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Acidente Vascular Cerebral: epidemiolgia, comorbidades e uso de anticoagulantes e antiagregantes

Seminário apresentado pelos alunos do 4º ano do curso de medicina da Famema Gabriel Augusto Queijo e Fernando Tadeu Orlato Rossetti no Ambulatório Neurovascular-Ambulatório Mario Covas – disciplinas Neurologia e Educação em Ciências da Saúde.

Dados retirados do DATASUS mostram que no Brasil o número de internações ultrapassa 225.000 e a mortalidade atinge 88.000 pessoas anualmente.

A denominação AVC envolve duas grandes entidades etiológicas com fisiopatologias completamente distintas:
o acidente vascular cerebral isquêmico (AVCI), que ocorre em até 85% dos casos, e o hemorrágico (AVCH).

A embolia por fonte cardíaca é responsável por aproximadamente 20% dos AVCIs. Desses, metade é causada por trombos originados no átrio esquerdo em decorrência de fibrilação atrial não valvar; a outra metade divide-se entre trombos originados no ventrículo esquerdo (infarto agudo do miocárdio e miocardiopatia dilatada) e por doença valvar.

O AVC nos EUA foi responsável, em 2007, por custos diretos e indiretos da ordem de 34 bilhões de dólares.

Os custos considerados diretos, como cuidados médicos, internações, visitas ambulatoriais, visitas a emergência e medicamentos representaram 18,8 bilhões de dólares.

É importante destacar que o AVC compartilha muitos dos fatores de risco das doenças cardiovasculares, mas exibe uma complexidade etiológica muito maior. Notavelmente, em grande parte das vezes, as afecções cardiovasculares tornam-se comorbidades em um paciente com AVC; além disso, é frequente que as doenças cardiovasculares assumam o papel de causa principal do AVC.

O AVCI, assim como a maioria das doenças cardiovasculares, tem incidência concentrada sobremaneira no indivíduo com mais de 55 anos de idade, faixa em que também se concentra o surgimento da maioria de seus fatores de risco. Por essa razão, a idade é, em si própria, um desses e irá somar-se ao sexo, raça e herança genética para constituírem os principais fatores de risco não modificáveis.

Os negros e hispânicos homens (e outros latino-americanos, como os brasileiros) constituem grupos de risco para afeção pela doença.

As medidas de maior impacto para o controle da doença são justamente as tomadas com a finalidade de prevenção (primária e secundária) e direcionadas aos fatores de risco chamados modificáveis.

Desses, de longe a hipertensão arterial (HAS) é o mais importante e que comprovadamente ocasiona o maior risco tanto para a doença isquêmica quanto para a hemorrágica. A elevação crônica da pressão arterial contribui para a aterosclerose da aorta, das artérias do coração e do cérebro, e dos pequenos vasos, além de sustentar o desenvolvimento de outras complicações cardíacas.

Diabetes mellitus e tabagismo completam a tríade dos principais fatores de risco para AVC. O último parece influenciar tanto na formação de trombos quanto no processo de aterosclerose dos vasos10. Diabetes é sabidamente relacionado a doença de pequenos vasos e o controle glicêmico nesses pacientes, em especial nos que já tiveram o primeiro episódio de AVC, deve ser o mais rigoroso possível.

A dislipidemia, embora sem tanta sustentação epidemiológica como nas doenças cardiovasculares, tem também seu papel no AVCI e seu controle está associado à diminuição da recorrência de eventos cerebrovasculares.

Outros fatores de risco bem definidos para o AVCI incluem a obesidade, estilo de vida sedentário, dieta pouco saudável e condições como estenose carotídea, fibrilação atrial e anemia falciforme.

Classicamente, o AVCI, por suas múltiplas possibilidades etiológicas, tem suas causas classificadas em cinco grandes grupos: doença de pequenas artérias, doença aterosclerótica de grandes artérias (placas de ateroma, estenoses e oclusões), embolia cardíaca, outras causas determinadas (dissecção, trombofilias, infecções) e causas indeterminadas.

A embolia por fonte cardíaca é responsável por aproximadamente 20% dos AVCIs. Desses, metade é causada por trombos originados no átrio esquerdo em decorrência de fibrilação atrial não valvar; a outra metade divide-se entre trombos originados no ventrículo esquerdo (infarto agudo do miocárdio e miocardiopatia dilatada) e por doença valvar.

Os trombos gerados caminham até a porção distal dos vasos intracranianos, quando acabam por oclui-los, podendo causar sintomas clínicos tão catastróficos quanto os que acompanham a síndrome do topo de basilar por exemplo. Outras vezes, os sintomas instalados resolvem-se ou amenizam-se espontaneamente, resultado da recanalização do vaso ocluído que costuma ocorrer mais frequentemente em casos de embolia.

