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Cefaleias Primárias. Seminário. Curso de Medicina da Famema

CEFALEIA JAPONESA 2Seminário  sobre Cefaleias Primárias apresentado pelos alunos THAILA PINE GONDEK, PAULO SIQUEIRA DO AMARAL, MAYARA BRANCO E SILVA, ISABELA FERNANDES JORGE e LEANDRO HEIDI TSUJI HONDA.

1. Introdução

De modo geral, as cefaleias estão entre os principais motivos que levam a procura de auxílio médico e tanto o seu diagnóstico, como o seu tratamento, são baseados em uma ampla abordagem clínica envolvendo conhecimentos anatômicos, fisiológicos e farmacológicos. que envolvem diferentes vias do sistema nervoso central.

O termo cefaleia primaria é utilizado quando a cefaleia  não apresenta uma causa predisponente.  É uma das grandes causas de incapacitação das atividades diárias e redução da qualidade de vida.

Existem diversos tipos de cefaleias primaria,  mas três delas merecem muita atenção pela frequência e importância na prática clínica:

• Cefaleia tensional
• Enxaqueca ou Migrânea
• Cefaleias autonômicas do trigêmeo (cefaleia em salvas é a principal representante)

2. Cefaleia Tensional

É a causa mais comum de cefaleia primaria, variando de 30-78% de prevalência em diversos estudos.

É caracterizada por um desconforto bilateral, de caráter constritivo, em faixa, com lenta progressão, oscilando em intensidade, sem a presença de náuseas ou vômitos, com duração de 30 minutos a 7 dias e são divididas de acordo com sua frequência em dois grupos:

  •  Cefaleia tensional episódica de baixa frequência
  • Cefaleia tensional episódica de alta frequência
  • Cefaleia tensional Crônica

2.1. Cefaleia Tensional de Baixa Frequência

De pouco impacto na vida social dos pacientes, esse tipo de cefaleia não é alvo de grandes atenções na prática clínica.

Seu diagnóstico é definido pela International Classification of Headache Disorders II (ICHD-II) de acordo com os critérios abaixo:

Presença de no mínimo 10 episódios/ano, ocorrendo menos de uma vez ao mês preenchendo os demais critérios.
Duração de 30 minutos a 7 dias
Apresentar no mínimo duas das características a seguir: localização bilateral; qualidade em aperto; leve a moderada intensidade; ausência de agravamento por exercícios de rotina.
Não apresentar náuseas ou vômitos e ser acompanhada de apenas fono ou fotofobia

2.2. Cefaleia Tensional de Alta Frequência

Diferentemente da cefaleia de baixa frequência, pacientes com varias crises de repetição de cefaleia tensional tendem a apresentar maior frequência.

De acordo com a ICHD-II, o diagnóstico de cefaleia tensional de alta frequência difere somente no que tange ao número de episódios sendo caracterizada por mais de 1 episódio e menos do que 15 durante um mês.

2.3. Cefaleia Tensional Crônica

Aqui o caráter incapacitante é ainda mais pronunciado e novamente a única diferença de critério é o número de crises.

Para ser definida como crônica, a cefaleia tensional precisa ocorrer mais do que 15 vezes ao mês (> 180 dias por ano).

2.4. Tratamento

O tratamento abortivo das crises agudas pode ser realizado com analgésicos simples como paracetamol, dipirona ou AINEs.

Técnicas de relaxamento, acupuntura, e uma abordagem comportamental são muitas vezes efetivas apesar de não reduzir todas as crises.

Para a prevenção de crises nos casos de cefaleia tensional episódica de alta frequência ou de cefaleia tensional crônica, os antidepressivos tricíclicos são muito eficazes.

3. Enxaqueca

É uma grande causa de incapacidade.

A OMS caracteriza a enxaqueca como a 19ª doença mais incapacitante do mundo, muito em função de sua alta prevalência e elevados custos socioeconômicos.

Atinge 15% das mulheres e 6% dos homens sendo a história familiar positiva em grande parte dos casos.

De modo geral a sua apresentação clínica se dá como uma dor unilateral, de caráter pulsátil, de intensidade moderada a severa, sendo agravada por estímulos externos bem com atividades físicas diárias e associada a outros sintomas como náuseas e ou vômitos.

