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Faculdades de medicina no modelo PBL made in Brazil ou à brasileira sem laboratório de patologia!

patologiaA criação do PBL (Problem Based Learning), ou ABP (Aprendizagem Baseada em Problemas) no modelo “PBL made in Brazil ou à brasileira” em faculdades de medicina sem laboratórios de patologia, e não como modelo pedagógica do original PBL McMaster, é  questionável do ponto de vista de ensino na graduação, já que as  mesmas decidiram pela aprovação da extinção do laboratório  de patologia na faculdade.

A disciplina de patologia é fundamental para embasamento do estudo de fisiopatologia de doenças, e não pode ser aprendida em figuras de livros, mas em estudos de lâminas e macroscopia.

Fui monitor de patologia por dois anos na instituição – 1987-1988,  e pude constatar a necessidade do ensino em laboratório de patologia.

Foi a monitoria de patologia fundamental em minha formação.

Há necessidade de aulas e seminários com professores de patologia, e não os “facilitadores de ensino” nos famosos “momentos apoio” tirando dúvidas com alunos do curso de medicina.

E no momento apoio, nem há patologistas…

Os “facilitadores de ensino” não são patologistas investidos na docência do ensino em patologia !

É surreal esse modelo de ensino “PBL made in Brazil”.

Anacrônico !

A faculdade que defende as metodologias ativas de ensino, necessita urgentemente a instalação desse laboratório de patologia.

Aliás, nunca deveria ter sido desativado !

Pode-se estudar as doenças segundo suas causas e ou etiologias, que envolvem vasto número de agentes físicos, químicos e biológicos, além de transtornos da nutrição, e desvios na resposta imunológica.

Além das causas, é importante que se conheçam os mecanismos pelos quais os agentes atuam para provocar as doenças, produzindo alterações moleculares, microscópicas e macroscópicas, componentes essenciais para a determinação do diagnóstico.

Em consequência de lesões estruturais, celulares e orgânicas, o doente apresenta as mais variadas manifestações clínicas, que podem se associar a alterações em testes funcionais ou de laboratório, complementares para o diagnóstico clínico.

Compreender as repercussões das doenças também é indispensável para prever sua evolução, complicações e prognóstico.

Ao clínico, representa a possibilidade de aprender com os acertos e especialmente com os erros, consolidando o conhecimento.

Laboratório de Patologia para os alunos dos cursos de medicina é necessário e urgente !

microscopio

Anticonvulsivantes

medicamentos 14Seminário apresentado pelo acadêmico do 4ºano do curso de medicina da Famema – Carlos Augusto Cerati de Moraes no Ambulatório de Cefaleia – Ambulatório Mário Covas- disciplinas Neurologia e Educação em Ciências da Saúde – analisando a farmacodinâmica  e farmacocinética dos principais anticonvulsivantes utilizados na prática clínica neurológica.

O  aluno de medicina deve conhecer os mecanismos de ação dos principais anticonvulsivantes usados na prática clínica diária.

Os anticonvulsivantes podem ser usados no tratamento de epilepsia, e também utilizado na cefaliatria, tais como topiramato e ácido valpróico.

A epilepsia é um distúrbio cerebral causado por descargas elétricas anormais dos neurônios cerebrais que podem ocorrer em qualquer idade.

É caracterizada pela recorrência de crises epiléticas, causada por descargas paroxísticas de neurônios cerebrais, identificadas e classificadas de acordo com a sua descrição clínica.

Esta patologia pode ser considerada um problema de saúde pública e tem ampla distribuição mundial, sendo classificada em crises parciais ou crises generalizadas.

O diagnóstico preciso diante das classificações é necessário para realização de um tratamento adequado e bem sucedido.

As drogas antiepilépticas são completamente eficazes no controle das crises em 50-80% dos pacientes.

O termo antiepiléptico é usado como sinônimo dos anticonvulsivantes, para descrever drogas utilizadas no tratamento da epilepsia que obrigatoriamente não causam convulsões.

