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Semana XXIX Jurídica Univem. Estatuto da Criança e do Adolescente: Responsabilidade da sociedade e do Estado

No dia 25 desse mês ocorreu a palestra sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente  (ECA) proferida pelo Juiz de Direito de Fernandópolis, e também  professor da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul Evandro Pelarin.

Primeiramente o professor Evandro abordou juridicamente o ECA, e destacou que o poder familiar deve ser exercido pelos pais, e que a omissão em não exercê-lo pode se caracterizar  como forma de descumprimento do mesmo.

Outrossim, o palestrante narrou várias situações fáticas  que ocorrem em sua cidade no tocante ao comportamento de pais que abandonam seus filhos com a torpe desculpa que os filhos podem estar desacompanhados de suas presenças, em casa ou em locais públicos  distantes , tais como Lojas de Conveniência em postos de  combustível, bares e restaurantes, Shopping Center, etc.

O que ficou claro na palestra, é  que todos podem participar na aplicação do ECA, e que todos os atores sociais,  além do Poder Judiciário se tornam determinantes e partícipes na efetividade  das normas positivas impostas aos pais e aos infratores  do mesmo.

Perguntado sobre a maioridade penal, o conferencista é a favor de redução da mesma para 16 anos, mas somente para crimes hediondos.

O professor Evandro aventa a hipótese de no Estado de São Paulo as internações  que ocorrem na  Fundação Casa serem maiores que 3 anos  como forma de possibilitar a ressocialização do infrator  em medida sócio-educativa (Lei 8069 /90 ECA).

Defendeu a ideia da redução da maioridade penal, porém enfatizou que enquanto tal proposta feita pela sociedade não for aprovada pelo Congresso Nacional, a sociedade  é responsável pelo cumprimento do ECA, além do Poder Judiciário que representa o Estado, além de todo cidadão brasileiro que deve fiscalizar o cumprimento das normas positivadas no mesmo.

Semana Jurídica Univem XXIX de 2012.

Imperdível !

Sucesso absoluto !

” Um homem de virtude somente nascerá de pais virtuosos.” Aristóteles

Semana XXIX Jurídica Univem. Palestra sobre o Retrocesso da Política Nacional do Meio Ambiente

PROFESSORA-NORMA-24-10-2012-300x225O Univem iniciou ontem a XXIX Semana Jurídica.

A palestra do primeiro dia foi ministrada pela  professora da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul e do Programa de Doutorado e Mestrado da Universidade Católica de Santos, Norma Sueli Padilha.

O tema abordado foi “Retrocesso da Política Nacional do Meio Ambiente”.

Segundo a professora Norma, o Código Florestal aprovado recentemente pelo Congresso Nacional é na verdade um “Código Agrícola”, pois aprovado como foi,  não punirá ninguém que tenha feito desmatamento ilegal até 2008, e ainda assim, a preservação da mata ciliar a beira dos rios de 15 metros no mínimo, é menor que o projeto original de 30 metros.

Aduz ainda a palestrante que o tratamento de esgoto, energias alternativas sem impacto no meio ambiente, e educação sobre Política do Meio Ambiente devem discutidos com a sociedade em todos os níveis: ensino fundamental, médio e superior.

Norma Padilha, advogada , Doutora e Mestre em Direito Ambiental, pela PUC de São Paulo,  e Pós Doutoranda em Ética Ambiental pela Unicamp, recebeu o prêmio  Jabuti na categoria livro jurídico por sua obra – Fundamentos  Constitucionais do Direito Ambiental Brasileiro.

Por fim,  encerrou a palestra afirmando que a geração jovem de hoje é a esperança da conscientização  sobre a importância de preservação do meio ambiente

Semana Jurídica Univem 2012 imperdível !

“O primeiro passo em direção ao sucesso é dado quando você se recusa a ser prisioneiro do ambiente no qual você inicialmente se encontra”.

Mark Caine

CPI da FUMES investiga convênio entre Famar e Fumes

cpiA CPI da Fumes foi instaurada em junho de 2010, e atualmente presidida pelo vereador Eduardo Gimenes, e ainda  é composta pelos vereadores Lázaro da Cruz Júnior da Farmácia e Wilson Alves Damasceno.

