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Conselho Federal de Medicina contra a prescrição de fostoetanolamina

cfm- quadradoO Conselho Federal de Medicina (CFM) divulgou nota na qual recomenda aos médicos brasileiros a não prescreverem a fosfoetanolamina sintética para tratamento de câncer até que a eficácia e a segurança da substância sejam reconhecidas por evidências científicas.

No texto aprovado pelo plenário do CFM, a autarquia federal se manifesta contrária à sanção da Lei nº 13.269/16, que autoriza o uso da fosfoetanolamina por pacientes diagnosticados com neoplasia maligna.

Posição do CFM sobre a sanção da Lei nº 13.269/2016

Na hierarquia das normas, prevalecem as leis sobre as resoluções.

Assim, com base no princípio da legalidade, a Lei nº 13.269/2016, publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira (14), permite ao médico a prescrição da fosfoetanolamina.

O CFM não recomenda a incorporação da fosfoetanolamina no arsenal terapêutico antineoplásico até o seu reconhecimento científico com base em evidências, de sua eficácia e segurança, a serem obtidas nas conclusões de pesquisas clínicas.

Fonte- Conselho Federal de Medicina

cfm- fosfoetanolamina

 

A Sociedade Orfã

Divulgamos no blog esse belíssimo texto do atual Secretário Estadual de Saúde de São Paulo José Roberto Nalini.

O Brasil será e sempre será grande sem os “comunistas-socialistas” que apregoam o Estado-Papai, ou o Estado-Polvo [aquele apregoado pelo ex-presidente e ex-pobre Lula, e da atual presidente Dilma Rousseff] que odeia a classe média e a meritocracia.

Uma leitura imperdível que reflete o Brasil falido economicamente e moralmente no ano de 2016:

Uma das explicações para a situação de anomia que a sociedade humana enfrenta em nossos dias é o de que ela se tornou órfã. Com efeito. A fragmentação da família, a perda de importância da figura paterna – e também a materna – a irrelevância da Igreja e da Escola em múltiplos ambientes, gera um convívio amorfo. Predomina o egoísmo, o consumismo, o êxtase momentâneo por sensações baratas, a ilusão do sexo, a volúpia da velocidade, o desencanto e o niilismo.

Uma sociedade órfã vai se socorrer de instâncias que substituam a tíbia
parentalidade. O Estado assume esse papel de provedor e se assenhoreia de incumbências que não seriam dele. Afinal, Estado é instrumento de coordenação do convívio, assegurador das condições essenciais a que indivíduos e grupos intermediários possam atender à sua vocação. Muito ajuda o Estado que não atrapalha. Que permite o desenvolvimento pleno da iniciativa privada. Apenas controlando excessos, garantindo igualdade de oportunidades e só respondendo por missões elementares e básicas. Segurança e Justiça, como emblemáticas. Tudo o mais, deveria ser providenciado pelos particulares.

Lamentavelmente, não é isso o que ocorre. Da feição “gendarme”, na
concepção do “laissez faire, laissez passer”, de mero observador, o Estado moderno assumiu a fisionomia do “welfare state”. Ou seja: considerou-se responsável por inúmeras outras tarefas, formatando exteriorizações múltiplas para vencê-las, autoatribuindo-se de tamanhos encargos, que deles não deu mais conta.

A população se acostumou a reivindicar. Tudo aquilo que antigamente era fruto do trabalho, do esforço, do sacrifício e do empenho, passou à
categoria de “direito”. E de “direito fundamental”, ou seja, aquele que
não pode ser negado e que deve ser usufruído por todas as pessoas.

A proliferação de direitos fundamentais causou a trivialização do conceito de direito e, com esse nome, começaram a ser exigíveis desejos,
aspirações, anseios, vontades mimadas e até utopias. Tudo a ser propiciado por um Estado que se tornou onipotente, onisciente, onipresente e perdeu a característica de instrumento, para se converter em finalidade.

Todas as reivindicações encontram eco no Estado-babá, cuja outra face é o Estado-polvo, tentacular, interventor e intervencionista. Para seu
sustento, agrava a arrecadação, penaliza o contribuinte, inventa tributos e é inflexível ao cobrá-los.

