Arquivo da categoria: OPINIÃO

Cefaleias Primárias. Seminário. Curso de Medicina da Famema

Seminário apresentado pelos alunos Andre Zambrana, Cibele Tangoda, Felipe Biscegli Cid,   sobre Cefaleias Primárias – Ambulatório de Cefaleia Primária – Ambulatório Mário Covas – Famema.

O diagnóstico correto das cefaleias depende principalmente das informações fornecidas pelo paciente a respeito das características da sua dor.

A seguir, relacionaremos alguns aspectos sobre os quais seu médico poderá lhe interrogar:

Tempo de início da dor – Seu médico deverá lhe perguntar há quanto tempo você apresenta dor de cabeça. Se você sofre de cefaleia há muitos anos, tente recordar desde que idade aproximadamente passou a apresentar esse sintoma, mesmo que sua frequência fosse diferente da atual. Se o fato é recente, procure estabelecer o mais precisamente possível há quantos dias ou meses se iniciou.

Mudanças nas características da dor – É importante que você informe ao médico se a dor de cabeça que sente atualmente é semelhante às anteriores ou se é de um novo tipo. Pode ocorrer, também, que a dor seja semelhante à de sempre, mas que se tenha tornado mais frequente.

Frequência das crises – A frequência das crises é uma importante informação para o diagnóstico e difere grandemente de um tipo para outro de dor de cabeça, podendo ser diária, quase diária ou esporádica. Procure estabelecer aproximadamente quantas vezes por mês, por semana ou por dia a dor se manifesta. Observe, também, se suas dores seguem um padrão de agrupamento, ou seja, se há períodos em que ocorrem várias crises por dia, durante semanas ou meses, seguidas por intervalos de meses ou anos sem dor.

Duração das crises – O tempo de duração de cada episódio de dor varia de acordo com o tipo de cefaleia, podendo ser desde uma fração de segundo até dor contínua (o indivíduo desperta, passa o dia e vai dormir com a dor) por dias, semanas, meses ou anos. Informe da maneira mais precisa possível, o tempo de duração de suas crises de dor.

Intensidade da dor – Este é um outro aspecto muito útil para o diagnóstico. A intensidade da dor pode ser classificada de uma forma simples em fraca, moderada ou intensa, segundo o critério a seguir:
Fraca – dor que não interfere com as atividades da vida cotidiana (trabalho, obrigações domésticas, estudo, esporte, etc)
Moderada – dor que não impede, mas interfere com as atividades
Forte – dor que impede as atividades

Localização habitual da dor – Para algumas formas de cefaleia, a localização da dor pode ser uma informação importante. Observe e informe ao seu médico se as dores costumam acometer toda a cabeça ou se, pelo menos, em algumas crises a dor ocorre em apenas um dos lados. Se a dor for unilateral, observe se há alternância de lado entre as crises ou se elas ocorrem exclusivamente à direita ou à esquerda.

Qualidade da dor – As dores de cabeça podem ser pulsáteis ou latejantes, constantes, em peso ou aperto (sensação de uma faixa apertada, turbante ou capacete), em pontadas, em choque, em queimação e de muitas outras formas de acordo com a percepção do paciente. Esse dado pode ajudar a esclarecer qual a sua modalidade de dor de cabeça.

Fatores desencadeantes – Algumas formas de cefaleia podem ser desencadeadas quando o paciente é submetido a certos fatores deflagradores (ou desencadeantes). Os mais frequentemente relatados são: alterações emocionais; atraso na ingestão de alimentos (suprimir refeições, jejum prolongado); mudanças de horário de sono (dormir demais ou de menos); alimentos e produtos da dieta (chocolate, queijos, frutas cítricas, frutas oleaginosas, vinhos tintos, cerveja, embutidos, aspartame, glutamato monossódico, cafeína); posições viciosas do pescoço. Em alguns pacientes a dor pode ser desencadeada por estímulos em determinados pontos da cabeça (pontos de gatilho). Se você perceber correlação entre sua dor e algum desses ou outros deflagradores, anote e informe. Isso poderá ser útil no diagnóstico e também no tratamento.

Fenômenos acompanhantes – Diferentes modalidades de cefaleia acompanham-se de outros fenômenos além da dor. Observe se apresenta algum deles: intolerância à luz (fotofobia), aos sons (fonofobia) ou aos odores (osmofobia); náusea; vômitos; rebaixamento de uma das pálpebras (ptose); lacrimejamento ou vermelhidão de um dos olhos; congestão nasal ou coriza.

