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Iniciada nova greve dos servidores da Famema em 2015

greveMais uma crise institucional na Famema.

A quarta greve dos servidores em cinco anos : 2011, 2013, 2014 e 2015.

Motivo:  falta de reajuste salarial.

Consequências   da greve: perda e falta de atendimento por parte dos usuários do SUS, ainda que os servidores estejam respeitando as leis de greve.

Fator ensejador da greve: não avançaram as negociações entre os gestores da Famema com os servidores da Famar e Fumes.

Caso não ocorra o acordo coletivo haverá o dissídio coletivo no TRT-15  de Campinas.

A greve dever durar de 15 a 30 dias segundo previsão dos representantes do Sinsaúde.

O Hospital das Clínicas de Marília, que é referência para 62 cidades da região, atravessa uma das maiores crises financeiras da sua história. No fim de maio, os diretores da faculdade pediram verbas para o Estado para poderem cumprir os repasses prometidos para janeiro e também para reposição salarial dos funcionários.

Devido à gravidade da situação, muitos pacientes têm sido dispensados por falta de material básico, desde os remédios mais simples até materiais de limpeza.

O Hospital das Clínicas, formado por cinco unidades hospitalares, é referência para 62 cidades da região, e necessita da liberação dos recursos para poder continuar atendendo usuários do SUS.

GREVE MAO

Os intocáveis deflagram a Operação Esculápio na Famema

DR FERNANDO BATTAUSA Operação Esculápio deflagrada na cidade de Marília na investigação de irregularidades administrativas na Famema tem como seus líderes: Dr. Fernando Augusto Battaus, Delegado Chefe da Delegacia da Polícia Federal em Marília, o Dr. Jefferson Aparecido Dias, Procurador da República,  e o Dr. Oriel da Rocha Queiroz, Promotor de Justiça do Estado de São Paulo.

A CPI da Fumes iniciada com muitas tentativas de obstrução pela Diretoria Geral anterior, gestão 2009-2012, com vários Mandados de Segurança, finalmente foi aprovada em 2012, apesar de tentativas de “melar” a votação final com o pedido de vistas de última hora do ex-vereador José Carlos Albuquerque.

Houve necessidade de uma sessão extraordinária, na qual a CPI foi aprovada por unanimidade.

A CPI da Fume encontrou muitas dificuldades para ser iniciada devido a inúmeros Mandados de Segurança impetrados pela  Diretoria Geral da Famema (2009-2012).JEFFERSON APARECIDO DIAS

A partir dessa aprovação, a CPI da Fumes foi utilizada como peça inicial do Inquérito Civil, e que acabou por fim deflagrar a Operação  Esculápio na Famema.

Os servidores da Fumes e da Famar agradecem ao inestimável trabalho dessas três autoridades em defesa da  Saúde Pública na cidade de Marília.

Marília será eternamente grata aos defensores da moralidade e transparência na Saúde Pública de Marília.

Só lamentamos que muitos docentes da instituição ao saberem de irregularidades não procuraram o Ministério Público Estadual, a Procuradoria Geral da República ou a Polícia Federal.

ORIEL DA ROCHA QUEIROZComodismo !

Mas, enfim o que valeu foram os poucos servidores que colaboraram com informações  importantes cedidas em confiança para investigação pelas autoridades competentes

Meus sinceros agradecimentos ao que lutaram comigo pela moralidade na administração pública.

Que o Senhor Jesus continue abençoando a comunidade de servidores da Fumes e da Famar.

Salmo 121

1 Levantarei os meus olhos para os montes, de onde vem o meu socorro.

2 O meu socorro vem do Senhor que fez o céu e a terra.

3 Não deixará vacilar o teu pé; aquele que te guarda não tosquenejará.

4 Eis que não tosquenejará nem dormirá o guarda de Israel.

5 O Senhor é quem te guarda; o Senhor é a tua sombra à tua direita.

6 O sol não te molestará de dia nem a lua de noite.

7 O Senhor te guardará de todo o mal; guardará a tua alma.

8 O Senhor guardará a tua entrada e a tua saída, desde agora e para sempre.

isaias

Operação Esculápio da Policia Federal apreende documentos na Famema. Crimes praticados por Diretores, ex-diretores e servidores

esculapio 2A Polícia Federal de Marília deflagrou na manhã de hoje, a Operação Esculápio, que tem por objetivo investigar suspeitas de irregularidades ocorridas em licitações e contratos firmados pela Famar (Fundação de Apoio à Faculdade de Medicina de Marília) e Fumes (Fundação Municipal de Ensino Superior de Marília) com empresas prestadoras de serviços médicos.

