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Anticonvulsivantes. Seminário. Curso de Medicina da Famema

Seminário apresentado pelo acadêmico Felipe Sanches Paro do  4º ano do curso de medicina da Famema – Ambulatório de Cefaleia – Ambulatório Mário Covas- disciplinas de Neurologia e Educação em Ciências da Saúde sobre o tema anticonvulsivantes.

O seminário discorre sobre os principais anticonvulsivantes mais indicados no tratamento da epilepsia.

O conhecimento da farmacologia  é de fundamental importância para o sucesso no tratamento das crises convulsivas, bem como a escolha de associações com mecanismos de ação diferentes  para maior eficácia nos pacientes com epilepsia.

Infelizmente, o Ministério da Saúde ainda não disponibiliza todos os tipos de anticonvulsivantes  na rede básica de saúde.

Anticonvulsantes são fármacos que, entre outras importantes ações na psiquiatria, também na neurologia evitam ou controlam as crises epilépticas.

Dessa forma os anticonvulsivantes são chamados, na neurologia, como antiepilépticos, e na psiquiatria, como anti-impulsivos e estabilizadores do Humor no Transtorno Afetivo Bipolar.

Pacientes epilépticos podem resistir ao seu uso por não se considerarem bipolares e, ao contrário, os bipolares estranham o fato de terem que tomar um medicamento para epilepsia.

Mas é assim que se faz universalmente.

Alguns desses fármacos, como dissemos, possuem efeitos antimaníacos (antieufóricos) e, possivelmente, antidepressivos (carbamazepina, valproato de sódio, clonazepam), podem ser úteis no tratamento das fortes reações de ira e da conduta impulsiva e agressiva.

Os anticonvulsivantes não devem nunca ser suspensos de forma súbita devido ao risco de produzir crises convulsivas na abstinência.

Os principais anticonvulsivantes usados no Brasil são:
– Carbamazepina
– Fenobarbital
– Gabapentina
– Lamotrigina
– Oxcarbazepina
– Valproato de Sódio
– Topiramato
– Hidantoína

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Epilepsia – Crises Epilépticas. Seminário. Curso de Medicina da Famema

epilepsia - roxoSeminário apresentado pelo acadêmico do 4º ano do curso de medicina Felipe Sanches Paro – Ambulatório de Cefaleia- Ambulatório Mário Covas- disciplinas Neurologia e Educação em Ciências da Saúde – Famema sobre o tema Epilepsia e Crises Epilépticas.

O aluno de medicina necessita classificar os tipos de crises epilépticas para a escolha de fármacos adequados no sucesso no tratamento da Epilepsia.

A escolha inadequada de anticonvulsivantes pode comprometer o tratamento das crises epilépticas, e ainda provocar baixa adesão ao tratamento clínico instituído pelo neurologista ou por clínico Geral.

Epilepsia (epi=de cima e lepsem=abater) é palavra originada do grego que significa “algo que vem de cima e abate as pessoas”. “Um distúrbio elétrico originado no cérebro que provoca crises epilépticas”.

Na própria etimologia, a epilepsia foi premiada com um caráter místico, misterioso, religioso e mágico.

A superstição, a crendice, as ideias infundadas passaram a ser os maiores inimigos do epiléptico.

Crise convulsiva: É a manifestação motora ocasionada pela descarga de uma população neuronal anormalmente  excitável (descarga de impulso nervoso anárquico).

Crise epiléptica: É qualquer fenômeno sensitivo, motor ou psíquico produzido pela descarga de uma população neuronal anormalmente excitável.

Epilepsia: É a ocorrência de pelo menos 2 crises epiléticas, ou seja, é a recorrência das crises epilépticas após o médico ter afastado outras doenças como causa.

Assim, podemos dizer que toda crise convulsiva é uma crise epilética mais nem toda crise epiléptica se manifesta como crise convulsiva.

Classificações das crises epilépticas:

AS CRISES PARCIAIS SIMPLES PODEM SER:

  • Motora: movimento involuntário
  • Sensorial: parestesias (formigamento), sintomas visuais ou olfativos (cheiro)
  • Psíquica: Déjà vu (sensação de já ter estado em local jamais visitado pelo próprio).

AS CRISES PARCIAIS COMPLEXAS PODEM SER:

  • Epilepsia do lobo temporal mesial (ELTM):

Associado com crise febril na infância possui período livre de crises até a adolescência.

