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Comissão de Vereadores da CPI pede que Ministério Público do Estado de São Paulo investigue a Fumes

cpi verdeA CPI foi instalada em meados de 2010, pela Câmara Municipal, por iniciativa do vereador Eduardo Gimenes, que é o presidente da mesma.

Em 13 de julho do mesmo ano, a Fumes entrou com Mandado de Segurança e conseguiu suspender a investigação.

Os trabalhos foram retomados em agosto de 2011, após decisão do Poder Judiciário que  cassou  a liminar impetrada pelo Departamento Jurídico da Famema, a pedido do diretor José Augusto Alves Ottaiano, à época.

Os vereadores querem saber como foram utilizados os repasses feitos pela Famar à Fumes , e posteriormente à Famema (Faculdade de Medicina de Marília),  sendo que a dívida nos dias de hoje é em torno de R$ 500 milhões de reais, considerando a CNPJ da Fumes e a CNPJ da Famema.

O secretário  da Fazenda de Marília, Adelson  Lelis da Silva,  em depoimento aos vereadores da CPI (foto abaixo)  informou que a Prefeitura Municipal de Marília não tem qualquer autoridade sobre a administração dos recursos repassados pelo Estado.

“O dinheiro vem e vai integralmente à Famar. Por outro lado, todo o passivo (como INSS, questões trabalhistas e outros problemas) ficam por conta da administração. Isso tem de acabar”, ressaltou o vereador Eduardo Gimenes.

Diante desse imbróglio jurídico, com uma dívida gigantesca de  aproximadamente R$ 45 milhões, a  Fumes foi impedida de receber verbas  da Secretaria da Saúde,  por irregularidades administrativas apontadas pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, no ano de 2007.

Outrossim,  cria-se em 2007 a Famar a toque de caixa por orientação da Assessoria Jurídico da Famema, em tentativa jurídica  “mirabolante e estratégica”  para continuar a receber as verbas da Secretaria da Saúde.

A Fumes não está extinta, apenas não recebe mais verbas da Secretaria da Saúde.

O vereador Gimenes, presidente da CPI da Fumes, reitera que o contato já ocorrido com o promotor Isauro Pigozzi Filho serviu para buscar uma alternativa para acabar com essa irregularidade.

“É dinheiro público que está sendo utilizado sem qualquer critério pela Famar. Eles não fazem licitação, fazem pagamentos fora de ordem e administram o dinheiro da forma que bem entendem. É dinheiro público e essa forma de ação está errada”, apontou o vereador Gimenes.

Gestão pública é  exige muita responsabilidade na execução dos atos administrativos.

Não pode haver miopia administrativa !

Os atos administrativos devem estar sob o império da lei.

Se houver condenação por improbidade administrativa, os gestores atuais e ou do passado respondem por seus bens pessoais, e devolução do seu patrimônio como forma de restaurar o erário.

É o preço que se paga em se aventurar onde não tem formação para administrar.

Aguardemos o prosseguimento agora desse final de CPI, e, ainda, se o Ministério Público do Estado de Sâo Paulo, representado pelo promotor Isauro Pigozzi Filho, ou outro promotor ao final da mesma,  se oferecerá denúncia contra a Fumes ou Termo de Ajustamento de Conduta para os gestores atuais.

INSS patronal e FGTS  não pagos há muito tempo, e nos dias de hoje estão cobrados na Procuradoria da Fazenda Nacional.

O direito não socorre os que dormem.

O sonho da estadualização  da Famema de 1994 de fato e de direito (lei 8898/94) caminha para uma possibilidade ainda muito distante, pois a Unesp, USP e ou Unicam não irão encampar uma faculdade pública com dívida gigantesta, CNPJ Fumes e CNPJ Famema.

Aguardemos o final da CPI da Fumes

“O passado serve para evidenciar as nossas falhas e nos dar indicações para o progresso do futuro.”

Henry Ford

Liberdade de imprensa é um direito na democracia do Brasil. Dia Mundial da Liberdade de Imprensa

liberdade de expressãoA data de hoje – 03/05/2012-  provoca uma reflexão entre professores, alunos e autoridades que analisam o comportamento da sociedade e dos meios de comunicação.

