Cefaleias Primárias – Tratamento Agudo e Profilático. Seminário. Curso de Medicina da Famema

cefaleia - criançaSeminários apresentados pelos alunos de medicina – 4º ano do curso de medicina da Faculdade de Medicina de Marília – Famema –  durante estágio no Ambulatório de Cefaleia- Ambulatório Mario Covas- disciplinas Neurologia e Educação em Ciências da Saúde.

Seminário de Cefaleias Primárias apresentadas pelos alunos Fabrício Castro de Borba e Felipe Eduardo Ramos Xavier da Silva.

Seminário de  Tratamento Agudo das Cefaleias pelos alunos Caio Esper, Carolina Augusto, Daniella Gimenez, Felipe Ramos e Fabrício Borba.

E por fim o seminário do Tratamento Profilático das Cefaleias Primárias pelos alunos Caroline Fornaciari, Daniella Gimenez e Caio Esper.

O diagnóstico correto das cefaleias depende principalmente das informações fornecidas pelo paciente a respeito das características da sua dor.

Aspectos a serem observados na primeira consulta:

Tempo de início da dor – O médico deverá lhe perguntar há quanto tempo você apresenta dor de cabeça.

Se você sofre de cefaleia há muitos anos, tente recordar desde que idade aproximadamente passou a apresentar esse sintoma, mesmo que sua frequência fosse diferente da atual.

Se o fato é recente, procure estabelecer o mais precisamente possível há quantos dias ou meses se iniciou.

Mudanças nas características da dor – É importante que você informe ao médico se a dor de cabeça que sente atualmente é semelhante à que sempre lhe acometeu ou se é de um novo tipo.

Pode ocorrer, também, que a dor seja semelhante à de sempre, mas que se tenha tornado mais frequente.

Procure recordar há quanto tempo a dor passou a apresentar as características atuais.

Frequência das crises – A frequência das crises é uma importante informação para o diagnóstico e difere grandemente de um tipo para outro de dor de cabeça, podendo ser diária, quase diária ou esporádica.

Procure estabelecer aproximadamente quantas vezes por mês, por semana ou por dia a dor se manifesta.

Observe, se suas dores seguem um padrão de agrupamento, ou seja, se há períodos em que ocorrem várias crises por dia, durante semanas ou meses, seguidas por intervalos de meses ou anos sem dor.

Duração das crises – O tempo de duração de cada episódio de dor varia de acordo com o tipo de cefaleia, podendo ser desde uma fração de segundo até dor contínua por dias, semanas, meses ou anos. I

Informe da maneira mais precisa possível, o tempo de duração de suas crises de dor.

Intensidade da dor – Este é um outro aspecto muito útil para o diagnóstico.

A intensidade da dor pode ser classificada de uma forma simples em fraca, moderada ou intensa, segundo o critério a seguir:
Fraca – dor que não interfere com as atividades da vida cotidiana (trabalho, obrigações domésticas, estudo, etc)
Moderada – dor que não impede, mas interfere com as atividades
Forte – dor que impede as atividades

Localização habitual da dor – Para algumas formas de cefaleia, a localização da dor pode ser uma informação importante.

Informe ao seu médico se as dores costumam acometer toda a cabeça ou se, pelo menos, em algumas crises a dor ocorre em apenas um dos lados.

Se a dor for unilateral, observe se há alternância de lado entre as crises ou se elas ocorrem exclusivamente à direita ou à esquerda.

Qualidade da dor – As dores de cabeça podem ser pulsáteis ou latejantes, constantes, em peso ou aperto, em pontadas, em choque, em queimação e de muitas outras formas de acordo com a percepção do paciente.

Essa informação pode ajudar a esclarecer qual a sua modalidade de dor de cabeça.

Fatores desencadeantes – Algumas formas de cefaleia podem ser desencadeadas quando o paciente é submetido a certos fatores deflagradores (ou desencadeantes).

Os mais frequentemente relatados são: alterações emocionais; atraso na ingestão de alimentos (jejum prolongado); mudanças de horário de sono (dormir demais ou de menos); alimentos e produtos da dieta (chocolate, queijos, frutas cítricas, frutas oleaginosas, vinhos tintos, cerveja, vinho tinto, embutidos, aspartame, glutamato monossódico, cafeína); posições viciosas do pescoço.