Caracterizada pela perda da consciência seguida de automatismos oro-alimentares (movimentos de mastigação ou deglutição) e está associado com esclerose do hipocampo (estrutura localizada nos lobos temporais do cérebro humano), sendo a mais comum epilepsia do adulto. Tratamento de escolha: Carbamazepina ou Fenitoína.

AS CRISES GENERALIZADAS PODEM SER:

  • Ausência (pequeno mal):

Faixa etária 5-7 anos de idade, possui lapsos curtos e sucessivos da consciência (perda da consciência < 10 segundos). Alguns fatores podem desencadear como a hiperventilação (respiração rápida e profunda) e hipoglicemia (diminuição dos níveis de açúcar no sangue). Tratamento de escolha: Acido Valpróico ou Etossuximida.

  • Crise Tônico-Clônica Generalizada (enrijecimento seguido de movimentos repetidos involuntários) CTCG:

Perda da consciência com queda, seguida de uma fase tônica (enrijecimento da musculatura) “grito epiléptico”, espasmo tônico extensor de todo corpo, apneia (ausência da respiração) e cianose (coloração azulada da pele decorrente de diminuição oxigênio tecidual) e terminada na fase clônica (movimentos repetidos e involuntários). Tratamento de escolha: Ácido Valpróico ou Fenobarbital

  • Epilepsia Mioclônica Juvenil (EMJ):

Início 8-20 anos e caracteriza por mioclônias (movimento involuntário da musculatura) matutinas que podem evoluir para Tônico-Clônico Generalizada. Desencadeadas pela privação do sono, exposição à luz estroboscópica (luz de danceteria). Tratamento de escolha: Ácido Valpróico ou Fenobarbital.

  • Crise Mioclônicas:

Abalos clônicos bilaterais e simétricos (cabeça, tronco e membro) sem perda da consciência. Pode evoluir para Tônico-Clônica Generalizada.

  • Crise Atônica (ausência de força):

Atonia súbita de todo o corpo, levando à queda imediata, ou só da cabeça e a consciência é preservada. Tratamento de escolha: Ácido Valpróico ou Lamotrigina.

  • Estado do Mal Epiléptico (EME):

Por definição é a crise epiléptica que não cessa ou que possui crises reentrantes sem recobrimento da consciência superior a 30minutos, mas na prática consideramos como crises maiores que 5 minutos.

Manutenção das vias aéreas, glicemia capilar, acesso venoso: Benzodiazepínico, Fenitoina, Fenobarbital e monitorização eletrocardiográfica devem ser propostos no plano de cuidados.

Tomografia no Mal Epiléptico pode ser interessante.

Ambulatório Mário Covas atende os usuários do SUS encaminhados pelo  Departamento Regional de Saúde IX do Estado de São Paulo.

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Cefaleias Primárias e Secundárias. Seminário. Curso de Medicina da Famema

mulher-dor-de-cabeça-azulSeminário apresentado pelas alunas Giovana Pinotti e Bruna Bueno – Ambulatório Neurologia –  Ambulatório Mario Covas – disciplinas Neurologia e Educação em Ciências da Saúde  discutindo cefaleias primárias e secundárias.

As cefaleias secundárias deveriam ser as únicas atendidas pelo Neurologista, já que as cefaleias primárias, em tese, podem ser atendidas por qualquer médico, independente da especialidade médica.

A cefaleia secundária é a dor de cabeça que é causada por uma outra doença, que tem como manifestação clínica a dor de cabeça.

A cefaleia secundária pode ser devido a uma lista grande de alterações do organismo e da sua interação com o ambiente.

As cefaleias secundárias podem ser causadas por:

  • traumas cranianos e/ou cervicais;
  • doenças que afetam as artérias, veias e a circulação do cérebro (aneurismas, isquemias e sangramentos no cérebro);
  • por doenças que aumentam ou diminuem a pressão de dentro da cabeça;
  • por tumores cerebrais;
  • pela ingestão ou exposição a produtos químicos nocivos e tóxicos (gás carbônico, álcool, drogas, Aji-no-moto), pelo uso excessivo de analgésicos, ou pela retirada de substâncias (opioides e cafeína);
  • por infecções;
  • por alteração metabólica, por desequilíbrio do funcionamento do organismo (alterações de hormônios, pressão arterial, oxigenação);
  • por problemas das estruturas pericranianas, ou seja, qualquer problema de olhos, ouvido, nariz e seios da face, dentes e ATM, pescoço, pode causar dor.

