No último dia 09 de novembro aconteceu nas dependências da Faculdade de Direito do Univem o fantástico seminário sobre Direito Preventivo com a presença do Procurador do Estado de São Paulo Doutor José Corrêa Carlos para os alunos do 2º ano A – Curso de Direito do Univem.
Ex-aluno do Univem, formado em 1989, é Procurador do Estado desde 1989, ou seja, no mesmo ano de sua formatura.
Foi uma ótimo debate sobre o tema – Direito Preventivo – com todos os alunos da classe, de forma interativa, e muitas discussões foram debatidas entre o palestrante e os alunos presentes.
Melhor ainda foi rever o grande amigo, competente profissional, e sempre em defesa da ética profissional no trato das questões do direito.
A sociedade de Marília se orgulha de profissionais com esse currículo!
Aprendi muito ao ouvir atentamente a palestra, e quando houve oportunidade, os alunos perguntaram ao palestrante dúvidas pontuais.
Sucesso absoluto !
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Formato para avaliação do professor realizado de forma anônima é inconstitucional !
Ao contrário do que se possa imaginar, o formato de avaliação anônimo realizado pelas faculdades públicas de medicina para avaliar professores que trabalham na instituição é inconstitucional.
O anonimato é vedado pelo ordenamento jurídico vigente, tendo a Constituição Federal de 1988, assim se expressando sob tal tema:
Art. 5º – Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:
IV – é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato.
Não há dúvida que o formato é inconstitucional, pois avaliar um docente de forma anônima é afrontar à Constituição Federal vigente.
Não é uma normal a ser ignorada, e principalmente nas instituições públicas…
É uma norma constitucional !
Constituição Federal de 1988 – Lex Mater do Brasil .
A quem possa interessar tal avaliação anônima ferindo de morte à Constituição da República Federativa do Brasil?
Avaliar o modelo pedagógico da instituição?
Mas, não seria melhor realizar pesquisas de campo, sem expor os docentes à lesão de direitos fundamentais, como se assim expressa a Carta Magna, em seu artigo 5º, inciso XII:
XII – “é inviolável o sigilo da correspondência e das comunicações telegráficas, de dados e das comunicações telefônicas, salvo, no último caso, por ordem judicial, nas hipóteses e na forma que a lei estabelecer para fins de investigação criminal ou instrução processual penal”.
E, não menos importante, o inciso X, in verbis:
X – “são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação”.
Será que existem interesses inconfessáveis por trás dessas avaliações?
Na Polícia Civil pode se denunciar e investigar anonimamente.
Disque 181 ou o Disque Denúncia?
Apenas na Policia Civil se aceita a denúncia anônima para denunciar crimes que ocorrem na sociedade, uma exceção ao ordenamento jurídico.
Seria uma forma velada de se avaliar professores contrários ao “PBL made in Brazil” utilizando-se dos alunos como delatores dos docentes contrários ao PBL?
A quem possa interessar tal avaliação?
Fere de morte à Constituição Federal do Brasil !
Necessidade de Fórum Educacional Nacional e não devocional ao PBL made in Brazil
Fórum Institucional e não Fórum Devocional ao PBL (Problem Based Learning) !
Anos depois de implantado o modelo pedagógico em muitas faculdades de medicina no Brasil, o qual se mostra anacrônico em muitas faculdades públicas e ou privadas, visto que o modelo de ensino ocorre sem docentes em cadeiras básicas, sem laboratórios de cadeiras básicas, extinção de disciplinas básicas, e com a defesa insustentável e sofismática de que o “PBL made in Brazil” é fenomenal.
Visão ufanista dessa forma somente na Segunda Guerra Mundial…
Muitas questões precisam ser discutidas, mas frequentemente há ausência de diálogo entre os docentes da Diretoria de Graduação com docentes em cenários de ensino-aprendizagem nessas instituições de ensino, e mais grave, esses diretores e ou gestores de ensino se arvoram em uma defesa rocambolesca do modelo pedagógico de ensino no “PBL made in Brazil ou PBL à brasileira”, eivado de desvios pedagógicos importantes.
Os alunos desejam mudanças nas grades curriculares com urgência nessas faculdades, segundo relato de alunos de faculdades consultadas pelo blog, com a possibilidade de perda de qualidade de ensino nos últimos anos, como já vem acontecendo em muitas delas.
Os alunos nunca são ouvidos!
O Fórum Institucional deve rever o modelo de ensino na forma PBL…
E ser não Devocional.
Rever o ensino-aprendizagem é preciso…
Aperfeiçoar o ensino-aprendizagem é preciso !