Fatores de agravamento ou de alívio – Procure verificar se sua dor se acentua quando você executa atividades como, por exemplo, caminhar, subir escadas, ou quando abaixa a cabeça. Observe também o que lhe proporciona algum alívio (excetuando-se as medicações) como dormir, repouso, aplicar gelo na cabeça, etc.

Outras informações – Informar quais os medicamentos que você vem utilizando e outros que já experimentou para o tratamento das crises e para a prevenção de sua dor de cabeça, bem como o resultado obtido com eles. Informe, também, se possui outros problemas de saúde que podem influir na escolha da medicação mais adequada para você como: diabetes, hipertensão arterial, dislipidemia, doenças cardíacas, asma, úlcera péptica ou gastrite, depressão, epilepsia, glaucoma, constipação, doenças da tireóide e cálculos renais.

Fonte- Sociedade Brasileira de Cefaleia

Acidente Vascular Cerebral Isquêmico. Seminário. Curso de Medicina da Famema

avc- coneSeminário apresentado pelos alunos  Bruna Eiko Nagano, Carina Tamy Sugai, Eduardo Piazza Queiroz, Flávio Martin Conti, e Hamilton Rocha Júnior no Ambulatório Neurovascular- Ambulatório Mário Covas-Famema.

Em escala mundial, o acidente vascular cerebral(AVC) é a segunda principal causa de morte.

É uma doença que ocorre predominantemente em adultos de meia-idade e idosos.

Nas últimas décadas, o Brasil vem mudando o seu perfil de morbimortalidade, com as doenças crônicas não transmissíveis liderando as principais causas de morte.

Entre as mais importantes doenças crônicas estão o AVC, que é uma das principais causas de internações e mortalidade, causando na grande maioria dos pacientes deficiência, seja parcial ou completa.

No Brasil, foram registradas 160.621 internações por doenças cérebro-vasculares em 2009, segundo os dados de domínio público do Sistema Único de Saúde (DATASUS), do Ministério da Saúde.

A taxa de mortalidade foi de 51,8 a cada grupo de 100.000 habitantes.

O grupo acima de 80 anos representou quase 35% dos 99.174 óbitos.

O ambulatório Neurovascular – Ambulatório Mário Covas – Famema recebe encaminhamentos do Departamento Regional de Saúde IX do Estado de São Paulo.

avc -eu me importo

David O Rei de Israel. Igreja Fonte de Águas Vivas

No dia 05 de janeiro de 2014 estivemos na cidade de Assis na Igreja Evangélica Pentecostal- Fonte de Águas Vivas- sob a coordenação da Pastora Lourdes Domingos com a mensagem: David- O  Rei de Israel.

Seu nome é citado 1.139 vezes na Bíblia.

Data de nascimento por volta de 1040 a.C.

Morte em 970 a.C.

Reinado sobre Judá de 1010 a 1003 a.C.

Reino unificado de Israel de 1003 a 970 a.C.

Oitavo filho de  Jessé, um habitante de Belém.

“Dons, como o da música, da poesia e dos salmos”, que o levou a escrever o maior salmo bíblico, o Salmo 111.

A Vida do Rei Davi –   Seu Tema

1- Bem-aventurado o homem a quem o Senhor não imputa maldade, e em cujo espírito não há engano.

2- Quando eu guardei silêncio, envelheceram os meus ossos pelo meu bramido em todo o dia.

3- Porque de dia e de noite a tua mão pesava sobre mim; o meu humor se tornou em sequidão de estio.

4- Confessei-te o meu pecado, e a minha maldade não encobri. Dizia eu: Confessarei ao Senhor as minhas transgressões; e tu perdoaste a maldade do meu pecado.

5- Por isso, todo aquele que é santo orará a ti, a tempo de te poder achar; até no transbordar de muitas águas, estas não lhe chegarão.

6- Tu és o lugar em que me escondo; tu me preservas da angústia; tu me cinges de alegres cantos de livramento.

Em 1 Samuel 16-11 –David é  narrado como apascentador de ovelhas

Disse mais Samuel a Jessé: Acabaram-se os moços? E disse: Ainda falta o menor, que está apascentando as ovelhas. Disse, pois, Samuel a Jessé: Manda chamá-lo, porquanto não nos assentaremos até que ele venha aqui (1 Sa 16:11 ).

