Arquivo da categoria: Neurologia

Classificação Internacional das Cefaleias 2004. Seminário. Curso de Medicina da Famema

cefaleia - cranio vermelhoSeminário apresentado pelas alunas Cínthia Delbem Albino e Caroline Alberghini sobre a classificação das cefaleias, tendo por base a Classificação Internacional de Cefaleias de 2004.

A cefaleia é um sintoma, e além disso, o mais importante,  pode ser uma doença como Cefaleia Tensional,  Migrânea ou Enxaqueca, Cefaleia em Salvas, etc.

A classificação é muito importante para se uniformizar condutas entre pesquisadores, pois sem a mesma, poder-se-ia realizar condutas em tipos de cefaleia diferentes,  e isso acabaria confundindo os resultados terapêuticos.

Com o diagnóstico do tipo de cefaleia primária e ou secundária pode-se ter o tratamento eficaz.

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classficação internacional da cefaleia- segunda edição

Acidente Vascular Encefálico. Seminário. Curso de Medicina da Famema

avc- verdeSeminário apresentado pelas alunas  Bruna Bueno da Silva e Giovana Anelli Pinotti – 4º ano do curso de medicina – Ambulatório Neurovascular- disciplinas Neurologia e Educação em Ciências da Saúde- Famema abordando epidemiologia, quadro clínico, semiologia e tratamento clínico do Acidente Vascular Encefálico.

O Acidente Vascular Cerebral é importante causa de mortalidade, e já tem superado as causas cardiovasculares em mortalidade.

O AVC resulta da restrição de irrigação sanguínea ao cérebro, causando lesão celular e danos nas funções neurológicas.

As causas mais comuns são os trombos, o embolismo e a hemorragia.

A definição de Acidente Vascular Cerebral (AVC) do Dicionário Médico é uma manifestação, muitas vezes súbita, de insuficiência vascular do cérebro de origem arterial: espasmo, isquemia, hemorragia, trombose

O AVC é uma ameaça à qualidade de vida na velhice não só pela sua elevada incidência e mortalidade, mas também pela alta morbidade que causa, implantando-se frequentemente em pessoas já com problemas físicos e/ou mentais

Os principais fatores de risco para a manifestação de um AVC são: a idade, a patologia cardíaca, a diabetes mellitus, aterosclerose, hereditariedade, raça, contraceptivos orais, antecedentes de acidentes isquémicos transitórios (AIT) ou de acidentes vasculares cerebrais, hipertensão arterial, dislipidémia, sedentarismo, elevada taxa de colesterol e predisposição genética .

Tipos de AVC

A determinação do tipo de AVC depende do mecanismo que o originou.

Sendo assim, existem dois tipos de AVC, que se apresentam como o AVC isquêmico e o AVC hemorrágico, que por sua vez apresentam alguns subtipos.

Tipos de AVC Subtipos de AVC
Isquêmico Lacunar
Trombótico
Embólico
Hemorrágico Cerebral (Intracerebral)
Meníngeo (Subaracnóide)

 

Somente com a introdução de terapia trombolítica em até 4,5 horas do início dos sintomas, é que se pode mudar a evolução natural do AVC, bem como prevenir suas sequelas.

A Unidade de AVC deve estar presente em todos os grandes centros médicos, mas infelizmente no Hospital das Clínicas de Marília – Famema ainda não é uma realidade presente os nos próximos anos pelo desinteresse da Diretoria Geral da Famema.

É um sonho para todo neurologista trabalhar em uma Unidade de AVC.

Lutemos por  Saúde Pública com qualidade !

Lutemos por uma Famema melhor !

rede brasil avc

Acidente Vascular Encefálico. Seminário. Curso de Medicina da Famema

avc- amareloSeminário apresentado pelos  alunos  do 4º ano do curso de medicina Andréa Mansinho e Sinval  Carrijo – Ambulatório Neurovascular- disciplinas Neurologia e Educação em Ciências da Saúde – Famema sobre o Acidente Vascular Encefálico.

O Acidente Vascular Encefálico  é importante causa de mortalidade, e uma das patologias que mais contribui para as perdas laborais definitivas junto ao INSS  (Instituto Nacional do Seguro Social) pelas inúmeras sequelas que produz.

A hipertensão arterial, o diabetes mellitus, a hipercolesterolemia e o tabagismo são os principais determinantes do AVC.