Não ao Fórum Devocional ao “PBL made in Brazil”!
“Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina”.
Cora Coralina
Cefaleias Primárias. Seminário. Curso de Medicina na Famema
Seminário apresentando pelo acadêmico André Filipi Aragão sobre Cefaleias Primárias no Ambulatório de Cefaleias- disciplinas de Neurologia e Educação em Ciências da Saúde – Famema.
Discussão abordando alguns tipos de cefaleias, como cefaleia enxaqueca, cefaleia tensional e cefaleia em salvas, por serem as cefaleias primárias mais frequentes.
Uma revisão interessante nesta apresentação é a fisiopatogenia da enxaqueca com explicações da teoria neuronal , bem como aponta como a mesma como determinante principal da causa da dor nas crises migranosas.
Sem o conhecimento da fisiopatogenia fica extremamente difícil o tratamento adequado tanto na profilaxia como nas crises de migrânea.
Paciente com dor crônica procura o médico não só para alívio do sintoma, mas também porque a dor interfere nas suas atividades diárias, gerando restrições funcionais, sociais, familiares e emocionais.
Independentemente de seu sítio anatômico, afeta a saúde psicológica, o desempenho de responsabilidades e, ainda, reduz a confiança na própria saúde física .
A cefaleia é um sintoma extremamente frequente na população geral, chegando a ser raro encontrar um indivíduo que nunca tenha experimentado uma crise sequer de cefaleia em toda sua vida.
Estima-se que 5% a 10% da população procuram médicos intermitentemente devido à cefaleia .
As cefaleias segundo sua etiologia podem ser classificadas em primárias e secundárias.
As cefaleias primárias são as que ocorrem sem etiologia demonstrável pelos exames clínicos ou laboratoriais usuais.
As principais são a enxaqueca, também conhecida como migrânea, a cefaleia do tipo tensional e a cefaleia em salvas.
As cefaleias secundárias são as provocadas por doenças.
Nestes casos, a dor seria consequência de uma doença clínica ou neurológica.
Citam-se como exemplo, as cefaleias associadas às infecções sistêmicas, disfunções endócrinas, intoxicações, meningites, encefalites, hemorragia cerebral, lesões expansivas etc.
É de extrema importância a distinção entre esses dois tipos de cefaleia — primária ou secundária —, pois enquanto as primeiras interferem na qualidade de vida, por serem crônicas, as segundas podem ter complicações graves e mesmo fatais, na dependência da etiologia da doença causadora da cefaleia.
Lutemos por uma Saúde Pública com qualidade !
Ensino pedagógico ou Sofisma pedagógico nas faculdades que adotaram o PBL made in Brazil? Eis a questão!
Diretores de Graduação ao arrepio do bom senso, e sem nenhuma concepção de que toda mudança deve ser feita por toda a comunidade de docentes na implantação do modelo, implantaram o PBL (Problema Based Learning) ou ABP (Aprendizagem Baseada em Problemas) no modelo de gestão verticalizado, ou seja, de cima para baixo.
O modelo em total falta de compromisso com o ensino, substituiu o ensino em salas de aulas, extinguiu os laboratórios de fisiologia, farmacologia, imunologia, parasitologia, microbiologia, patologia, histologia, e ainda por fim, extingue os Departamentos de Clínica Médica, Clínica Cirúrgica, Ginecologia e Obstetrícia, e Pediatria.
Os laboratórios de anatomia nessas faculdades existem, mas com apenas um docente!
Como aluno passei em todos esses Departamentos de Medicina, e noto a ausência nos dias atuais das memoráveis discussões clínicas, reuniões clínicas, apresentação de seminários, visitas às enfermarias, etc.
Outrossim, os Departamentos de Medicina foram extintos nessas faculdades, pois eram constituídos de docentes contrários ao “PBL made in Brasil”, puro e utópico, como se apresenta no presente momento nas faculdades de medicina do Brasil ou seja, o professor não ensina, e o aluno deve fazer a busca de seus conhecimentos.
Esse é o lema do “PBL made in Brazil”.
Nada contra o PBL.
Muito interessante em tornar o aluno ativo no processo ensino-aprendizagem, como em pesquisas, leituras críticas de artigos científicos, análise crítica dos indicadores de saúde do nosso país, etc.
Mas, a ausência de aulas de anatomia, fisiologia, parasitologia, bioquímica, histologia, farmacologia, patologia, imunologia torna o curso sem ensino necessário de temas importantes e necessários na grade curricular.