David é considerado um guerreiro implacável

Matar em combate o gigante guerreiro filisteu Golias , ganhando o direito de se casar com a filha do rei (1 Samuel 17:50-51).

Davi expandiu seu domínio territorial desde o rio do Egito até o Eufrates, consolidando suas fronteiras, conservando a paz com o rei de Tiro, combatendo e conquistando inimigos por todos os lados — filisteus, sírios, moabitas, edomitas, amalequitas e amonitas (2Sa 8:1-14; 10:6-19; 1Rs 5:3; 1Cr 13:5; 14:1, 2; 18:1-20:8).

David é justo

O filho de Saul, Is-Bosete, foi constituído rei sobre as outras tribos. Cerca de dois anos mais tarde, porém, Is-Bosete foi assassinado, seus agressores levando a cabeça dele a Davi, esperando receber uma recompensa, mas eles também foram mortos, assim como fora o pretenso matador de Saul (2Sa 2:1-4, 8-10; 4:5-12).

David era músico

Tocador de harpa na corte do Rei Saul.

E sucedia que, quando o espírito mau da parte de Deus vinha sobre Saul, Davi tomava a harpa, e a tocava com a sua mão; então Saul sentia alívio, e se achava melhor, e o espírito mau se retirava dele (1Sa 16:23).

David recuperou a arca da aliança na posse dos filisteus

David tentou trazer a arca do pacto para Jerusalém, mas isto falhou quando Uzá tocou nela e foi golpeado (2Sa 6:2-10; 1Cr 13:1-14).

Uns três meses mais tarde, com preparativos cuidadosos, que incluíam a santificação dos sacerdotes e dos levitas, e certificando-se de que a Arca fosse carregada nos ombros deles, em vez de ser colocada numa carroça, como da primeira vez, ela foi levada para Jerusalém.

David não constrói o templo

“Derramaste sangue em grande quantidade e travaste grandes guerras. Não construirás uma casa ao meu nome, porque derramaste diante de mim grande quantidade de sangue na terra” (1Cr 22:8; 28:3).

Jeová promete que seu filho  construiria o templo

Deus assegurou-lhe que seu filho Salomão, cujo nome deriva duma raiz que significa “paz”, construiria o templo (2Sa 7:1-16, 25-29; 1Cr 17:1-27; 2Cr 6:7-9; Sal 89:3, 4, 35, 36).

David escreveu salmos

Atribuído ser autor de 73 salmos.

Dois dos salmos (72 e 127) são atribuídos a Salomão, o filho e sucessor de Davi.

David fez sucessor

Seu filho Salomão foi o seu sucessor (I Cr 29: 26-28 ).

David é conselheiro

Davi aconselhou então Salomão a andar nos caminhos de Jeová, a guardar os Seus estatutos e os seus mandamentos, a agir com circunspeção em tudo, pois assim haveria de prosperar (1Rs 2:1-9).

David é um homem de fé

Paulo o considera um homem de fé.

E que mais direi? Faltar-me-ia o tempo contando de Gideão, e de Baraque, e de Sansão, e de Jefté, e de Davi, e de Samuel e dos profetas (Hebreus 11:32).

A Vida do Rei David – Conclusão

Felicidade é um estado passageiro da emoção que é dependente do fazer.

Regozijo é um processo mental que influencia a longo prazo e que é dependente do ser.

David se regozijava no SENHOR.

Acidente Vascular Cerebral. Seminário. Curso de Medicina da Famema

Seminário apresentado pelos do 4º ano do curso de medicina da Famema -Lucas Nakasone M. Silva, Luiz Villanova e Affonso, Maitê Freire Cardoso, Mariana M. Sakugawa e Vanessa Ap. de Lima- Ambulatório Neurovascular- Ambulatório Mário Covas- disciplinas Neurologia e Educação em Ciências da Saúde.

Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), mais de cinco milhões de pessoas morrem, anualmente, em decorrência do AVC (acidente vascular cerebral), também conhecido como derrame. No Brasil, este índice é de aproximadamente 100 mil casos, de acordo com dados do Ministério da Saúde.

Desse total, 43 mil ocorrem na região Sudeste: 21 mil em São Paulo e quase 11 mil no Rio de Janeiro. Quando não  mata, o mal leva a sequelas graves que atingem em torno de 50% dos sobreviventes.

Por fim, sabe-se que a doença é mais comum após os 40 anos, embora possa surgir em qualquer idade.