Em alguns pacientes a dor pode ser desencadeada por estímulos em determinados pontos da cabeça. Se você perceber correlação entre sua dor e algum desses ou outros deflagradores, anote e informe o médico.

Essa informação poderá ser útil no diagnóstico e também no tratamento.

Fenômenos acompanhantes – Diferentes modalidades de cefaleia acompanham-se de outros fenômenos além da dor.

Avaliar se  ocorre algum deles: intolerância à luz (fotofobia), aos sons (fonofobia) ou aos odores (osmofobia); náusea; vômitos; rebaixamento de uma das pálpebras (ptose); lacrimejamento ou vermelhidão de um dos olhos; congestão nasal ou coriza.

Fatores de agravamento ou de alívio – Procure verificar se sua dor se acentua quando você executa atividades como, por exemplo, caminhar, subir escadas, ou quando abaixa a cabeça. Observe também o que lhe proporciona algum alívio (excetuando-se as medicações) como dormir, repouso, aplicar gelo na cabeça, etc.

Outras informações – Seu médico poderá necessitar saber quais os medicamentos que você vem utilizando e outros que já experimentou para o tratamento das crises e para a prevenção de sua dor de cabeça, bem como o resultado obtido com eles.

Relacione-os de forma sucinta.

Informe, também, se possui outros problemas de saúde que podem influir na escolha da medicação mais adequada para você como: diabetes, hipertensão arterial, doenças cardíacas, asma, depressão, epilepsia, glaucoma, doenças da tireoide e cálculos renais.

O Ambulatório de Cefaleia recebe encaminhamentos do Departamento Regional de Saúde IX do Estado de São Paulo.

medicamentos 20

Cefaleias Secundárias. Seminário. Curso de Medicina da Famema

cefaleia secundariaSeminário apresentado pelos alunos do 4º ano do curso de medicina da Famema Ana Claudia Heiras e Daniel Shuiti Igarashi Ueno durante estágio no Ambulatório de Cefaleia – Ambulatório Mario Covas- disciplinas de Neurologia e Educação em Ciências da Saúde.

A dor de cabeça é um sintoma comum em adultos e crianças, sendo responsável por elevado número de consultas médicas, principalmente neurológicas. Os pacientes frequentemente associam sua dor à possibilidade da existência de uma patologia potencialmente grave, como tumor ou aneurisma intracraniano.

Lembrando que apenas o profissional de saúde especificamente treinado poderá oferecer tratamento adequado para sua dor de cabeça, e algumas orientações podem ser úteis.

A Sociedade Internacional de Cefaleias divide as cefaleias em dois grandes grupos.

O primeiro compreende as cefaleias primárias, aquelas que constituem em si mesmas a doença.

O exemplo clássico é a migrânea sem aura, anteriormente denominada enxaqueca comum, e que atinge aproximadamente 16% das mulheres .

O segundo grupo é formado pelas cefaleias secundárias, que fazem parte do cortejo sintomatológico de uma doença qualquer, seja esta primária do sistema nervoso central ou sistêmica.

Embora as dores de cabeça na sua grande maioria sejam primárias, o risco representado por algumas cefaleias secundárias justifica a preocupação de pacientes e médicos.

Há médicos que se interessam de forma especial pelo estudo das cefaleias e sendo chamados de cefaliatras.

Na grande maioria dos casos, trata-se de neurologistas. Você deveria consultar um desses profissionais, quando:

  1. a dor for de instalação súbita, principalmente se acompanhada a vômitos, tonturas, alterações da consciência, convulsão;
  2. a dor se associa a transtornos neurológicos, como rigidez de nuca, dificuldades para falar, fraqueza ou alterações de sensibilidade em braço, perna ou face; a dor se associa à febre; trata-se da “pior dor já experimentada pelo paciente”;
  3. a dor se iniciou após os 50 anos;
  4. a dor tem caráter progressivo, não respondendo mais a analgésicos; houver aparecimento de uma dor de cabeça nova e diferente daquela já experimentada pelo paciente;
  5. o paciente encontra-se em tratamento de algum tipo câncer ou de síndrome de imunodeficiência adquirida (SIDA);
  6. há história de queda ou trauma de crânio recente;
  7. quando houver abuso de analgésicos, mesmo naqueles pacientes sabidamente portadores de cefaleia primária (uso de mais de 15 comprimidos de analgésicos por mês, nos últimos seis meses). O uso abusivo de analgésicos é a causa mais comum da transformação de dores esporádicas (tipo migrânea) em cefaleia crônica diária.