A liberdade de imprensa é uma das coisas mais importantes para o exercício do trabalho dos jornalistas e blogueiros.

O blogueiro é o mediador entre as informações investigadas e a sociedade.

Há necessidade de liberdade de expressão para exercer seu trabalho.

Sem a mesma, nada se publica.

É claro que não se pode confundir a liberdade de informação com liberdade para à falta de elegância e civilidade.

No Estado Democrático de Direito deve se ter respeito às garantias individuais insculpidas no artigo 5º da Constituição Federal do Brasil:igualdade, liberdade, fraternidade, imagem, intimidade, privacidade;  e direitos sociais: educação, habitação, trabalho, saúde, segurança e  transporte.

A liberdade de imprensa e de expressão é uma das coisas mais importantes para o exercício da democracia.

A violência, truculência, intolerância  dos inimigos da democracia na  arte daqueles que querem informar,  prejudica o trabalho investigativo e à busca da verdade.

A luta contra a impunidade é inadiável.

Gestores da falsa defesa da democracia, mas de práticas autoritárias, buscam instaurar a cultura de intolerância em relação à imprensa e blogs.

Esses gestores contam também com uma informação paralela, modelo Nazifascista, de se informar aos cidadãos o que  querem, e não o que deveria ter sido dito.

O uso da publicidade oficial como mecanismo de prêmio ou castigo, como a criação de um sistema de mídia oficial, e paraoficial para deslegitimar a crítica, fazer propaganda política, e limitar o acesso à informação pública, é atentar contra o Estado Democrático de Direito.

Tudo vale para legitimar gestores mal intencionados, e com a desculpa invencível que querem o melhor para você:  aluno, servidor público, professor, médico, enfim, toda a gama de profissões possíveis imagináveis e inimagináveis.

Quando se diz a verdade nesse país, você tem alguns inimigos gratuitos.

Inimigos da estirpe: não trabalham, mas recebem no final do mês; alianças políticas de fins ilícitos; defensores de modelos de ensino de superior horrorosos; os que não gostam de serem criticados quando em função pública; e àqueles que desviam dinheiro do erário sob a égide de estarem com boas intenções na gestão pública.

Esses gestores truculentos  celebram contrato terceirizado sendo ao mesmo tempo docente e sócio da empresa contratada.

A esses que nos perseguem, não vamos nos calar por tentarem nos intimidar.

Como professor da disciplina em “Educação em Ciências da Saúde ”  da Faculdade de Medicina de Marília (Famema) não posso ficar inerte, mero espectador dos atos praticados contra o erário.

O Estado Democrático de Direito vige.

O Brasil do Século XXI não aceita mais os “figurões”, “bacanas”, “poderosos”, e os ” engomadinhos do colarinho branco” com políticas públicas incompetentes, e finalidades inconfessáveis.

Salve o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa.

Os blogs dos blogueiros do Brasil comemoram !

censura nunca mais

Alunos do curso de medicina da Famema realizam atividades acadêmicas em Garça em 2012

pbl- logo da famemaNo rol de promessas prometidas pela Coordenadoria do 4ºano do Curso de Medicina da Famema, a mais exigida pelos alunos foi a de que o estágio na cidade de Garça em 2012, seja repensado, visto que em muitas Unidades de Saúde da Família (USF) não havia professores com Residência Médica para supervisioná-los, e, ainda, a duração do estágio de seis meses seria desnecessário para quem já passou dois anos no cenário SUS nas UPP1 e UPP2.

Promessa feita em 2011 !

Afirmou o coordenador em 2011 que seriam poucas semanas, e não seis meses.

Seria com professores da faculdade, e não os “professores colaboradores”, os quais não têm Residência Médica.

Na verdade estavam  tais “professores colaboradores” que trabalham em Garça fazendo o Med Curso, tais como os próprios alunos que fazem estágio nas Unidades de Saúde da Família.

Surreal…

Uma simbiose perfeita,  já  que ambos, “professor colaborador” e alunos,  queriam em alguma etapa de suas vidas passarem na Residência Médica.