Tabela de  Causas de Cefaleias Secundárias

Grupo Exemplos
Traumas cranianos ou do pescoço Acidentes de carro, batidas na cabeça
Doenças das artérias, veias ou circulação cerebral Aneurismas, isquemias ou sangramentos
Aumento ou diminuição da pressão intracraniana Hidrocefalia, Cefaleia pós-raquianestesia
Tumores cerebrais Gliomas, meningiomas, metástases
Produtos químicos gás carbônico, álcool, drogas, Aji-no-moto), analgésicos, retirada de opioides ou cafeína
Infecções Cerebrais (meningites), no corpo (gripes, sinusites, pneumonias, infecções urinárias)
Desequilíbrios do organismo Hormonais (tireoide, adrenal, ovários), pressão arterial, oxigenação)
Doenças de estruturas pericranianas Doenças dos olhos, ouvidos, nariz, seios da face, dentes, ATM, pescoço

A Sociedade Internacional de Cefaleias publicou em 1988, pela primeira vez critérios diagnósticos para se definir um ou outro tipo de dor de cabeça, que recentemente foi atualizada na sua segunda edição (2004).

A necessidade de exames de imagem é fundamental para se ter o diagnóstico correto nos pacientes com suspeita de cefaleia secundária, tais como tomografia computorizada de crânio e ou ressonância magnética de crânio.

O Ambulatório de Cefaleia  instalado no Ambulatório Geral – Mário Covas é credenciado pelo Departamento Regional de Saúde IX do Estado de São Paulo.

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cefaleia primaria e secundaria

Diretoria de Graduação da Famema omite a verdade sobre a Comissão de Ambulatórios

fakeOs professores Milton Marchioli, Djalma Vasquez e Daher  Sabbag ofereceram a criação de uma Comissão de Ambulatórios com o intuito de melhorar a inserção dos alunos nesse cenário de ensino-aprendizagem, sem  onerosidade para a instituição, ou seja, sem nenhuma contraprestação econômica da Faculdade de Medicina de Marília (Famema) para tal proposta.

Alguns alunos afirmaram que durante a reunião cogitou-se que a Comissão de Ambulatórios não teria sido aprovada pela Diretoria de Graduação, visto que a mesma afirmou que os docentes Milton Marchioli, Djalma Vasquez e Daher Sabbag teriam pedido recursos financeiros para a proposta apresentada.

O requerimento protocolado na Secretaria Geral da Famema (foto abaixo) nega tal afirmativa.

requrimento - 2011- Comissão de Ambulatórios

Diante de tal noticia inverídica proveniente da Diretoria de Graduação postamos o documento que confirma que jamais se pediu qualquer valor econômico para  o funcionamento da Comissão de Ambulatórios.

É tática antiga da  atual Diretoria de Graduação desqualificar qualquer docente contrário a esse modelo de gestão acadêmica, ou qualquer proposta contrária aos interesses da instituição.

Lamentável se constatar uma inverdade dessa complexidade.

O requerimento postado no blog mostra a falácia apontada pela Diretoria de Graduação e pela Coordenadoria do Curso de Medicina da Famema.

 

falsa acusação

Cefaleia Tensional. Seminário. Curso de Medicina da Famema

cefaleia tensional - cadeadoSeminário apresentando pelos alunos Cauê  Swenson Soares e Ederson Shibuya Kida sobre a fisiopatogenia da Cefaleia Tensional – Ambulatório Cefaleia – Ambulatório Mário Covas- disciplinas Neurologia e Educação em Ciências da Saúde – 4º ano do curso de medicina da Famema.

A fisiopatogenia da cefaleia tensional ainda não é completamente esclarecida, mas já é certo que não é causada por tensão muscular como se acreditava no passado.

Há outras teorias envolvidas.

Há a possibilidade de que os mecanismos centrais da  dor, como os núcleos da rafe, e subbstância periaquedutal não produzam substâncias  endógenas que inibam a passagem dos estímulos da dor para o tálamo, e posteriormente o surgimento da cefaleia.

A cefaleia tensional costuma ser a mais prevalente, e pode ser aguda ou crônica.

Em geral, é uma dor em peso ou aperto, bilateral, de intensidade leve ou moderada, que se manifesta na testa, na nuca ou na parte de cima da cabeça e pode duras até 7 dias.

