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Homenagem da Câmara Municipal de Marília ao Professor Lafayette Pozzoli do Univem

O Coordenador do Mestrado em Direito do Univem, Professor Lafayette Pozzoli, receberá o título de ‘Cidadão Mariliense’ em comunicado  feito no dia 24 deste mês pelo presidente da Câmara Municipal de Marília, Yoshio Takaoka, acompanhado dos vereadores Mário Coraíni e Wilson Alves Damasceno, que se reuniram com o Reitor Luiz Carlos de Macedo Soares.

A iniciativa da propositura foi do vereador Mário Coraíni Júnior, professor  da disciplina de Direito Tributário do Univem,  o qual lembrou que o professor Lafayette é nascido em Fernandópolis, e já orientou vários alunos no mestrado do Univem.

Fui  aluno do professor Lafayette neste ano de 2011, na disciplina de Filosofia do Direito, e bastante satisfeito pela homenagem ao educador e professor.

Ser professor é um sacerdócio acima de tudo.

Um compromisso com o ensino.

Um educador é um eterno compromisso com a cidadania.

Congratulações ao Professor Lafayette Pozzoli !

Lafayette Pozzoli

Selo OAB: os 89 melhores cursos de Direito do País em 2011

ophir cavalcanteO presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil, Ophir Cavalcante, anunciou hoje (23) durante a XXI Conferência Nacional dos Advogados a edição do Selo OAB de 2011, com a indicação dos cursos de Direito avaliados pelo Conselho Federal da OAB como os de melhor qualidade do País, Estado por Estado.

Num universo de 1.210 cursos existentes no Brasil atualmente, apenas 89 cursos, ou 7,3%, acabaram sendo recomendados pelo Selo OAB como cursos de destacada qualidade, dentro de critérios objetivos aplicados pela Comissão Especial da entidade para sua elaboração. A OAB outorgará a premiação aos cursos destacados.

Do total de cursos de Direito do país, 790 foram avaliados depois de preencherem os pré-requisitos de ter participado dos três últimos Exame de Ordem unificados, sendo que cada um precisou ter, no mínimo, 20 alunos participando de cada Exame.

Em seguida, para apurar os 89 cursos de qualidade recomendada, a Comissão Especial – integrada por advogados, que são professores e especialistas em educação jurídica – utilizou como instrumentos de avaliação uma ponderação dos índices obtidos por eles em aprovação nos  Exames de Ordem (2010.2, 2010.3 e 2011.1) e no conceito obtido no último Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade), realizado em 2009.

O Selo OAB de 2011 anunciado hoje pelo presidente nacional da OAB é a quarta edição elaborada pela entidade, desde a sua criação em 2001, na gestão do então presidente nacional da entidade, Reginaldo Oscar de Castro.

A segunda edição ocorreu em 2003; e a terceira, em 2007.

Na nova edição, os 89 cursos destacados pela OAB como de qualidade recomendável, utilizando-se de uma escala de pontos de 0 (zero) a 10, a Comissão Especial – com base nos critérios definidos e relacionados acima – concluiu que a nota mínima para ingressar nesse elenco foi de 6,9 pontos.

Dentre as 27 unidades da Federação que tiveram seus cursos de Direito avaliados, dois Estados não tiveram nenhum  recomendado: Acre e Mato Grosso.

Os cursos desses dois Estados  não atingiram a nota mínima dentro dos critérios de avaliação da OAB  ou estão submetidos a processos de supervisão do Ministério da Educação (MEC), ou, ainda, tiveram parecer desfavorável da Comissão Nacional de Educação Jurídica da OAB Nacional durante a análise dos processos de reconhecimento ou de renovação.

Fonte- OAB

oab- selo de qualidade

Oráculo de Delfos ou F7?

F7 2Ao pé do Monte Parnaso, os gregos procuravam o oráculo de Delfos para sanar suas dúvidas, dirigir suas vidas, consultar os deuses, conselhos para romances, saúde, agricultura, etc.

Situado em Delfos, o Oráculo de Delfos era dedicado principalmente a Apolo, e centrado num grande templo, ao qual vinham os antigos gregos para colocar questões aos deuses.

Situado na Grécia, no que foi a antiga cidade chamada Delfos (que hoje já não existe), no sopé do monte Parnaso, nas encostas das montanhas da Fócida, a 700 m sobre o nível do mar e a 9,5 km de distância do golfo de Corinto.

Era uma época cheia de incertezas, e muitas divindades eram as conselheiras do dia a dia.

O cristianismo só apareceu muito tempo depois.

A ciência ainda não havia aparecido como algo confiável.

Ali, no Oráculo de Delfos, acreditavam os gregos, ficavam os deuses junto a ninfas e musas, prontos a dar resposta a todo tipo de questionamento.

Agricultores buscavam a previsão do tempo, comerciantes queriam saber sobre a melhor época para comprar ou vender, os românticos sondavam sobre sua vida sentimental, militares queriam saber sobre suas manobras de guerra.

