Arquivo da categoria: Educação

Acidente Vascular Encefálico. Seminário. Curso de Medicina da Famema

avc - placaSeminário apresentado pelos alunos do 4º ano do curso de medicina da Famema: Bruna Utsunomiya, Carlos Eduardo Costa da Mota, Enrique Caetano, Gabriel Guimarães e Heloisa Mandelli-  Ambulatório Mário Covas – revisando o tema: Acidente Vascular Encefálico.

O AVE – Acidente Vascular Encefálico – também conhecido como AVC e derrame cerebral, se caracteriza pelo entupimento ou rompimento de algum vaso sanguíneo no cérebro, que pode estar relacionado com alguns fatores como hipertensão, arritmias, diabetes, o uso de álcool e drogas, e o uso de anticoncepcionais em mulheres.

Sintomas do acidente vascular encefálico

Os sintomas do acidente vascular encefálico podem ser:

  • Tontura e desequilíbrio
  • Fraqueza muscular, dificuldade de se levantar da cama ou da cadeira, por exemplo;
  • Visão embaçada;
  • Fala enrolada;
  • Dormência;
  • Crises epilépticas.

O diagnóstico do AVE pode ser feito através dos sintomas apresentados pelo paciente, e confirmado com exames de imagem como tomografia computadorizada e ou ressonância magnética.

Tratamento para Acidente Vascular Encefálico

O tratamento do Acidente Vascular Encefálico pode ser feito através do uso de fibrinolíticos, AAS, e controle dos fatores ensejadores tais como: HAS, Diabetes, Hipercolesterolemia, tabagismo, e abstinência do álcool.

Para a reabilitação do paciente é importante fazer fisioterapia para fortalecer os músculos, diminuir as contrações e melhorar a coordenação motora.

O Ambulatório Neurovascular atende usuários do SUS do Departamento Regional de Saúde IX do Estado de São Paulo.

avc- cigarro

Cefaleias Primárias. Seminário. Curso de Medicina da Famema

mulher-dor-de-cabeça-azulSeminário apresentado pelos alunos do 4º ano do curso de medicina da Famema -Arthur Dias, Bruna Silva, Eduardo Hiroshi, Fernanda Yamamoto e Guilherme Kamano no Ambulatório de Cefaleia abordando o tema Cefaleias Primárias.

A cefaleia é uma condição prevalente, incapacitante, muitas vezes sem diagnóstico e tratamento adequados.

Afeta mais as mulheres, e tem maior frequência nos anos de maior produtividade.

No Brasil, as cefaleias são responsáveis por 9% das consultas por problemas agudos em atenção primária.

A maioria dos indivíduos experimenta algum episódio de cefaleia durante a vida adulta; entretanto, apenas poucos procuram atendimento médico.

É estimado que apenas 16% dos pacientes com cefaleia tensional e 56% dos pacientes com enxaqueca ou migrânea procuram atendimento de médico generalista e, destes, 4% e 16%, respectivamente, consultam com especialistas em cefaleias, sendo mais comum as mulheres buscarem assistência médica por esse motivo.

No Brasil, num estudo em duas Unidades Básicas de Saúde, foi encontrada prevalência de 45% de enxaqueca nos pacientes com queixa de cefaleia.

Nos Estados Unidos, o diagnóstico de enxaqueca não aumentou significativamente na comparação dos anos de 1989 e 1999, embora os encaminhamentos para avaliação pelos especialistas de cefaleia tenham triplicado neste período de 10 anos. Também nesse país, a enxaqueca afeta aproximadamente 28 milhões de indivíduos, e os médicos de família têm papel importante no diagnóstico e manejo desta afecção.

Outro fator que corrobora com a importância desse tema é o impacto que a doença tem sobre a vida dos pacientes.

Existe uma correlação importante entre a gravidade da cefaleia, a qualidade de vida e o impacto desta doença na vida dos indivíduos e que pode ser avaliado na atenção primária à saúde, utilizando o questionário Headache Impact Test 6 (HIT- 6) .

A Classificação das Cefaleias da International Headache Society (IHS ) tem a intenção de padronizar, tanto em pesquisas como na clínica, a definição dos tipos de cefaleias, sendo a cefaleia do tipo tensional a mais prevalente, seguida da enxaqueca (migrânea).

No Reino Unido, a incidência na atenção primária de tumor intracraniano, hemorragia subaracnóidea e hematoma subdural são, respectivamente 6,1; 4,1 e 1,9 por 100.000, sendo que, dos diagnósticos corretos, 70% foram realizados pelos médicos de família com utilização criteriosa de exames de imagem. Nesse estudo, apenas metade dos pacientes com tumor cerebral, hemorragia subaracnóidea e hematoma subdural apresentavam cefaleia.

