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Diabetes Mellitus. Seminário na USF. Curso de Medicina da Famema

diabetes diagnósticoExcelente seminário que  enfatiza as necessidades de compreensão do diabetes mellitus apresentado pelos alunos do 4º  do curso de medicina da Famema – Amanda de  Gouvea Pettersen, Bruna  Grici Cascaldi e Cássio Guedes Pelegrini – Unidade de Saúde da Família.

A escolha dos hipoglicemiantes no tratamento do Diabetes Mellitus é o maior desafio dos médicos para a tentativa de sucesso na queda da glicemia.

É óbvio que somente a escolha de fármacos não produz eficácia plena, e deve haver a abordagem multiprofissional com nutricionista para padronização de dieta, e  a prática de exercícios orientada por professores de Educação Física.

O controle adequado da glicemia determina redução de Infarto Agudo do Miocárdio, Acidente  Vascular Cerebral e Insuficiência Renal Crônica em vários trabalhos publicados na literatura  médica.

Frequentemente o diabetes mellitus vem acompanhado de aumento de pressão arterial, e nessa condição a associação com as doenças clínicas apontadas anteriormente se agravam em intensidade quando se apresentam nos indivíduos.

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Photograph of various diabetic tools and medicine.

III Diretriz ICC-Sociedade Brasileira de Cardiologia

icc - ginasticaNa Diretriz  da Sociedade Brasileira de Cardiologia há toda a revisão bibliográfica sobre os principais artigos que  discutem a farmacologia, sobrevida cardiovascular,  classificação clínica e tratamento da ICC.

A Insuficiência Cardíaca Congestiva   (ICC) é causa frequente de internação hospitalar, e seu manejo clínico adequado diminui a mortalidade cardiovascular, pois sabidamente o bloqueio do sistema nervoso simpático e do sistema renina-angiotensina-aldosterona reduz a disfunção ventricular.

O protocolo de tratamento de ICC é idealizado pela Sociedade Brasileira de Cardiologia após análise de inúmeros trabalhos científicos que discutem as várias classes de fármacos utilizados no tratamento: diuréticos, alfa e beta bloqueio do sistema nervoso simpático, antagonistas de cálcio, inibidores da enzima conversora e bloqueadores de angiotensina II.

Insuficiência cardíaca é a incapacidade de o coração manter fluxo sanguíneo suficiente para atender demandas metabólicas sem aumento anormal de pressões de enchimento ventricular.

Decorre de anormalidades de esvaziamento (função sistólica ou inotrópica) ou de enchimento ventricular (função diastólica).

Independentemente da etiologia, a insuficiência funcional provoca aumento de pressões de enchimento do ventrículo acometido e de pressões venosas a montante.

A intensidade da insuficiência cardíaca é clinicamente classificada pelo grau de limitação funcional, o que confere razoável predição prognóstica.

Muitos ensaios clínicos utilizam a classificação funcional como critério de seleção de pacientes e avaliação de eficácia.

O tratamento da insuficiência cardíaca objetiva diminuição de sintomas, melhora de qualidade de vida e aumento de sobrevida.

Definidos benefícios provêm de múltiplas medidas não medicamentosas e diferentes fármacos (inibidores da enzima de conversão de angiotensina, bloqueadores de receptores de angiotensina, betabloqueadores adrenérgicos e digoxina).

Alguns são usados em associação, quer para aumentar a eficácia, quer para exercer efeito corretivo sobre reações adversas comuns.

Tratamento combinado de bloqueadores de receptores de angiotensina II ou por inibidores da enzima de conversão de angiotensina leva a maior redução de mortalidade cardiovascular e de admissões hospitalares por insuficiência cardíaca.

Medicamentos utilizados no tratamento de insuficiência cardíaca para melhora de sintomas, sem afetar mortalidade, compreendem digitálicos e diuréticos.

Vasodilatadores (particularmente inibidores da enzima de conversão da angiotensina II) e betabloqueadores adrenérgicos mostraram ser capazes de aumentar sobrevida em diversos ensaios clínicos.

Espironolactona, administrada em pacientes graves já em uso de outros tratamentos, reduz mortalidade, mas aumenta o risco de hipercalemia.

O conhecimento da  Diretriz  de ICC possibilita a condução dos casos clínicos em suas quatro classes clínicas.

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icc-coração

Epileptogênese e mecanismo de ação das drogas na profilaxia e tratamento da epilepsia

EEG TOUCAArtigo científico publicado no J Epilepsy Clin Neurophysiol 2008; 14(Suppl 2):39-45 que explica as drogas antiepilépticas e  mecanismo de ação  das principais drogas antiepilépticas.

A pesquisa dos mecanismos envolvidos na gênese  da epilepsia é um dos grandes desafios da moderna neurologia, pois ao se precisar como se originam as crises epilépticas, pode-se criar drogas que possam impedir a origem desses focos no Sistema Nervoso Central.

