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Leonardo Medeiros – Título de Especialista de Neurologia pela Academia Brasileira de Neurologia

O médico Leonardo Medeiros, ex-residente de Neurologia da Faculdade de Medicina de Marília,  obteve o título de especialista conferido pela Associação Médica Brasileira- Academia Brasileira de Neurologia no ano de 2011.

Médico estudioso, responsável, e ético no trato com eus pares merece de toda a disciplina de Educação em Ciências da Saúde- Famema – sinceros votos  de congratulações pela conquista desse título.

Tive a oportunidade de ser convidado pelo doutor Leonardo Medeiros para se criar o Ambulatório de Cefaleia, juntamente com a  doutora Maria Eugenia Siemannn,  no Ambulatório Mario Covas, por ser integrante da disciplina Educação em Ciências da Saúde.

Hoje o ambulatório de Cefaleia, instalado  nas dependência do Ambulatório Mario Covas, atende encaminhamentos do Departamento Regional de Saúde IX do Estado de São Paulo, composto por 62 municípios.

Sucesso ao doutor Medeiros !

Parabéns pela obtenção do Título de Especialista em Neurologia !

A qualidade do ensino na Famema é questionada pelos alunos do curso de medicina e enfermagem!

Alunos  da faculdade  de medicina de Marília – Famema – reivindicam por melhorias na estrutura da instituição, a qual é hoje desenvolvida no Carmelo, como salas de  aulas, contratação de professores para supervisionar alunos na rede básica, aulas magnas na disciplinas básicas,  e a construção de um restaurante universitário para os alunos do curso de medicina e enfermagem.

O modelo Aprendizagem Baseada em Problemas (ABP), ou PBL (Problem Based Learning)  implantado nos anos 90 na Famema,  entrou em profundo questionamento pelos alunos da instituição, que não têm mais aulas magnas nas disciplinas básicas: anatomia, fisiologia, farmacologia, parasitologia, microbiologia, bioquímica, imunologia e patologia. FAMEMA - MOVIMENTO DESCASO COM A EDUCAÇÃO

Os alunos alegam que  chegam aos ambulatórios de especialidades completamente inseguros, temerosos no atendimento pela falta de conteúdos teóricos na graduação.

É o PBL da Famema associado à metodologia problematizadora .

Alunos insatisfeitos na manifestação nas dependências do Carmelo.

famema- raízesO PBL da Famema segundo relatam os alunos presentes nas dependências do Carmelo provoca uma síndrome dos 3 D: desinformam, dissimulam e desconversam.

Ao final do  ano letivo do 4º ano do curso de medicina, em atividades no ambulatório, alunos relatam que se cansaram de  promessas do “aprender a aprender” e “sucessivas aproximações”.

Segundo os alunos afirmaram,  é que os tais defensores do PBL,  “posam de sabichões de pedagogia, contudo  não são pedagogos, ou não fizeram o curso de pedagogia , e não querem se comprometer em ensinar o aluno”.pbl- logo da famema

Líderes do movimentos estudantil afirmam que há sucateamento do ensino com ares de pedagogia de vanguarda.

Afirmaram os alunos que “dinheiro público não pode ser malversado sob a égide que nosso ensino na Famema é  excelente, pois a realidade é outra”.

famema- pbl em garçaA sociedade paga pesados impostos,  e  espera um ensino de excelência em faculdade pública, e não filosofia de ensino travestida de pedagogia de vanguarda.

O alunos reivindicam  melhorias na instituição depois que a Diretoria da Graduação da Famema publicou e enviou ao DACA (Diretório Acadêmico Christiano Altenfelder)  sua resposta final em relação ao movimento reivindicatório de melhorias na graduação. 

O ensino é questionado na instituição, e os alunos buscam em cursos auxiliares suprir a deficiência de conteúdos temáticos ausentes na Famema: Med Curso e SJT.med curso - 5 estrelas

O blog entende ser legítima a manifestação dos alunos por melhorias no ensino e pelo amadurecimento demonstrado nas reivindicações, e por serem  futuros profissionais de saúde,  merecem respeito primeiramente  como cidadãos brasileiros que almejam um ensino de qualidade.

famema- acervo histórico

“Não devemos transformar a mediocridade em valor de vida”.