Tendo em vista estes fatores, a educação continuada dos médicos de família e comunidade deveria enfocar o diagnóstico e  manejo terapêutico e o impacto das cefaleias na vida dos pacientes.

O Ambulatório de Cefaleia atende encaminhamentos  de 62 municípios do Departamento Regional de Saúde IX do Estado de São Paulo.

amor e dor

Acidente Vascular Cerebral. Anticoagulação e antiagregante plaquetário. Seminário. Curso de Medicina da Famema

Seminário apresentado pelos alunos do 4º ano do curso de medicina da Famema – Aline Ferrari Martins, Bruno de Souza Mendes, Cintia Junko Oshiro, Gabrielle Paulo Sérvio da Silva e Felipe Ferreira Lima no Ambulatório Neurovascular – Famema.

O tratamento do acidente vascular cerebral AVC depende do estágio da doença.

Há três estágios de tratamento para AVC: prevenção, terapia imediatamente após o AVC, e reabilitação.

As terapias para AVC incluem medicação, cirurgia em AVCH (Acidente Vascular Cerebral Hemorrágico ) e reabilitação.

A terapia com medicação é o tratamento mais comum para AVC.

Os tipos de medicamentos mais comuns para prevenir ou tratar AVC são os antiagregantes e trombolíticos.

Ao tratar um AVC que acabou de ocorrer, o tempo conta muito.

AVC isquêmico, o tipo mais comum, pode ser tratado com medicamentos trombolíticos se atendido até 4,5 horas. Esses medicamentos interrompem o AVC ao dissolverem o  coágulo que está bloqueando o fluxo de sangue ao cérebro.

Uma vez que os medicamentos trombolíticos podem elevar o sangramento, devem ser usados somente depois que o médico tiver certeza que o paciente sofre um AVC isquêmico e não um hemorrágico.

Os antiagregantes plaquetários previnem a formação de coágulos sanguíneos que podem causar um novo AVC.

Ao reduzir o risco de coágulos sanguíneos, esses medicamentos diminuem o risco de AVC isquêmico. Os antiagregantes geralmente são prescritos para prevenção do AVC. Desses tipos de medicamentos, o mais conhecido é a aspirina.

Anticoagulantes reduzem o risco de AVC ao diminuir a capacidade de coagulação do sangue, como na fibrilação atrial crônica.

Para a maioria dos pacientes de AVC a reabilitação envolve fisioterapia. O objetivo da fisioterapia é fazer o paciente de AVC reaprender atividades motoras simples como caminhar, sentar, ficar em pé, deitar, e o processo de passar de um movimento para outro. Para conseguir isso, os pacientes de AVC devem trabalhar o fisioterapeuta, o qual usa treinamento, exercícios e manipulação física para restaurar o movimento, equilíbrio e coordenação.

Outro tipo de terapia para ajudar o paciente a reaprender atividades rotineiras é a terapia ocupacional.

Esse tipo de terapia também envolve exercícios e treinamento. O objetivo é ajudar o paciente de AVC a reaprender atividades rotineiras como comer, beber e engolir, vestir, tomar banho, usar o banheiro, ler e escrever.

Desordens de fala e linguagem aparecem quando o dano cerebral ocorre nos centros de linguagem do cérebro. Devido à grande capacidade do cérebro aprender e adaptar-se, outras áreas podem tomar algumas das funções perdidas.

A terapia da fala ajuda pacientes de AVC a reaprender a capacidade de linguagem e da fala.

É apropriada para pacientes sem distúrbios cognitivos e de raciocínio, mas com dificuldade de compreender a fala ou palavras escritas, ou com dificuldade de falar.

Com tempo e paciência o sobrevivente de um AVC pode ser capaz de recuperar uma parte e algumas vezes toda a capacidade de fala e linguagem.

O Ambulatório Neurovascular atende usuários do SUS encaminhados pelo IX Departamento Regional de Saúde do Estado de São Paulo.

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Cefaleias Primárias. Seminário. Curso de Medicina da Famema

enxaqueca- laranjaSeminário apresentado pelos alunos do 4º ano do curso de medicina da Famema – Caio de A. Staut, Carolina F. S. Vianna, Felipe A. Nozaki, Gabriella M. Russo e Henrique C. Kirzner – discorrendo sobre o tema: Cefaleias  Primárias.