Muito se avançou na farmacologia de drogas anticonvulsivantes na última década com novas drogas, e  com novos  mecanismos de ação ao mesmo tempo.

O manejo de pacientes com epilepsia envolve não apenas a correta caracterização dos tipos de crises convulsivas, mas a escolha de fármacos com potencialidade de eficácia no tratamento da epilepsia.

Epilepsia é definida como a ocorrência de crises epilépticas recorrentes.

Estas crises podem ser convulsivas (tônicas, clônicas ou tônico-clônicas) ou não (ausências, crises atônicas e mioclonias).

Em linhas gerais, a Comissão de Classificação e Terminologia da Liga Internacional Contra Epilepsia divide as manifestações clínicas em crises parciais, iniciadas em uma parte de um dos hemisférios, e generalizadas, iniciadas simultaneamente em ambos os hemisférios.

Quando as crises parciais não acarretam perda de consciência, elas são chamadas de crises parciais simples, em oposição às crises parciais complexas nas quais há perda de consciência.

Crises parciais simples podem evoluir para parciais complexas, à medida que a descarga original se propaga pelo córtex cerebral.

Tanto as parciais simples quanto as complexas podem  secundariamente generalizar.

Diferentes síndromes epilépticas podem ser identificadas, baseando-se em tipos característicos de crise e outros dados clínicos, incluindo idade de início, fator precipitante, história familiar e anormalidades neurológicas associadas.

Os anticonvulsivantes tradicionais (fenitoína, carbamazepina, ácido valpróico e barbitúricos) são usados clinicamente desde antes de ensaios clínicos serem exigidos para a aprovação de medicamentos.

Hoje não há justificativa ética para a realização de ensaios clínicos controlados por placebo, especialmente face às possíveis consequências das crises e ao controle de aproximadamente 85% dos pacientes epilépticos com os medicamentos existentes.

A escolha entre diferentes anticonvulsivantes é baseada em três fatores: características clínicas (tipo de crise ou síndrome epiléptica), risco de efeitos adversos e custo.

Ensaios clínicos comparando diferentes tratamentos ativos estão disponíveis para auxiliar nesta decisão.

Nas epilepsias parciais, o maior estudo realizado até hoje comparou o uso de carbamazepina, fenitoína, primidona e fenobarbital em pacientes com crises, com ou sem generalização secundária. Não foi observada diferença na porcentagem de pacientes com total controle de crises com generalização após 1 ano (43-48%), sob quaisquer tratamentos.

Carbamazepina apresentou eficácia significativamente melhor (43%) que fenobarbital (16%) ou primidona (16%) no controle total das crises parciais.

Fenitoína foi capaz de controlar as crises parciais em 26% dos pacientes, resultado que não foi significativamente diferente da carbamazepina.

Outro estudo comparou ácido valpróico e carbamazepina. Não houve diferença significativa no controle completo de crises secundariamente generalizadas, mas novamente a carbamazepina se mostrou mais eficaz no controle das crises parciais.

Oxcarbazepina é antiepiléptico novo que se mostrou tão eficaz quanto a carbamazepina e associa-se a menor incidência de efeitos adversos, tendo porém maior custo e menor experiência de uso.

Nas epilepsias generalizadas, a monoterapia com ácido valpróico foi capaz de controlar crises tonico-clônicas generalizadas primárias em 85% dos pacientes (89% daqueles sem outro tipo de crises). Não há ensaios clínicos comparando ácido valpróico com os demais medicamentos antiepilépticos nesta condição.

Ácido valpróico e etossuximida apresentaram igual eficácia no controle de crises de ausência. No entanto, etossuximida não é eficaz para crises tonico-clônicas generalizadas que muitas vezes se associam às ausências.

Conclusão: Para crises parciais, carbamazepina foi selecionada como medicamento de referência, por ser eficaz, ter menor custo e maior experiência de uso; ácido valpróico  foi considerado medicamento de referência para o tratamento das epilepsias generalizadas, levando em conta sua eficácia em monoterapia e seu amplo espectro.

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Mecanismos de ação de drogas antiepilépticas

MEDICAMENTO 4Artigo de revisão que aponta s principais mecanismos de ação de drogas antiepilépticas, tais  como fenobarbital, fenitoína, carbamazepina, topiramato,  lamotrigina, e outras.

Sem o correto entendimento da farmacologia das drogas antiepilépticas, é  quase impossível visualizar sucesso terapêutico, visto que a escolha, e potenciais associações,  não pode ser aleatória, mas com fundamentos em farmacologia observando a farmacodinâmica e a  farmacocinética.

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Fisiopatogenia da Enxaqueca. Seminário. Curso de Medicina da Famema

enxaquecaA fisiopatogenia da enxaqueca  foi inicialmente  observada pelo pesquisador brasileiro Aristides Leão, ao observar  uma “onda de despolarização”  na córtex cerebral  em exame de eletroencefalograma, e que após essa constatação segue-se a dor de cabeça.