Mas estudos mostram que o AVC (Acidente Vascular Cerebral) é cada vez mais frequente em indivíduos com menos de 40 anos.

De acordo com o DATASUS, o banco de dados do Ministério da Saúde, entre 1998 e 2007, houve um crescimento de 64% nas internações por AVC (Acidente Vascular Cerebral, popularmente chamado de derrame) entre homens de 15 a 34 anos, e de 41% entre mulheres na mesma faixa etária.

O Ambulatório Neurovascular recebe encaminhamentos de usuários do SUS do Departamento Regional de Saúde IX do Estado de São Paulo.

Em defesa do SUS !

avc- epidemiologia

Cefaleias Primárias. Seminário. Curso de Medicina da Famema

Seminário apresentado pelos alunos do 4º ano do curso de medicina da Famema- Mariana Cincerre, Luís Eduardo Santos, Priscila Castro, Raquel Souza de Oliveira e Vinícius Pilão- Ambulatório de Cefaleia- Ambulatório Mário Covas- disciplinas Neurologia e Educação em Ciências da Saúde – discorrendo sobre Cefaleias Primárias.

Cefaleia é uma sensação de opressão subjetiva manifestada como dor na extremidade cefálica, que acomete, ao longo da vida, 93% dos homens e 99% das mulheres, sendo que 40% das pessoas são acometidas com regularidade. 5 a 10% da população procura ajuda médica por conta de cefaleias.

São classificadas como primárias, quando não são demonstráveis por exames clínicos e laboratoriais usuais; e secundárias, quando são provocadas por doenças e com ligação demonstrável aos exames clínicos e laboratoriais.

Segundo a instalação da dor elas podem ser explosivas, quando acometem o indivíduo subitamente, em fração de segundos; agudas, quando a instalação se dá dentro de minutos ou horas; subagudas, quando esse período se dá dentro de semanas ou meses; crônicas, que evoluem dentro de anos, podendo ainda ser progressivas e não progressivas.

As não progressivas ainda tem a classificação de recorrente, que pode ocorrer na forma de qualquer tipo da cefaleia primária (migratória, tipo tensional e outras trigêmino-autonômicas, em salvas e outras); e persistente, que ocorre geralmente 4 horas por dia.

A etiologia da cefaleia primária a relaciona a disfunções temporárias ou permanentes de sistemas não vitais.

Alguns autores relacionam a etiologia da cefaleia primária com a fibromialgia, admitindo que é comum para as duas patologias um distúrbio negativo na secreção de serotonina, e positivo na  produção de óxido nítrico.

Um fato que comprova epidemiologicamente essa premissa é o estudo de Okifuji et al., ao afirmar a prevalência da fibromialgia em pacientes acometidos por cefaleia primária é de 40%.

As cefaleias primárias são classificadas em migratória (também chamada de migrânea ou enxaqueca), cefaleia tipo tensional (CTT), em salvas e outras cefaleias.

A enxaqueca, definida como desordem idiopática de localização no córtex ou tronco cerebral, caracterizada por crises recorrentes de dor de cabeça de intensidade variável.

Na maioria das vezes é unilateral no início, por vezes acompanhada de modificações do humor e distúrbios sensoriais e motores, além de foto e fonofobia e 70% dos pacientes acometidos pela enxaqueca tem um familiar direto com o mesmo problema.

É dividida em cinco fases: sintomas premonitórios, aura, fase álgica, resolução da fase álgica e fase de recuperação.

Os sintomas premonitórios indicam ao paciente a iminência da crise. Nessa fase ocorre irritação, raciocínio lento e dificuldade de memorização, desânimo, avidez por doces e sono agitado, inclusive com pesadelos.

A primeira informação a se prender sobre a fisiopatologia da enxaqueca, é que o cérebro de pacientes portadores é hiperexcitado.

Por isso qualquer situação do dia a dia pode desencadear uma crise de dor, nesse caso dita migranosa.

Algumas possíveis explicações  são a deficiência do íon magnésio, alta produção de neurotransmissores excitatórios – glutamato e aspartato, além de alterações nos canais de cálcio voltagem dependentes. A esses canais foram relacionadas alterações no braço curto do cromossomo 19, de pacientes que cursam com hemiplegia na fase da aura.

Os sintomas premonitórios, no geral, seriam causados também por distúrbios no sistema límbico-hipotalâmico.