Vive-se a paranoia de um Estado a cada dia maior. Inflado, inchado,
inflamado e ineficiente. Sob suas formas tradicionais – Executivo,
Legislativo e Judiciário. Todas elas alvo fácil das exigências, cabidas e
descabidas, de uma legião ávida por assistência integral. Desde o
pré-natal à sepultura, tudo tem de ser oferecido pelo Estado. E assim se
acumulam demandas junto ao Governo, junto ao Parlamento, junto ao sistema Justiça.

O Brasil é um caso emblemático. Passa ao restante do globo a sensação de que todos litigam contra todos. São mais de 106 milhões de processos em curso. Mais da metade deles não precisaria estar na Justiça. Mas é preciso atender também ao mercado jurídico, ainda promissor e ainda aliciante de milhões de jovens que se iludem, mas que poderão enfrentar dificuldades irremovíveis num futuro próximo.

No dia em que a população perceber que ela não precisa ser órfã e que a
receita para um Brasil melhor está no resgate dos valores esgarçados: no
reforço da família, da escola, da Igreja e do convívio fraterno. Não no
viés facilitado de acreditar que a orfandade será corrigida por um Estado que está capenga e perplexo, pois já não sabe como honrar suas ambiciosas promessas de tornar todos ricos e felizes.”

meritocracia

Estudantes de medicina farão avaliação nacional para receber o diploma

avaliação- 3 botõesA partir deste ano, alunos de medicina de todo o país farão avaliações nacionais a cada dois anos durante o curso.

As avaliações, aplicadas no segundo, quarto e sexto ano serão obrigatórias.

Aqueles que não obtiverem a nota mínima definida pelo Ministério da Educação (MEC) na última avaliação não poderão obter o diploma e também não poderão ingressar na residência médica.

A chamada Avaliação Nacional Seriada dos Estudantes de Medicina (Anasem) está prevista no Programa Mais Médicos (Lei 12.871/2013) e em resolução do Conselho Nacional de Educação (CNE).

Pelas normas, o prazo para que a avaliação começasse a ser aplicada termina este ano.

A aplicação começará pelos alunos do 2º ano de medicina em agosto.

A medida em que os alunos avançam nos estudos, as demais avaliações serão implementadas.

A do 6º ano passará a ser aplicada em 2020.

O anúncio foi feito no dia 01/04/2016 pelo ministro da Educação, Aloizio Mercadante.

Segundo o Ministério da Educação (MEC), cerca de 20 mil estudantes farão a prova em 2016.

No sexto ano, o desempenho mínimo na avaliação será necessário para que os alunos se formem e obtenham o diploma.

A média necessária para a aprovação será recalculada ano a ano.

A avaliação será também pré-requisito para que os estudantes recém-formados ingressem na residência médica.

Os estudantes, no entanto, terão mais de uma oportunidade.

Aqueles que não obtiverem a nota necessária poderão refazer a prova.

Serão feitas várias provas em um mesmo ano, assim, o estudante que não obtiver a nota mínima ou aquele que deseja antecipar a prova antes mesmo do fim do curso, poderá fazê-lo.

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) será responsável pela avaliação.

O exame seguirá os moldes do Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos expedidos por Instituição de Educação Superior Estrangeira (Revalida).

O ministro assinou hoje portaria que institui a nova avaliação e cria a Comissão Assessora da Avaliação, que acompanhará a implementação no país.

Compõe a comissão, o MEC, o Ministério da Saúde e o Conselho Federal de Medicina (CFM).

A comissão poderá definir se a avaliação aplicada aos estudantes contará também para avaliar os cursos de medicina.

Fonte- Agência Brasil

jaleco

As razões do impeachment

claudio lamachiaO presidente nacional da OAB comenta as razões da aprovação do pedido de impeachment em face da presidente do Brasil Dilma Rousseff.

As razões do impeachment

Por Claudio Lamachia, advogado e presidente nacional da OAB.

Um amplo processo de consulta democrática à advocacia terminou na semana passada, quando os conselheiros federais da OAB, eleitos pelo voto direto dos quase 1 milhão de advogados do país, concluíram que o processo de impeachment da presidente da República tem o apoio da Ordem dos Advogados do Brasil. Essa é a opinião técnico-jurídica da maior entidade representativa da advocacia no Brasil.