Lauro de Oliveira Lima

Epilepsia. Seminário. Curso de medicina da Famema

Seminário apresentado pela aluna do  4º do curso de medicina da Famema – Eliana Mendes – no Ambulatório Mario Covas- Ambulatório de Cefaleia- disciplinas  Neurologia e Educação em Ciências da Saúde sobre Epilepsia  abordando as crises epilépticas, classificação das crises, e sinais e sintomas dos tipos de  crises que podem se apresentar no curso da Epilepsia.

O conhecimento das crises convulsivas é fundamental para a escolha correta dos anticonvulsivantes, pois existem vários mecanismos diferentes nesse fármacos, e o entendimento dos mesmos proporciona melhor resultado terapêutico.

A classificação dos tipos de crises convulsivas deve ser compreendida pelos alunos do curso de medicina, bem como a epilepsia durante o curso médico.

Epilepsia

Definição:

É uma alteração temporária e reversível do funcionamento do cérebro, que não tenha sido causada por febre, drogas ou distúrbios metabólicos e se expressa por crises epilépticas repetidas e frequentes.

Causas:

A causa pode ser uma lesão no cérebro, decorrente de uma forte pancada na cabeça, uma infecção (meningite, por exemplo), neurocisticercose, abuso de bebidas alcoólicas, de drogas, hipóxia no momento do parto, etc.

Sintomas:

As crises epilépticas podem se manifestar de diferentes maneiras:

A crise convulsiva é a forma mais conhecida pelas pessoas,  e é identificada como “ataque epiléptico”. Nesse tipo de crise a pessoa pode cair ao chão, apresentar contrações musculares em todo o corpo, mordedura da língua, salivação intensa, respiração ofegante e, às vezes, eliminação de urina.

A crise do tipo “ausência” é conhecida como “desligamentos”. A pessoa fica com o olhar fixo, perde contato com o meio por alguns segundos. Por ser de curtíssima duração, e muitas vezes não é percebida pelos familiares e/ou professores do aluno.

Há um tipo de crise que se manifesta como se a pessoas estivesse “alerta” mas não tem controle de seus atos, fazendo movimentos automaticamente. Durante esses movimentos automáticos involuntários, a pessoa pode ficar mastigando, falando de modo incompreensível ou andando sem direção definida. Em geral, a pessoa não se recorda do que aconteceu quando a crise termina. Esta é chamada de crise parcial  complexa.

Existem outros tipos de crises que podem provocar quedas ao solo sem nenhum movimento ou contrações ou, então, ter percepções visuais ou auditivas estranhas ou, ainda, alterações transitórias da memória

Tratamento:

O tratamento das epilepsias é feito através de medicamentos que evitam as descargas elétricas cerebrais anormais, que são a origem das crises epilépticas.

Acredita-se que pelo menos 25% dos pacientes com epilepsia no Brasil são portadores em estágios mais graves, ou seja, com necessidade do uso de medicamentos por toda a vida, sendo as crises frequentemente incontroláveis, e então candidatos a intervenção cirúrgica.

No Brasil já existem centros de tratamento cirúrgico aprovados pelo Ministério da Saúde.

Como proceder durante as crises:

– coloque a pessoa deitada de costas, em lugar confortável, retirando de perto objetos com que ela possa se machucar, como pulseiras, relógios, óculos;
– introduza um pedaço de pano ou um lenço entre os dentes para evitar mordidas na língua;
– levante o queixo para facilitar a passagem de ar;
– afrouxe as roupas;
– caso a pessoa esteja babando, mantenha-a deitada com a cabeça voltada para o lado, evitando que ela se sufoque com a própria saliva;
– quando a crise passar, deixe a pessoa descansar;
– verifique se existe pulseira, medalha ou outra identificação médica de emergência que possa sugerir a causa da crise;
– nunca segure a pessoa (deixe-a debater-se);
– não dê tapas;
– não jogue água sobre ela.

Lutemos por uma Saúde Pública com qualidade !

Alunos não comparecem a reunião agendada pela Diretoria de Graduação da Famema

ausênciaA situação na Famema se agrava, e os alunos desejam  investimento na infraestrutura da faculdade, e contratação de mais professores, e rediscussão do atual modelo de ensino-aprendizagem.

E por fim, não querem mais o estágio na cidade de Garça para o 4º ano do curso de medicina.