A epilepsia afeta 0,5% a 1% da população, sendo resultado de inúmeras etiologias e diversos fatores como: traumatismo no nascimento, incompatibilidade sanguínea ou hemorragia, doenças infecciosas como: meningite, abuso de bebidas alcoólicas, de drogas, tumores cerebrais, traumatismo craniano, doenças metabólicas e acidentes vasculares cerebrais.

Aproximadamente 50% dos casos são idiopáticos e muitas vezes não é possível conhecer as causas que deram origem à epilepsia.

Lutemos por uma Saúde Pública com qualidade !

drogas antiepilépticas

Leonardo Medeiros – Título de Especialista de Neurologia pela Academia Brasileira de Neurologia

O médico Leonardo Medeiros, ex-residente de Neurologia da Faculdade de Medicina de Marília,  obteve o título de especialista conferido pela Associação Médica Brasileira- Academia Brasileira de Neurologia no ano de 2011.

Médico estudioso, responsável, e ético no trato com eus pares merece de toda a disciplina de Educação em Ciências da Saúde- Famema – sinceros votos  de congratulações pela conquista desse título.

Tive a oportunidade de ser convidado pelo doutor Leonardo Medeiros para se criar o Ambulatório de Cefaleia, juntamente com a  doutora Maria Eugenia Siemannn,  no Ambulatório Mario Covas, por ser integrante da disciplina Educação em Ciências da Saúde.

Hoje o ambulatório de Cefaleia, instalado  nas dependência do Ambulatório Mario Covas, atende encaminhamentos do Departamento Regional de Saúde IX do Estado de São Paulo, composto por 62 municípios.

Sucesso ao doutor Medeiros !

Parabéns pela obtenção do Título de Especialista em Neurologia !

A qualidade do ensino na Famema é questionada pelos alunos do curso de medicina e enfermagem!

Alunos  da faculdade  de medicina de Marília – Famema – reivindicam por melhorias na estrutura da instituição, a qual é hoje desenvolvida no Carmelo, como salas de  aulas, contratação de professores para supervisionar alunos na rede básica, aulas magnas na disciplinas básicas,  e a construção de um restaurante universitário para os alunos do curso de medicina e enfermagem.

O modelo Aprendizagem Baseada em Problemas (ABP), ou PBL (Problem Based Learning)  implantado nos anos 90 na Famema,  entrou em profundo questionamento pelos alunos da instituição, que não têm mais aulas magnas nas disciplinas básicas: anatomia, fisiologia, farmacologia, parasitologia, microbiologia, bioquímica, imunologia e patologia. FAMEMA - MOVIMENTO DESCASO COM A EDUCAÇÃO

Os alunos alegam que  chegam aos ambulatórios de especialidades completamente inseguros, temerosos no atendimento pela falta de conteúdos teóricos na graduação.

É o PBL da Famema associado à metodologia problematizadora .

Alunos insatisfeitos na manifestação nas dependências do Carmelo.

famema- raízesO PBL da Famema segundo relatam os alunos presentes nas dependências do Carmelo provoca uma síndrome dos 3 D: desinformam, dissimulam e desconversam.

Ao final do  ano letivo do 4º ano do curso de medicina, em atividades no ambulatório, alunos relatam que se cansaram de  promessas do “aprender a aprender” e “sucessivas aproximações”.

Segundo os alunos afirmaram,  é que os tais defensores do PBL,  “posam de sabichões de pedagogia, contudo  não são pedagogos, ou não fizeram o curso de pedagogia , e não querem se comprometer em ensinar o aluno”.pbl- logo da famema

Líderes do movimentos estudantil afirmam que há sucateamento do ensino com ares de pedagogia de vanguarda.

Afirmaram os alunos que “dinheiro público não pode ser malversado sob a égide que nosso ensino na Famema é  excelente, pois a realidade é outra”.

famema- pbl em garçaA sociedade paga pesados impostos,  e  espera um ensino de excelência em faculdade pública, e não filosofia de ensino travestida de pedagogia de vanguarda.

O alunos reivindicam  melhorias na instituição depois que a Diretoria da Graduação da Famema publicou e enviou ao DACA (Diretório Acadêmico Christiano Altenfelder)  sua resposta final em relação ao movimento reivindicatório de melhorias na graduação. 

