento jurídico vigente, tendo a Constituição Federal  de 1988, assim se expressando sob tal tema:

Art. 5º – Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:

IV – é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato.

Não há  dúvida que o formato é inconstitucional, pois avaliar um docente de forma anônima é afrontar à Constituição Federal vigente.

Não é uma  normal  a ser ignorada, e principalmente nas instituições públicas…

É uma norma constitucional !

Constituição Federal de 1988 – Lex Mater do Brasil .

A quem possa interessar tal avaliação anônima  ferindo de morte à Constituição  da República Federativa do Brasil?

Avaliar o modelo pedagógico da instituição?

Mas, não seria melhor realizar pesquisas de campo,  sem expor os docentes à lesão de direitos fundamentais, como se  assim expressa a Carta Magna, em seu artigo 5º, inciso XII:

XII – “é inviolável o sigilo da correspondência e das comunicações telegráficas, de dados e das comunicações telefônicas, salvo, no último caso, por ordem judicial, nas hipóteses e na forma que a lei estabelecer para fins de investigação criminal ou instrução processual penal”. 

E,  não menos importante,  o inciso X, in verbis:

X – “são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação”.

Será que existem interesses inconfessáveis por trás dessas avaliações?

Na Polícia Civil  pode se  denunciar e investigar anonimamente.

Disque 181 ou o Disque Denúncia?

Apenas na Policia Civil se aceita a denúncia anônima para denunciar crimes que ocorrem na sociedade, uma exceção ao ordenamento jurídico.

Seria uma forma velada de se avaliar professores contrários ao “PBL made in Brazil”  utilizando-se dos alunos  como delatores dos docentes contrários ao PBL?

A quem possa interessar tal avaliação?

Fere de morte à Constituição Federal do Brasil !

inconstitucional

Necessidade de Fórum Educacional Nacional e não devocional ao PBL made in Brazil

F´ÓRUM INSTITUCIONALFórum Institucional e não Fórum Devocional ao PBL (Problem Based Learning) !

Anos depois de implantado o modelo  pedagógico  em  muitas faculdades de medicina no Brasil, o qual se mostra anacrônico em muitas faculdades públicas e ou privadas,  visto que o modelo de ensino ocorre sem docentes em cadeiras básicas, sem laboratórios de cadeiras básicas, extinção de disciplinas básicas, e com a defesa insustentável e sofismática de que o “PBL made in Brazil”  é fenomenal.

sofismático

Visão ufanista dessa forma somente na Segunda Guerra Mundial…

Muitas questões precisam ser discutidas, mas  frequentemente há ausência de diálogo entre os docentes da Diretoria de Graduação com docentes  em cenários de ensino-aprendizagem nessas instituições de ensino, e mais grave,  esses diretores e ou gestores de ensino se arvoram em uma defesa rocambolesca  do modelo pedagógico de ensino no “PBL made in Brazil ou PBL à brasileira”, eivado de desvios pedagógicos importantes.

Os alunos desejam mudanças nas grades curriculares com urgência nessas faculdades, segundo relato de alunos de faculdades consultadas pelo blog, com a possibilidade de perda de qualidade de ensino nos últimos anos, como já vem acontecendo em muitas delas.

Os alunos nunca são ouvidos!

O Fórum Institucional deve rever o modelo de ensino na forma PBL…

E ser não Devocional.

Rever o ensino-aprendizagem é  preciso…

Aperfeiçoar o ensino-aprendizagem é preciso !

Não ao Fórum Devocional ao “PBL made in Brazil”!

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“Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina”.

Cora Coralina