Ainda em 2010, a Fumes entrou com Mandado de Segurança pedindo a suspensão das investigações.

Em 2011 as liminares concedidas de um dos Mandados de Segurança foi cassada.

A CPI recomeçou em 2011.

O objetivo da CPI da Fumes é apurar possíveis irregularidades na aplicação de recursos destinados ao Complexo Famema, que administra o Hospital das Clínicas, Hospital Materno Infantil, Unidade São Francisco, Hemocentro e Ambulatório Mário Covas

No relatório parcial entregue ao prefeito Ticiano Toffoli neste mês consta que a administração municipal não concedeu aval para o convênio firmado entre a Fumes e a Famar em 2008.

Há ausência de contrato entre Fumes e Famar, já que foi feito somente um convênio de cooperação entre ambas.

A CPI ainda aponta que a Famar foi criada para substituir a Fumes, já a que primeira possuía a Certidão Negativa de Débito, enquanto a última Certidão Positiva de Débito.

Entre outros itens o relatório que é composto por depoimentos e laudo contábil do perito Dorival Venciguera, pede a suspensão do convênio entre a Fumes (Fundação Municipal de Ensino Superior de Marília) e a Famar (Fundação de Apoio à Faculdade de Medicina de Marília).

Outro pedido que consta no relatório é a intervenção municipal na Fumes pelo prefeito municipal para administração da Fumes.

Além disso, o relatório também solicita que verba repassada à Fumes seja gerenciada pela prefeitura.

Somente do SUS a entidade recebeu R$ 92 milhões neste ano de 2012.

Na semana passada, o vereador Gimenes esteve no Tribunal de Contas do Estado de São Paulo para conferência de alguns documentos relacionados as irregularidades de contratos sem licitação, tomada de preços e horas extras. “A visita serviu para constatarmos várias irregularidades já diagnosticadas durante os trabalhos da CPI, como a questão de falta de licitação para contratação de outras empresas. Este material também será anexado ao relatório”, disse.

O conteúdo completo dos relatórios, mas segundo se  apurou já foram identificadas várias irregularidades, como viagens suspeitas ao custo de R$ 146,7 mil no mês de dezembro de 2009, além de diversos exames terceirizados não especificados na contabilidade da Fumes.

Os exames terceirizados eram com a Inrad (Instituto de Radiologia),  e com o IOM (Instituto de Olhos de Marília).

A terceirização na Saúde pública como atividade-fim é inconcebível.

Atualmente, a Famar realiza pagamento de funcionários e todas  as despesas da Fumes.

As duas fundações estão ligadas a autarquia Famema.

O dinheiro do Estado é repassado para Famar, a qual repassa à Fumes, que seria, em tese, responsável pela administração do recurso a ser utilizado pelos hospitais.

“Não foi realizada licitação, mas apenas um termo de cooperação em que as cláusulas do contrato levaram a permissão de uso ilegal do patrimônio público. Com o fim desta parceria pretendemos restabelecer a ordem jurídica, cancelar o contrato de forma retroativa para que os responsáveis sejam punidos”, afirmou Eduardo Gimenes .

O Frankenstein Jurídico (Famema-Fumes-Famar) parece estar chegando ao fim, e os responsáveis, civilmente e criminalmente, serão investigados pelo Ministério Público.

É o que se espera do Ministério Publico.

A sociedade de Marília precisa de uma resposta do Poder Judiciário.

“De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto”.

Rui Barbosa

PBL made in Brazil questionado pelos alunos do curso de medicina da FACISB

 

sofismaO PBL “made in  Brazil ” foi  implementado nesse ano de 2012  em Barretos  na FACISB – Faculdade de Ciências da Saúde de Barretos, porém, não conseguiu êxito em convencer que esse modelo de ensino era sensacional aos alunos de Barretos.

O coordenador do curso de medicina da Faculdade de Barretos – FACISB – José Alves Freitas – coordenador do curso de medicina – disse em informação ao blog que o modelo do “PBL made in Brazil”  não foi aprovado pelos alunos de Barretos.

