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Semana Jurídica – Univem 2011

No dia 03 desse mês aconteceu a brilhante apresentação do  Prof. Dr. Fernando Capez que discorreu os princípios constitucionais do direito penal: princípio da insignificância, princípio da alteridade, princípio da intervenção mínima e princípio da ofensividade.

Os princípios ora elencados são fundamentais no processo penal, e sua aplicação com maestria pode acusar ou absolver o réu.

Parabéns ao Prof. Dr. Edinilson Donisete Machado – coordenador do Curso de Direito do Univem –  e todo o corpo docente da instituição pela escolha dos temas e dos professores convidados na 28ª Semana Jurídica do Univem.

São esses maravilhosos encontros entre os alunos da instituição, e os professores convidados que podemos avaliar nosso entendimento do ordenamento jurídico, a dificuldade dos  operadores do direito, e do Poder Judiciário para aplicar o direito.

Semana Jurídica Univem 2011  – grande sucesso !

Sucesso aos idealizadores !

MARCHIOLI E DR FERNANDO CAPEZ

Cefaleias Primárias. Seminário. Curso de Medicina da Famema

dor de cabeça- desenhoSeminário apresentado pela aluna Denise Marvulle Tan – 4ª série Medicina Famema no Ambulatório de Cefaleia – Ambulatório Mário Covas no dia  30 de setembro- disciplinas Neurologia e Educação em Ciências da Saúde.

Abordagem extensa  abordando epidemiologia, fisiopatogenia e tratamento das Cefaleias  Primárias.

As cefaleias  primárias são muito frequentes na prática clínica diária, e deveriam ser conhecidas de todas as especialidades médicas.

Somente as cefaleias secundárias  deveriam ser encaminhadas aos neurologistas, mas infelizmente todos os tipos de cefaleias são encaminhadas ao Ambulatório de Cefaleia.

Em tese, todos os médicos têm plena capacidade de tratar as cefaleias primárias,e na falha do tratamento, pode-se encaminhar ao neurologista.

A migrânea é a cefaleia primária mais incapacitante.

A migrânea é uma doença neurológica crônica cuja prevalência na população geral é estimada em 15%, que provoca grande impacto socio-econômico e piora da qualidade de vida.

A enxaqueca acomete mais mulheres do que homens em uma proporção de 5:2 pode iniciar na infância ou na adolescência e acompanha o paciente por toda vida.

Acomete aproximadamente 20% das mulheres, 6% dos homens e 4% a 8% das crianças.

A migrânea acarreta, além do sofrimento individual, prejuízo social e econômico de custo direto (como atenção médica e medicamentos), e indireto (como redução da produtividade e faltas ao trabalho).

A migrânea se caracteriza clinicamente por crise de cefaleia intermitente, de moderada a intensa ou intensa e se apresenta frequentemente em localização unilateral e com sintomas associados.

A dor é pulsátil,  acompanhada ou precedida por náuseas e alterações sensoriais, que pioram com atividades físicas rotineiras e promove incapacidade.

A duração das crises pode chegar a 72 horas quando não são tratadas de forma eficaz.

A fisiopatologia da migrânea ainda não foi completamente elucidada, mas é comprovado que 60% a 80% dos casos de enxaqueca são de natureza genética .

Um plano para a terapêutica da migrânea inclui o tratamento agudo da crise e a terapia profilática de longo prazo.

O tipo de tratamento a ser seguido deve ser avaliado com base no preenchimento do diário da cefaleia.

O plano de cuidados mais eficiente para o tratamento profilático das migrâneas inclui o afastamento dos fatores deflagradores, tratamento medicamentoso preventivo, uso de medicamentos abortivos – para os momentos de dor – e as terapias acessórias ou não medicamentosas .

A migrânea pode ser dividida em dois subtipos principais: migrânea com aura ou clássica e migrânea sem aura ou comum.

A relação entre a enxaqueca clássica e a comum é de 1:5 .

O diagnóstico de migrânea baseia-se em critérios clínicos publicados em 2003 pela Sociedade Internacional das Cefaleias:

1. Critérios diagnósticos da Sociedade Internacional de Cefaleias para migrânea
(2003):

1.1 – Migrânea sem aura – Critérios diagnósticos:
A. Ao menos cinco crises – preenche critérios B-D.
B. Crises de cefaleia com duração de 4-72 horas, quando não tratadas ou tratadas
sem sucesso.
C. Cefaleia tem ao menos duas das seguintes características:
. localização unilateral
. qualidade pulsátil.
. intensidade da dor de moderada à grave
. agravamento da dor por atividade física de rotina (andar ou subir escadas)
D. Durante a cefaleia, pelo menos um dos seguintes:
. náuseas e/ou vômitos
. fotofobia e fonofobia
E. Não ser atribuível a outras causas.

