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Trombose Venosa Cerebral. Ambulatório Neurovascular da Famema

trombose venosaSeminário apresentado pela Residente de Neurologia –  Dra. Vanessa  Vieira – Serviço de Neurologia – Faculdade de Medicina de Marília em revisão sobre a epidemiologia, quadro clínico e tratamento da Trombose Venosa dos Seios Cerebrais.

O seminário aconteceu no Ambulatório Neurovascular- disciplinas Neurologia e Educação em Ciências da Saúde- Famema.

A revisão do tema passa por exames de imagem da Trombose Venosa Cerebral, bem como a discussão da anticoagulação na fase aguda, e o tempo de tratamento após o diagnóstico.

Ao final  do seminário há uma  correlação de pontos tormentosos e indicações de condutas frente as mais variadas situações clínicas que podem acontecer na evolução da enfermidade.

Os fatores de  risco na revisão foram: hipertensão, tabagismo, diabetes mellitus e dislipidemia.

Em defesa do SUS !

seios venosos cerebrais

Revoluções Virtuosas ou Perigosas. Equipe Tyrrel e o PBL made in Brazil. Uma analogia!

RUSHAno de 1976.

A ideia por trás do projeto  da equipe Tyrrel era de melhorar a aerodinâmica e reduzir arraste do carro de F1.

Usando dois pares de rodas na parte dianteira.

Até então, nunca pensado por um projetista de F1.

O carro era o P34 – 6 rodas.

Foi pilotado por Patrick Depailler.

Derek Gardner, o projetista da equipe, decidiu projetar um carro que garantisse uma maior aderência das rodas dianteiras, para que pudessem curvar mais depressa.

E para ele, a melhor maneira era de colocar. duas rodas, de 10 polegadas cada, na parte dianteira do carro.

O projeto foi desenvolvido no mais completo segredo.

Derek Gardner foi genial, mas o P34 respondeu de forma inversa ao que o projetista imaginava.

Em princípio a ideia de Gardner era ter um carro muito veloz em reta,  o que não ocorreu .

Só andava bem na pista da Suécia, pois havia curvas de 180 graus.

Com a falta de desenvolvimento da Goodyear para as medidas dos pneus dianteiros de 10 polegadas, o desempenho começou a cair,  e o projeto foi abandonado no final de 1977.

Mais tarde, a F1 mudaria as regras para permitir que somente carros com quatro rodas competissem na F1.

Os  pneus  das rodas dianteiras rodavam mais velozmente, gerando um calor brutal, e os pneus “desmanchavam” de tanto calor  gerado pelo atrito com o solo.

A Goodyear não conseguiu resolver o problema,  e não desenvolveu novos compostos para os pneus de 10 polegadas, e o projeto tinha tantos problemas que acabou abandonado.

A revolução não funcionou.

Fim do projeto.

Pois bem…

E ao refletir sobre o “PBL made in Brazil”, percebo que é revolucionário, como o P34 da Tyrrel.

Revolucionário mesmo !

Sem aulas, sem laboratórios (patologia, fisiologia, farmacologia, histologia, microbiologia), “professores colaboradores” sem Residência Médica supervisionando alunos  do Curso de Medicina , e sem conteúdos mínimos nas disciplinas do curso de medicina.

E ainda sem compromisso de alguns docentes, que na verdade, se escondem atrás do revolucionário método “PBL made in Brazil”, e não discutem absolutamente nada, se escondendo  por detrás do modelo pedagógico.

Contudo, apontam o caminho da biblioteca [é bom lembrar que há poucos livros nessas faculdades, e desatualizados] para a  busca de informações  pelo aluno.

E aqui no Brasil a revolução pedagógica parece caminhar para o modelo P 34.

Os alunos estão com mentes bem chamuscadas de filosofia “PBL made in Brazil ou à brasileira”, tais como os pneus dianteiros do            P 34 que derretiam no calor das pistas de F1.

O P34 da equipe Tyrrel não terminou bem.

O  “PBL made in Brazil ” precisa de mudanças urgentes para não repetir o fiasco do P 34 !

O tempo mostrará o fiasco pedagógico do projeto revolucionário “PBL made in Brazil”.

“Jamais haverá ano novo se continuar copiar os erros dos anos velhos”.