Voltou-se ao modelo de ensino tradicional.

O atual coordenador de medicina não abriu mão de atividades em laboratórios de ensino nas cadeiras básicas.

Há excelente infraestrutura com atividades em laboratórios na FACISB.

Lá tem professores ensinando…

A  Diretoria de  de Graduação não abriu mão de duas aulas magnas por semana para toda a classe de alunos.

Investiu em laboratórios de ensino e atividades práticas, o que foi um grande salto de qualidade.

Em Barretos durou 30 dias o “PBL made in Brazil”.

O grupo gestor de Barretos desistiu do “PBL made in Brasil”.

PBL  exclusivo nem pensar: sem aulas de clínica médica, sem aulas de clínica cirúrgica, sem aulas de ginecologia e obstetrícia, sem aulas de pediatria, sem aulas de saúde pública, sem seminários em cenários de ensino-aprendizagem, sem laboratórios de ensino, sem atividades práticas em microscopia e macroscopia em histologia e patologia, sem atividades práticas em imunologia, sem aulas de farmacologia, sem aulas parasitologia, sem aulas de bioquímica, etc.

Inadmissível  abandonar 20 séculos de conhecimento  nas ciências médica baseadas em protocolos nacionais e internacionais para o “aprender a aprender”: sem aulas, sem laboratórios, sem professores em número suficiente e bem remunerados, sem salas de professores, sem salas de aulas, etc.

Basta o ‘facilitador’ de ensino !

E a engenharia pedagógica “PBL made in Brasil” está a todo vapor…

A soberba dos construtores do Titanic.

Os projetistas do Titanic disseram: nada o afundará !

A história mostrou outro final: tragédia.

Muitas siglas na engenharia logística do PBL.

Segundo os defensores do “PBL made in Brazil”:

É um oásis  de perfeição no processo ensino-aprendizagem.

Penso que todo ano nessas faculdades públicas e ou privadas deveria haver Fóruns Institucionais para se rever o modelo de ensino-aprendizagem, e não mais uma apenas Fórum Devocional.

Pergunta 1 – O modelo de ensino deve ser mudado ?

Pergunta 2 – Os laboratórios estão adequados nas cadeiras básicas: anatomia, histologia, bioquímica, parasitologia, imunologia, microbiologia, farmacologia, patologia, etc. ?

Pergunta 3 – Os anfiteatros das faculdades têm recursos audiovisuais para aulas de 480 alunos de medicina ?

Pergunta 4 – Quais os critérios objetivos de avaliação (notas de 0 a 10) ?

Pergunta 5 – Qual o plano de recuperação de cada série ?

Pergunta 6 – Que livros serão recomendados para cada disciplina ?

Enfim, essas perguntas fariam parte de qualquer professor e instituição no modelo tradicional de ensino, mas são impossíveis de serem feitas pelo docentes no “PBL made in Brazil”, pois o mesmo não precisa ser revisto !

É imutável!

Aqui no Brasil o  aluno escolhe o que quer perguntar, o que quer saber…

Se passar em Residência Médica fazendo o Med Curso, então, o mérito é da faculdade.

E mais, se não passar em Residência Médica ao não fazer o Med Curso por falta de recursos financeiros, a culpa é do aluno.

É o álibi perfeito institucional !

O curso de medicina é em apertada síntese dessa forma:

São de 6 a 8 casos por ano até a quarto ano.

32 discussões pré-programas e todo o conteúdo já está dado até o quarto ano série.

O internato quinto e sexto anos para a prática do aluno de medicina!

Mescladas com visitas domiciliárias na rede básica de saúde, Unidade de Saúde da Família  e Unidade Básica de Saúde, com “professores colaboradores” (trabalham na rede básica de saúde, e muitos sem Residência Médica), na qual os alunos são inseridos no primeiro e segundo ano do curso de medicina.

Outrossim, a FACISB  reprovou o “PBL made in Brazil” nos primeiros dias do curso, e fez uma adaptação urgente ao modelo de ensino-aprendizagem com importante melhora na qualidade do ensino.