O Inquérito Civil  feito pelo Ministério Público do Estado de São Paulo foi iniciado em 2013, ao lado de denuncias feitas ao Tribunal de Contas do Estado em 2013, e posteriormente a investigação da Polícia Federal iniciada em 2014 por haver verbas federais potencialmente desviadas acabou por desvendar irregularidades na administração nos contratos terceirizados realizados entre a Diretoria Administrativa da Faculdade com empresas terceirizadas, nas quais os docentes da instituição eram também sócios das empresas investigadas, incorrendo em improbidade administrativa e crimes contra a administração pública.

Contratos com empresas terceirizadas nas área de oftalmologia, radioterapia e nefrologia formam o arcabouço probatório da Operação Esculápio.

Além disso, plantões remunerados para docentes  presenciais e a distancia são também investigados.

Outrossim, poucas melhorias na infraestrutura da faculdade nos últimos oito anos são investigadas.

Uso de tomógrafo e ressonância magnética do Estado cedidos ao uso de empresa da radiologia da cidade é outro item do conjunto probatório da Operação Esculápio, e que já foram apontados na CPI da Fumes em 2012.

O início da Operação Esculápio é na verdade o desdobramento final da CPI da Fumes iniciada em 2011, e terminada em 2012, aprovada por unanimidade pelos vereadores à época.

Vereadores – Wilson Damasceno, Eduardo Gimenes e Lázaro da Cruz Junior foram os integrantes da CPI da Fumes em brilhante trabalho investigativo, sendo que grande parte dos documentos tiveram que ser conseguidos no Tribunal de Contas de São Paulo pela dificuldade de se conseguir documentos junto à Famema.

A operação Esculápio aconteceu duas semanas depois de uma Comissão Especial de Auditoria, ser nomeada pela Secretaria Estadual da Saúde para investigar a situação e a  gestão assistencial do Hospital das Clínicas de Marília.

Nas últimas semanas, além de servidores, estudantes do curso de medicina da Famema também se mobilizaram e pediram explicações à Diretoria da Faculdade de Medicina de Marília (Famema).

12 mandados de busca foram cumpridos no dia de hoje na autarquia Famema, Clínicas  e Consultórios Particulares e residências de diretores e ex-diretores da cidade.

A Polícia Federal investiga diretores, ex-diretores e servidores  de vários escalões da Famema por fraudes em licitação, peculato e associação criminosa (artigo 228 do Código Penal), entre outros crimes contra a administração pública.

Através de Mandado de Busca e Apreensão, documentos e dispositivos de memória de computadores do RH Famar e  RH Fumes foram levados pelos agentes policiais federais.

A Operação Esculápio  é composta pelo Dr. Fernando Battaus à frente da Polícia Federal, o Dr. Jefferson Aparecido Dias representando o Ministério Público Federal, e o Dr. Oriel da Rocha Queiroz representando o Ministério Público do Estado de São Paulo.

Operação Esculápio um divisor de águas na Saúde Pública na cidade de Marília !

Operação Esculápio um divisor de águas na Saúde Pública do Estado de São Paulo !

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Ambulatórios Neurovascular e Cefaleia extintos na Famema

the endFomos informados no dia de hoje que os Ambulatórios de Neurovascular e Cefaleia – parceria entre a disciplina de Neurologia e disciplina de Educação em Ciências da Saúde- deixarão de atender pacientes encaminhados do Departamento Regional de Saúde IX do Estado de São Paulo.

Os referidos ambulatórios recebiam alunos do 4º ano do curso de medicina da Famema, os quais eram supervisionados por mim nos encaminhamentos provenientes de 62 municípios que integram o IX Departamento Regional de Saúde do Estado de São Paulo.

A decisão partiu do chefe da disciplina de Neurologia – Luiz Domingos Mendes Melges – a qual só podemos lamentar, pois considerávamos importante local de estágio paro alunos do 4º ano do curso de medicina.

Outrossim, recebia alunos do curso de medicina das ligas – Socineuro e Socidor.

Sob minha supervisão, o  Ambulatório Neurovascular esteve em funcionamento de 2010 a junho de 2015, e o Ambulatório de Cefaleia de 2009 a junho de 2015.