Luís Vaz de Camões

O Plano Collor e o PBL made in Brazil. Uma analogia!

plano collorZélia Cardoso de Mello foi a primeira e única mulher a ocupar o cargo de  ministra da Fazenda, empossada em 15 de março de 1990 na posse do primo, à época, presidente do Brasil, Fernando Collor, e deixou o ministério em 10 de maio de 1991.

A ex-ministra foi a mentora intelectual do Plano Collor, adotado pelo então presidente Collor de Mello.

Com Zélia Cardoso de Mello, o Brasil conheceu uma época de mudanças, marcando uma revolução em vários níveis da administração pública e na macroeconomia: privatização, abrindo-se pela primeira vez às importações, modernização industrial e tecnológica, redução da dívida do setor público, controle da hiperinflação e uma explosão na demanda.

As medidas que marcaram os 14 meses da ministra no poder foram:

a) Confisco

Em março de 1990, determinou que saldos em contas acima de 50 mil cruzados novos fossem bloqueados por 18 meses

b) Abertura

Reduziu alíquotas de importação, atraindo produtos estrangeiros para o mercado nacional, o que acirrou a competição

c) Inflação

Acabou com a hiperinflação de cerca de 80% ao mês, mas houve recessão, aumento do desemprego e redução da renda per capita

O plano de estabilização conduzido pela ex- ministra Zélia pela primeira vez na história mundial confiscou todos os ativos financeiros de um país da noite para o dia, o confisco da caderneta de poupança, como ficou conhecido, lhe granjeou enorme antipatia.

Muitos empresários quebraram, pois não tinham dinheiro nem para pagar a conta dos funcionários.

Dívidas da empresa não puderam ser pagas, visto que os ativos foram bloqueados, e o saque limitado.

A  revolução implantada gerou desemprego, luta das empresas para sobreviverem, indústrias sendo implodidas  por bens  importados por alíquotas baixas, e o sucateamento do parque  industrial brasileiro.

Pois bem…

Quando reflito que mudanças radicais, sem uma grande avaliação dos riscos que se possam produzir, faço por  analogia, a comparação do Plano Collor com o “PBL made in Brazil”.

Revolucionários sem dúvida.

O Brasil inaugurou o neoliberalismo seguido por Fernando Henrique Cardoso, e as empresas estatais, como a  Companhia Vale do Rio Doce avaliada, à época por 4 bilhões, vendida, e hoje em 2012,  vale 200 bilhões.

A revolução custou caro aos cidadãos brasileiros, e a nação brasileira.

Desemprego, volta da inflação, e “quebradeira das empresas”.

No “PBL made in Brazil”  não foi diferente.

Banidas aulas, nada de aulas em laboratórios, nada de estudar conhecimentos em disciplinas básicas, nada de conteúdos temáticos em anatomia, histologia, fisiologia, patologia, parasitologia, microbiologia, imunologia, e farmacologia.

Nada de aulas para os 80 alunos de medicina.

Tudo agora se resolve com o “PBL made in Brazil ou à brasileira” (Problem Based Learning).

Os alunos aprendem em sessões de tutoria.

Um caso clínico  é posto em discussão, e os alunos perguntam o que não sabem, e gostariam de aprender, e está dado o início ao processo tutorial.

Dias após, os alunos voltam e relatam o que leram.

O tutor, diga-se de passagem, segundo o “PBL made in Brazil”, e defendido titanicamente pelo “Super Pedagogo”  dessas faculdades não precisa saber o conteúdo temático.

Basta apenas administrar as discussões.

No “PBL made in Brazil”, o tutor  não precisa saber nada da discussão, e não interferir nas discussões dos alunos.

Orientações no guia tutorial para os tutores  em casos clínicos de medicina (nada pode sair fora do script).

Aliás, não precisa ser médico em tutorias de temas de medicina…

É surreal.

Anacrônico.

Inaceitável.

Sofismático !

Um aluno egresso do curso médio saberá qual o conteúdo mínimo necessário  para a sua formação?

Claro que não !

Fui aluno de medicina…

O aluno não sabe  qual é o “conteúdo mínimo necessário”, aceita-se tudo na hora (o aluno ouvirá muito nas sessões a famosa frase : “numa primeira aproximação”), como se o tutor não tivesse a imprescindível responsabilidade e compromisso com o ensino, e como ocorre frequentemente nos dias de hoje, permanecer na reunião em estado quase catatônico, e com uma leve palidez cérea.

Algumas expressões faciais de contentamento e ou descontentamento.