1.2 – Migrânea com aura – Critérios diagnósticos:
A. Ao menos duas crises – preenche critério B-D
B. Presença de aura definida por pelo menos um dos seguintes critérios, à exceção
de fraqueza motora:
. sintomas visuais completamente reversíveis, – incluindo presença de sinais
positivos (luzes, pontos ou linhas brilhantes) e/ou negativos (perda da visão)
. sintomas sensoriais completamente reversíveis – incluindo achados positivos
(picadas, agulhadas) e/ou negativos (parestesias)
. disfasia completamente reversível
C. Ao menos duas das seguintes:
. sintomas visuais homônimos e/ou sintomas sensoriais unilaterais
. ao menos um dos sintomas da aura se instala gradualmente ( 5 min.) e/ou os
sintomas de aura se sucedem a intervalos  5 minutos
. os sintomas duram  5 minutos e  60 minutos
D. Cefaleia preenche – os critérios B-D para 1.1 migrânea sem aura. A cefaleia segue-se a aura dentro de 60 minutos
E. Não ser atribuível a outras causas.

A migrânea apresenta quatro estágios: os pródromos, a aura, a dor e o período de resolução com os sintomas residuais.

Os pródromos podem aparecer até 24 horas antes do início da cefaleia e normalmente podem ser caracterizados por alterações de humor, irritabilidade, anorexia, náusea, bocejos, compulsão por alimentos, dificuldade de concentração e/ou raciocínio e retenção hídrica.

A aura são sintomas neurológicos focais que podem preceder ou acompanhar a dor. Os sintomas são graduais, e se instalam em 5-20 minutos, e duram no máximo uma hora.

Considera-se que a aura é causada pela depressão alastrante cortical, na qual há uma despolarização de neurônios que começa na região occipital, (causa os sintomas visuais) e migra para o córtex frontal.

Alguns dos sintomas da aura são fenômenos visuais como luzes cintilantes, linhas em zigue-zague, ou recortadas, manchas cegas, dificuldade para focar as imagens ou uma percepção distorcida dos objetos.

Além das manifestações visuais, podem ocorrer também parestesias, disfunção motora como fraqueza ou incoordenação, dificuldade para falar ou comprometimento do equilíbrio (migrânea basilar).

Esses sintomas ocorrem em sequência e a aura visual é a mais comum.

As principais estruturas envolvidas na fisiopatologia da migrânea parecem ser o córtex, tronco cerebral, o sistema trigêmino-vascular, os grandes vasos do polígono de Willis e as fibras autonômicas que inervam estes vasos, e os vários agentes vasoativos liberados localmente.

Após o pico de intensidade máxima da cefaleia, segue-se um período de resolução, durante o qual o paciente pode vomitar e em seguida dormir.

Os sintomas residuais podem incluir fadiga, fraqueza, dificuldade de concentração e confusão mental .

Foi constatado que os pacientes com a migrânea têm tendência a apresentarem pior desempenho em tarefas que exigem habilidades de memória verbal, velocidades de processamento visuomotor e função executiva, quando comparados com pessoas sem cefaleia .

Além disso, foi visto que quando comparados a outras condições crônicas, como osteoartrose, depressão e diabetes mellitus, os migranosos obtiveram os piores escores de qualidade de vida, juntamente com os portadores de depressão.

Muitos têm afetada sua decisão acerca de empregos, evitam situações sociais ou festas em que possam desencadear crises, o que indica que a migrânea diminui significativamente a qualidade de vida não somente durante os ataques, como também nos períodos intercríticos, quando ansiedade, medo e incerteza contribuem para uma gradual retirada da maioria dos contatos sociais.

O tratamento agudo da migrânea tem como objetivo restaurar a função normal do paciente de forma rápida, eficiente e consistente, bem como aliviar ou eliminar a cefaleia e seus sintomas associados par permitir um alívio sustentado da crise e evitar o seu retorno antes de 24 horas .

As opções de drogas podem ser consideradas específicas ou não específicas: as primeiras exemplificadas pelos triptanos  e as inespecíficas são exemplificadas pela aspirina, paracetamol, anti-inflamatórios não esteroidais, e combinações de analgésicos com cafeína.

Mais recentemente, foi evidenciado que o uso combinado de um triptano (sumatriptano e rizatriptano) administrado oralmente com um anti-inflamatório não esteroidal (naproxeno, ácido tolfenâmico e rofecoxib), reduziu significativamente a recorrência da cefaleia e revelou maior eficácia no alívio da dor de cabeça, da náusea e da fotofobia.

A abordagem mais eficiente para o tratamento da migrânea inclui o afastamento dos fatores deflagradores, tratamento medicamentoso preventivo, uso de medicamentos abortivos para os momentos de dor, e as terapias acessórias ou não medicamentosas.