O Jornal Correio Mariliense noticiou a ausência da presença dos alunos à reunião com a Diretoria Geral da Famema.

figura - correio mariliense- boicote a reunião

Os alunos aguardam as reivindicações  propostas pelo DACA -Diretório Acadêmico Christiano Altenfelder – para a  discussão do atual modelo  de ensino-aprendizagem do PBL da Famema, o qual transfere toda a responsabilidade do  “aprender a aprender” para os alunos.

Solicitam, outrossim,  rediscussão das avaliações feitas pelos docentes, como inserções de provas, por exemplo, ao longo do bimestre, e  revisão dos conceitos subjetivos de avaliação exarados nos formatos F3, tanto na UPP- Unidade de Prática Profissional (preenchido por médicos da Prefeitura do Município de Marília e Garça] e nas tutorias.

Alunos exigem mudanças e melhorias no atual modelo de ensino !

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Doença de Parkinson. Seminário. Curso de Medicina da Famema

doena de parkinson- bengalaSeminário apresentando pela aluna do 4º do curso – Daniella Y. Tsuji Honda –  Faculdade de Medicina de Marília-  Ambulatório de Cefaleia-  disciplinas Neurologia e Educação em Ciências da Saúde abordando a Doença de Parkinson.

A Doença de Parkinson é muito prevalente nos idosos, e seu manejo clínico é necessário por clínicos gerais, neurologistas e geriatras.

A população brasileira será em 2020, segundo pesquisas da Organização Mundial de Saúde, de 20 milhões de idosos, e com isso mais doentes com a Doença de Parkinson estarão em atendimento pelo SUS.

Os alunos de medicina de hoje precisam se preparar para o atendimento de futuros doentes  que surgirão com o envelhecimento da população brasileira.

E claro, além da doença, existe a necessidade de abordagem multiprofissional do doente com a Doença de Parkinson.

Descrita primeiramente por James Parkinson em  “An Essay on the Shaking Pulse” (1817), a Doença de Parkinson é um dos distúrbios do movimento que mais acomete os idosos.

É caracterizada por quatro sinais essenciais: rigidez, tremor, bradicinesia, e instabilidade postural. Há também comprometimento cognitivo que, aliado ao distúrbio motor, gera incapacidade comparável aos acidentes vasculares cerebrais.

A Doença de Parkinson é um desequilíbrio do sistema nervoso central que afeta milhares de pessoas.

Porque não é contagioso e não tem que ser relatado por médicos, a incidência da doença é frequentemente subestimada.

A Doença de Parkinson pode aparecer em qualquer idade, mas é pouco comum nas pessoas com idade inferior a 30 anos, o risco de desenvolvê-la aumenta com a idade.

Ocorre em todas as partes do mundo, e os homens são ligeiramente mais afetados do que mulheres.

1 – Epidemiologia

A prevalência da Doença de Parkinson é estimada em cerca de 85 a 187 casos por 100.000 habitantes. A faixa etária mais acometida situa-se entre os 50 e 70 anos, com o pico aos 60 anos. A incidência em homens é ligeiramente maior que em mulheres (3:2).

No entanto, pacientes com idade inferior a 40 anos ou mesmo 21 anos também podem ser acometidos pela moléstia. No primeiro caso fala-se em parkinsonismo de início precoce e no segundo fala-se em parkinsonismo juvenil.

2 – Etiopatogenia

O quadro anátomo-patológico na Doença de Parkinson é amplo.  Os corpos de Lewy são considerados a principal característica patológica, podendo ser encontrados em outras doenças degenerativas ou mesmo em indivíduos assintomáticos. Tais corpos são inclusões citoplasmáticas eosinofílicas constituídas por várias estruturas de natureza proteica encontradas em áreas de degeneração celular, podendo ser consideradas como marcadores de perda neuronal.

Diversas hipóteses tem sido propostas para explicar a origem da patologia. Para cada uma delas há pontos a favor e pontos contrários, de modo que se pode pensar que a origem da doença se deva a uma combinação de, talvez, destes fatores aliados a outros que possam vir a ser descobertos.

Atualmente há cinco linhas de raciocínio de maior interesse no que se refere a etiologia:

  • Ação de neurotoxinas ambientais.
  • Produção de radicais livres.
  • Anormalidades mitocondriais.
  • Predisposição genética.
  • Envelhecimento cerebral.