O processo tutorial está em curso…

O tutor no ” PBL made in Brazil” está  pronto para uma Odisseia (não a de Ulisses, da mitologia grega) de intermináveis tutorias (algumas parecem mais “touradas” da bela cidade de Madri).

E o pior, cada grupo de alunos com o tutor tem um nível de aprendizado diferente, pois a única forma de evitar esse viés, na minha concepção, seria uma aula magna com todos os alunos para uniformizar conceitos.

Mas, no “PBL made in Brazil ” não pode.

O “Super Pedagogo” dessas faculdades públicas e ou privadas diz que não pode.

Nada acrescenta a aula magna ao curso de medicina, segundo afirma o Super  Pedagogo.

Quem seriam esses pedagogos em cursos de medicina que implantaram o  “PBL made in Brazil “?

Nos  Fóruns Institucionais dessas faculdades públicas e ou privadas, quando existem, normalmente são apenas convidados para palestrar e falar maravilhas do “PBL made in Brazil” nos cursos de medicina.

Não se convida pedagogo nesses fóruns para um debate intelectual honesto.

No dia a dia pelos corredores da faculdade: não se vê o pedagogo, não se ouve o pedagogo, não se debate o modelo ensino-aprendizagem com o pedagogo, em síntese, será que existe o pedagogo na instituição?

Alunos tiram um notas elevadas no ENADE, mas a verdade seja dita, em decorrência dos alunos que fazem cursos preparatórios no Med Curso e SJT para ingressarem nas Residências Médicas.

A verdade não pode ser ocultada, pulverizada, mitigada…

Muitas dessas faculdades têm infraestrutura pífia, e nem Câmpus Universitário com salas de aulas, laboratórios, bibliotecas, restaurante universitário, estágio em hospital próprio, etc.

Ou é tudo sucateado, ou terceirizado, e ainda pior, contratos com Prefeituras Municipais para inserir alunos nas Unidades de Saúde da Família.

O Plano Collor não resolveu  nada para o Brasil, mas as mudanças foram revolucionárias e catastróficas.

Do Plano Collor a mentora foi Zelia Cardoso de Mello.

E quem é o “Pai do Projeto Pedagógico” em cursos de medicina no “PBL made in Brazil” ?

Quem será o Super Pedagogo do “PBL made in Brazil” ?

“Meu ofício é dizer o que penso”.

Voltaire

Elementar meu caro Watson. Assim diria Sherlock Holmes

sherlock holmes 2A Unidade de Prática Profissional (UPP) 1 e 2, as quais estão inseridas na matriz curricular dos  cursos de Medicina e Enfermagem da Famema, constituídas por alunos da medicina e da enfermagem, sendo 8 da medicina e 4 da enfermagem, frequentando as Unidades de Saúde da Família (USF), não nos parece a maneira mais eficaz para a aprendizado desse alunos, seja no curso de medicina, seja no curso da enfermagem.

E a conclusão é simples.

Cada aluno da medicina e ou da enfermagem tem uma visão do processo ensino-aprendizagem diferente nesse cenário – Unidade de Prática Profissional (UPP).

O aluno da medicina deseja aprender sobre fisiopatologia das doenças, farmacologia clínica, anatomia, fisiologia, microbiologia, imunologia nos doentes visitados pelo mesmo em visitas domiciliárias.

O aluno da enfermagem deseja aprender sobre plano da qualidade do cuidado , assistência social, quem são os cuidadores do doente, vacinação em dia, observação das políticas públicas ofertadas na unidade de saúde, ou seja, os alunos da enfermagem têm uma visão diferente do processo saúde-doença.

Há séculos é assim.

Contudo, pretender que alunos de medicina e enfermagem tenham a mesma visão do processo saúde-doença, inserindo-os a frequentarem coercitivamente e institucionalmente o mesmo cenário de ensino-aprendizagem é uma grande utopia.

Promotores e Juízes de Direto, também fizeram Curso de Direito, mas dentro do Poder Judiciário, cada  um exerce diferentemente sua função no ordenamento jurídico vigente no Brasil.

Cada um tem seu papel muito bem delimitado de atuação.

Engenheiros e arquitetos tem visões diferentes na construção civil.

O engenheiro se preocupa com o a estrutura do projeto.

O arquiteto com a originalidade, criatividade, formas do projeto.

A frase dita pelo personagem Sherlock Holmes – “elementar meu caro Watson” – é uma certeza de que a conclusão de algum fato  se procede,  se e somente se,  houver uma observação cuidadosa .