A aura teria origem no córtex, ocorrida a partir de uma hipoperfusão e consequente depressão de atividade cortical iniciada no polo occipital, difundida em ondas para o restante do cérebro.

Essa depressão culmina no aumento da secreção de noradrenalina, distúrbio nos canais de cálcio, deficiência de magnésio e aumento dos aminoácidos excitatórios. Caso a depressão dure pouco tempo, os sinais neurológicos desaparecerão em até uma hora.

Se a hipoperfusão se sustente, haverá acidente vascular isquêmico, evoluindo com sequelas definitivas.

A dor já seria resultado de alterações no sistema trigêmino-vascular (sistema inervador de vasos cerebrais e dura-máter, e cujos corpos celulares estão localizados no gânglio trigêmeo).

As alterações relatadas resultam em inflamação de meninges, pois há ativação do gânglio trigeminal após os sintomas premonitórios e aura. O gânglio do 5º par craniano enviará sinais para os locais próximo aos vasos que suprem as meninges, comandando a liberação de substância proteolítica e peptídeo relacionado ao gene da calcitonina (CGRP).

Isso provoca vasodilatação e aumento da permeabilidade vascular com consequente extravasamento de plasma e de outras substâncias contidas nos vasos, tais como a bradicinina, peptídeos vasoativos e óxido nítrico, que induzirão à inflamação.

As aferências trigeminais que chegam nesse local serão então excitadas pela inflamação e levarão estímulos para o tálamo e córtex, onde haverá a interpretação de todo o processo como dor através dos distúrbios citados anteriormente, a saber, queda da serotonina, e depressão do sistema opióide .

QUADRO CLÍNICO DA ENXAQUECA

A fase de enxaqueca com aura ocorre em 20% dos pacientes, se desenvolvendo num período de 5 a 20 minutos, e duração de aproximadamente até uma hora.

Tipos:

· Típica, apresenta-se como escotomas e “escotomas cintilantes”, muitas vezes associados a disfasia e parestesia unilateral. Algumas vezes ocorre hemiparesia ou hemiplegia de face e membros;

· Tipo basilar, ocorre escotomas nos dois olhos, disartria, vertigem, zumbido, hipoacusia, diplopia, ataxia, parestesia e diminuição do nível de consciência. Esse tipo segue eventos ocorridos no tronco cerebral;

· Aura sem infarto, aura com duração maior que uma hora e menor que sete dias, sem indicações nos exames de imagem;

. Aura típica sem cefaleia, geralmente em pacientes com mais de 50 anos;

· Aura retiniana, os sintomas visuais anteriormente referidos como os cintilos, diplopia, escotomas, etc., e ocorrem unilateralmente.

A fase álgica é quando ocorre a cefaleia propriamente dita, sendo de forte intensidade, pulsátil, que piora com a execução das atividades diárias. Melhora quando o indivíduo fica em ambientes escuros e silenciosos.

Em dois terços dos casos é unilateral, dura entre 4 e 72 horas e muda de um lado para outro na recorrência das crises, porém predominando na região fronto-temporal e orbitária. Outros sintomas se associam, como náuseas e ou vômitos, além da fono e fotofobia.

TRATAMENTO NÃO MEDICAMENTOSO

Como na crise há  vasodilatação, colocar gelo sobre a área dolorida pode aliviar os sintomas de alguns;

Colocar os pés dentro de um balde com água morna aumenta a vasodilatação periférica e consequentemente diminui o fluxo sanguíneo cerebral o suficiente para diminuir os sintomas;

Ingestão de café, pois a cafeína inibe a degradação do AMP-c, que age no sistema de segundo mensageiros e induz a vasoconstrição intracraniana;

Compressão da artéria temporal do lado doloroso;

Provocar vômitos também melhora a crise devido a estimulação de serotonina pelas células cromafins – células secretoras de catecolaminas – do intestino.

MIGRÂNEA SEM AURA NA CRISE LEVE

A primeira conduta é separar o paciente de ambientes claros e não silenciosos. Analgésicos comuns tais como dipirona ou paracetamol, ambos na dose de 1.000 mg, associados a outro anti-inflamatório não-esteroidal (AINE), como o diclofenaco sódico 50 a 100 mg. Se houver vômito pode-se utilizar a metoclopramida. ou a domperidona.