Um dos mais importantes estudos populacionais sobre dor de cabeça revelou que as cefaleias secundárias mais frequentes foram as associadas à ressaca alcoólica e a processos febris comuns como as infecções das vias aéreas superiores (rinossinusites, faringites, amigdalites, etc).

Entre as patologias graves que determinam cefaleia secundária, incluem-se as hemorragias cérebro-meníngeas, as meningites, os tumores cerebrais e os hematomas intracranianos.

O Ambulatório de Cefaleia recebe encaminhamentos de 62 municípios pertencentes ao Departamento Regional de Saúde IX do Estado de São Paulo.

abuso de analgesicos

Acidente Vascular Cerebral: epidemiolgia, comorbidades e uso de anticoagulantes e antiagregantes

Seminário apresentado pelos alunos do 4º ano do curso de medicina da Famema Gabriel Augusto Queijo e Fernando Tadeu Orlato Rossetti no Ambulatório Neurovascular-Ambulatório Mario Covas – disciplinas Neurologia e Educação em Ciências da Saúde.

Dados retirados do DATASUS mostram que no Brasil o número de internações ultrapassa 225.000 e a mortalidade atinge 88.000 pessoas anualmente.

A denominação AVC envolve duas grandes entidades etiológicas com fisiopatologias completamente distintas:
o acidente vascular cerebral isquêmico (AVCI), que ocorre em até 85% dos casos, e o hemorrágico (AVCH).

A embolia por fonte cardíaca é responsável por aproximadamente 20% dos AVCIs. Desses, metade é causada por trombos originados no átrio esquerdo em decorrência de fibrilação atrial não valvar; a outra metade divide-se entre trombos originados no ventrículo esquerdo (infarto agudo do miocárdio e miocardiopatia dilatada) e por doença valvar.

O AVC nos EUA foi responsável, em 2007, por custos diretos e indiretos da ordem de 34 bilhões de dólares.

Os custos considerados diretos, como cuidados médicos, internações, visitas ambulatoriais, visitas a emergência e medicamentos representaram 18,8 bilhões de dólares.

É importante destacar que o AVC compartilha muitos dos fatores de risco das doenças cardiovasculares, mas exibe uma complexidade etiológica muito maior. Notavelmente, em grande parte das vezes, as afecções cardiovasculares tornam-se comorbidades em um paciente com AVC; além disso, é frequente que as doenças cardiovasculares assumam o papel de causa principal do AVC.

O AVCI, assim como a maioria das doenças cardiovasculares, tem incidência concentrada sobremaneira no indivíduo com mais de 55 anos de idade, faixa em que também se concentra o surgimento da maioria de seus fatores de risco. Por essa razão, a idade é, em si própria, um desses e irá somar-se ao sexo, raça e herança genética para constituírem os principais fatores de risco não modificáveis.

Os negros e hispânicos homens (e outros latino-americanos, como os brasileiros) constituem grupos de risco para afeção pela doença.

As medidas de maior impacto para o controle da doença são justamente as tomadas com a finalidade de prevenção (primária e secundária) e direcionadas aos fatores de risco chamados modificáveis.

Desses, de longe a hipertensão arterial (HAS) é o mais importante e que comprovadamente ocasiona o maior risco tanto para a doença isquêmica quanto para a hemorrágica. A elevação crônica da pressão arterial contribui para a aterosclerose da aorta, das artérias do coração e do cérebro, e dos pequenos vasos, além de sustentar o desenvolvimento de outras complicações cardíacas.

Diabetes mellitus e tabagismo completam a tríade dos principais fatores de risco para AVC. O último parece influenciar tanto na formação de trombos quanto no processo de aterosclerose dos vasos10. Diabetes é sabidamente relacionado a doença de pequenos vasos e o controle glicêmico nesses pacientes, em especial nos que já tiveram o primeiro episódio de AVC, deve ser o mais rigoroso possível.

A dislipidemia, embora sem tanta sustentação epidemiológica como nas doenças cardiovasculares, tem também seu papel no AVCI e seu controle está associado à diminuição da recorrência de eventos cerebrovasculares.

Outros fatores de risco bem definidos para o AVCI incluem a obesidade, estilo de vida sedentário, dieta pouco saudável e condições como estenose carotídea, fibrilação atrial e anemia falciforme.