Sedentarismo e alcoolismo são outras variáveis determinantes de AVC.

Somente controle satisfatório dos níveis pressóricos, melhor controle da glicemia, redução dos níveis de colesterol e ausência do  hábito de fumar podem reduzir a incidência dessa patologia tão incapacitante.

O AVC pode ser evitado ou minimizado com  Políticas Públicas de Saúde eficazes, e o Ministério da Saúde tem contribuído ao implementar na rede básica de saúde programas para controle da hipertensão arterial e diabetes, com incremento no repasse de verbas aos municípios engajados na luta contra essas patologias.

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) é obrigado a fornecer perna mecânica, braço mecânico, cadeiras de rodas, muletas e outros tipos de próteses, órteses e demais aparelhos ortopédicos para os segurados e dependentes.

Essas próteses e órteses estão previstas na Lei 8.213/91, nos artigos 89 e 90, bem como no Decreto 3048/99 .

A Lei de Benefícios da Previdência Social e o Regulamento da Previdência Social preveem que o benefício é devido em caráter obrigatório, inclusive aos aposentados e para habilitá-los ou reabilitá-los não apenas profissionalmente, mas também socialmente.

Muitos que ingressam na Justiça para obtenção de próteses ou órteses, ao invés de solicitarem ao INSS, pedem para o Sistema Único de Saúde (SUS), cuja rede rede pública é gerida pelo Município, Estado e/ou União.

Ressalta-se que além dos benefícios pagos em dinheiro, o INSS também é obrigado a prestar alguns tipos de serviços para os segurados e seus dependentes.

Um desses serviços é a habilitação e a reabilitação profissional, que consiste numa espécie de (re) inserção profissional e social dos segurados e seus dependentes, vitimados por alguma lesão ou sequela.

Dentro dessa linha de serviços está o fornecimento de próteses e órteses.

A prótese substitui uma parte do corpo por uma peça artificial. Ex.: perna mecânica, braço mecânico etc.

Órtese é um apoio ou dispositivo externo aplicado ao corpo para modificar os aspectos funcionais ou estruturais do sistema neuro-musculo-esquelético para obtenção de alguma vantagem mecânica ou ortopédica.

São aparelhos ou dispositivos ortopédicos de uso provisório ou não, destinados a alinhar, prevenir ou corrigir deformidades ou melhorar a função das partes móveis do corpo. São exemplos de órteses: muletas, andadores, cadeiras de rodas, palmilha ortopédica, tutores, joelheiras, coletes, munhequeiras etc.

A principal diferença entre uma órtese e uma prótese reside no fato da órtese não substituir o orgão ou membro incapacitado.

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avc- samu

Semiologia Neurológica aplicada a um caso clínico. Seminário. Curso de Medicina da Famema

semiologia - nuvem de palavrasSeminário de Semiologia Neurológica  apresentado ao final do estágio da cidade de Garça – USF Araceli com os alunos do 4º ano do curso de medicina da Famema – Amanda de G. Pettersen, Bruna G. Cascaldi e Cássio G. P.  Júnior.

Trata-se da aplicação da semiologia neurológica aplicada a um caso clínico com imagens das principais vias aferentes e eferentes, semiotécnica dos nervos cranianos e do cerebelo.

O caso clínico é de uma perda súbita de força muscular, achados semiológicos  da Síndrome do Neurônio Motor Superior, e ao final da apresentação clínica, a discussão do uso de trombolíticos ou não para o caso clínico em tela.

O trombolítico Alteplase é uma excelente medicação para evitar a evolução do AVC, e possíveis sequelas.

Deve ser aplicado até 4,5 horas do início dos sintomas de AVC.

O acidente vascular cerebral isquêmico (AVCI) é uma das mais importantes causas de mortalidade e morbidade em todo o mundo.

A atual disponibilidade de métodos mecânicos e farmacológicos para o restabelecimento do fluxo sanguíneo cerebral em uma artéria obstruída tem possibilitado a mudança da historia natural do AVCI.

A trombólise endovenosa com rt-PA é atualmente a terapêutica mais estudada e com maior evidência de benefício em promover recanalização arterial.

Entretanto, uma importante limitação da trombólise endovenosa é a necessidade de seu uso dentro de uma janela temporal de 4,5 horas após o início dos sintomas, um dos motivos pelos quais outras estratégias foram desenvolvidas.