Ambos se reuniam à noite,  semanalmente, não mais como “professor colaborador” e aluno, mas agora, sentados lado a lado, nos bancos do Med Curso na Associação Paulista de Medicina (alugada pelos dirigentes do Med Curso com aulas semanais.

Objetivo de ambos: passarem na Residência Médica.

Visitei uma unidade durante dois anos – 2010 e 2011, e constatei que dos três “professores colaboradores”, dois deles faziam Med Curso.

À época integrava uma integração nesse cenário que se descortinava para minha supervisão.

Supervisão que me causava profunda insatisfação, já que observei  que na  realidade, os “professores colaboradores”, com poucas exceções, deixavam os alunos à própria sorte.

Muitos alunos me pediam carona para voltar às 12 horas, visto que me relatavam:

“Professor não vou ficar aqui, não se aprende nada aqui”.

Enfim…

Um ano após o movimento de 2011, a permanência dos alunos na cidade de Garça ainda continua a todo vapor.

Nada mudou !

A cidade de Marília com tanta necessidade de alunos na rede básica de saúde, e o Coordenador de Série do 4º ano do Curso de Medicina da Famema continua na determinação de encaminhá-los para esse cenário de aprendizagem.

Muitos alunos, hoje do 5º ano do curso de medicina,  confirmaram que sentem medo por  prováveis perseguições políticas dentro da instituição, dos defensores ufanistas do “PBL made in Famema”.

Se você discordar.

Vem retaliação imediatamente.

De quem?

Do “Super Pedagogo” da Famema, e de seus seguidores ufanistas que adotam o “PBL made in Famema”.

Ninguém pode discordar do “PBL made in Famema “.

Não se pode nem  se cogitar  discutir tal modelo de ensino:  Sem aulas, sem laboratórios, e o aluno estuda sozinho e, apenas tirar dúvidas com o  “facilitador” de ensino.

Ou, na UPP, ou nas tutorias.

Lembrando que o tutor nem sempre é medico para conduzir os casos clínicos de tutorias.

E ainda,  exemplificando: o  caso  clínico é de cardiologia e o tutor oftalmologista.

Anacrônico.

Desculpa simples: o ensino está centrado no aluno.

A figura imprescindível do professor é hoje substituída pelo  descompromissado “facilitador”.

É bom lembrar que o PBL em faculdades de medicina  dos Estados Unidos foi literalmente um fiasco (apenas 10¨% delas, nos dias de hoje  adotaram esse modelo, e com propostas de extinção do mesmo).

Detalhe: os alunos americanos antes de adentrarem o curso de medicina lá fazem o College (curso, no qual se aprende biologia, fisiologia, anatomia, antes do aluno ingressar na faculdade de medicina).

O curso de medicina da  Universidade de Londrina  está em crise institucional.

Veja o texto no blog da jornalista Soraya Garcia , em que o professores da Faculdade de Medicina da Universidade de  Londrina afirmam que o  ensino no modelo PBL forma alunos com deficiências em sua formação médica.

Não sou eu que estou dizendo…

São os próprios professores da Faculdade de Medicina de Londrina.

Como tenho afirmado há quase dois anos.

O modelo PBL idealizado pela Famema  é uma metodologia não aplicada ao Brasil do Século XXI, onde o ensino fundamental e médio são de baixa qualidade.

reclamação 3Acreditar que o aluno possa ser médico sem professores, e ainda  supervisionados por “professores colaboradores ” da Rede de Atenção Básica, e  por  tutores – um ente sem voz, pois apenas ouve e nada faz nas sessões – é inaceitável.

Luto pela reforma do ensino.

A volta do ensino tradicional nas básicas.

Bons laboratórios.

Uma autarquia estadual deve e pode formar bons alunos de medicina, sem que os mesmos tenham que fazer Med Curso.

E ainda que o façam.

Jamais aprenderão anatomia, patologia, histologia, farmacologia, microbiologia, e parasitologia no Med Curso.

A realidade é dura.