Classicamente, o AVCI, por suas múltiplas possibilidades etiológicas, tem suas causas classificadas em cinco grandes grupos: doença de pequenas artérias, doença aterosclerótica de grandes artérias (placas de ateroma, estenoses e oclusões), embolia cardíaca, outras causas determinadas (dissecção, trombofilias, infecções) e causas indeterminadas.

A embolia por fonte cardíaca é responsável por aproximadamente 20% dos AVCIs. Desses, metade é causada por trombos originados no átrio esquerdo em decorrência de fibrilação atrial não valvar; a outra metade divide-se entre trombos originados no ventrículo esquerdo (infarto agudo do miocárdio e miocardiopatia dilatada) e por doença valvar.

Os trombos gerados caminham até a porção distal dos vasos intracranianos, quando acabam por oclui-los, podendo causar sintomas clínicos tão catastróficos quanto os que acompanham a síndrome do topo de basilar por exemplo. Outras vezes, os sintomas instalados resolvem-se ou amenizam-se espontaneamente, resultado da recanalização do vaso ocluído que costuma ocorrer mais frequentemente em casos de embolia.

A fibrilação atrial é a arritmia mais frequente da população idosa e chega a aumentar em 20 vezes o risco de AVCI nestes indivíduos.

Seu tratamento vem sofrendo grandes inovações, com o surgimento de diversos agentes anticoagulantes orais em alternativa aos antagonistas da vitamina K antigos, mas em uso até hoje.

O tratamento dessa doença tem sofrido considerável progresso, principalmente a partir de 1995, quando foram publicados os resultados do NINDS rt-PA Study Group, onde pacientes submetidos a trombólise com alteplase em até três horas do início dos sintomas apresentavam chance 30% maior de evoluir sem incapacidade funcional em três meses.

A literatura médica mostra que o principal fator que impede o uso de trombolítico é justamente a janela terapêutica, dando assim grande importância à identificação precoce dos sinais e sintomas do AVC e à rápida locomoção até os centros de emergência. Trazendo assim a concepção, tanto aos profissionais de saúde quanto ao público leigo, que o AVC é realmente uma emergência médica.

O AVC isquêmico que envolve o território carotídeo pode-se manifestar com isquemia retiniana e encefálica (com síndromes neurológicas que associam déficit de funções corticais, como afasia, e déficit motor e/ou sensitivo). Já o AVC isquêmico do sistema vertebro-basilar pode apresentar sintomas como vertigem e ataxia, anormalidades na movimentação ocular, diplopia, hemianopsia e déficit motor e/ou sensitivo unilateral ou bilateral.

Os sintomas mais comuns na instalação de um AVC são:
• Alteração de força e/ou sensibilidade em um ou ambos os lados do corpo
• Dificuldade para falar
• Confusão ou dificuldade para entender e se comunicar
• Dificuldade para a marcha ou equilíbrio
• Dificuldade para enxergar com um ou ambos os olhos
• Cefaleia súbita e intensa
• Rebaixamento do nível de consciência
• Desvio de rima labial

Para diagnóstico acurado, confirmação diagnóstica e exclusão de outras patologias, deve-se proceder logo que houver suspeita de AVC, aos seguintes passos e exames básicos e imprescindíveis:
• Anamnese: deve-se questionar a forma de instalação e evolução dos sintomas, atividade realizada no momento da instalação, horário do início, sintomas relacionados, medicamentos em uso e antecedentes clínicos;
• Exame clínico: deve incluir além do convencional, o exame vascular periférico, e ausculta dos vasos do pescoço;
• Exame neurológico e uso de escalas: escala de coma de Glasgow e escala de AVC do National Institute of Health (NIHSS);
• Exames laboratoriais: glicemia capilar, hemograma completo com plaquetas, sódio, potássio, ureia, creatinina, glicemia sérica, coagulograma completo e troponina;
• Exame de imagem: tomografia computadorizada do crânio sem contraste é o método mais disponível, porém, a ressonância magnética pode ser realizada.

O ambulatório Neurovascular recebe encaminhamentos  de 62 municípios do Departamento Regional de Saúde IX do Estado de São Paulo.

“O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons”.