O reconhecimento de fatores precipitantes pode ajudar no estabelecimento do diagnóstico da cefaleia, como é o desencadeamento instantâneo de crises de cefaleia em salvas após a ingestão de álcool, ou àquelas desencadeadas por consumo de queijos, vinhos (migrânea).

Algumas cefaleias podem ser acompanhadas de sintomas que antecedem a dor propriamente dita, como alterações visuais de curta duração (aura visual), pontos luminosos na visão, alteração de humor, astenia e depressão.

A dor pode ser pulsátil, latejante, “pressão”, aperto e ou lancinante, além de fraca, moderada e ou intensa, constante ou em salvas.

Pode ser unilateral, bilateral, holocraniana, frontal, retro-ocular e occipital ou mesmo seguindo o padrão de distribuição da primeira divisão do nervo trigêmio (V par).

As dores de cabeça também podem se manifestar associadas à sintomatologia autonômica (náuseas, vômitos, hiperemia ocular, lacrimejamento, obstrução nasal, sensibilidade à luz e ao som) ou mesmo sistêmica, como perda de peso recente, febre, mal-estar, cansaço e inapetência.

As cefaleias primárias não apresentam uma causa especifica, podendo a mesma ser de natureza multifatorial e de caráter hereditário, ao contrário das cefaleias secundárias, que apresentam uma causa patológica evidente.

As dores de cabeça podem se manifestar de modo súbito, subagudo ou crônico.

As cefaleias de início agudo ou súbito geralmente constituem manifestação de uma patologia intracraniana como hemorragia subaracnóide ou de outras doenças cérebro-vasculares ou infecciosas (meningites / encefalites).

Podem ocorrer após punção lombar para diagnóstico de enfermidades neurológicas ou mesmo durante manobras fisiológicas que possam aumentar a pressão intra-abdominal, e consequentemente a intracraniana, como exercícios físicos intensos e relações sexuais.

Àquelas de manifestação subaguda, podem ser resultantes de enfermidades inflamatórias do tecido conjuntivo, como artrite de células gigantes, ou mesmo de processos tumorais intracranianos (tumores cerebrais, abscessos cerebrais, metástases cerebrais, hematomas subdurais), além de hipertensão intracraniana benigna (pseudotumor cerebral), e crise hipertensiva.

As cefaleias crônicas, geralmente são de natureza primária, e são resultantes, na maioria das vezes, das enxaquecas, cefaleias tensionais e cefaleias em salvas.

A alta prevalência das cefaleias colaborou para que se criasse na população o costume de consumir indiscriminadamente analgésicos.

Em busca do alívio imediato da dor, as pessoas ingerem analgésicos sem prescrição ou acompanhamento médico.

As doses progressivamente altas desses medicamentos, ao invés de eliminar a dor, contribuem para o agravamento da cefaleia.

Se utilizadas frequentemente em quantidades excessivas, separadamente ou em combinação, esses analgésicos e outras medicações para dor podem perpetuar a cefaleia, tornando-se um problema crônico diário, como tem sido constatado por diversos estudos em cefaliatria.

De acordo com alguns estudos as pessoas podem chegar a consumir de 14 a 30 comprimidos por semana e alguns, de 10 a 12 por dia.Cada indivíduo chegando a usar em média dois a cinco tipos de medicamentos sintomáticos: cafeína; paracetamol; anti-inflamatórios; antiespasmódicos; aspirina; descongestionante nasal e anti-histamínicos; propoxifeno; butalbital; ergotamina; triptanos e narcóticos.

A falta de resposta ao tratamento é uma das principais características das cefaleias induzidas por sintomáticos.

É constatado que pacientes que consumem simultaneamente medicações analgésicas e profiláticas continuam sofrendo de cefaleia diária ou quase diária, ficando assim indicado que os medicamentos profiláticos são ineficazes na prevenção das cefaleias, quando associadas aos analgésicos.

Os estudiosos definem a cefaleia induzida por drogas ou relacionadas, como uma cefaleia diária ou quase diária, refratária a tratamento com as seguintes características:

  • ocorrem em pacientes com cefaleias primárias que utilizam medicamentos sintomáticos com muita frequência, geralmente em quantidades excessivas;
  • desenvolvimento de tolerância aos analgésicos e piora da dor com a continuidade do uso dessas drogas;
  • os pacientes podem apresentar sinais de abstinência com a interrupção da medicação, manifestando piora da cefaleia por período de tempo variável (em média três a quatro semanas);
  • a cefaleia melhora efetivamente após a interrupção dos medicamentos, embora a cefaleia primária torne necessária a manutenção de um tratamento profilático.