Há necessidade de mudanças pedagógicas profundas no curso de Medicina da Famema.

A nova Diretoria de Gradução deverá ser composta por docentes com pluralidades de concepções pedagógicas e contratar pedagogos, pois não há pedagogos na Famema.

Não há pedagogos, mas há o PBL “made in Famema”.

FAMEMA - MOVIMENTO DESCASO COM A EDUCAÇÃONão vou me mudar do Brasil ao não concordar com algumas ações do governo federal.

Não vou me mudar do Estado de São Paulo  ao  não concordar com algumas ações do governo estadual.

Não vou me mudar de Marília ao  não concordar com algumas ações do governo municipal.

Não vou solicitar exoneração da Famema ao não concordar com o atual famigerado “PBL made in Famema”.

Antes, lutar e lutar.

Dinheiro público não pode ser destinado à educação em instituição de ensino superior com graves deficiências em seu método de ensino.

Antes inovador, agora anacrônico.

PBL “made in Famema”:

Prédios desmoronando de velhos.

Sem laboratórios com infraestrutura.

Precisa-se  mudar o ensino na Famema.

Precisa-se de bons laboratórios.

Precisa-se de salas para os professores.

Precisa-se  implantar Departamentos: Clínica Médica, Clínica Cirúrgica, Ginecologia e Obstetrícia e Pediatria.

Departamentos fulminados com o implante do PBL, pois eram os departamentos contrários ao modelo proposto.

O PBL “made in Famema” é um desejo ardente de outras instituições  privadas de ensino.

Motivo: Professor tem liberdade de cátedra, mas facilitador não tem voz e voto em nada na instituição.

Sempre tem alguma instituição privada ou pública querendo implantar o modelo PBL à brasileira ou “made in Brasil”.

É o intercâmbio institucional entre faculdades.

Os idealizadores viajam nos rincões desse imenso Brasil implantando PBL “made in Famema”.

Sempre há seguidores do “PBL à brasileira ou PBL made in Brazil” e não o original : PBL McMaster !

pbl mcmaster

 

 

“Um pessimista vê uma dificuldade em cada oportunidade; um otimista vê uma oportunidade em cada dificuldade”.

Winston Churchill

Dívida milionária da Fumes será investigada pelo Ministério Público após o Relatório Final da CPI da Fumes

cpi- setaA Comissão Parlamentar de Inquérito, que investiga a utilização de recursos públicos pela Fundação Municipal de Ensino Superior (Fumes) de Marília (SP), pretende ao terminar os trabalhos da CPI, entregar o Relatório Final  ao Ministério Público.

A previsão é que dentro de 15 dias a CPI seja concluída.

Suspeita-se que a dívida da CNPJ da Fumes ultrapasse os R$ 40 milhões.

A ideia é de que a promotoria abra inquérito a partir de irregularidades já levantadas.

A CPI aberta em 2010 e, suspensa no mesmo ano depois que a Fumes conseguiu uma liminar judicial, mas foi retomada no fim de 2011.

Depois que a CPI  foi liberada pela Justiça, os vereadores tiveram quatro meses encerrar os trabalhos com oitivas e depoimentos.

A intenção é que o MP investigue como os recursos destinados ao complexo Famema estão sendo utilizados pela administração, realizada pela Fundação de Apoio à Faculdade de Medicina de Marília (FAMAR) e Fumes (Fundação Municipal de Ensino Superior de Marília).

O presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito, o vereador Eduardo Gimenes, disse que a suspeita é que a dívida da CNPJ Fumes  e CNPJ Famema é de mais de R$ 500 milhões .

O valor é referente a INSS, FGTS e outras dívidas sociais.

O presidente da CPI, Eduardo Gimenes, contou também que o Tribunal de Contas do Estado (TCE) já apontou diversas irregularidades em relação às hora extras, contratos sem licitações ou tomada de preço.

Segundo o Promotor de Justiça Pigozzi Filho, Promotoria de Fundações, o Inquérito Civil que investiga os repasses irregulares para a Famar segue no Ministério Público do Estado de São Paulo desde fevereiro e acompanha a mesma linha da CPI.