As razões do impeachment, elencadas em detalhado e extenso voto lido em uma sessão extraordinária do Conselho Federal da OAB, não incluem as polêmicas escutas de conversas telefônicas entre a presidente e seu antecessor. Levam em consideração, por exemplo, as pedaladas fiscais, as renúncias fiscais ilegais em favor da Fifa e a intenção de beneficiar um aliado, alvo de investigação judicial, atribuindo-lhe as prerrogativas de ministro de Estado.

Durante meses, a sociedade esperou um posicionamento da Ordem dos Advogados sobre o impedimento. Nesse período, a entidade estudou atentamente a questão. Integrantes do Conselho Federal e das OABs estaduais analisaram o assunto. O resultado desse minucioso trabalho foi uma decisão final quase unânime, mostrando o quão unida a classe está em torno da conclusão.

Antes que o assunto fosse levado para a plenária nacional, 24 das 27 seccionais da ordem organizaram suas próprias reuniões. Todas concluíram ser necessária a abertura do processo de impeachment da atual chefe do Executivo.

Quando se reuniu o conselho federal, com a presença dos 81 conselheiros federais (três por Estado e Distrito Federal), mais uma vez o entendimento quase unânime foi favorável ao impeachment. Essa foi a posição de 26 das 27 bancadas, cada uma representando sua unidade federativa.

A Constituição é clara em seu artigo 85. Ocorre crime de responsabilidade quando o presidente da República atenta contra a Carta Magna. O mesmo crime existe quando o mandatário máximo do país pratica atos contra o livre exercício de algum dos Poderes, contra a probidade na administração, contra a lei orçamentária ou contra o cumprimento das leis e das decisões judiciais.

O relatório aprovado pelo conselho pleno da OAB cita ainda infrações à lei 1.079/50, que inclui entre os crimes de responsabilidade a infração de normas legais no provimento de cargos públicos e o transporte ou excesso, sem autorização legal, das verbas do orçamento.

A sociedade tem, agora, uma resposta consistente da Ordem dos Advogados do Brasil, baseada em fatos e leis. A entidade não renunciará ao papel de protagonista nesse processo, defendendo a posição tomada pela classe.

Ao mesmo tempo, a OAB cumprirá sua função, estabelecida pela Constituição, de guardiã dos direitos e garantias do cidadão. Agirá como fiscal da legalidade, cobrando o cumprimento dos ritos e o respeito ao devido processo.

É preciso garantir à presidente da República ampla defesa e o devido processo legal. Assim fez a própria Ordem dos Advogados quando concedeu tempo de fala ao advogado-geral da União, que representou a presidente na sessão.

A OAB se manterá vigilante aos possíveis abusos e ilegalidades cometidos no processo de apuração dos escândalos em curso no país. Já foi criada, inclusive, uma comissão para analisar a legitimidade de escutas feitas em telefones de advogados, divulgadas nos últimos dias. Não vamos admitir grampos em conversas entre advogados e seus clientes.

Adotaremos todas as medidas necessárias para responsabilizar quem tenha autorizado tais ilegalidades, caso comprovadas. Combater o crime praticando-se outro crime é um desvio de rumo que certamente vai tirar do Brasil a chance ímpar, vivida neste momento, de caminhar em direção a um futuro melhor.

Fonte OAB Nacional

impeachment

Milagre Econômico. De Garrastazu Médici a Dilma Rousseff

garrastazu medicinaQue o PT afundou o Brasil com a sua “nova matriz econômica” de Guido Mantega, implantada no final do segundo mandato de Lula e incentivada pela atual Presidente da República Federativa do Brasil: a excelentíssima senhora Dilma Rousseff.

O texto abaixo do escritor, médico e advogado Humberto  Migiolaro, membro da Academia  Botucatuense de Letras, reflete a ideia do blog sobre a economia do Brasil do ano de 2015:

O Brasil viveu dias de glória entre os anos de 1968 a 1973 com os governos militares: Dias de ufanismo, slogans patrióticos foram criados na base de “Brasil, ame-o ou deixe-o”. A economia galopava talvez um tanto artificial com os juros baratos da dívida externa. A verdade é que a comunidade internacional acreditava em nosso país e investia em seu futuro. Esse período foi intitulado “Milagre Econômico” pelo governo e “Anos de Chumbo” pela oposição guerrilheira… De um lado os militares conduziam o Brasil com mãos de ferro, gozavam do apoio da comunidade financeira internacional dos países democráticos e do outro lado os esquerdistas que pregavam a derrubada do governo a qualquer preço para a implantação de um regime de inspiração comunista.