Martin Luther King

Cefaleias Primárias. Seminário. Curso de Medicina da Famema

dor de cabeça iluminadaSeminário apresentado pelos alunos do curso de medicina da Famema – 4º ano – Gabriela Digmanese Cantovitz e Higor Martins revisando as principais Cefaleias Primárias – Ambulatório de Cefaleia – Ambulatório Mario Covas – disciplinas Neurologia e Educação em Ciências da Saúde.

As cefaleias primárias mais comuns são: enxaqueca, cefaleia de tensão e cefaleia em salvas.

Outras formas menos comuns de cefaleia primária incluem a hemicrania continua, a cefaleia nova diária e persistente, cefaleia do esforço, cefaleia da tosse, cefaleia por estímulo frio, hemicrania paroxística crônica.

Especialistas em cefaleia geralmente tratam também de dores faciais, como a neuralgia do trigêmeo, dor facial atípica, e dor miofascial.

Vários medicamentos podem ser úteis para interromper uma crise de cefaleia: analgésicos comuns, anti-inflamatórios, ergotamina, dipirona, combinações analgésicas e triptanos.

Medicamentos preventivos podem ser receitados por médicos para pessoas que apresentam cefaleia com frequência alta ou com crises de forte intensidade e que não respondem satisfatoriamente à medicação sintomática, ou ambos.

O ambulatório e Cefaleia da Famema recebe atendimento de usuários de 62 municípios  pertencentes ao Departamento Regional de Saúde IX do Estado de São Paulo.

Em defesa do SUS !

Acidente Vascular Cerebral Isquêmico. Seminário. Curso de Medicina da Famema

Seminário apresentado pelos acadêmicos de medicina  da Famema  David Roberto Claro e Bruna Nalin- Ambulatório Neurovascular- disciplinas de Neurologia e Educação em Ciências da Saúde discorrendo sobre  o tema: anticoagulantes, trombolíticos e antiagregantes plaquetários

A apresentação aponta para a farmacodinâmica dos principais antiagregantes plaquetários, trombolíticos  e anticoagulantes, os quais são muito utilizados tanto para a prevenção primária quanto secundária de AVCI.

A utilização do rt-PA nos últimos anos proporcionou enorme avanço na terapêutica do AVCI agudo, pois que sua utilização até 4,5 horas proporciona a lise do coágulo e minimização das sequelas.

O diagnóstico precoce em Hospital de Nível Terciário de Atenção à Saúde e a utilização de equipamentos de suporte avançado à vida em Unidades de Acidente Vascular Cerebral proporcionam menos sequelas quando da alta hospitalar com redução importante de benefícios oferecidos pela Seguridade Social.

Não se pode conceber Saúde Pública sem Unidades de AVC para atendimento eficaz e efetivo em usuários do SUS acometidos com essa patologia.

Em defesa de Unidades de AVC em Hospitais Públicos !

Em defesa de Saúde Pública com qualidade !

Acidente Vascular Cerebral Isquêmico. Seminário. Curso de Medicina da Famema

confusionSeminário apresentado pelos alunos do 4º ano do curso de Medicina da Famema Cybelle Adourian Louback, Douglas Tsunemi e Erica Almeida abordando o tema Acidente Vascular Cerebral Isquêmico no Ambulatório Neurovascular -Ambulatório Mario Covas- disciplinas de Neurologia e Educação em Ciências da Saúde.

No seminário apresentando pelos há importante revisão de  literatura com apontamentos para a epidemiologia, quadro clínico, diagnóstico pelos exames de imagens – tomografia e ressonância magnética.

É fato que houve avanço para o diagnóstico precoce do Acidente  Vascular Cerebral Isquêmico, e que tal situação fática somente foi possível com o descobrimento da tomografia computadorizada e da ressonância magnética.

O diagnóstico precoce possibilita para os hospitais que apresentam Unidades de AVC (Stroke Unit) a utilização do rt-PA, um trombolítico que aplicado até 4,5 horas pode dissolver o coágulo  sanguíneo e minimizar a presença de sequelas neurológicas.

O ambulatório de Neurovascular recebe encaminhamentos de usuários do SUS de 62 municípios do Departamento Regional de Saúde IX do Estado de São Paulo.

Em defesa de Saúde Pública com qualidade !

avc- na bahia

Médico e advogado. Professor universitário. Um blog de um liberal sem medo de polêmica ou da censura da esquerda “politicamente correta”, que analisa os principais acontecimentos do país com independência, focando em saúde, economia, política e direito. Mora em Marília- Estado de São Paulo.