Suas crises duram de 4 a 72 horas e muitas vezes fatores ambientais, de estresse ou até mesmo alterações hormonais durante o ciclo menstrual são reconhecidos como gatilhos para as crises.

O uso de contraceptivo oral pode agravar a frequência e intensidade da dor.

Para fins didáticos a migrânea ou enxaqueca pode ser dividida em dois grandes grupos: a enxaqueca com aura e a enxaqueca sem aura.

O termo aura nada mais é do que a presença de sintomas neurológicos focais que precedem em até 1 hora, ou até mesmo acompanham por algumas horas o quadro de cefaleia.

3.1. Enxaqueca sem Aura

É o subtipo mais comum de enxaqueca e também o mais relacionado à incapacidade, tem uma estrita relação com o ciclo menstrual e classificação das crises de acordo com a frequência em esporádica e crônica é bastante usual.

Seus critérios diagnósticos segundo a ICHD-II são:

5 episódios de crise preenchendo os critérios abaixo
Crises durando de 4 a 72 horas
Pelo menos 2 dos sintomas a seguir: localização unilateral; caráter pulsátil; moderada a severa intensidade; agravado ou causado por alguma atividade do cotidiano
Durante a crise um dos seguintes sintomas: náuseas e/ou vômitos e fono e fotofobia

3.2. Enxaqueca com Aura

Esse tipo de enxaqueca é acompanhado de um sintoma neurológico focal que se desenvolve gradualmente em 5-20 minutos e dura menos do que 60 minutos.

De maneira geral sua característica clínica é semelhante às crises sem aura e seu diagnostico pela ICHD-II é feito pelo preenchimento dos critérios anteriores associados a aura.

3.3. Tratamento

Para abortamento das crises agudas diversos fármacos podem ser utilizados, e variam desde AINEs associado a analgésicos, ou ainda  agonistas dos receptores serotoninérgicos como os triptanos.

Nesse ponto devemos lembrar que o uso abusivo de analgésicos pode acabar levando a outro tipo de cefaleia conhecida como cefaleia por abuso de medicamentos na tentativa de abortar a crise de enxaqueca.

Entretanto, naqueles pacientes com mais de 4 crises/ mês indica-se tratamento medicamentoso para profilaxia se torna indicado.

As drogas de escolha são os betabloqueadores como o propranolol e o atenolol, antidepressivos tricíclicos, anticonvulsivantes e bloqueadores do canal de cálcio.

4. Cefaleia em Salvas

Parte do grupo das cefaleias autonômicas do trigêmeo, e tem frequência de 0,1% da população.

Usualmente acomete pacientes entre 20-40 anos e tem maior prevalência em homens.

Clinicamente é marcada por uma intensa dor causando inquietação e tentativas desesperadas de fazer o estímulo cessar.

É unilateral, em região orbital, supraorbital e temporal com uma duração de 15 a 180 minutos caracterizada por períodos de crise que podem chegar até oito episódios diários.

Junto ao quadro sintomas como lacrimejamento, congestão nasal, rinorreia, ptose palpebral, miose podem aparecer.

A crise pode ser provocada por uso de álcool, histamina, nitroglicerina e outras substâncias.

Os critérios segundo a ICHD-II são os abaixo:

Ao menos 5 crises preenchendo os critérios abaixo
Crises severas, unilaterais, acometendo a região orbital, supraorbital e temporal com duração de 15 a 180 minutos.
Presença de pelo menos um dos demais sintomas: congestão lacrimal ou lacrimejamento; congestão nasal ou rinorreia; edema palpebral; suor facial; miose ou ptose; sensação de agitação.
Crises com frequências de uma a oito vezes ao dia

4.1 Tratamento

O tratamento da crise aguda se faz necessário para rápido alivio sintomático uma vez que a intensidade da dor é severa.

Para esse fim a inalação de oxigênio a 100% é o que se mostra mais eficaz.

O uso de sumatriptano subcutâneo pode ser usado para encurtar a crise.

Logo que feito o diagnóstico o início da terapêutica preventiva deve ser instituída, uma vez que as crises são recorrentes durante um longo período inclusive se repetindo várias vezes ao dia.

A corticoterapia com prednisona por 10 dias interrompe os ciclos de dor.