Na Famema cremos que alunos de medicina e enfermagem devem ter supervisão no cenário de UPP com docente do seu respectivo curso.

Nada de se tentar unir as visões do processo saúde-doença fazendo alunos de medicina e enfermagem serem supervisionados por docentes não propriamente do seu curso.

Em todos os países desenvolvidos os cursos de medicina e enfermagem têm matrizes  curriculares  distintas.

A quem interessaria permanecer essa situação na Unidade de Prática Profissional  1 e 2 ?

Ao “Super Pedagogo” da Famema ?

Sherlock Holmes diria:  elementar meu caro Watson !

sherlock holmes 3 “Quando se convive muito com a mentira, ficamos propícios a desconfiar da realidade”.

Rui Barbosa

PBLcentrismo ! Até quando o PBL made in Brazil?

Quando Galileu começou as suas observações com o telescópio, finalmente começaram a aparecer argumentos definitivos contra o modelo geocêntrico.

Galileu não foi provavelmente o primeiro a utilizar um telescópio para observar os céus, cabendo essa honra provavelmente a Thomas Harriot, na Inglaterra, ou a Simon Marius, na Alemanha.

No entanto, Galileu fez evoluir o telescópio até uma ampliação superior a 20 vezes, e apresentou os céus no livro Sidereus Nuncius de uma forma que nunca antes havia sido vista, fruto de uma observação meticulosa do céu ao longo de muitas noites consecutivas.

Galileu discutiu os resultados das suas observações num livro intitulado Diálogo Relativo aos Dois Grandes Sistemas dos Mundos – Ptolomaico e Copernicano.

Nesse, os dois sistemas são debatidos numa série de discussões entre três homens: Salviati, Sagredo e Simplicio. Salviati representa Galileu, Sagredo representa um ouvinte inteligente e Simplicio um obtuso Aristotélico.

O livro é publicado em Florença, em 1632, tendo sido apreendido pela Inquisição que ordena a Galileu que se apresente em Roma.

Em 1633 é julgado pela Inquisição, tendo em parte do julgamento sido ameaçado de tortura se não se confessasse herético.

Galileu afirmou sempre que após a condenação pela Congregação jamais voltaria a defender o heliocentrismo.

Finalmente, após ter renegado a teoria copernicana, foi condenado pelos sete cardeais do júri a uma vida em cativeiro.

O Papa Urbano nunca chegou a ratificar o veredicto, talvez por considerar Galileu efusivo, mais que herético. De acordo com a lenda, quando se levantou após ter renunciado a sua ofensa terá batido com o pé no chão dizendo em voz baixa: “Eppur si muove!“.

Em 18 de janeiro de 1642, morre Galileu, em Arcetri, com 78 anos.

O preço por defender a verdade de determinado tema ou assunto pode ser mal interpretado por obtusos aristotélicos, ou ainda em faculdades, modelo ” PBL made in Brazil “, na qual  uma pessoa deseje uma instituição de melhor qualidade.

A verdade é que nessas faculdades não há laboratórios de patologia, fisiologia, anatomia, e nem laboratórios para pós-graduação.

Diante da teoria de Galileu, já ancorada em achados prévios de Nicolau Copérnico, de que a Terra gira ao redor do Sol, e não como pensava a igreja católica, à época, penso estarmos diante de um novo paradigma: “O PBL made in Brazil ou à brasileira”.

Tese: o paradigma é que os alunos passam em grandes residências médicas, e são mais críticos da realidade social.

Bela bandeira ufanista !

Essa é a tese institucional dessas faculdades públicas.

A antítese: falsa verdade, pois o resultados são alicerçados no ENADE, pois os alunos são excelentes, visto que já passaram por um vestibular difícil, e ainda, que os alunos fazem Med Curso e SJT.

A síntese: modelo surreal de ensino, anacrônico, e desorganizado, no qual os professores não podem dar aulas, não podem fazer aulas magnas dos conteúdos necessários em cada disciplina.

Na visão dos “Super Pedagogo” dessas faculdades (bom que se saiba que muitas não têm pedagogos), os alunos aprendem  “problematizando” nos cenários de ensino-aprendizagem do SUS (orientados por profissionais sem Residência Médica, e em casos de tutoria (conteúdos elaborados por docentes que disponibilizam de 6 a 8 casos clínicos por série, e portanto todas as 53  especialidades médicas estão assim representadas- 24 a 32 casos clínicos em 4 anos).