Lutando pela moralidade da administração pública !

IMPROBIDADE 2“Quem caminha descalço não deve plantar espinhos.”

George Herbert Mead

Ministério da Saúde oferece especialização em Atenção Básica

Para estimular a atuação de odontólogos e enfermeiros na atenção básica, o Ministério da Saúde vai ofertar bolsas de especialização para atuação em municípios onde há carência de profissionais.

A ação foca os profissionais selecionados pelo Programa de Valorização da Atenção Básica (Provab), que atuarão nos pequenos municípios, em áreas de extrema pobreza e nas periferias das grandes cidades, com bolsa mensal no valor de R$ 2.384,82.

Com duração de um ano, a especialização terá jornada de 40 horas semanais – 32 em serviço nas unidades básicas e oito teóricas, sob supervisão de universidades parceiras do programa. Estas instituições darão suporte presencial e à distância por meio do programa Telessaúde, coordenado pelo Ministério da Saúde.

Os municípios em que os profissionais forem lotados receberão incentivos financeiros para implantação do Telessaúde, que permite ao profissional na unidade discutir o diagnóstico e o tratamento com um orientador da universidade.

O edital do curso será lançado até 20 de abril, de modo que os profissionais possam se matricular até o fim do mês. As aulas e o início do serviço começarão em maio.

A especialização, que incluirá os conteúdos do Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica (PMAQ) e do Índice de Desempenho do SUS (IDSUS), será certificada pelo UNASUS (Sistema Universidade Aberta do SUS), rede que atende as necessidades de capacitação e educação permanente dos trabalhadores do SUS, por meio de cursos à distância.

TRABALHO NO SUS – Os bolsistas não poderão ter vínculo empregatício com demais áreas da atenção básica e também não substituirão as equipes de Saúde da Família já atuantes naquele município.

De acordo com o secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES) do Ministério da Saúde, Mozart Sales, o curso de especialização permitirá a integração do ensino a serviço na comunidade, e terá supervisão e certificação por meio de instituições de ensino superior que fazem parte da UNASUS.

Os profissionais serão distribuídos nos locais para os quais haviam sido selecionados pelo Provab. Caso a vaga não seja confirmada, a comissão gestora do Provab indicará outra localidade ao profissional.

Profissionais selecionados pelo Provab serão acompanhados por universidades e receberão bolsa mensal de R$ 2.384,82 por um ano.

Espera-se que a coordenação da Residência Integrada  Multiprofissional da Famema  e da Residência Multiprofissional possam  fazer uma parceria com o Provab, e oferecer tais capacitações aos profissionais que queiram trabalhar na Rede de Atenção Básica dos municípios próximos a Marília, desde que a Famema tenha em sua instituição o programa Telessaúde.

Lutemos por uma Saúde Pública com qualidade !

PROVAB

Por que alunos da Famema fazem os dois primeiros anos dos cursos de medicina e enfermagem juntos ?

por queNa Famema, ao contrário do bom senso, os alunos da medicina e enfermagem, possuem atividades idênticas – os dois primeiros anos do curso de medicina são iguais aos dois primeiros anos do curso de enfermagem.

São as UPP 1 e UPP2.

Unidade de Prática Profissional !

Isso é fato, e não pode ser desmentido.

A pergunta que dever ser respondida.

Quem criou tal situação ?

Por que se criou ?

Quem se beneficia com tal criação ?

Analisando tal situação à luz do crivo pedagógico, percebe-se que a primeira resposta será: O Super Pedagogo da Famema (é bom lembrar que no site da faculdade da Famema  – disciplinas – não há pedagogo e nem a disciplina de pedagogia).

Acesse o site institucional da Famema http://www.famema.br/disc/ .

Então, quem seria ?

A segunda pergunta  fica impossível de ser respondida, visto que alunos de medicina e enfermagem têm  que aprender conteúdos temáticos totalmente diferentes nos dois cursos.

Medicina – anatomia, histologia, fisiologia, farmacologia, bioquímica, parasitologia, microbiologia, genética clínica, imunologia, estatística, patologia geral  e especial, sociologia e antropologia etc.