A duração da crise varia bastante, no entanto, em geral não impede que a pessoa exerça suas atividades rotineiras.

Os antidepressivos tricíclicos são a melhor escolha no tratamento da cefaleia tensional, e um dos seus mecanismos de ação é aumentar a quantidade de serotonina em vias inibitórias da dor.

O uso abusivo de analgésicos pode provocar o surgimento de cefaleia secundária pelo uso dos mesmos, e piorar o tratamento da cefaleia tensional.

O Ambulatório de Cefaleia recebe encaminhamentos de usuários do SUS do Departamento Regional de Saúde IX do Estado de São Paulo.

Em defesa do SUS !

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Fisiopatogenia da Enxaqueca. Seminário. Curso de Medicina da Famema

enxqueca tratamentoSeminário apresentado pelo aluno Felipe Mendonça Lacerda – 4º ano do curso de medicina da Famema sobre fisiopatologia da enxaqueca ocorrido no Ambulatório  de Cefaleia – Ambulatório Mário Covas- disciplinas de Neurologia e Educação em Ciências da Saúde.

A fisiopatogenia da Enxaqueca só recentemente passou a ser melhor compreendida pela medicina atual.

Muito valor se deu para a teoria vascular na crise de enxaqueca, mas o que restou demonstrado agora, é que a teoria trigêmino-vascular é a  mais completa na gênese da migrânea.

A teoria vascular da enxaqueca é agora considerado secundário à disfunção cerebral, e é desacreditada por muitos pesquisadores.

Os efeitos da enxaqueca pode persistir por alguns dias após a dor de cabeça.

Muitos doentes relatam um sentimento dolorido na área onde a dor estava localizada, e alguns relatam que o pensamento está mais lento alguns dias depois da crise.

Enxaqueca pode ser sintoma de hipotiroidismo.

Teoria despolarização

Um fenômeno conhecido como depressão alastrante cortical pode causar enxaquecas. Na depressão alastrante cortical, a atividade neurológica é  “disparada”  sobre uma área do córtex do cérebro.

Esta situação resulta na liberação de mediadores inflamatórios que provoca irritação das raízes dos nervos cranianos, mais particularmente o nervo trigêmeo, que transmite as informações sensoriais para a cabeça.

Esta visão é apoiada por técnicas de neuroimagem, que parecem mostrar que a enxaqueca é primariamente um distúrbio do cérebro (neurológicas), não dos vasos sanguíneos (vascular).

A despolarização se espalhando (variação elétrica) pode começar 24 horas antes do ataque, com início da dor de cabeça que ocorrem em torno do momento em que a maior área do cérebro é despolarizada.

Um estudo francês em 2007, usando a técnica por emissão de pósitrons (PET) identificou o hipotálamo como sendo criticamente envolvido nos estágios iniciais.

Teoria vascular

Enxaquecas pode começar  nos vasos quando se contraem e  se expandem de forma inadequada. Isto pode começar no lobo occipital como espasmo das artérias. Redução do fluxo de sangue do lobo occipital desencadeia a aura que alguns indivíduos têm. .

Teoria da serotonina

A serotonina é um tipo de neurotransmissor, ou “comunicação química” que passa mensagens entre as células nervosas. O neurotransmissor ajuda a controlar o humor, a sensação de dor, comportamento sexual, o sono, bem como a dilatação e constrição dos vasos sanguíneos.

Baixos níveis de serotonina no cérebro pode levar a um processo de contração e dilatação dos vasos sanguíneos que provocam uma enxaqueca.

TIRAMINA

A National Headache Foundation tem uma lista específica de triggers com base na teoria tiramina. No entanto, um artigo de revisão de 2003 concluiu que não havia nenhuma evidência científica para um efeito de tiramina sobre enxaqueca.

Outras Teorias

Revisão de autores descobriram que o álcool, a retirada de cafeína, e refeições ausentes (hipoglicemia) são os mais importantes precipitantes de enxaqueca dietética, e que alguns pacientes relataram sensibilidade ao vinho tinto.

Há evidências que apontam “triggers suspeitos”  como queijo, chocolate, histamina, tiramina, nitratos, e nitritos.

No entanto, os autores da revisão também notaram que, embora a restrição da dieta geral não tem demonstrado ser uma terapia eficaz na enxaqueca, é benéfico para o indivíduo evitar o que tem sido a causa ensejadora da enxaqueca.

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