NA MIGRÂNEA SEM AURA DE CRISE MODERADA

Nesses casos podem ser utilizados os triptanos, que agem sobre os receptores serotoninérgicos aliviando a dor rapidamente. Um exemplo é o naratriptano, que pode ser utilizado como comprimidos de 2,5 mg, ou o rizatriptano na dose de 10 mg.

Nessa crise também se pode utilizar a dipirona IV 1.000 mg, ou seja, um frasco-ampola diluído em soro fisiológico ou glicosado, mantendo o paciente deitado.

Pode-se recorrer à associação clássica de anti-inflamatórios mais analgésicos, isoladamente, ou concomitante com triptanos.

MIGRÂNEA SEM AURA NA CRISE FORTE

É utilizado os triptanos, clorpromazina ou indometacina.

Pode-se recorrer à associação clássica de anti-inflamatórios mais analgésicos, isoladamente, ou concomitante com triptanos.

A clorpromazina tem sua ação em bloquear os receptores dopaminérgicos na área mesofrontal e sistema límbico, e também é bloqueadora de receptores adrenérgicos e histaminérgicos, os quais induzem o paciente a cursar com hipotensão ortostática e sedação. É recomendado a associação com dexametasona para inibir a reação inflamatória, ou até mesmo um AINE.

MIGRÂNEA COM AURA

Aqui podem ser utilizados qualquer medicamento do tratamento da migrânea sem aura, com exceção dos triptanos e ergotamina. Ou seja, dipirona, paracetamol, diclofenaco, metoclopramida, inclusive ácido acetil salicílico 1.000 mg, lembrando do seu efeito antiagregante plaquetário.

Se o paciente tem três crises ou mais no mês, é necessário o tratamento profilático, que é realizado com antidepressivos tricíclicos, como a amitriptilina ou nortriptilina 10 a 75 mg, uma vez ao dia.

Pode também ser utilizado os inibidores de recaptação de serotonina, como a fluoxetina na dose de 20 a 40 mg ao dia; betabloqueadores, como o propranolol 40 a 120 mg VO ou metoprolol 100 a 200 mg; bloqueadores dos canais de cálcio, como a flunarizina 5 a 10 mg à noite; e por fim antiepiléticos como o valproato de sódio (500 a 1.500 mg ao dia) e topiramato ( 25 – 150 mg ao dia).

REFERÊNCIAS

LOPES, Antônio Carlos. Tratado de Clínica Médica. 2. ed. São Paulo: Rocca, 2011;

STUGINSKI-BARBOSA, juliana; DACH, Fabíola; ESPECIALI, José Geraldo. Relação entre cefaleia primária e fibromialgia: revisão de literatura. Revista Brasileira de Reumatologia. v. 47. n. 2. p. 114-120. Mar/abr, 2007.

MONTEIRO, José M. Pereira. Cefaleias primárias: causas e consequências. Revista Portuguesa de Clinica Médica. v. 22. P. 455-459, 2006.

Em defesa da Saúde Pública com qualidade !

Acidente Vascular Cerebral Isquêmico. Seminário. Curso de Medicina da Famema

avc- dua carasSeminário apresentado pelos alunos do 4º ano do curso de medicina da Famema Lucas Pena Daraio, Maíra Freire Cardoso, Marcela Baldo Seixlack, Marília Perissoto Scholl, Rui Pieri Neto-Ambulatório Neurovascular- Ambulatório Mário Covas- disciplinas Neurologia e Educação em Ciências da Saúde.

Inicialmente ao estudarmos AVCI é fundamental recuperarmos os conceitos da fisiologia da circulação sanguínea, e as implicações biológicas entre plaquetas e os fatores de coagulação.

O estudo da fisiopatologia do AVC  é de vital importância para  compreensão das mudanças pressóricas que ocorrem na fase aguda do AVC, bem como o quadro clínico esperado e decorrente de qual território arterial está comprometido.

Posteriormente é fundamental o estudo dos antiagregantes plaquetários  para a compreensão da terapêutica a ser instituída tanto na fase aguda quanto na prevenção secundária de novos AVCI.

Há algumas situações em que somente os antiagregantes não são suficientes para o tratamento do AVC, sendo necessário a prescrição de anticoagulantes  orais.

E por fim em hospitais de alta complexidade há Unidades de AVC, em que trombolíticos  podem ser utilizados até 4,5 horas do início dos sintomas.

O Ambulatório Neurovascular recebe encaminhamentos de usuários do SUS do Departamento Regional de Saúde IX do Estado de São Paulo.

AVC- CAMPANHA