REFERÊNCIA

The International Classification of Headache disorders 2ªed. Blackwell Publishing 2004

enxaqueca- alien

Acidente Vascular Encefálico. Seminário. Curso de Medicina da Famema

Os alunos do 4º ano do curso de medicina da Famema – João Antonio Galina, Maria Fernanda Birolli, Patrícia Montes, Sarah Bortolucci e Vanessa Privato- apresentaram o tema Acidente Vascular Encefálico -epidemiologia, quadro clínico, diagnóstico pela escala NIH-National Institute of Health Stroke Scale-, exames complementares  e tratamento clínico.

Existem dois tipos de AVE: o hemorrágico, caracterizado pelo rompimento de um vaso sanguíneo que resulta no derramamento de sangue no cérebro, e o isquêmico, que se caracteriza pela interrupção da circulação de sangue em determinada área do cérebro.

Pode estar relacionado com alguns fatores, como hipertensão, diabetes, arritmias, tabagismo, o uso de álcool e drogas ilícitas, e o uso de anticoncepcionais em mulheres.

O Acidente Vascular Encefálico do tipo hemorrágico subdivide-se em:

  • Hemorragias Intracerebrais (Cerebral): hemorragia dentro do cérebro, com grande probabilidade de haver sequelas.
  • Hemorragias Subaracnóides (Meníngeo): hemorragia em volta do cérebro que leva ao rápido aumento da pressão intracraniana.

O Acidente Vascular Encefálico do tipo isquêmico subdivide-se em:

  • Trombótico: É o tipo de AVE mais frequente. Ocorre quando a interrupção na irrigação sanguínea no cérebro é causada por um trombo ou coágulo sanguíneo.
  • Embólico: Este tipo de AVE ocorre quando a falta de sangue no cérebro é causada pela presença de algum êmbolo, ar, gordura, tecido ou qualquer corpo estranho nas artérias.

Sintomas do acidente vascular encefálico

Os sintomas do acidente vascular encefálico podem ser:

  • Tontura;
  • Fraqueza muscular;
  • Perda da visão;
  • Fala enrolada;
  • Parestesia em um membro ou face;
  • crises epilépticas.

Diagnóstico

Anamnese, exame físico e exames de imagem.

Tratamento para acidente vascular encefálico

O tratamento do acidente vascular encefálico pode ser feito através do uso de medicamentos trombolíticos até 4,5 horas do início dos sintomas, antiagregante plaquetário, e medicamentos de controle das comorbidades.

Para a reabilitação do paciente é importante fazer fisioterapia para fortalecer os músculos, melhorar ventilação respiratória, estimular  a coordenação motora, e por fim reabilitar o enfermo ainda no hospital, e após a alta hospitalar.

Para ajudar o paciente a se comunicar melhor podem ser necessárias sessões de fonoaudiologia.

E por fim, a fim de se evitar outro derrame cerebral é preciso evitar o consumo de alimentos ricos em gordura, praticar exercícios regularmente, controlar a hipertensão e diabetes, e diminuir o consumo de álcool e cigarros.

O Ambulatório Neurovascular recebe encaminhamentos do Departamento Regional de Saúde IX do Estado de São Paulo.
avc- epidemiologia 2

Acidente Vascular Encefálico. Seminário. Curso de Medicina da Famema

Seminário apresentado pelos acadêmicos João Antonio Galina, Maria Fernanda Birolli, Patrícia Montes, Sarah Bortolucci e Vanessa Privato sobre Acidente Vascular Encefálico no Ambulatório  Neurovascular- Ambulatório Mario Covas.

O que é AVC?

O Acidente Vascular Cerebral (AVC) – conhecido popularmente como “derrame cerebral” – pode ser dividido em dois tipos:

  • O  Acidente Vascular Cerebral Isquêmico (AVCI), o mais comum, é causado pela falta de sangue em determinada área do cérebro, decorrente da obstrução de uma artéria.
  • O  Acidente Vascular Cerebral Hemorrágico (AVCH) é causado por sangramento devido ao rompimento de um vaso sanguíneo.

Nos dois tipos de AVC o sangue, contendo nutrientes e oxigênio, não chega a determinadas áreas do cérebro, e portanto ocorre a perda das funções dos neurônios, causando os sinais e sintomas que dependerão da região do cérebro envolvida.

O AVC atinge pessoas de todas as idades, sendo raro na infância.

É a causa mais frequente de morte e incapacidades na população adulta brasileira.