O modelo de ensino-aprendizagem PBL exclusivo não agradou em Barretos.

Os alunos não aceitaram o “aprender a aprender”, tutorias, e estágios em rede de atenção básica sem supervisão de docentes da instituição.

Como é universidade particular…

A corda arrebentou…

O PBL exclusivo caiu em Barretos.

Os alunos exigiram conteúdos mínimos da Coordenação do Curso de Medicina e do Diretor de Graduação da Faculdade de Medicina de Barretos para se tornarem  profissionais de sucesso.

Um profissional médico bem formado !

Sólidos conhecimentos nas cadeiras básicas.

Sólidos conhecimentos nas cadeiras de Clínica Médica, Cirúrgica, Ginecologia e Obstetrícia e Pediatria.

A Faculdade de Medicina de Barretos (FACISB) disse não ao “PBL made in Brazil”, e após ajustes encontrou seu caminho com padrão de excelência no ensino !

Paulo Maluf, em seu governo biônico, disse que o Estado de São tinha Petróleo nos anos 80.

Criou a Paulipetro.

A Paulipetro foi uma empresa criada durante a gestão do governador de São Paulo, Paulo Maluf, com o intuito de extrair petróleo e gás natural na bacia do rio Paraná.

Foi firmado um contrato com a Petrobras e o Instituto de Pesquisas Tecnológicas.

Somente depois de perfurados 69 poços na bacia, constatou se que nenhuma jazida era tecnológica e economicamente viável para a exploração.

Em valores atualizados, os gastos chegaram na casa de R$ 4 bilhões, valor esse que deverá ser devolvido a Secretaria de Fazenda do Estado de São Paulo, segundo determinação do Supremo Tribunal Federal, e como a decisão foi transitada em julgado em 2007, por isso, não cabem mais recursos.

Nenhuma gota  em vários poços perfurados.

Mas, havia seguidores do seu delírio de achar petróleo no Estado de São Paulo.

Sempre há seguidores.

Mesmo que de fins inconfessáveis…

PBL exclusivo, ou seja, sem aulas, sem seminários, sem laboratórios de ensino, não pode prosperar em faculdades de medicina.

“PBL made in Brazil” em algumas faculdades de medicina:

Um sofisma pedagógico!

“A devoção encontra, para praticar uma má ação, razões que um simples homem jamais encontraria”.

Barão de Montesquieu

Paulo Felipe Locke palestrou sobre o Conselho Nacional de Justiça no Univem

O Procurador-Geral de Justiça do Estado de São Paulo Felipe Locke esteve em Marília no último dia 17 de agosto, no Univem, auditório Aniz  Badra      defendendo a importância do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Felipe Locke, de 47 anos, integrou o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em duas gestões.

Foi com base em um voto seu, no Conselho Nacional de Justiça, que em 2011 foi aprovada a Resolução 133 – norma que prevê a extensão para a magistratura de benefícios e vantagens concedidas ao Ministério Público.

O CNJ  é composto por 15 membros, que detêm status de ministro, e são escolhidos após seleção (que inclui notório saber jurídico, conduta ilibada, e ainda  serem sabatinados no Congresso Nacional), e vem permitindo maior sintonia entre Poder Judiciário e sociedade, além de assegurar transparência, e ampliar a confiança na esfera judiciária.

Uma das atuações mais marcantes de Locke Cavalcanti no Ministério Público ocorreu em 2001, quando ao lado do promotor Norberto Jóia, conseguiu a condenação do coronel da Polícia Militar Ubiratan Guimarães a 632 anos de prisão por ordenar a ação que resultou no ‘Massacre do Carandiru’.

Fato que ocorreu em 1992.

Importante tal palestra pelo promotor Locke, pois somente o controle do Poder Judiciário pelo CNJ traz a certeza de que a lei abstrata é aplicada ao caso concreto.

Doa a quem doer.

E mais, magistrados com desvios de conduta, e ou não seguindo os rigores vigentes no Estado Democrático de Direito são  convidados a se explicarem perante o CNJ.