Portanto as cefaleias induzidas por medicamentos sintomáticos representam um grande desafio pela complexidade do quadro clínico, envolvendo o uso de múltiplos medicamentos, além de anomalias comportamentais e psicológicas.

Procure um especialista para o diagnóstico de sua cefaleia.

O Ambulatório de Cefaleia –  Ambulatório Mario Covas- atende encaminhamentos do Departamento Regional de Saúde IX do Estado de São Paulo.

Acidente Vascular Cerebral Isquêmico. Seminário. Curso de Medicina da Famema

avc- mini logoSeminário apresentado pelos alunos do 4º ano do curso de medicina da Famema -Alessandra Nikaido Fujinami, Bruno Rodrigues de Palma, Daniel Sonnewend  Proença, Fernanda de Almeida Andriotti e  Geiza Máximo- sobre o tema: Acidente Vascular Cerebral Isquêmico.

O Ministério da Saúde deve investir até o final de 2014, R$ 437 milhões para ampliar a assistência a vítimas de Acidente Vascular Cerebral.

Cerca de R$ 370 milhões será destinado ao financiamento de leitos hospitalares em 151 cidades.

O restante vai ser aplicado no tratamento trombolítico (uso de medicação para desfazer o coágulo e normalizar o fluxo sanguíneo que chega ao cérebro).

O AVC decorre da insuficiência no fluxo sanguíneo em uma determinada área do cérebro e tem diferentes causas: malformação arterial cerebral (aneurisma), hipertensão arterial, cardiopatia, tromboembolia.

No Brasil, são registradas cerca de 68 mil mortes por AVC anualmente. Um número ligeiramente inferior ao registrado no ano de 2013 : 68,9 mil.

A doença representa a primeira causa de morte e incapacidade no País, o que gera grande impacto econômico e social.

O diagnóstico é feito por meio de exames de imagem, que permitem identificar a área do cérebro afetada e o tipo do derrame cerebral. Há dois principais tipos de AVC: o isquêmico (85% dos casos), quando há parada do sangue que chega ao cérebro, provocado pela obstrução dos vasos sanguíneos; e o hemorrágico, ligado a quadros de hipertensão arterial que causa hemorragia dentro do tecido cerebral.

O Ministério da Saúde  elaborou  “A Linha de Cuidado do AVC” na Rede de Atenção às Urgências.

Deve incluir a rede básica de saúde, SAMU, unidades hospitalares de emergência e leitos de retaguarda, reabilitação ambulatorial, programas de atenção domiciliar, entre outros aspectos.

O risco de AVC aumenta com a idade, sobretudo após os 55 anos. O aparecimento da doença em pessoas mais jovens está mais associado a alterações genéticas.

Pessoas da raça negra e com histórico familiar de doenças cardiovasculares também têm mais chances de ter um derrame.

O Ambulatório Neurovascular recebe encaminhamentos do Departamento Regional de Saúde IX do Estado de São Paulo.

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Acidente Vascular Cerebral. Seminário. Curso de Medicina da Famema

Seminário apresentado pelos do 4º ano do curso de medicina da Famema -Lucas Nakasone M. Silva, Luiz Villanova e Affonso, Maitê Freire Cardoso, Mariana M. Sakugawa e Vanessa Ap. de Lima- Ambulatório Neurovascular- Ambulatório Mário Covas- disciplinas Neurologia e Educação em Ciências da Saúde.

Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), mais de cinco milhões de pessoas morrem, anualmente, em decorrência do AVC (acidente vascular cerebral), também conhecido como derrame. No Brasil, este índice é de aproximadamente 100 mil casos, de acordo com dados do Ministério da Saúde.

Desse total, 43 mil ocorrem na região Sudeste: 21 mil em São Paulo e quase 11 mil no Rio de Janeiro. Quando não  mata, o mal leva a sequelas graves que atingem em torno de 50% dos sobreviventes.

Por fim, sabe-se que a doença é mais comum após os 40 anos, embora possa surgir em qualquer idade.

Mas estudos mostram que o AVC (Acidente Vascular Cerebral) é cada vez mais frequente em indivíduos com menos de 40 anos.

De acordo com o DATASUS, o banco de dados do Ministério da Saúde, entre 1998 e 2007, houve um crescimento de 64% nas internações por AVC (Acidente Vascular Cerebral, popularmente chamado de derrame) entre homens de 15 a 34 anos, e de 41% entre mulheres na mesma faixa etária.

O Ambulatório Neurovascular recebe encaminhamentos de usuários do SUS do Departamento Regional de Saúde IX do Estado de São Paulo.

Em defesa do SUS !

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