A fibrilação atrial é a arritmia mais frequente da população idosa e chega a aumentar em 20 vezes o risco de AVCI nestes indivíduos.

Seu tratamento vem sofrendo grandes inovações, com o surgimento de diversos agentes anticoagulantes orais em alternativa aos antagonistas da vitamina K antigos, mas em uso até hoje.

O tratamento dessa doença tem sofrido considerável progresso, principalmente a partir de 1995, quando foram publicados os resultados do NINDS rt-PA Study Group, onde pacientes submetidos a trombólise com alteplase em até três horas do início dos sintomas apresentavam chance 30% maior de evoluir sem incapacidade funcional em três meses.

A literatura médica mostra que o principal fator que impede o uso de trombolítico é justamente a janela terapêutica, dando assim grande importância à identificação precoce dos sinais e sintomas do AVC e à rápida locomoção até os centros de emergência. Trazendo assim a concepção, tanto aos profissionais de saúde quanto ao público leigo, que o AVC é realmente uma emergência médica.

O AVC isquêmico que envolve o território carotídeo pode-se manifestar com isquemia retiniana e encefálica (com síndromes neurológicas que associam déficit de funções corticais, como afasia, e déficit motor e/ou sensitivo). Já o AVC isquêmico do sistema vertebro-basilar pode apresentar sintomas como vertigem e ataxia, anormalidades na movimentação ocular, diplopia, hemianopsia e déficit motor e/ou sensitivo unilateral ou bilateral.

Os sintomas mais comuns na instalação de um AVC são:
• Alteração de força e/ou sensibilidade em um ou ambos os lados do corpo
• Dificuldade para falar
• Confusão ou dificuldade para entender e se comunicar
• Dificuldade para a marcha ou equilíbrio
• Dificuldade para enxergar com um ou ambos os olhos
• Cefaleia súbita e intensa
• Rebaixamento do nível de consciência
• Desvio de rima labial

Para diagnóstico acurado, confirmação diagnóstica e exclusão de outras patologias, deve-se proceder logo que houver suspeita de AVC, aos seguintes passos e exames básicos e imprescindíveis:
• Anamnese: deve-se questionar a forma de instalação e evolução dos sintomas, atividade realizada no momento da instalação, horário do início, sintomas relacionados, medicamentos em uso e antecedentes clínicos;
• Exame clínico: deve incluir além do convencional, o exame vascular periférico, e ausculta dos vasos do pescoço;
• Exame neurológico e uso de escalas: escala de coma de Glasgow e escala de AVC do National Institute of Health (NIHSS);
• Exames laboratoriais: glicemia capilar, hemograma completo com plaquetas, sódio, potássio, ureia, creatinina, glicemia sérica, coagulograma completo e troponina;
• Exame de imagem: tomografia computadorizada do crânio sem contraste é o método mais disponível, porém, a ressonância magnética pode ser realizada.

O ambulatório Neurovascular recebe encaminhamentos  de 62 municípios do Departamento Regional de Saúde IX do Estado de São Paulo.

“O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons”.

Martin Luther King

Cefaleias Primárias. Seminário. Curso de Medicina da Famema

dor de cabeça iluminadaSeminário apresentado pelos alunos do curso de medicina da Famema – 4º ano – Gabriela Digmanese Cantovitz e Higor Martins revisando as principais Cefaleias Primárias – Ambulatório de Cefaleia – Ambulatório Mario Covas – disciplinas Neurologia e Educação em Ciências da Saúde.

As cefaleias primárias mais comuns são: enxaqueca, cefaleia de tensão e cefaleia em salvas.

Outras formas menos comuns de cefaleia primária incluem a hemicrania continua, a cefaleia nova diária e persistente, cefaleia do esforço, cefaleia da tosse, cefaleia por estímulo frio, hemicrania paroxística crônica.

Especialistas em cefaleia geralmente tratam também de dores faciais, como a neuralgia do trigêmeo, dor facial atípica, e dor miofascial.

Vários medicamentos podem ser úteis para interromper uma crise de cefaleia: analgésicos comuns, anti-inflamatórios, ergotamina, dipirona, combinações analgésicas e triptanos.

Medicamentos preventivos podem ser receitados por médicos para pessoas que apresentam cefaleia com frequência alta ou com crises de forte intensidade e que não respondem satisfatoriamente à medicação sintomática, ou ambos.

O ambulatório e Cefaleia da Famema recebe atendimento de usuários de 62 municípios  pertencentes ao Departamento Regional de Saúde IX do Estado de São Paulo.

Em defesa do SUS !