Locke afirmou do caso da  advertência do CNJ à magistrada que  prendeu uma  jovem em cela com homens, e que por isso foi estuprada por todos os carcerários.

Lamentável, mas o CNJ teve que interferir.

Se não houvesse  o CNJ, jamais saberíamos dessa conduta da magistrada.

E por fim…

A importância do modelo de aplicação do direito: o neopositivismo.

Não somente  a aplicação da lei, como já afirmava o barão Montesquieu:  “o juiz é a voz e a boca da lei”.

Portanto, para os presentes no auditório Aniz Badra, percebeu-se claramente que o Estado Democrático de Direito no Brasil,  vigente no Século XXI,  está com atuação mais próxima à sociedade brasileira.

O Poder Judiciário pode falhar.

O CNJ pretende corrigi-lo quando  houver necessidade.

Parabéns ao professor Edinilson Donisete Machado, coordenador do curso de Direito do Univem,  que incluiu nas atividades complementares da instituição, palestra que faz refletir aos futuros operadores do direito, o modelo de controle do CNJ sobre o Poder Judiciário.

O Direito Neopositivista: não somente leis, mas o valor ontológico na aplicação das leis.

Não somente a igualdade formal.

Mas, a igualdade material.

Os alunos do Univem tiveram a certeza que a  Emenda Constitucional  45 de 2004, é uma verdade no ordenamento jurídico brasileiro.

Ganha o Poder Judiciário.

Ganha o Direito Neopositivista.

O Brasil avança com o CNJ !

  “A injustiça que se faz a um, é uma ameaça que se faz a todos”.
Barão de Montesquieu

A verdadeira narrativa do ensino-aprendizagem no curso de medicina da Famema

verdade-mentiraA inserção do Direito de Resposta no conteúdo da liberdade de imprensa não passou despercebida da Carta Constitucional brasileira que consagrou o Direito de Resposta como direito fundamental, ao lado da liberdade de informação, no art. 5°, inciso V.

Dentro do sistema de direitos fundamentais, o Direito de Resposta guarda certas peculiaridades que o distinguem dos demais direitos fundamentais considerados históricos, como a própria liberdade de imprensa sob o aspecto subjetivo.

As peculiaridades, em breve síntese, são: esse direito se corporifica como uma pretensão positiva, um fazer, qual seja a publicação ou difusão de texto da pessoa ofendida; o sujeito passivo, pelo menos nas sociedades democráticas e pluralista, onde vigora uma imprensa livre de fato, é, em sua maioria das vezes, uma empresa jornalística privada, ou seja, é um direito fundamental exercido essencialmente numa relação entre particulares.

Mais recentemente os blog também foram atingidos pelo Direito de Resposta.

O objeto do Direito de Resposta pode ser interpretado sob duas perspectivas totalmente distintas, a primeira mais ampla, baseada no sistema francês, ou numa perspectiva mais restrita, a concepção alemã.

No primeiro sistema, o francês, a ênfase é dada a informação transmitida através dos meios de comunicação, ou seja, há o foco no aspecto formal, a informação, independente de seu conteúdo. Neste sistema permite-se a “a contraposição de versões de fato (fato contra fato), mas também de opiniões e juízos de valor (opinião contra opinião)”.pbl- logo da famema

Já no sistema alemão, bem mais restritivo, o Direito de Resposta só pode ser utilizado diante de fatos, tendo por fim sua correção, não se aplica, portanto a opiniões e juízo de valor.

A Lei de Imprensa brasileira, considerada pelo Supremo Tribunal Federal, no final de abril de 2009, como não recepcionada pela Magna Carta de 1988, que trazia em seu bojo capítulo especifico acerca do Direito de Resposta,  se moldava a posição intermediária aos dois sistemas citados acima, posto que o objeto do Direito de Resposta podia ser constituído por qualquer tipo de manifestação da imprensa, afirmação de fato, juízo de valor ou opinião, desde que contivesse ofensas ou referência a fato inverídico ou errôneo.

Pois é, no post : “Quem matou Odete Roitman. Quem matou o ensino tradicional da Famema ?” 

O Direito de Resposta não argumenta ou declina da afirmativa no post.