Fomos pegos de surpresa pela decisão do rompimento da parceria entre as Disciplinas de Neurologia e  Educação em Ciências da Saúde.

Não recebemos qualquer tipo de documento – requerimento ou ofício- por parte do docente Luiz Domingos Mendes Melges informando o rompimento da parceria entre as disciplinas, o qual nos foi informado pela Assistente Social do Ambulatório Mario Covas -Antônia Neide Eugênio  Peres.

Agradecemos os servidores da Fumes e da Famar que trabalharam conosco nesse período de funcionamento dos mencionados ambulatórios.

Meus sinceros agradecimentos a todos os Secretários Municipais de Saúde dos municípios pertencentes ao IX Departamento Regional de Saúde do Estado de São Paulo que confiaram no nosso trabalho à frente dos ambulatórios.

Em defesa do SUS e da integralidade do cuidado aos menos favorecidos da população brasileira !

sus - 3

Hospital das Clínicas de Marília passará por auditoria da Secretaria Estadual da Saúde

secretaria da saudeA Secretaria do Estado de Saúde de São Paulo estará realizando auditoria no  Hospital das Clínicas de Marília, o qual é campo de estágio dos alunos da faculdade de medicina de Marília.

O coordenador de Regiões da Secretaria Estadual da Saúde, Osmar Mikio Morivaki, dirigirá  nos próximos 30 dias o trabalho de uma Comissão Especial de Auditoria nomeada pela Secretaria Estadual de Saúde para investigar a gestão do  Hospital das Clínicas de Marília.

A comissão é formada por cinco profissionais e foi nomeada em Portaria da Secretaria de Saúde.

trole de Saúde).

Resolução 60 – SES

“Resolução SS nº 60, de 23 de junho de 2015

Institui Comissão Técnica para avaliação da situação e gestão do Complexo Assistencial da Faculdade de Medicina de Marília – Famema, e dá providencias correlatas.

O Secretário de Estado da Saúde, considerando: os princípios regentes da Administração Pública direta, indireta ou fundacional do Estado, insculpidos nos termos do artigo 111 da Constituição Estadual;

o disposto no Decreto Estadual – 58.052, de 16-05-2012, que regulamenta a lei de acesso à informação, Lei Federal – 12.527, de 18-11-2011, assegurando o dever do Estado na promoção da transparência nos gastos públicos;

o dever do Estado de aferir a regularidade da aplicação dos recursos transferidos às instituições que integram a rede assistencial do SUS em seu território, inclusive das que detêm a preferência para essa integração;

a competência atribuída à autoridade administrativa para, diante da necessidade, oportunidade e conveniência ao interesse público em face da notícia de redução dos serviços de saúde prestados no âmbito do Complexo Assistencial da Famema, fazer uso do poder discricionário, adotando as medidas necessárias à tutela dos interesses da coletividade, resolve:

Artigo 1º – Fica instituída, na Secretaria da Saúde, Comissão Técnica com o objetivo de, no prazo de 30 (trinta) dias, proceder análise da situação e de gestão do Complexo Assistencial da Faculdade de Medicina de Marília – Famema em relação aos aspectos gerenciais, administrativos e de financiamento na realização de ações, atividades e serviços de assistência à saúde no âmbito do SUS.

Artigo 2º – A Comissão, ora instituída, será composta pelos servidores da Secretaria, abaixo discriminados e sob a coordenação do primeiro, cujas atividades profissionais são consentâneas com os aspectos a serem avaliados, garantido o suporte técnico das Coordenadorias, nas respectivas áreas de atuação:

Osmar Mikio Moriwaki –
Cédula de Identidade RG. 8.667.916
Arthur Miguel Ferreira Lawand
Cédula de Identidade RG. 33.930.376-1
Roseli da Silva Hallak
Cédula de Identidade RG. 23.638.044-8
Maria Aparecida Ribeiro Singer
Cédula de Identidade RG. 6.116.979-1
Vanderley Soares Moia
Cédula de Identidade RG. 6.748.708-X

Artigo 3º – Poderão ser convidados representantes das entidades públicas ou privadas, para acompanhar e/ou auxiliar nos trabalhos.

Artigo 4º – Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação.”

governo de são paulo

Faculdades de medicina com ensino de baixa qualidade implantado pelo pedagogo no PBL made in Brazil!

falso profetaQue o “PBL made in Brazil” é uma farsa pedagógica já se provou em muitas faculdades de medicina  do Brasil que adotam esse modelo surreal no modo de ensinar.