Existe outra condição chamada “Ataque Isquêmico Transitório” (AIT ou TIA) que consiste na interrupção temporária do fluxo sanguíneo, causando sinais e sintomas iguais ao AVC que, porém revertem-se espontaneamente em um curto período de tempo – 24 horas.

O ataque isquêmico transitório deve ser encarado como um aviso de que existem condições vasculares – placas – ou arritmias não diagnosticadas.

Sinais e sintomas

Os sinais e sintomas do AVC se iniciam de forma súbita e podem ser únicos ou combinados, de acordo com a lista abaixo:

  • Enfraquecimento, adormecimento ou paralisação da face, braço ou perna de um lado do corpo;
  • Alteração de visão: turvação ou perda da visão, especialmente de um olho; episódio de visão dupla;
  • Dificuldade para falar ou entender o que os outros estão falando, mesmo que sejam as frases mais simples;
  • Tontura sem causa definida, desequilíbrio, falta de coordenação no andar ou queda súbita;
  • Dores de cabeça fortes e persistentes;
  • Dificuldade para engolir

Fatores de risco para AVC

Como podemos prevenir o AVC?

Existem condições que podem aumentar o risco para o desenvolvimento de um AVC.

Hipertensão Arterial

A hipertensão arterial ou pressão alta é o principal fator de risco para o AVC, tanto isquêmico quanto hemorrágico.

Pessoas com hipertensão arterial têm chances de quatro a seis vezes maiores do que não hipertensas de terem um AVC.

Ao longo do tempo, a hipertensão leva à aterosclerose e ao enrijecimento das artérias.

Isso, por sua vez, pode levar a bloqueios ou obstruções de vasos sanguíneos e também ao enfraquecimento das paredes das artérias, o que pode resultar em ruptura.

O risco de AVC é diretamente proporcional aos níveis de pressão arterial.

Diabetes

Pacientes com diabetes têm um risco aumentado de apresentarem um AVC.

Estudos demonstraram que diabéticos apresentam um risco maior de um AVC quando comparados a não diabéticos, independente da presença de outros fatores de risco.

De uma maneira geral, o risco de AVC é cerca de duas vezes e meia maior em diabéticos do que em pacientes sem diabetes.

Altas taxas de colesterol e triglicérides

O colesterol é uma substância gordurosa encontrada em sua corrente sanguínea e nas células.

O corpo produz colesterol que é necessário para formação das membranas das células e dos hormônios.

Altas taxas de colesterol podem aumentar o risco de AVC indiretamente, aumentando o risco de doenças cardíacas que por sua vez são importantes fatores de risco para AVC.

Além disso, a formação de placas de gordura nas artérias carótidas pode causar bloqueio do fluxo de sangue para o cérebro, e assim causar um AVC isquêmico.

Tabagismo

Estudos demonstram que o tabagismo é um importante fator de risco para AVC.

A fumaça do cigarro pode produzir diversos efeitos nas artérias do cérebro levando a danos importantes.

Fumar aumenta o risco de formação de coágulos sanguíneos.

Mulheres que fumam e tomam anticoncepcionais têm um risco aumentado de AVC.

Sedentarismo

Sedentarismo é um fator de risco para doenças cardiovasculares e AVC.

Exercícios regulares e moderados ajudam a prevenir doenças cardíacas e AVC.

A atividade física também ajuda a controlar o colesterol, diabetes e a obesidade, e a pressão arterial.

Doenças cardíacas

As doenças cardíacas, principalmente a doença das artérias coronárias, têm vários fatores de riscos comuns no AVC.

Portanto, portadores de doença coronariana apresentam um risco maior de terem um AVC do que pacientes sem doença coronariana.

A fibrilação atrial aumenta o risco de AVC e sendo diagnosticada deve ser prontamente tratada.

Atendimento inicial do paciente com AVC

O acidente vascular cerebral (AVC) é uma emergência médica  e o paciente deve ser encaminhado a um hospital adequado.

O reconhecimento precoce dos sinais e sintomas, avaliação neurológica rápida e realização de um exame de imagem (tomografia) é necessário.

Após a realização do exame de imagem é possível definir se o paciente está apresentando um AVC isquêmico ou hemorrágico.

O tratamento do AVC isquêmico já utilizado em todo o mundo há vários anos pode ser realizado com medicamento trombolítico, que possui a capacidade de dissolver o coágulo sanguíneo que está entupindo a artéria cerebral, causando a isquemia.