Trombólise intra-arterial isolada ou combinada à endovenosa até 6 horas, métodos endovasculares como angioplastia e colocação de stent são outros métodos eficazes já incorporados em Centros de Neurologia avançados.

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caso clinico - quadrado

Fisiopatogenia, tratamento da crise e profilaxia da enxaqueca. Seminário. Curso de Medicina da Famema

enxaqueca - logoSeminário apresentado nas dependências do Ambulatório de Cefaleia- pelos alunos Júlio Augusto Trindade Pio e Wilson Ceccarelli Neto- 4º ano do curso de medicina da Famema- disciplinas Neurologia e Educação em Ciências da Saúde.

Abordada a fisiopatogenia da enxaqueca, bem como o tratamento da crise enxaquecosa e da profilaxia com os principais fármacos indicados pela medicina baseada em evidências.

A fisiopatogenia da enxaqueca tem sido a cada ano mais compreendida, e sendo assim melhor a possibilidade de escolha de fármacos adequados para o tratamento da crise enxaquecosa, e da profilaxia da enxaqueca.

A enxaqueca é uma doença crônica caracterizada por crises de dor de cabeça autolimitada devido a uma disfunção transitória do cérebro.

Os sintomas da enxaqueca são de dor de cabeça geralmente do tipo pulsátil, latejante; tipicamente em um lado da cabeça, acompanhada de náusea, às vezes vômitos, e sensibilidade à luz e sons.

É uma das cefaleias mais comuns na população geral, presente de 10 a 20% dos indivíduos.

É uma das cefaleias mais incapacitantes, responsável por uma média de quatro dias de trabalho perdidos por ano nas pessoas acometidas.

Existem modernos tratamentos para enxaqueca que levam a um ótimo controle da doença, bem como rápido alívio das crises de enxaqueca.

A mudança do hábito alimentar é indispensável, tais como, evitar chocolates, queijo, vinho tinto, uso excessivo de café, bebidas alcoólicas e comidas com glutamato ( japonesa ou chinesa).

O Ambulatório de Cefaleia recebe encaminhamentos do Departamento Regional de Saúde IX do Estado de São Paulo.

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enxaqueca - martelo

Fármacos usados no tratamento da Epilepsia. Seminário. Curso de Medicina da Famema

medicamentos 9Seminário apresentado pela aluna Nathalia Mendes da Silva- 4º ano do curso de medicina da Famema- Ambulatório de Cefaleia- disciplinas Neurologia e Educação em  Ciências da Saúde-   abordando fármacos usados no tratamento da epilepsia .

A compreensão dos  mecanismos de ação dos fármacos é de vital importância  para o tratamento da Epilepsia Primária ou Secundária.

Sem o manejo adequado dos fármacos há pouca probabilidade de que haja sucesso no tratamento, principalmente quando houver necessidade de associação de drogas.

De maneira geral, o tratamento para a epilepsia visa diminuir a excitabilidade neuronal e os disparos de impulsos elétricos no cérebro.

Muitos pacientes com medicamentos anticonvulsivantes podem vivem uma vida normal, sem apresentar nenhuma outra crise.

Outros pacientes apresentam redução da frequência e da intensidade das crises convulsivas.

Algumas das drogas usadas para o tratamento da epilepsia são:

– fenobarbital

– ácido valpróico

– lamotrigina

– topiramato

– carbamazepina

– fenitoína

Para pacientes refratários às drogas, uma alternativa é a cirurgia.

Outra terapêutica consiste na retirada da parte afetada do cérebro (desde que essa seja uma parte pequena e que não afete o funcionamento global do cérebro) ou na implantação de eletrodos que regulam os impulsos elétricos corticais.

A  vinpocetina, originalmente empregada para tratar disfunções cérebro vasculares leves vem sendo empregado recentemente.

Outras terapias adicionais incluem a estimulação do nervo vago e a dieta cetogênica.

Na estimulação do nervo vago, um implante é posto sob a pele do peito do paciente. Impulsos elétricos estimulam o nervo vago e esta estimulação reduz as convulsões de 30 a 40%.

O Ambulatório de Cefaleia – instalado nas dependências do Ambulatório Mário Covas  recebe encaminhamento de todas as cidades que pertencem ao Departamento Regional de Saúde IX  do Estado de São Paulo.

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marcapasso e epilepsia 2