Acidente Vascular Cerebral Isquêmico. Seminário. Curso de Medicina da Famema

Seminário apresentado pelos acadêmicos de medicina  da Famema  David Roberto Claro e Bruna Nalin- Ambulatório Neurovascular- disciplinas de Neurologia e Educação em Ciências da Saúde discorrendo sobre  o tema: anticoagulantes, trombolíticos e antiagregantes plaquetários

A apresentação aponta para a farmacodinâmica dos principais antiagregantes plaquetários, trombolíticos  e anticoagulantes, os quais são muito utilizados tanto para a prevenção primária quanto secundária de AVCI.

A utilização do rt-PA nos últimos anos proporcionou enorme avanço na terapêutica do AVCI agudo, pois que sua utilização até 4,5 horas proporciona a lise do coágulo e minimização das sequelas.

O diagnóstico precoce em Hospital de Nível Terciário de Atenção à Saúde e a utilização de equipamentos de suporte avançado à vida em Unidades de Acidente Vascular Cerebral proporcionam menos sequelas quando da alta hospitalar com redução importante de benefícios oferecidos pela Seguridade Social.

Não se pode conceber Saúde Pública sem Unidades de AVC para atendimento eficaz e efetivo em usuários do SUS acometidos com essa patologia.

Em defesa de Unidades de AVC em Hospitais Públicos !

Em defesa de Saúde Pública com qualidade !

Acidente Vascular Cerebral Isquêmico. Seminário. Curso de Medicina da Famema

confusionSeminário apresentado pelos alunos do 4º ano do curso de Medicina da Famema Cybelle Adourian Louback, Douglas Tsunemi e Erica Almeida abordando o tema Acidente Vascular Cerebral Isquêmico no Ambulatório Neurovascular -Ambulatório Mario Covas- disciplinas de Neurologia e Educação em Ciências da Saúde.

No seminário apresentando pelos há importante revisão de  literatura com apontamentos para a epidemiologia, quadro clínico, diagnóstico pelos exames de imagens – tomografia e ressonância magnética.

É fato que houve avanço para o diagnóstico precoce do Acidente  Vascular Cerebral Isquêmico, e que tal situação fática somente foi possível com o descobrimento da tomografia computadorizada e da ressonância magnética.

O diagnóstico precoce possibilita para os hospitais que apresentam Unidades de AVC (Stroke Unit) a utilização do rt-PA, um trombolítico que aplicado até 4,5 horas pode dissolver o coágulo  sanguíneo e minimizar a presença de sequelas neurológicas.

O ambulatório de Neurovascular recebe encaminhamentos de usuários do SUS de 62 municípios do Departamento Regional de Saúde IX do Estado de São Paulo.

Em defesa de Saúde Pública com qualidade !

avc- na bahia

Cefaleias Primárias e Secundárias. Seminário. Curso de Medicina da Famema

dor de cabeça- marteloSeminário  apresentado pelos acadêmicos de medicina do 4º ano do curso de medicina da Famema abordando as Cefaleias Primárias e Secundárias- Ambulatório de Cefaleia- Ambulatório Mário Covas- disciplinas de Neurologia e Educação em Ciências da Saúde.

A epidemiologia de qualquer doença tem importantes implicações no seu tratamento. As cefaleias não escapam a esta regra.

Por sua vez, o diagnóstico correto é crucial para a avaliação das características sócio-demográficas de qualquer doença para o cálculo da sua incidência e prevalência.

Em 1988, a International Headache Society publicou a  classificação de cefaleias que estabeleceu uma terminologia consistente e critérios de diagnóstico para as cefaleias primárias e secundárias.

A sua revisão em 2004 evidenciou aperfeiçoamento na classificação e nos critérios de diagnóstico, baseado na evidência científica acumulada desde 1988.

Em 2013 nova classificação internacional das cefaleias está sendo discutida pelos estudiosos da neurologia.

O Ambulatório de Cefaleia  recebe encaminhamentos dos usuários do SUS pertencentes ao Departamento Regional de Saúde IX do Estado de São Paulo.

Em defesa da Saúde Pública  do Brasil !

dor de cabeça- robo

Acidente Vascular Encefálico Isquêmico. Seminário. Curso de Medicina da Famema

avc- homem caindoSeminário apresentado pelos acadêmicos de medicina do 4º ano do curso de medicina da Famema no Ambulatório Neurovascular – Ambulatório Mário Covas- disciplinas de Neurologia e Educação em Ciências da Saúde.

Atualmente o AVE ou AVC é a maior causa de mortalidade neurocardiovascular no Brasil, tendo superado as doenças cardíacas isquêmicas devido a maior longevidade da população brasileira.

O ambulatório de neurologia atende encaminhamentos do Departamento Regional de Saúde IX do Estado de São Paulo.

O atendimento do AVC em até 4,5 horas do início dos sintomas reduz drasticamente as sequelas.

Em defesa da Saúde Pública com qualidade !

combate ao avc