Este tipo de medicamento pode ser administrado na veia nas primeiras 4 horas e 30 minutos do início dos sintomas.

O tratamento do AVC hemorrágico consiste na admissão precoce a uma unidade com capacidade de monitorização neurológica para adequado controle da pressão arterial e de alterações do exame neurológico. Em alguns casos é importante que seja realizada neurocirurgia, portanto o hospital que trata o paciente com AVC teve ter a capacidade de contar com avaliação rápida de um neurocirurgião.

Tanto o AVC isquêmico quanto o hemorrágico se beneficiam de um adequado e precoce controle dos níveis de glicemia e prevenção de febre.

Exames complementares como eletrocardiograma, ecocardiograma, ultrassom Doppler de carótidas, Doppler transcraniano e exames de laboratório ajudam a identificar a causa do AVC e a iniciar tratamento adequado o mais precocemente. T

Tais exames são frequentemente realizados nas primeiras 48 horas após um AVC isquêmico.

O que fazer diante da suspeita de AVC?

A identificação rápida dos sintomas é muito importante para o diagnóstico e o tratamento adequado, além de redução de incapacidades.

Cada minuto é importante, pois quanto mais tempo entre o surgimento dos sintomas e o início do tratamento adequado maior a lesão no cérebro.

O Ambulatório Neurovascular atende encaminhamentos dos usuários do Departamento Regional de Saúde IX do Estado de São Paulo.

avc- stroke demais

Milton Friedman. Um expoente do liberalismo econômico

No dia 31 de julho de 1912 nascia Milton Friedman, um dos grandes pensadores do liberalismo moderno.

Não poderia deixar passar a data em branco.

Morreu em 2006.

Friedman foi um dos maiores economistas do Século XX, e travou uma incansável batalha pela maior liberdade individual.

Seus argumentos muitos claros. A solidez de seus argumentos, raramente encontraram substitutos à altura.

Ao lado dos austríacos como Hayek e Mises são os principais  pensadores da economia moderna.

Seus dois livros mais conhecidos são Capitalism and Freedom Free to Chose.

Friedman expõe com objetividade seus pensamentos, sempre defendendo os mercados privados em vez de o planejamento central e o controle estatal.

Convencido de que a liberdade econômica era uma condição necessária para as liberdades civis e Direitos Fundamentais.

Aduzia que escopo do governo deve ser limitado, e suas funções básicas devem ser preservar a lei e a ordem, garantir contratos privados e estimular os mercados competitivos. O poder do governo deve ser disperso, sempre evitando sua centralização.

Lutou, portanto, contra a visão paternalista do Estado, lembrando que o governo não é o patrão, mas sim o empregado dos cidadãos.

O país é um somatório de indivíduos, não algo acima deles. A maior ameaça a liberdade seria a concentração de poder, o que é comum no Brasil de hoje, o Brasil da esquerda Rolex.

Friedman propôs várias ideias concretas, como o fim de subsídios agrícolas, das tarifas de importação, do controle de preços, do salário mínimo, das regulamentações detalhadas das indústrias, do serviço militar compulsório, etc.

Asseverou que no livre mercado as trocas são voluntárias, e portanto ambas as partes se beneficiam delas, sendo a cooperação a regra básica.

Em contrapartida, a intervenção estatal levaria a uma disputa entre as partes, transformando toda negociação de troca numa briga política, fomentando o conflito.

No Brasil de hoje, o Brasil  dos Esquerdopatas ou o Brasil da Esquerdofrenia, a confirmação dessa teoria lógica é visível diariamente em nosso país.

Governo centralizador e interfere na economia, e sufoca as empresas com alta carga tributária.

Milton Friedman deu uma grande contribuição também ao interpretar a crise de 1929. Os leigos culpam, sem embasamento, o livre mercado.

Friedman deixa claro a sua conclusão: “A depressão não foi produzida por uma falha da empresa privada, mas sim pela falha do governo numa área onde ele tinha sido designado como responsável”.

O mais famoso expoente da Escola de Chicago foi também conselheiro dos presidentes Nixon, Ford e Reagan.

A mídia não lembra  do aniversário de Milton Friedman.

Com certeza haverá uma comoção intestina quando vier a falecer Fidel Castro- o ditador assassino, e muitos pseudointelectuais chorarão sua morte em luto universal dos marxistas culturais.