A União Soviética diluiu-se entre os anos 1990 e 91 a custo da concentração do poder estatal nas mãos dos ungidos pelo Partido Comunista Russo. Seguiu-se à revoada das nações artificialmente reunidas pela Cortina de Ferro, com etnias, tradições e inspirações totalmente diversas, mas dominadas militarmente a custa do intervencionismo e do poder armado da União Soviética direto de Moscou. Com o fracasso total do modelo econômico marxista imposto pela Rússia e suas lideranças maquiavélicas, julgou-se que vez por todas a comunidade internacional estaria livre do jugo e cabresto comunista. De fato as nações que pacifica ou militarmente se livraram do domínio central soviético encontraram liberdade e voltaram às suas origens e tradições. Hoje o anacronismo da liderança de Putin de novo ameaça a paz mundial fomentando revoltas e ações de rebeldia.

Na América Latina o sonho marxista materializou-se romanticamente em Cuba onde a provocação seria geograficamente mais eficiente à democracia americana. O poder soviético alimentou até onde pode o regime castrista que sobreviveu capenga enquanto a grana comunista o sustentava. Com a queda da União soviética, Castro valeu-se das “viúvas marxistas” remanescentes da utopia do paraíso da igualdade terrestre onde apenas as lideranças gozariam de privilégios. Cuba hoje representa ruínas de um castelo mal assombrado: a imundice, a miséria e o banditismo inundam Havana. A Venezuela e o petróleo de Hugo Chávez ressuscitaram e deram fôlego de vida à falida ilhota do Caribe. Os revolucionários sul-americanos em anacronismo total com a realidade do século promoveram o tal do “socialismo moreno”, “bolivarismo” e outros substantivos todos eles na verdade traduzidos em bom português por intervencionismo, miséria, banditismo, falência, desabastecimento, agressões, prisões de insurgentes, e etc. No Brasil o PT inventou o populismo disseminado pela união espúria do sindicalismo pelego com o socialismo utópico de descompromissados intelectuais. A figura carismática de Lula da Silva serviu direitinho à nova e utópica esquerda emergente. O populismo estatal, financiamento direto da pobreza através de programas sem retorno com vinculações eleitoreiras para imensas fatias das classes socialmente inferiores, o incentivo artificial à restauração da luta de classes inspiradas de Marx, a promoção da segmentação social incentivando o confronto racial e moral da sociedade completou a proposta.

Veio Dilma e a golpes de canetadas pretendeu reduzir a miséria, vinculando as camadas inferiores à adesão à sua candidatura, quando pregou tudo ao contrário do que realiza hoje no governo. O tal capitalismo de estado do PT de inspiração bolivariana faz água nos redutos sul-americanos. O Chile se libertou e se desenvolveu, idem a Colômbia. O governo boliviano sobrevive da promoção do narcotráfico que hoje substitui na Venezuela a quebra da estatal petrolífera. Na Argentina vence a oposição crítica. Maduro balança e perde de goleada as eleições legislativas. Aqui, Dilma inspirada no pior que cada governo anterior realizou arrasa a economia, a moralidade e a credibilidade internacional.

As manobras de seu impeachment nos parecem perigosas e inoportunas, pois não se encontrariam grandes dificuldades para “convencer” alguns parlamentares dispostos a espúrias negociações para impedir o seu afastamento. Dilma, caso consiga tal empreitada não somente se livrará de seu impedimento como ganhará oxigênio e atrevimento e, com toda a petulância que lhe é peculiar, irá impor toda sua sacola de maldades já cuidadosamente preparada. A Senhora Rousseff consegue fazer sempre o pior em cada ato. Ajudou e participou do assalto e desmanche da Petrobrás, montou e repassou a asseclas um balcão de negócios na Casa Civil. Desastrosa e ridícula em seus pronunciamentos sem script envergonha nossa nação quando abre a boca. Arrogante ao extremo, prepotente desconhece humildade e auto-critica. Por ideologia defende e incentiva os interesses de “hermanos do narcotráfico” e abre nossas reservas para o exterior olvidando nossas carências. Praticou o maior estelionato eleitoral jamais visto, Incompetente quebrou o país, a inflação ganha dois dígitos, a produção industrial atingindo, pasmem, percentuais semelhantes aos anos 50, O desemprego e a depressão chamam o interfone do planalto. Dilma Rousseff que combatera com metralhas os militares hoje lhes faz o contraponto: Invejosa consegue a incrível façanha de destruir as esperanças de um povo, restaurando às avessas o novo

MILAGRE ECONÔMICO.

dilma rousseff - o milagre economico

Vida: o bem indisponível !