Nesse tempo de incerteza no modelo pedagógico “PBL made in Brasil” sugiro uma ida ao Oráculo de Delfos  na tentativa de se ouvir as sacerdotisas do templo (musas e ninfas),  e após as orientações das mesmas, o “pedagogo mor”  ou “Super Pedagogo”  ou “núcleos de avaliação do ensino” dessas  instituições  mudem a concepção pedagógica implementada  em cursos de medicina.

É bom lembrar que Alexandre Magno passou por lá e se deu bem…

Invadiu a Pérsia, e se tornou o maior imperador da época, antes do Império Romano ainda existir.

Acredito que algumas sugestões provenientes do  Oráculo de Delfos podem mudar o curso pedagógico  modelo “PBL made in  Brasil”, pois os Fóruns Institucionais são meras reuniões que nada acrescentam de mudanças para o  desenvolvimento curricular.

É apenas formal !

É a ideia de que existe um espaço para se discutir a programação, e as dificuldades e distorções apresentadas dentro do currículo, contudo de nada acrescenta.

Já imagino o Oráculo nessas faculdades, que longe de ser o de Delfos poderia ser o Oráculo F7, já que todos os formatos em faculdade têm algum número, e pelo que sei esse ainda não existe, e poderia se localizar dentro da estrutura avaliativa dos núcleos avaliativos de ensino.

Talvez ao frequentar mais intensamente o Oráculo F7 possamos arejar nossas mentes, e repensar o ensino modelo “PBL made in Brasil”

Será que o Oráculo de Delfos será consultado pela Diretoria de Graduação?

oraculo de delfos

Ser livre ou ser vassalo. Feudalismo acadêmico no Século 21

feudalismoQuando penso que muitas coisas podem ser mudadas com uma  simples discussão, e ao não fazê-la, perde-se uma grande oportunidade de se mudar o “status quo”, observo que o  modus vivendi  em  instituições públicas é não se  questionar nada.

Se questionar qualquer fato…

Será prontamente persona non grata nos bastidores acadêmicos.

Viver na hipocrisia é tão prejudicial quanto ser “politicamente correto”.

É claro que muitos são nomeados estrategicamente na defesa de interesses do alto escalão, ainda que muitos com Quociente Intelectual abaixo da média, como vassalos do sistema feudal acadêmico, mesmo que a competência não seja exigida pela instituição aos vassalos, pois o que interessa é a vassalagem .

Então, o melhor nessas instituições é ser vassalo.

E com certeza você terá um cargo expressivo [poder e financeiro] no futuro.

É uma pena esse  modus operandi  ainda ser tão profícuo por décadas.

Pior ainda, é não discutir mudanças curriculares ou mudanças na assistência à saúde pública!

O modelo “PBL  made in Brazil” é anacrônico em muitas faculdades públicas,   visto que não há laboratórios de ensino para desenvolvimento de conteúdos temáticos nas disciplinas  básicas – anatomia, histologia, fisiologia, bioquímica, farmacologia, patologia e microbiologia.

Nada contra o PBL !

O PBL McMaster perfeito!

A cópia falsificada “PBL made in Brazil” é em muitas faculdades de medicina um estelionato pedagógico!

O “PBL mande in Brazil”  implantado  em muitas faculdades é surreal.

Como mudar isso se não há  possibilidade de se discutir em fóruns institucionais, já que na verdade são devocionais ao modelo PBL à brasileira…

O subjugar, e não discutir, parece ser a arma dos opositores  ferrenhos da democracia acadêmica.

A vassalagem é o melhor caminho dos medíocres, pois é garantia de ser intocável,  em seu cargo, com a defesa dos interesses do seu suserano.

Modelo feudal.

A monarquia na França,  do Século XVIII, foi deposta  na Revolução Francesa pela  eminente burguesia, que cansou de pagar impostos, e a nobreza e o clero não eram obrigados.

A Revolução Francesa  terminou com Luis XVI e Maria Antonieta, um casal  pouco interessado ao clamor popular, sendo guilhotinados, pois a burguesia era uma  classe social à época urgindo por comida, saúde, e trabalho, e cansou dos privilégios do clero e da nobreza.

Fim do nepotismo nas instituições públicas !

Fim do feudalismo acadêmico!

Fim da vassalagem acadêmica!

Em defesa de cargos eleitos pelos pares e pelo fim dos cargos biônicos (não eleito pelos pares) nas instituições públicas.

Em defesa de democracia nas universidades !

feudalismo financeiro

  “O amor da democracia é o da igualdade”.

Barão de Montesquieu

Fisiopatogenia da Enxaqueca. Seminário. Curso de Medicina da Famema

fisiopatogenia - enxaquecaDois vídeos interessantes que exemplificam a fisiopatogenia Migrânea ou Enxaqueca.

Interessante o mecanismo antidrômico e ortodrômico na determinação dos mecanismos anti-inflamatórios da enxaqueca.