O ensino é questionado na instituição, e os alunos buscam em cursos auxiliares suprir a deficiência de conteúdos temáticos ausentes na Famema: Med Curso e SJT.med curso - 5 estrelas

O blog entende ser legítima a manifestação dos alunos por melhorias no ensino e pelo amadurecimento demonstrado nas reivindicações, e por serem  futuros profissionais de saúde,  merecem respeito primeiramente  como cidadãos brasileiros que almejam um ensino de qualidade.

famema- acervo histórico

“Não devemos transformar a mediocridade em valor de vida”.

Lauro de Oliveira Lima

Epilepsia. Seminário. Curso de medicina da Famema

Seminário apresentado pela aluna do  4º do curso de medicina da Famema – Eliana Mendes – no Ambulatório Mario Covas- Ambulatório de Cefaleia- disciplinas  Neurologia e Educação em Ciências da Saúde sobre Epilepsia  abordando as crises epilépticas, classificação das crises, e sinais e sintomas dos tipos de  crises que podem se apresentar no curso da Epilepsia.

O conhecimento das crises convulsivas é fundamental para a escolha correta dos anticonvulsivantes, pois existem vários mecanismos diferentes nesse fármacos, e o entendimento dos mesmos proporciona melhor resultado terapêutico.

A classificação dos tipos de crises convulsivas deve ser compreendida pelos alunos do curso de medicina, bem como a epilepsia durante o curso médico.

Epilepsia

Definição:

É uma alteração temporária e reversível do funcionamento do cérebro, que não tenha sido causada por febre, drogas ou distúrbios metabólicos e se expressa por crises epilépticas repetidas e frequentes.

Causas:

A causa pode ser uma lesão no cérebro, decorrente de uma forte pancada na cabeça, uma infecção (meningite, por exemplo), neurocisticercose, abuso de bebidas alcoólicas, de drogas, hipóxia no momento do parto, etc.

Sintomas:

As crises epilépticas podem se manifestar de diferentes maneiras:

A crise convulsiva é a forma mais conhecida pelas pessoas,  e é identificada como “ataque epiléptico”. Nesse tipo de crise a pessoa pode cair ao chão, apresentar contrações musculares em todo o corpo, mordedura da língua, salivação intensa, respiração ofegante e, às vezes, eliminação de urina.

A crise do tipo “ausência” é conhecida como “desligamentos”. A pessoa fica com o olhar fixo, perde contato com o meio por alguns segundos. Por ser de curtíssima duração, e muitas vezes não é percebida pelos familiares e/ou professores do aluno.

Há um tipo de crise que se manifesta como se a pessoas estivesse “alerta” mas não tem controle de seus atos, fazendo movimentos automaticamente. Durante esses movimentos automáticos involuntários, a pessoa pode ficar mastigando, falando de modo incompreensível ou andando sem direção definida. Em geral, a pessoa não se recorda do que aconteceu quando a crise termina. Esta é chamada de crise parcial  complexa.

Existem outros tipos de crises que podem provocar quedas ao solo sem nenhum movimento ou contrações ou, então, ter percepções visuais ou auditivas estranhas ou, ainda, alterações transitórias da memória

Tratamento:

O tratamento das epilepsias é feito através de medicamentos que evitam as descargas elétricas cerebrais anormais, que são a origem das crises epilépticas.

Acredita-se que pelo menos 25% dos pacientes com epilepsia no Brasil são portadores em estágios mais graves, ou seja, com necessidade do uso de medicamentos por toda a vida, sendo as crises frequentemente incontroláveis, e então candidatos a intervenção cirúrgica.

No Brasil já existem centros de tratamento cirúrgico aprovados pelo Ministério da Saúde.