Em 1944, ao trabalhar em sua tese de doutorado pela Universidade de Harvard, o neurofisiologista  brasileiro Aristides Leão descobriu uma reação ocorrida no córtex cerebral e ainda não observada.

O fenômeno foi batizado como “depressão alastrante de Leão”, mas também ficou conhecido como “A Onda de Leão”.

De acordo com as investigações posteriores de Leão, a “depressão alastrante” não ocorre apenas no cérebro, mas também em outras estruturas do sistema nervoso.

O termo depressão alastrante (ou em inglês, cortical spreading depression) refere-se a um fenômeno que ocorre no cérebro em certas situações fisiológicas, e em certas doenças, como a enxaqueca.

A depressão alastrante (identificada pela sigla DA) é uma onda de alterações elétricas nos neurônios e nas suas células de suporte, as células da glia, que segue a parte mais externa do cérebro onde estão os corpos celulares dos neurônios, a substância cinzenta ou córtex cerebral.

Esta onda elétrica causa uma despolarização celular, ou seja, uma alteração da carga elétrica da célula, tipicamente negativa em repouso para positiva quando ativada.

Após esta ativação, sobrevém uma onda de desativação ou inibição, que dura mais tempo e que leva a alterações profundas nas concentrações de certas substâncias (íons ou átomos com carga elétrica). Esta onda se propaga pelo cérebro a uma taxa de 3 a 6 mm (milímetros) por minuto.

A DA foi descrita por um brasileiro, Aristides Leão, em 1943, e é muitas vezes chamada de depressão alastrante de Leão.

A DA pode ocorrer em crises epilépticas, crises de enxaqueca, ou pode ser induzida por lesões cerebrais, como traumas cranianos, hemorragias, como a hemorragia subaracnoidea dos aneurismas cerebrais e como os derrames hemorrágicos, e derrames cerebrais isquêmicos.

Vários estudos sugerem que esta onda de ativação e inibição celular que percorre o córtex cerebral está por baixo dos sintomas apresentados nas enxaquecas (ou migrâneas) com auras, aquelas que são precedidas por alterações visuais (como raios, espectros e arco-íris), ou formigamentos nos membros que duram, tipicamente, minutos (de 10 a 60 minutos em geral).

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dor de cabeça

Epilepsia. Seminário. Curso de Medicina da Famema

EPILEPSIA - PRETOSeminário apresentado pelos acadêmicos Camila A.P. de Oliveira e Bruno H.M. Pizoletto na SOCINEURO para capacitação de alunos  da Famema postulantes a ingresso na SOCIDOR.

A epilepsia é um distúrbio cerebral que envolve convulsões espontâneas e repetidas.

As convulsões (“ataques”) são episódios de perturbação da função cerebral que causa alterações na atenção e no comportamento.

São causadas por sinais elétricos anormalmente excitados no cérebro.

Algumas vezes a convulsão está relacionada a uma condição temporária, como exposição às drogas, abstinência de algumas drogas, febre alta ou níveis anormais de sódio ou glicose no sangue.

Se as convulsões não se repetirem uma vez que tenha sido corrigido a causa clínica subjacente, a pessoa não tem epilepsia necessariamente.

Em outros casos, danos cerebrais permanentes ou alterações no tecido cerebral podem tornar o cérebro anormalmente excitável.

Nesses casos, as convulsões acontecem sem uma causa imediata.

Isso é epilepsia.

A epilepsia pode afetar pessoas de qualquer idade.

A epilepsia pode ser idiopática, o que significa que a causa não pode ser identificada. Essas convulsões geralmente começam entre os 5 e 20 anos, mas podem acontecer em qualquer idade. As pessoas com essa doença não têm outros problemas neurológicos, mas às vezes têm um histórico familiar de convulsões ou epilepsia.

Quando não é idiopática, a epilepsia é chamada de secundária:

  • AVC ou ataque isquêmico transitório (AIT)
  • Doenças que provocam a deterioração do cérebro
  • Demência, como a doença de Alzheimer
  • Lesão cerebral traumática
  • Infecções (incluindo abscesso cerebral, meningite, encefalite, neurosífilis e AIDS)
  • Lesões presentes antes do nascimento (defeitos cerebrais congênitos)
  • Lesões próximas ao momento do nascimento (nesse caso, as convulsões começam na primeira infância)
  • Insuficiência renal ou insuficiência hepática
  • Doenças metabólicas que as crianças podem ter desde o nascimento (como fenilcetonúria)
  • Tumores ou outras lesões estruturais do cérebro (como hematomas ou vasos sanguíneos anormais)

O Ambulatório de Cefaleia recebe encaminhamentos de usuários do SUS pelo Departamento Regional de Saúde IX do Estado de São Paulo.

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CRISE PARCIAL E GENERALIZADA