Qual foi a Diretoria de Graduação  implantou o PBL na Famema ?

O Direito de Resposta não argumenta ou declina.

Esse modelo de ensino já foi avaliado pelos professores, ou seja, cada docente teve direito em 15 anos de PBL na Famema  de exercer democraticamente por meio de votos, e não apenas participar de  Fóruns  Institucionais, ou melhor, Fóruns Devocionais ao PBL da Famema, ou melhor o “PBL made in Brazil “, se deseja ou não seguir esse modelo de ensino ?

Eu nunca votei, e nunca soube quem votou…

Está posto, e assim fica ?

Ao ler o texto no Jornal da Manhã,  do dia 22 de agosto de 2012, em Direito de Resposta, a Coordenadoria do Curso de Medicina da Famema assim aduz:

“O cargo de coordenador do curso médico da Famema é indicado pelo Diretor Geral da Instituição conforme artigo 19, inc. XIX do Regimento Interno da Famema “.famema- raízes

Como afirmamos em post anterior, há uma confissão  real da própria Coordenadoria do Curso de Medicina, de que a coordenação é  cargo nomeado pela Diretoria Geral da Faculdade.

Sem votos de professores, sem votos de alunos.

Não é legitimidade formal que questionamos.

A legitimidade política, advinda do sufrágio de todos os docentes.

Coordenadoria de Curso de Medicina sem ser votado formalmente pelos professores não é democrático.

pbl- piada barata legalizadaE mais, não há  tempo determinado de permanência no cargo na Coordenadoria do Curso de medicina!

Até quando permanecerá o docente no cargo  ?

A atual Coordenadoria do Curso de Medicina se arrasta desde 2007.

Não há democracia na universidade.

Seis longos anos no cargo.

Por que os docentes não podem escolher o/a coordenador(a) do curso de medicina ?

Enfatiza no Direito de Resposta que ” as decisões relacionadas ao curso são sempre tomadas de forma colegiada, nos gestores do curso de medicina e da academia e no colegiado do curso de medicina, onde coordenadores das unidades, professores e estudantes podem opinar e votar nas propostas que podem ser enviadas por quaisquer segmentos (professores, estudantes e gestores)”.famema- acervo histórico

A verdade é que os Coordenadores de Série também não são votados pelos pares, mas indicados pela Diretoria Geral.

Mesmo modus operandi que o/a coordenadoria do curso de medicina.

Portanto, a Coordenadoria de Curso de Medicina e de Série não são votados !

Isso não é democracia em faculdade pública !

Assertiva falsa no Direito de Resposta.

E ainda no Direito de Resposta a Coordenadoria do  Curso de Medicina afirma que:

“Além disso, todos os professores participam semanalmente ou quinzenalmente de um programa de educação permanente, sendo este um espaço para refletir sobre a prática docente e se instrumentalizar em diversos assuntos relacionados ao  ensino médico”.

Não é o que  vê  na cidade de Garça nesse ano letivo, quando “professores colaboradores”, que jamais participaram de Educação Permanente na Famema, são responsáveis pelo processo de ensino-aprendizagem para os alunos da quarta série do curso de medicina.

Na verdade eram médicos sem Residência Medica, e que no período noturno os “professores colaboradores” e alunos de quarta-série do curso de medicina faziam Med Curso conjuntamente na Casa do Médico em Marília.

Surreal !

E por fim…

“a Famema sempre obteve bons conceitos, inclusive em 2010, quando recebeu o conceito 5 e se classificou em primeiro lugar no Estado de São Paulo e terceiro no país”.med curso - 5 estrelas b

Os alunos dizem abertamente na faculdade que fazem cursos preparatórios – Med Curso e SJT, e se preparam durante dois a três  anos nesses cursos, gastando de 600 a 700 reais/mês pela falta de conteúdos temáticos, e falta de conhecimentos em cadeiras básicas.

Não é difícil encontrar apostilas na biblioteca, ambulatórios do Mario Covas, esquecidas pelos alunos nesses cenários  de ensino-aprendizagem.