Os alunos da enfermagem não precisam de todas essas disciplinas  e, em algumas delas, conteúdos menos  complexos que no curso de medicina.

Nada contra o curso de enfermagem, e nem com seus alunos…

Nada contra ninguém…

Alunos e docentes com outra matriz curricular na graduação.

O curso de enfermagem é notadamente dedicado ao cuidado dos usuários da saúde – SUS ou Suplementar.

São melhores capacitados que os médicos nesse quesito.

Infinitamente !

Ocorre que os cursos têm grades curriculares diferentes, pois são distintos em conteúdos e disciplinas.

Engenheiro e arquiteto têm como objeto de curso a construção civil, mas fazem faculdades diferentes.

No final do projeto, ambos contribuem poderosamente no projeto final da obra.

Impossível, portanto unir cursos, que não podem ser unidos na graduação !

Mas, “O Super Pedagogo” da Famema diz que sim.

Ai,  se você disser que não…

Fui convidado para uma  “conversa amigável” no primeiro andar do Prédio do Carmelo onde funciona a Diretoria de Graduação.

Por sorte, havia uma temperatura ambiente agradável (ar condicionado ligado), pois o “clima da conversa” não foi bom…

Pediram uma retratação velada.

Não fiz e não farei…

Enfim, por que a Famema insiste em projeto político-pedagógico que não é possível de ser exequível ?

Estamos no  “Regime Taliban Pedagógico” na Famema ?

Ou, como ouvi de um coordenador da 4ª série:  “se o aluno não gostar da Famema que vá embora “.

Na Famema, no Fórum Institucional , tal questionamento  pode ser resolvido se a instituição assim o quiser.

Docentes e alunos que queiram dividir os cursos – voto sim.

Docentes e alunos que não queiram dividir os cursos – voto não.

Ou ainda, no site da Famema.

Se opta por dividir – sim.

Se opta por não dividir – não.

Simples…

Se essa discussão não ocorrer, o que é lamentável, penso estar em um universidade que não  proporciona a possibilidade de discussão…

Os Fóruns Institucionais na Famema são Fóruns Devocionais ao “PBL made in Famema”…

Ditadura pedagógica com ares de modernidade pedagógica:

“PBL made in Famema “.

Aluno da Famema, super inteligentes que são, visto que já passaram por um processo super seletivo no vestibular (medicina mais de 200 candidatos/vaga), fazem o Med Curso e SJT, e tiram um “notaço ” no Enade.

Louros da vitória para a Famema.

Detalhe: o Med Curso é pago, e oferece conteúdos temáticos que não são dados pela instituição.

E, respondendo a terceira pergunta, creio que ninguém se beneficia da união de cursos nos dois primeiros anos, ou seja, de UPP 1 e UPP 2 com alunos de medicina e enfermagem simultaneamente.

Mas, por que continua ?

Seria mais um arquivo X (The True is Out There) ?

Será que esse modelo, na verdade, utilizando-se de “professores colaboradores” na rede básica de saúde de Marília, traz a possibilidade da Famema não precisar contratar professores ?

Ou, a contratação de professores nas disciplinas básicas é muita cara, e essas disciplinas são substituídas pela permanência dos alunos na rede básica de saúde, quando na verdade deveriam estar estudando: anatomia, histologia, fisiologia, farmacologia, bioquímica, parasitologia, microbiologia, genética clínica, imunologia, estatística, patologia geral  e especial, sociologia e antropologia ?

Vamos lutar  pela recuperação do ensino na faculdade.

Podemos sugerir a união do modelo tradicional nas básica, e o ABP ou PBL do terceiro ao sexto ano.

Suportar como tal, é lembrar do exemplo de Pôncio Pilatos…

Lavou as mãos, e nada fez…

Lutando por uma Famema melhor !

Até quando vamos esperar mudanças na grade curricular ?

“Cultura é equilíbrio intelectual, reflexão crítica, senso de discernimento, aborrecimento frente a qualquer simplificação, a qualquer maniqueísmo, a qualquer parcialidade”.

Norberto Bobbio