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA vida é o bem maior a ser cultivado, ainda que muitos procurem fama, poder e dinheiro, corrompendo-se a si mesmo e aos demais.

Ao receber a missiva do estimável amigo e escritor doutor José Ademar Zumioti, a publico no objetivo de refletirmos nossos ideias para 2016: a preservação da vida, e vida digna!

O direito a permanecer vivo é sim uma conquista que o tempo, as mudanças de comportamento, os novos valores erigidos não poderão descartar simplesmente, como uma peça de um antiquário que foi vendida.

A vida é a conquista inalienável do ser humano que recusa-se a ser mercadoria de consumo, escambo de troca.

Viver e viver dignamente !

Ótimo 2016 a todos os leitores do blog !

Caro amigo Milton,

Apesar dos efeitos intrínsecos e extrínsecos que a atual  crise  de  transição planetária determina para todos nós, atingindo pedagogicamente o corpo e a alma deste planeta, assim como o corpo e a alma de cada um de nós; apesar da sensação de pedagógico desamparo que atinge as profundezas pouco conhecidas de nosso ser de amor; apesar da sede de beleza e liberdade que a tímida união entre todos nós é ainda incapaz de reconhecer e de saciar; apesar da compreensão  ainda acanhada  da imensa maioria    em relação ao significado essencial dos fatos e das verdades, que se avolumam de forma dialeticamente avassaladora e pertinente por todos os cantos do planeta; apesar da intensificação catártica da angústia de morte em nossos  meigos corações, sem uma evidente contrapartida redentora no aqui e no agora; apesar do bloqueio patológico da compaixão, inclusive na interioridade daqueles e daquelas que esperam por cada um de nós; apesar da ausência aparente de benefícios secundários para quase todos e da falta de sintonia mais ampla com as virtudes de alma que poderiam legitimar a expressão renovadora dos  benefícios essenciais para todos  sem exceção, até mesmo  para aqueles que são considerados como decaídos em espírito e verdade; apesar disso tudo e de muito mais que nos desafiam sem meias-medidas, exigindo que amemos além de nós; apesar da morte aparente do encanto que amparava a poética de nosso devaneio libertário e a plenitude de  nossa inocência desvinculada do fulcro do lugar-comum; apesar da agonia de nosso amor que não encontra mais eco no âmago da comunidade conflagrada em espírito e verdade; apesar da intensificação natural e necessária dos choques de polaridades e da luta dos contrários, levando à ampliação dos confrontos fratricidas de quase todos entre si; apesar do predomínio, por mais algum tempo, do agônico e profano sistema mercantilista mundial apoiado de forma criminosa pelas denominadas potências ocidentais, lideradas por fora pelos seus patéticos e caricatos representantes oficiais; apesar daqueles que representam o “contraditório essencial” em relação às potências ocidentais se encontrarem dramaticamente encurralados e aparentemente sós diante do poder bélico mortal das ditas cujas; apesar do aparente silêncio de Deus, deixando tudo correr pedagógica e terapeuticamente à solta; apesar de não termos nada a comemorar no plano profano, como quase todos o fazem, em virtude de nossa lucidez divinamente insurrecional; apesar disso tudo e de muito mais que nos assolam sem piedade, mesmo assim, no auge de nosso exílio de alma pedagogicamente revelador neste rude planeta, desejo a você, sua família,  seus colaboradores, seus amigos, nossos amigos e todos nós, caro amigo Milton, um bem maior de vida marcado  pelo sublime acalento de alma e pela transmutação emblemática de nosso ser interior, não apenas durante as tradicionais festas de fim de ano que se aproximam, mas sobretudo por toda a eternidade de nosso aprendizado singular em relação à plenitude do amor e da compaixão. 

Grato pela sua atenção especial, caro amigo Milton.

Abraço caloroso. José Ademar.

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