Não há na Faculdade Medicina de Marília aulas de anatomia, histologia, fisiologia, bioquímica, parasitologia, patologia, farmacologia, imunologia, clínica médica, clínica cirúrgica, ginecologia e obstetrícia, pediatria, etc.

E não temos laboratórios para as disciplinas do ciclo básico.

Nem aulas nas disciplinas de cadeiras básicas.

boicote famema- demaisOu temos ?

Os  alunos são excelentes, e “devoram” as apostilas do Med Curso e SJT e recebem nota 5 na prova do ENADE.

Importante lembrar que alunos na  instituição são aprovados pelo critério subjetivo do avaliador ao emitir Conceito Satisfatório e Insatisfatório.

Não conheço nenhum concurso público do Brasil em que o candidato ao final das avaliações recebe o conceito SATISFATÓRIO e ou INSATISFATÓRIO.

Os alunos se subemtem ao Enade após frequentam as aulas do Med Curso por dois ou três anos, em média.

Preenchem no cabeçalho da prova do Enade:

Faculdade de origem: Famema.

Tiram notas excelente (conceito de 0 a 5).

Louros para o nome  posto no cabeçalho da prova do ENADE : Famema.

O título deveria ser assim “alunos da Famema que fazem o Med Curso são os primeiros do Estado de São Paulo”.

Aí concordamos em gênero, número e grau !

reclamação 6Convido  qualquer leitor a  visitar nossa infraestrutura, nosso refeitório (de alunos, de professores, servidores se existem) , as salas dos docentes (se existem), a qualidade da infraestrutura hospitalar, as salas de atendimento do Ambulatório Mario Covas sem ar-condicionado, etc.

Não temos nem Departamentos de Clínicas Médica, Ginecologia e Obstetrícia, Pediatria e Cirurgia.

Ou temos?

Fácil dizer que o “PBL  made in Brazil” é responsável por um oásis de conhecimento na instituição.

Oásis de sucesso no ENADE.

Tirar o foco de onde nunca o foco deveria sair: da instituição.

A Famema é minha faculdade de formação.

Egresso em 1988.

Nela construí amigos.

O ensino universitário da Faculdade de Medicina de Marília não poderá ser para formar médicos para somente trabalharem na rede de atenção básica em saúde.

Pesquisadores, professores, especialistas, gestores, educadores devem ser formados aqui na Famema.

Pensar grandemente.

Luto pela qualidade do padrão de ensino da Famema.

A instituição deve sempre  estar acima de modelos pedagógicos !

berbare- zanella e bortolucciLuto pela democracia nas instituições de ensino superior !

Receber um Direito de Resposta no Jornal da Manhã  em alusão ao meu post : “Quem matou Odete Roitman ? “Quem matou o  ensino tradicional na Famema?” para mim é uma honra, pois o legado de lutas por melhorias no ensino superior é para professores com perfil de ensinar, e não no perfil de não ensinar, e se passar por dissimulado em cenários de ensino-aprendizagem.

O Estado remunera professores universitários para ensinar e não indicarem onde fica a biblioteca para os alunos  pôr em pratica o “aprender a aprender”.

Parabéns aos alunos da Famema.reclamação 3

São inteligentes, mas não crerão nesse Direito de Resposta.

Direito de Resposta devocional ao “PBL made in Brazil”.

Os alunos em 2011 questionaram o modelo de ensino (fotos no post) da Famema.

Ou não fizeram o movimento?

O leitor do blog fará seu julgamento.

reclamação 5

Em  defesa por professores comprometidos e com perfil de ensinar no padrão excelência.

Sou professor com orgulho, profissão das mais importantes no cenário do Brasil.

Prazer em ensinar.

Prazer em discutir.

Prazer em formar cidadãos.

Só a docência verdadeira e comprometida faz a vida do professor valer a a pena.

Lutando por ensino de qualidade nas universidades !

sala 2

“A excelência pode ser obtida se você se importa mais do que os outros julgam ser necessário; se arrisca mais do que os outros julgam ser seguro, sonha mais do que os outros julgam ser prático, e espera mais do que os outros julgam ser possível”.

Vince Lombardi