Fidel Castro, o comunista assassino,  não conseguiria debater economia com Milton Friedman por cinco minutos.

Friedman massacraria  intelectualmente o ditador comunista.

Obrigado Professor Friedman pelos ensinamentos !

milton friedman

Nova greve dos servidores da autarquia Faculdade de Medicina de Marília e Hospital das Clínicas de Marília em 2014

Os  trabalhadores desejam a recomposição salarial 2013-2014, após o não reajuste na data base de junho de 2014.

O Complexo Famema  atende população de 62 municípios do Departamento Regional de Saúde IX do Estado de São Paulo.

No ano passado  houve greve de mais de 40 dias, e o reajuste somente ocorreu depois de audiência no TRT Campinas.

O movimento grevista é a única alternativa quando se esgotam os canais de comunicação entre empregado e empregador.

Sem luta  não há vitórias.

E a luta está ocorrendo seguindo a lei de greve – Lei 7.783/89.

A Constituição Federal, em seu artigo 9º e a Lei 7.783/89 asseguram o direito de greve a todo trabalhador, competindo-lhe a oportunidade de exercê-lo sobre os interesses que devam por meio dele defender.

A redação do artigo 9º da Constituição de 1988 dispõe que:

Art. 9º É assegurado o direito de greve, competindo aos trabalhadores decidir sobre a oportunidade de exercê-lo e sobre os interesses que devam por meio dele defender.

§ 1º – A lei definirá os serviços ou atividades essenciais e disporá sobre o atendimento das necessidades inadiáveis da comunidade.

§ 2º – Os abusos cometidos sujeitam os responsáveis às penas da lei.

A lei 7783/89 dispõe que:

Art. 1º É assegurado o direito de greve, competindo aos trabalhadores decidir sobre a oportunidade de exercê-lo e sobre os interesses que devam por meio dele defender.

Art. 2º Para os fins desta Lei, considera-se legítimo exercício do direito de greve a suspensão coletiva, temporária e pacífica, total ou parcial, de prestação pessoal de serviços a empregador.

Art. 3º Frustrada a negociação ou verificada a impossibilidade de recursos via arbitral, é facultada a cessação coletiva do trabalho.

Art. 4º Caberá à entidade sindical correspondente convocar, na forma do seu estatuto, assembleia geral que definirá as reivindicações da categoria e deliberará sobre a paralisação coletiva da prestação de serviços.

Art. 5º A entidade sindical ou comissão especialmente eleita representará os interesses dos trabalhadores nas negociações ou na Justiça do Trabalho.

Art. 6º São assegurados aos grevistas, dentre outros direitos:

I – o emprego de meios pacíficos tendentes a persuadir ou aliciar os trabalhadores a aderirem à greve;

II – a arrecadação de fundos e a livre divulgação do movimento.

§ 1º Em nenhuma hipótese, os meios adotados por empregados e empregadores poderão violar ou constranger os direitos e garantias fundamentais de outrem.

§ 2º É vedado às empresas adotar meios para constranger o empregado ao comparecimento ao trabalho, bem como capazes de frustrar a divulgação do movimento.

§ 3º As manifestações e atos de persuasão utilizados pelos grevistas não poderão impedir o acesso ao trabalho nem causar ameaça ou dano à propriedade ou pessoa.

Art. 7º Observadas as condições previstas nesta Lei, a participação em greve suspende o contrato de trabalho, devendo as relações obrigacionais, durante o período, ser regidas pelo acordo, convenção, laudo arbitral ou decisão da Justiça do Trabalho.

Art. 8º A Justiça do Trabalho, por iniciativa de qualquer das partes ou do Ministério Público do Trabalho, decidirá sobre a procedência, total ou parcial, ou improcedência das reivindicações, cumprindo ao Tribunal publicar, de imediato, o competente acórdão.

Art. 9º Durante a greve, o sindicato ou a comissão de negociação, mediante acordo com a entidade patronal ou diretamente com o empregador, manterá em atividade equipes de empregados com o propósito de assegurar os serviços cuja paralisação resultem em prejuízo irreparável, pela deterioração irreversível de bens, máquinas e equipamentos, bem como a manutenção daqueles essenciais à retomada das atividades da empresa quando da cessação do movimento.

Parágrafo único. Não havendo acordo, é assegurado ao empregador, enquanto perdurar a greve, o direito de contratar diretamente os serviços necessários a que se refere este artigo.