Como proceder durante as crises:

– coloque a pessoa deitada de costas, em lugar confortável, retirando de perto objetos com que ela possa se machucar, como pulseiras, relógios, óculos;
– introduza um pedaço de pano ou um lenço entre os dentes para evitar mordidas na língua;
– levante o queixo para facilitar a passagem de ar;
– afrouxe as roupas;
– caso a pessoa esteja babando, mantenha-a deitada com a cabeça voltada para o lado, evitando que ela se sufoque com a própria saliva;
– quando a crise passar, deixe a pessoa descansar;
– verifique se existe pulseira, medalha ou outra identificação médica de emergência que possa sugerir a causa da crise;
– nunca segure a pessoa (deixe-a debater-se);
– não dê tapas;
– não jogue água sobre ela.

Lutemos por uma Saúde Pública com qualidade !

Doença de Parkinson. Seminário. Curso de Medicina da Famema

doena de parkinson- bengalaSeminário apresentando pela aluna do 4º do curso – Daniella Y. Tsuji Honda –  Faculdade de Medicina de Marília-  Ambulatório de Cefaleia-  disciplinas Neurologia e Educação em Ciências da Saúde abordando a Doença de Parkinson.

A Doença de Parkinson é muito prevalente nos idosos, e seu manejo clínico é necessário por clínicos gerais, neurologistas e geriatras.

A população brasileira será em 2020, segundo pesquisas da Organização Mundial de Saúde, de 20 milhões de idosos, e com isso mais doentes com a Doença de Parkinson estarão em atendimento pelo SUS.

Os alunos de medicina de hoje precisam se preparar para o atendimento de futuros doentes  que surgirão com o envelhecimento da população brasileira.

E claro, além da doença, existe a necessidade de abordagem multiprofissional do doente com a Doença de Parkinson.

Descrita primeiramente por James Parkinson em  “An Essay on the Shaking Pulse” (1817), a Doença de Parkinson é um dos distúrbios do movimento que mais acomete os idosos.

É caracterizada por quatro sinais essenciais: rigidez, tremor, bradicinesia, e instabilidade postural. Há também comprometimento cognitivo que, aliado ao distúrbio motor, gera incapacidade comparável aos acidentes vasculares cerebrais.

A Doença de Parkinson é um desequilíbrio do sistema nervoso central que afeta milhares de pessoas.

Porque não é contagioso e não tem que ser relatado por médicos, a incidência da doença é frequentemente subestimada.

A Doença de Parkinson pode aparecer em qualquer idade, mas é pouco comum nas pessoas com idade inferior a 30 anos, o risco de desenvolvê-la aumenta com a idade.

Ocorre em todas as partes do mundo, e os homens são ligeiramente mais afetados do que mulheres.

1 – Epidemiologia

A prevalência da Doença de Parkinson é estimada em cerca de 85 a 187 casos por 100.000 habitantes. A faixa etária mais acometida situa-se entre os 50 e 70 anos, com o pico aos 60 anos. A incidência em homens é ligeiramente maior que em mulheres (3:2).

No entanto, pacientes com idade inferior a 40 anos ou mesmo 21 anos também podem ser acometidos pela moléstia. No primeiro caso fala-se em parkinsonismo de início precoce e no segundo fala-se em parkinsonismo juvenil.

2 – Etiopatogenia

O quadro anátomo-patológico na Doença de Parkinson é amplo.  Os corpos de Lewy são considerados a principal característica patológica, podendo ser encontrados em outras doenças degenerativas ou mesmo em indivíduos assintomáticos. Tais corpos são inclusões citoplasmáticas eosinofílicas constituídas por várias estruturas de natureza proteica encontradas em áreas de degeneração celular, podendo ser consideradas como marcadores de perda neuronal.

Diversas hipóteses tem sido propostas para explicar a origem da patologia. Para cada uma delas há pontos a favor e pontos contrários, de modo que se pode pensar que a origem da doença se deva a uma combinação de, talvez, destes fatores aliados a outros que possam vir a ser descobertos.

Atualmente há cinco linhas de raciocínio de maior interesse no que se refere a etiologia:

  • Ação de neurotoxinas ambientais.
  • Produção de radicais livres.
  • Anormalidades mitocondriais.
  • Predisposição genética.
  • Envelhecimento cerebral.

Lutemos por uma Saúde Pública com qualidade !

doença de parkison 3