Lutemos por uma Saúde Pública com qualidade !

doença de parkison 3

Diretório Acadêmico Christiano Altenfelder recebe apoio do Diretório Acadêmico da Unicamp

moção de apoioA Direção Geral da  Faculdade de Medicina de Marília (Famema), após movimento estudantil que foi deflagrado em Assembleia Geral dos Estudantes ocorrida no dia 03 de outubro – movimento idealizado pelo Diretório Acadêmico Christiano  Altenfelder (DACA)- ainda não se manifestou com alguma posição oficial às reivindicações dos alunos.

Os alunos solicitam melhorias, tais como contratação de professores nas cadeiras básicas,  construção de refeitório universitário, construção de salas de aulas e melhora na qualidade do ensino superior, pois os alunos do curso de medicina questionam o atual modelo PBL, sem aulas  e ou laboratórios nas cadeiras básicas: anatomia, histologia, fisiologia, bioquímica, imunologia, microbiologia, farmacologia,  parasitologia e  patologia.

O movimento foi deflagrado no dia 04 de outubro, e após reunião com a Diretoria de Graduação no dia 03 de outubro, houve consenso de se esperar 15 dias para se aguardar as exigências  apontadas na Assembleia Geral do Daca com os alunos da Famema.

O movimento com enorme adesão dos alunos da Faculdade de Medicina de Marília (Famema), foi amplamente divulgado pelo Jornal o Estado de São Paulo.

Em Marília, os alunos fizeram grande manifestação exigindo resolução dos problemas que ocorrem na graduação, tais como rediscutir o  atual modelo de ensino:  o PBL (Problem Based Learning), ou ABP (Aprendizagem Baseada em Problemas).

O PBL, que é na verdade,  mais  uma  modelo pedagógico de ensino, e não o fim em si mesmo, é aplicado na Famema sem o necessário cuidado em se oferecer os conteúdos teóricos mínimos durante o curso de graduação de medicina, e por tal motivo obriga os alunos a procurarem durante a graduação a realização de “cursos preparatórios” como  Med Curso, SJT e outros, se quiserem entrar em Residência Médicas pelo país.

O descaso ao longo dos últimos meses com os alunos da 4º ano do curso de medicina, os quais devem se deslocar a cidade de Garça para realizarem estágio com “professores colaboradores” em USF , provocou muita revolta entre os alunos, embora os alunos tenham solicitado em reunião, acontecida no final do primeiro semestre, que essa situação fosse mudada pela Coordenadoria do Curso de Medicina da Famema.

Final do primeiro semestre, e quase ao final do segundo semestre,  nada mudou na instituição, segundo relatam os alunos, e diante de tais fatos, os alunos lutam por implemento de mudanças já, sob pena de greve  nos próximos dias.

O DACA reivindica que a faculdade de medicina volte a ter aulas magnas com conteúdos teóricos ao longo do curso, e não apenas o modelo pedagógico PBL, e a necessidade de rediscussão dos critérios de avaliação, a qual é feita hoje na instituição por meio de currículo de competência,  e ainda por meio de conceitos satisfatório e ou insatisfatório em conceito subjetivo emitido por docente ou docentes.

As aulas podem e devem ser dadas sim, e desenvolvidas em diversos cenários, tais como, Unidades Básicas de Saúde, em Unidades de Saúde da Família, em laboratórios de ensino, e em ambulatórios de especialidades, com aquisição de conceitos teóricos em atividades práticas para efetividade do aprendizado.

Os alunos relatam que esperam  futura encampação da Famema pela Unesp, Unicamp ou USP, e que almejam o equilíbrio com a utilização de  ferramentas e modelos pedagógico à instituição, mesclando aulas magnas, rediscussão do PBL na instituição, e criação de laboratórios de ensino-apredizagem.

O  DACA recebeu apoio do Diretório Acadêmico da  Faculdade de Medicina da Unicamp – Adolto Lutz  por meio de moção de  apoio ao movimento dos alunos em suas reivindicações que se fazem pertinentes e necessárias na Famema.

Um movimento estudantil jamais visto na Famema.

Alunos querem rediscutir o modelo de ensino:

“O PBL made in Brasil” !

Não ao sucateamento da educação em ensino superior com recursos públicos.

A sociedade brasileira não merece!Em defesa de ensino superior com qualidade  !

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