A prevenção medicamentosa da migrânea pode aumentar o limiar para ativação do processo migranoso tanto central como perifericamente; diminuir a ativação do centro gerador da migrânea; aumentar a antinocicepção central; aumentar o limiar para a depressão alastrante e estabilizar o sensível sistema nervoso dos migranosos; através de modificações do tono simpático ou serotoninérgico.

O tratamento profilático deve ser iniciado com o intuito de melhorar a qualidade de vida, diminuir o grau de incapacidade, reduzir a frequência e intensidade das crises, bem como facilitar a resposta ao tratamento abortivo.

Para o tratamento profilático, as classes de medicamentos utilizados são: betabloqueadores, antidepressivos tricíclicos, inibidores seletivos de recaptação da serotonina, antagonistas dos canais de cálcio, antagonistas da serotonina e anticonvulsivantes.

As indicações da profilaxia para a migrânea são: frequência das crises (três ou mais por mês); grau de incapacidade; falência da medicação abortiva; ineficácia da profilaxia não farmacológica, quando tiver sido essa a preferência inicial do paciente.

Muitas destas substâncias  profiláticas podem levar de 40 a 50 dias para começar a demonstrar alguma eficácia clínica, o que muitas vezes resulta em mudanças precoces nas condutas terapêuticas, ou abandono do tratamento pelo paciente.

Uma pesquisa britânica revelou que um gene defeituoso pode ser a causa das dores de cabeça características da enxaqueca.

Os cientistas envolvidos na pesquisa acreditam que a descoberta pode levar a novos tratamentos para a doença.

Segundo o estudo publicado na revista Nature Medicine, o mau funcionamento de um gene conhecido como “Tresk” faz com que fatores do ambiente ativem áreas do cérebro que controlam a dor, causando a enxaqueca.

O Ambulatório de Cefaleia atende encaminhamentos do Departamento Regional de Saúde IX do Estado de São Paulo.

Em defesa do SUS !

Acidente Vascular Cerebral. Seminário. Curso de Medicina da Famema

avc- vermelho e azulSeminário sobre Acidente Vascular Cerebral  apresentado pelos alunos  Gabriela de Fátima Batista Peloso e  Hugo Rodrigues Rosa- alunos do 4º ano do curso de medicina da Famema no Ambulatório Neurovascular- Ambulatório Mário Covas- disciplinas Neurologia e Educação em Ciências da Saúde.

O importante é enfatizar aos alunos do 4º ano do curso de medicina que podemos fazer uso do rt-PA até 4,5 horas do início dos sintomas.

A Organização Mundial de Saúde, defende que o AVC é provocado por uma interrupção no suprimento de sangue ao cérebro, e ocorre quando uma artéria que fornece sangue ao cérebro fica bloqueada, ou se rompe.

Se as células cerebrais perdem o suprimento de oxigênio e de nutrientes por consequência podem parar de trabalhar temporariamente ou então, morrem. A morte resulta em áreas de necrose localizada que são designadas como infartos cerebrais. Mas existem muitas células remanescentes que podem provocar o ressurgimento de movimentos perdidos se o paciente for tratado devidamente.

As causas mais comuns de AVC são os trombos, embolismo ou  ainda trombofilias.

Os infartos cerebrais resultam de dois processos patológicos, a trombose, que é o bloqueio de uma artéria do cérebro, causado por um coágulo sanguíneo sólido ou trombo que se forma dentro do sistema vascular; e a embolia, que é um bloqueio causado por um fragmento destacado do trombo que se formou em outro local e é levado para o cérebro pela corrente sanguínea .

A terapia trombolítica é a única forma de diminuir ou impedir sequelas dessa patologia.

Os usuários do SUS  atendidos pelo Hospital das Clínicas ainda não recebem a terapia trombolítica usada em todo o mundo, e em grandes centros médicos do Brasil (UNESP, USP, UNICAMP, FAMERP),  que pode mudar o curso da evolução do AVC.

Sem Unidade de AVC, as sequelas serão enormes nos usuários do SUS que procuram o Hospital das Clínicas.

O projeto existe com recursos do Ministério da Saúde.

Em defesa do SUS !

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Caso Clínico – Reunião de Integração Clínica na Famema

casos clinicosCaso clínico discutido pelo docente da disciplina de cirurgia infantil – Dr. Antonio Henrique sobre afecções cirúrgicas na Infância  em Reunião de Integração supervisionada pelo  Prof. Dr.  Daher Sabbag Filho.

Importante tema a ser discutido com os alunos da 4ª série do curso de medicina, pois são patologias frequentes em ambulatórios de pediatria, enfermarias de pediatria, e ambulatórios de cirurgia infantil.

A reunião de integração é uma possibilidade que a mesma seja o projeto piloto da reunião anátomo-clínica, a qual não existe mais na Famema.