Video 1 – fisiopatogenia da enxaqueca

Vídeo 2- fisiopatogenia da enxaqueca

A enxaqueca foi muito investigada por muitos pesquisadores nos últimos 20 anos, e hoje se tem uma melhor compreensão de sua fisiopatogenia.

A interpretação dos mecanismos fisiopatogênicos permite ao neurologista tratamento mais eficaz nas crises de enxaqueca, bem como proporcionar melhor profilaxia da mesma.

Na verdade, todo profissional da medicina deveria tratar com eficácia a enxaqueca, e somente encaminhando ao neurologista as cefaleias secundárias, as quais podem  apresentar sinais e sintomas de outras doenças neurológicas.

O Ambulatório de Cefaleia  atende todos os 62 municípios que compõem o Departamento Regional de Saúde IX do Estado de São Paulo

Em defesa de Saúde Pública com qualidade !

Em defesa do SUS !

fisio patogenia 4

Anticonvulsivantes. Seminário. Curso de Medicina da Famema

farmacosSeminário apresentado  no dia  10/11/2011 pelo acadêmico de medicina do 4º ano do curso de medicina da Famema- André  Campiolo Boin –  Ambulatório de Neurologia  – Ambulatório Geral Mario Covas- disciplinas Neurologia e Educação em Ciências da Saúde. Excelente revisão sobre os principais  anticonvulsivantes usados no tratamentos da Epilepsia.

Critérios de escolha de drogas antiepilépticas

O tratamento de adultos com drogas anticonvulsivantes, também denominadas drogas antiepiléticas.

De maneira geral não é necessário tratamento prolongado após uma primeira crise epiléptica, devendo, porém ser esta conduta individualizada.

Por outro lado, após uma segunda crise é iniciado o tratamento prolongado com drogas anticonvulsivantes, pois sabe-se que a taxa de recorrência é de 80% a 90%.

O intuito ideal do tratamento, inicialmente seria manter o paciente sem crises, sem efeitos adversos dos medicamentos, e melhor adaptado do ponto de vista psicossocial.

Torna-se necessário esclarecer ao paciente e sua família a programação terapêutica desde o início, e ressaltar a importância da aderência ao tratamento crônico.

Os fatores preditivos de maior taxa de recorrência de crise após uma primeira crise, são:
– presença de déficit neurológico ao nascimento;
– lesão estrutural subjacente;
– idade menor que 16 anos ou maior que 65 anos;
– crises parciais;
– padrão espícula-onda a 3 Hz no eletroencefalograma.

A escolha dos anticonvulsivantes é realizada com base no tipo de crise epilética:
• Crise parcial simples ou complexa: As drogas de escolha são a carbamazepina e a fenitoína. As drogas de segunda linha são fenobarbital, ácido valpróico, primidona, gabapentina, lamotrigina, vigabatrina e topiramato .

• Crise generalizada tônico-clônica: As drogas de escolha são a fenitoína, carbamazepina e ácido valpróico.  As drogas de segunda linha são fenobarbital e primidona.

• Crise generalizada ausência (típica): As drogas de escolha são o ácido valpróico e a etossuximida.  As drogas de segunda linha são clonazepam e acetazolamida.

• Crise generalizada mioclônica: A droga de escolha é o ácido valpróico. As drogas de segunda linha são: clonazepam, fenobarbital, primidona e acetazolamida.

• Crise generalizada atônica: As drogas de escolha são o ácido valpróico e a fenitoína. As drogas de segunda linha são: fenobarbital e clonazepam.

Como princípios gerais, o tratamento inicia com uma única droga, e se necessário com doses crescentes levando em consideração o controle das crises e a presença de efeitos colaterais. Deve-se procurar simplificar o esquema posológico e nunca parar a medicação de modo abrupto.

As características farmacocinéticas servem de base no planejamento terapêutico.

A dosagem leva necessariamente em conta a severidade da epilepsia, avaliada individualmente, para cada paciente.

A utilização de duas ou mais drogas pode ser necessária em casos específicos.

Critérios para retirada de drogas antiepilépticas

O tratamento é prolongado e o tempo mínimo – em anos – de uso de anticonvulsivantes é variável e deverá ser ajustado a cada paciente.

Os fatores preditivos de taxas mais elevadas de recidiva de crises após a retirada da medicação são: idade maior que 16 anos; história de crises mesmo após a introdução de anticonvulsivantes; crises tônico-clônicas; crises mioclônicas; tempo curto de uso de anticonvulsivantes; eletroencefalograma anormal; presença de lesões estruturais na tomografia computadorizada ou na ressonância magnética.

Os pacientes com lesões estruturais subjacentes, nos quais o controle medicamentos das crises foi alcançado com dificuldade têm alta probabilidade de apresentarem crises, caso seja suspensa a medicação.

Lutemos por uma Saúde Pública com qualidade !

Em defesa do SUS !

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