Mas, o PBL isoladamente, como é aplicado em faculdades de medicina, pública e ou privada, é muito distante daquilo que se possa esperar de eficaz no ensino de um curso de medicina, pois a falta de conteúdos temáticos não oferecidos pela instituição em muitas delas pode tornar o aluno sem conteúdos mínimos necessários à formação médica.
Uma reflexão precisa ser feita…
Existem bombeiros, mecânicos de automóveis, pilotos de avião, atletas em nível de competição sem treinamentos específicos e domínio das técnicas a serem utilizadas nos cenários da vida profissional ?
Existem?
Resposta simples – não!
Pois bem..
Como formar médicos sem aulas práticas em laboratórios, sem conteúdos temáticos mínimos para a boa prática médica, sem professores da instituição (e não “professores colaboradores” da rede de atenção básica como ocorre no presente momento) supervisionando os alunos em estágios dessas faculdades.
A vida é um bem indisponível, e não se pode formar médicos sem conhecimento mínimo para o exercício profissional.
A competência só ocorre em cada ato do profissional médico, quando se exige do mesmo a aquisição de sólidos conhecimentos de medicina, de habilidade psicomotora, e de relação interpessoal.
Relação interpessoal adequada é ser ético, e não ser omisso, negligente e imprudente na vida profissional do médico.
Nada contra o ensino do PBL em alguns cenários de ensino-aprendizagem, mas o PBL aplicado e implementado em muitas faculdades de medicina não se pode aceitar.
É anacrônico.
A ferramenta de ensino transformou- se em filosofia de ensino, e não em ferramenta pedagógica.

Assim, é que toda discussão em estágio com alunos, as apostilas do Med Curso são sacadas de suas mochilas, e apresentadas como ponto de partida da discussão.
Essa é a realidade…
Nua e crua.
É certo que os docentes mais antigos estão sendo substituídos por “facilitadores de ensino”, e , ainda, acabam perdendo espaços na instituição pelos “professores colaboradores”, sem Residência Médica, e que trabalham em USF, sem especialização médica, e se tornaram da noite para o dia os docentes que ministram “PBL made in Brazil”.
É surreal…
Anacrônico…
Sofismático!
Para os admiradores do modelo vigente, logo se pode esperar uma promoção – uma coordenação de curso-, visto que os coordenadores não são escolhidos pelos seus pares, e possivelmente uma indicação política na cadeira da Diretoria de Graduação, Coordenação de Enfermagem, Coordenação de Medicina pelo padrão communis opinio,
Que alunos lutem pelas melhorias nas instituições de ensino, pois caso contrário maiores decepções no ensino poderão surgir em futuro próximo.
Que se possa oferecer auxílio estudantil para alunos que estão em dificuldades financeiras em valores oferecidos por outras universidades estaduais.
Nosso apoio aos docentes que ousam discordar do “PBL made in Brazil”,
Não queremos passar por professores omissos (politicamente corretos com o “Super Pedagogo ou Pedagogo Mor”, embora nunca fossem orientados para a docência em oficinas pedagógicas regulares ao longo dos semestres concomitantes ao ensino da graduação).
Antes, a cidadania, a ética, e o prazer de ensinar.
E não fingir ser simpatizante do atual modelo pedagógico com interesses inconfessáveis.
Não ao estelionato pedagógico!
Não ao sofisma pedagógico!
Lembro-me de algumas cenas do naufrágio do Titanic, retratadas com muita emoção no filme de James Cameron, estrelado por Leonardo Di Caprio e Kate Winslet: o navio-gigante, afundando aos poucos, depois de ter batido em um iceberg, salvando-se alguns poucos que, em botes, ousaram enfrentar o mar gélido e congelante.
Em defesa de ensino com qualidade !
“Há tantos burros mandando em homens de inteligência, que, às vezes, fico pensando que a burrice é uma ciência”.
Rui Barbosa
Novas instalações da Secretaria Geral e Unidade de Educação da Famema
Dia 31 de outubro de 2011 foram inauguradas as novas instalações da Unidade Educacional e Secretaria Geral da Faculdade de Medicina de Marilia (Famema), onde funcionava a sede da Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL).
As diretorias anteriores da Famema nunca se preocuparam com a infraestrutura no ensino e assistência, e praticamente todas as atividades acadêmicas ocorrem em prédios alugados, o que aumenta o custo sensivelmente do orçamento anual da instituição, incluindo salários de docentes, servidores técnico-administrativos e todo o complexo hospitalar – HC I, HC II e HC III.
Em defesa do ensino superior com qualidade nas faculdades de medicina do Brasil !





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