Uma grande incongruência pedagógica.

Será que estou tendo a visão distorcida dos fatos?

É uma hipótese…

As demais instituições de ensino não devem orbitar ao redor desse modelo “PBL made in Brazil em cursos de medicina”, mas seguirem os outros modelos  e correntes pedagógicas de ensino em cursos de medicina, sabidamente eficazes ao longo dos séculos.

Galileu acabou sendo compulsoriamente preso na cidade de Arcetri (vida em cativeiro) pela igreja católica pela constatação de que a Terra girava ao redor do Sol (heliocentrismo).

Não almejo ir para Arcetri, nem para lugar algum, porém  desejo defender meus princípios da melhor corrente pedagógica, e não me submeter ao “PBLcentrismo”, e permitir outras correntes pedagógicas  aplicadas em cursos de medicina, e outrossim,  buscar o verdadeiro ensino em curso de medicina.

Será que vou para o cativeiro por defender meus princípios invocando a liberdade de expressão garantida pela Constituição Federal de 1988?

Cativeiro ou fogueira ?

É a Santa Inquisição ocorrendo nos bastidores das instituições sucateadas no ensino superior.

Que escolha  para quem luta por verdades cristalinas.

Aguardemos o  fim do PBLcentrismo !

“De erro em erro, vai-se descobrindo toda a verdade”.

Freud

Concurso na Famar. Salários para médicos irrisórios !

esmolaA Famar (Fundação de Apoio à Faculdade de Medicina de Marília)  abriu inscrições para médicos que atuem em Urgência  e Emergência-  no Pronto  Socorro  Adulto/ Clínico e  Cirúrgico.

O salário é pouco convidativo.

O salário mensal inicial da referida função para um regime de 20 ou 40 (vinte ou quarenta) horas semanais de trabalho, corresponde respectivamente a um salário base de  R$ 1.034,05 (hum mil e trinta e quatro reais e cinco centavos) acrescido de gratificações de R$ 747,18 (setecentos e quarenta e sete reais e dezoito centavos) ou R$ 2.068,13 (dois mil e sessenta e oito reais e treze centavos) acrescido de gratificações de R$ 1.494,35 (hum mil quatrocentos e noventa e quatro reais e trinta e cinco centavos).

Seria difícil imaginar que o médico (6 anos de graduação e de 3 a 4 anos de Residência Médica) que trabalhe 20 horas/semana ganhe R$ 1.034,05 ?

Não acreditou ?

Basta ver o edital da  FAMAR no site da Famema:

(Urgência  e Emergência-  no Pronto  Socorro  Adulto/ Clínico e  Cirúrgico).

Um salário indigno para um cargo de tanta Responsabilidade Civil, Penal e todo o Código de Ética Médica na porta de entrada do SUS: O PRONTO-SOCORRO.

A medicina não deve ser vista como comércio.

Jamais !

Mas essa remuneração aviltante é uma afronta aos bons princípios de que o direito ao trabalho e justa remuneração sejam o diapasão da relação empregado-empregador.

R$ 1.034,05(hum mil e quatro reais e cinco centavos) para o profissional de saúde vitorioso no concurso.

Vitorioso pela aprovação ?

Sim. No concurso.

Mas, vale a pena ?

Um país, sexta maior economia do mundo, trata os médicos como se não tivessem nenhuma importância no processo saúde-doença.

Os promotores de justiça e juízes ganham mais de R$ 15.000,00.

Na verdade, médicos, professores de ensino fundamental, policiais militares estão sendo a cada dia vilipendiados em seus ganhos.

Luta árdua, mas sem reconhecimento.

O Estado de São é o ente federativo mais rico do Brasil, e não pode a Famema, autarquia de ensino pública, por meio de concurso realizado pela Famar, pagar esses valores irrisórios aos profissionais de saúde.

Um descaso do Estado com a classe médica.

Corre-se o risco de profissionais menos qualificados passarem no concurso, pois os mais capacitados navegarão em águas mais tranquilas, e não na porta do SUS, onde as águas são turbulentas e traiçoeiras.

Nosso repúdio a esse valor aviltante pago nesse concurso.

Os profissionais estão surpresos com esses valores !

Em defesa de salários dignos para a classe médica !

concurso publico “Eu consigo calcular o movimento dos corpos celestiais, mas não a loucura das pessoas”.

Isaac Newton