Art. 11. Nos serviços ou atividades essenciais, os sindicatos, os empregadores e os trabalhadores ficam obrigados, de comum acordo, a garantir, durante a greve, a prestação dos serviços indispensáveis ao atendimento das necessidades inadiáveis da comunidade.

Parágrafo único. São necessidades inadiáveis, da comunidade aquelas que, não atendidas, coloquem em perigo iminente a sobrevivência, a saúde ou a segurança da população.

Art. 12. No caso de inobservância do disposto no artigo anterior, o Poder Público assegurará a prestação dos serviços indispensáveis.

Art. 13 Na greve, em serviços ou atividades essenciais, ficam as entidades sindicais ou os trabalhadores, conforme o caso, obrigados a comunicar a decisão aos empregadores e aos usuários com antecedência mínima de 72 (setenta e duas) horas da paralisação.

Art. 14 Constitui abuso do direito de greve a inobservância das normas contidas na presente Lei, bem como a manutenção da paralisação após a celebração de acordo, convenção ou decisão da Justiça do Trabalho.

Art. 15 A responsabilidade pelos atos praticados, ilícitos ou crimes cometidos, no curso da greve, será apurada, conforme o caso, segundo a legislação trabalhista, civil ou penal.

A greve no Complexo Famema 2014 está em curso.

O Diretório Acadêmico Christiano Altenfelder (DACA) assim se  posicionou:

A greve no Complexo Famema permanecerá até que exista a deliberação pelo movimento grevista de suspender a greve.

Em defesa da recomposição salarial dos servidores da Famar e Fumes, cujas fundações  são mantidas com dotação orçamentária  pela Famema pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico.

greve geral

Cefaleias Primárias. Seminário. Curso de Medicina da Famema

cefaleia - garotinhaSeminário apresentado pelos acadêmicos: André Cardoso Campello, Cahina Odilon Gobbo da Silva, Graziella Cassador Casteluci , Fernada Wentzcovitch, Davi William Spezzamiglio do 4º ano do curso de medicina da Famema.

Cefaleias primárias são aquelas de causa desconhecida, ou seja, cuja origem não pode ser explicada por uma lesão cerebral ou alguma lesão em outro lugar do corpo.

Diferencia-se, portanto, das chamadas cefaleias secundárias, onde há uma causa identificável para a dor de cabeça.

As cefaleias primárias podem ser classificadas em:

As mais comuns são:

1. Cefaleia tensional – A forma mais comum de cefaleia primária, onde há dor em pressão ou aperto holocraniana (na cabeça toda).

Costuma ser leve, não atrapalha as atividades da vida diária, e raramente leva o paciente a procurar o médico.

2. Enxaqueca – A forma mais comum de cefaleia primária nos consultórios e pronto-socorros.

Caracteriza-se por uma dor intensa, latejante, uni ou bilateral (de um ou dos dois lados da cabeça), que atrapalha e incomoda, acompanhada de dificuldades com a luz e barulhos, além de náuseas e ou vômitos.

3. Cefaleia em Salvas – Forma rara de cefaleia primária, acomete mais homens jovens e de meia-idade.

Caracteriza-se por dor intensa, em facada, ao redor de um olho, em crises que podem vir de madrugada ou o dia todo. Pode haver lacrimejamento, rinorreia,  queda de pálpebra e olho vermelho, todos do mesmo lado da dor.

As cefaleias primárias e secundárias têm fortes implicações clínicas, uma vez que a grande maioria dos casos de cefaleias que buscam apoio médico são formadas por cefaleias primárias benignas, e cerca de 90% delas fazem parte de um pequeno grupo que inclui as enxaquecas, a cefaleia histamínica ou em salvas e a cefaleia do tipo tensional.

Em pacientes com sintomas de enxaqueca, cefaleia tensional ou com cefaleia crônica, sem sinais neurológicos anormais, que buscaram apoio médico, o percentual de achados de alguma anormalidade séria no exame de imagem variou de 0 a 0,5%.

Estudos de imagem feitos em pacientes assintomáticos e voluntários mostrou taxa de anormalidade de 0,4%.

O Ambulatório de Cefaleia- Mario Covas- atende encaminhamentos de usuários do SUS do Departamento Regional de Saúde IX do Estado de São Paulo.

dor- van Gogh