Não sabemos do porquê foi abandonada.

Lamentável pensar que ensinar por meio de aulas magnas e ou seminários seja um modelo de ensino-aprendizagem ultrapassado.

Transferir a aprendizagem para o aluno é correto sim !

Reunião anátomo-clínica é necessária para os alunos, e para os docentes se reciclarem.

Os pensadores do “PBL made in Brasil”, talvez pensem que não seja necessário as reuniões clínicas.

Sem comentários !

casoclinico 2

Tratamento da Enxaqueca. Seminário. Curso de Medicina da Famema

enxaqueca - vermelhoSeminário apresentado pelos acadêmicos de medicina do 4º ano do curso de medicina da Famema –  Cintia Delbem Albino, Caroline Alberghini e  Felipe  Lacerda- Ambulatório de Cefaleia- Ambulatório Mário Covas- disciplinas  Neurologia e Educação em Ciências da Saúde. Excelente revisão dos principais fármacos envolvidos na profilaxia e tratamento da crise de enxaqueca.

A compreensão dos fármacos principalmente em farmacocinética e farmacodinâmica é de fundamental importância no sucesso do tratamento na cefaleias primárias.

Associações de fármacos de mecanismos de ação semelhantes não aumentam a eficácia do tratamento, e às vezes surge até a cefaleia secundária pelo uso abusivo de analgésicos em tratamento ineficaz, ou a própria automedicação que advém do próprio paciente na busca do alívio da dor.

A enxaqueca tem prevalência  em média, variando um pouco de 15% da população, e é uma doença extremamente debilitante, com muitas perdas laborais em crises migranosas.

A OMS (Organização Mundial de Saúde) apontou a enxaqueca como a quarta doença crônica mais incapacitante no mundo, atrás apenas da tetraplegia, psicose e demência.

A  enxaqueca é de causa genética.

A dor intensa de cabeça, que pode vir associada a outros sintomas, é tão perturbadora que, nos Estados Unidos, o governo calcula perder milhões de dólares por ano com funcionários que faltam ao trabalho por causa da doença.

A enxaqueca é uma cefaleia benigna, isto é, não está relacionada a tumores ou outras moléstias graves.

Na crise, o paciente pode sentir intolerância à luz e a cheiros, náuseas ou vômito e vertigem.

A dor é pulsátil ou latejante, ocorrendo de um lado da cabeça, ou alternando de um lado para outro durante os episódios. A duração vai de quatro a 72 horas e costuma piorar com esforço físico e melhorar com repouso e sono.

Algumas pessoas, antes de a dor chegar, podem sofrer com perturbações visuais (enxergar pontos luminosos, por exemplo) ou formigamentos em alguma parte do corpo.

A Sociedade Internacional de Cefaleia reconhece mais de 150 modalidades de dor de cabeça, e a enxaqueca é uma delas.

Em cerca de 15% dos casos, o quadro de dor é precedido por uma aura premonitória que envolve sinais neurológicos – como as alterações visuais.

O tratamento mais eficaz é multidisciplinar e a maioria dos médicos defende que medidas preventivas devem ser instituídas quando acontecem pelo menos dois ataques por mês, ou quando há aumento na incidência das crises.

Neuromoduladores, betabloqueadores, antidepressivos tricíclicos, anticonvulsivantes  são empregados na profilaxia.

Na crise triptanos ou anti-inflamatórios  mais analgésico são opções interessantes.

Como doença neurológica genética, não há cura.

O Ambulatório de Cefaleia   tem recebido encaminhamento dos usuários do Departamento Regional de Saúde IX para atendimento e tratamento.

Lutemos por uma Saúde Pública com qualidade !

enxaqueca- mulher mãos na cabeça

Genética Clínica – Reunião de Integração Clínica na Famema

caso clinico 5Seminário de Síndromes Genéticas  discorrendo os exames físicos, cariótipos, e fisiopatogenia cada Síndrome Genética.

As síndromes genéticas foram apresentadas em duas sessões na aula magna de apresentação do Prof. Dr. Daher Sabbag Filho.

PARTE 1- SÍNDROMES GENÉTICAS
PARTE 2 – SÍNDROMES GENÉTICAS

As doenças genéticas são de extrema importância para a formação médica, e nesse seminário houve síntese das principais  apresentações clínicas  que ocorrem no Ambulatório de Genética Clínica, o qual é coordenado pelo professor Sabbag.

Infelizmente esse seminário não é apresentado dentro da grade curricular do 4º ano do curso de medicina, e não sabemos por que a Coordenadoria do Curso de Medicina da Famema não convida o docente para tal exposição em aula magna.

Em defesa do ensino superior com qualidade !

Em defesa de aulas e seminários em cursos de medicina.

caso clinico 4