E lógico, o ensino baseado em competência e transdisciplinariedade, centrado no aluno, e sem necessidade de aulas magnas.

Esse é o mote pedagógico.

Muito sedutor…

Se o aluno passar na Residência Médica reconhecida pelo MEC,  e claro, com o auxílio dos cursos preparatórios, a faculdade de medicina com o “PBL made in Brazil” recebe os cumprimentos do pedagogo dissimulado ou do “núcleo gestor da faculdade”, os quais afirmarão dizendo; “está vendo como o nosso método é bom hein e aprova alunos egressos” (inverdade, pois omitem que alunos fizeram o curso preparatório).

Se o aluno  não passar na Residência Médica, o que é provável [Residência Médica, e não estágio], o pedagogo demagogo vai dizer em tom dissimulado “esperava mais de você querido aluno”.

Ou seja, o pedagogo defensor do “PBL à brasileira ou made in Brazil” é um ator de grande performance, pois mente, dissimula, chora se for preciso, e ainda, diz que está sempre ao lado do aluno com apenas duas ambições: prestígio em ser Coordenador do Curso de Medicina, ou o poder de ser Diretor de Graduação.

E lógico, o poder se materializa em avaliar alunos por conceitos subjetivos: satisfatório e ou insatisfatório [se o aluno se rebelar no primeiro ano do curso de medicina, já receberá um  formato de avaliação insatisfatório para melindrar o “aluno revoltado”  contra o PBL [é muito poder mesmo nas mãos de um avaliador].

Nesse diapasão, os alunos que se revoltarem contra esse modelo de ensino anárquico e surreal [alunos na rede básica de atenção básica sendo supervisionados por médicos sem Residência Médica ou recém-formados] serão perseguidos durante toda a graduação pelos defensores do “PBL made in Brazil”.

O pedagogo ao receber reclamação dos pais dos alunos sente-se incomodado, pois quem poderá desafiar o “pedagogo defensor do PBL made in Brazil” com seu modelo pedagógico surreal que defende a  inserção dos alunos de medicina em cenários de ensino-aprendizagem  precocemente, primeiro e segundo ano da graduação, sendo supervisionados por médicos sem Residência Médica (USF, USB) em vez de aquisição de conhecimentos sólidos pelos alunos em  grandes temas de medicina em salas de aulas.

A farsa pedagógica ainda se materializa em que os alunos quase nada sabem de anatomia, e nunca tiveram uma aula de histologia e de patologia.

A culpa não é dos alunos…

Não há atividades em laboratórios em muitas dessas faculdades…

Ademais, para os pedagogos e simpatizantes do “PBL made in Brazil”,  sempre há um  momento que o aluno irá aprender…

É a cantilena do Paulo Freire…

Não sabemos…

Ninguém sabe !

A farmacologia é desprezada pela ideia de que basta atender com humanização já é suficiente.

Atendimento humanizado é dever do médico, e não direito !

Não se pode de forma dissimulada se trocar conhecimentos sólidos de medicina por mais afeto na consulta como defendem os pedagogos para tornar o ensino do PBL superior ao tradicional.

É o mote pedagógico para os alunos  aceitarem o PBL sem questionamentos!

Os médicos formados em escola tradicional de medicina não são menos afetuosos no atendimento como afirmam os pedagogos defensores do PBL na sua bandeira em defesa do biopsicossocial.

Os pedagogos ainda ganham muito dinheiro, pois implantam esse modelo em uma faculdade de medicina pública, e depois vendem esse modelo em faculdades  privadas pelo Brasil, com a chancela de que funciona  perfeitamente na faculdade pública.

Nesse cenário preocupante em cursos de medicina modelo “PBL made in Brazil”, alguns alunos ao chegarem no internato não terão nem hospital para estagiar no quinto e sexto anos, e deverão ser deslocados, muitas vezes, para algum hospital da região mais próxima da faculdade, onde sendo supervisionados por “professores colaboradores” [sem Residência Médica e  recém-formados, ou médicos que moram na cidade, na qual o hospital é o cenário de estágio].

Esse é o desejo real dos gulosos pedagogos do “PBL  à brasileira” que lutam pelo poder e prestígio.

A única questão que os pedagogos dissimulados não querem é:

Ensino de qualidade !

 

a farsa