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Medicina da UFSCar com modelo PBL em crise institucional!

O anúncio feito pela presidente Dilma Rousseff, no dia 24/06/2013, da criação de 11 mil vagas em medicina do  Programa Mais Médicos como forma de levar profissionais para o interior do país,  aconteceu no momento em que coordenadores da UFSCar estão pressionados pelos alunos para estagiarem em Hospital Escola.

O curso de medicina da UFSCAR foi idealizado no  modelo “PBL made in Brazil”.

A UFSCar  entrou em crise nesse ano de2013.

Os alunos deram um exemplo de cidadania lutando pelo direito à educação no ensino superior com padrão de excelência.

Os alunos se mobilizaram contra a falta de apoio do Ministério da Educação (MEC) para garantir a qualidade da formação de novos médicos.

Criada há menos de 10 anos, o curso de medicina da UFSCar  faz parte da proposta do governo de interiorizar o ensino da medicina, garantindo que os médicos recém-formados permaneçam nas comunidades onde há falta de profissionais.

O discurso é interessante, mas na verdade faltam hospitais, laboratórios de ensino, preceptores no internato, professores qualificados e modelo de ensino com qualidade.

No entanto, sem contar com hospital universitário, essas instituições dependem de arranjos políticos para permitir que os alunos façam as aulas práticas nos hospitais da rede local.

Os alunos migram para cidades vizinhas, e são recebidos pelos secretários municipais de saúde de outras cidades, os quais permitem estágio em USF e ou UBS, ou ainda, enfermarias de hospitais.

Bom para um só lado.

O lado dos secretários municipais de saúde, os quais politicamente ofertam mais serviços aos usuários do SUS.

O profissional supervisor desses alunos em USF e ou UBS que  recebem esses alunos ganha uma gratificação salarial da faculdade na qual os alunos estão matriculados.

Um bônus salarial pago pela faculdade aos “professores colaboradores”, e, na verdade, muitos sem Residência Médica, para orientarem os alunos.

Os “facilitadores de ensino”…

Além disso, os coordenadores  da UFSCar dizem que a falta de professores, e de preceptores (médicos responsáveis por acompanhar os alunos durante as aulas práticas nas unidades de saúde), somados à estrutura precária, inviabilizam a continuidade do trabalho.

“Os coordenadores de cursos de medicina sem hospitais, as universidades e os docentes já esgotaram toda a criatividade e improvisação possíveis para a sustentabilidade desses cursos, bem como já enfrentaram todos os riscos administrativos toleráveis, ao ponto em que a manutenção e a subsistência dos mesmos não são mais possíveis”, conforme documento de coordenadores de cursos de medicina em universidades federais entregue ao MEC em março desse ano.

Na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), no interior de São Paulo, os alunos do terceiro e do quarto ano de medicina ficaram sem aulas práticas por mais de 100 dias por falta de preceptores.

Um edital foi aberto para preencher 31 vagas, mas até agora menos de 10 médicos demonstraram interesse.

O salário irrisório  afasta os pretendentes.

De acordo com o coordenador do curso – Bernardino Geraldo Alves Souto – os médicos que atendem na rede de saúde ganham uma bolsa de pouco mais de R$ 1 mil para auxiliar os estudantes durante as aulas práticas.

É isso mesmo, R$ 1.000,00 para ser “preceptor colaborador” !

Literalmente uma afronta ao profissional que será o “professor colaborador”.

O valor é considerado baixo, e  não atrai os profissionais, que além do trabalho, ainda assumiriam a responsabilidade de supervisionar o atendimento feito pelos estudantes nas unidades de saúde na atenção básica.

“Esses cursos estão correndo muitos riscos. A nossa expectativa é que o MEC tome providências, senão vamos cortar vagas e alguns cursos, como o da UFSCar, podem até ser fechados”, disse o professor, que propõe a criação de um plano de carreira para atrair os preceptores para o trabalho junto às universidades. Sem direitos trabalhistas, com salários que muitas vezes são pagos com até meses de atraso, os poucos que se dispõem a auxiliar na preceptoria, segundo Bernardino, o fazem por “caridade”.

Nas  faculdades de medicina modelo “PBL made in Brazil” é frequente a inserção de “professores colaboradores” [muitos sem Residência Médica] na grade curricular, mas que na verdade os salários são pagos pelos prefeitos dos municípios, e a gratificação paga pelas faculdades para que os mesmos  recebam esses alunos  provenientes do curso de medicina.

O movimento foi encerrado no mês passado, após várias audiências com a reitoria, e até com o MEC, mas sem nenhum avanço concreto na UFSCar.

Ana Clara, aluna do 3º ano, informou que quando passou no vestibular da UFSCar – um dos mais concorridos entre as instituições públicas (na última seleção foram 210 candidatos por vaga) – pensou estar realizando o sonho de estudar em uma nas melhores escolas de medicina. “Isso que está acontecendo é uma maldade com o aluno. Você entra em uma universidade pública federal, e pensa que não tem como ser ruim. Só que aí chega num lugar sem estrutura nenhuma.”

O curso da UFSCar depende da disposição política da prefeitura de permitir que os médicos da rede diminuam o número de consultas para que possam auxiliar os alunos da universidade com o trabalho de preceptoria, o que enfrentou resistências da atual administração.

O sucateamento na educação atinge também alguns cursos de medicina.

E como atinge…

Alguns alunos precisam viajar até a cidade de Piracicaba para fazer as aulas do internato em um hospital local.

Que situação terrível…

A  proposta do MEC  é o estímulo para que profissionais da área médica atuarem como professores nas universidades do interior do País.

A ideia dos coordenadores do curso é criar uma espécie de bolsa, no valor mensal de R$ 8 mil por um período de dois anos, que incentive a fixação dos docentes em regime de tempo integral, complementando o valor do salário.

Enfim, os nossos sinceros parabéns  a esses fantásticos alunos que lutaram por melhorias no ensino superior.

Não ficaram dormindo em berço esplêndido.

E nem nas margens do Ipiranga…

O aprender a aprender da UFSCar é mais um exemplo do neoliberalismo na educação em ensino superior.

Em defesa de ensino superior público com qualidade !

Sucateamento no ensino em cursos de medicina tem um culpado:

É  o modelo “PBL made in Brazil” com ares de pedagogia de vanguarda, mas que não passa de um estelionato pedagógico.

PBL em cursos de medicina – Um fiasco pedagógico !

MEC ENTERRANDO NOSSOS SONHOS

“A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo”.

Nelson Mandela

Medida Provisória do governo Dilma Rousseff pretende que o curso de medicina passe de 6 para 8 anos de duração a partir de 2015

programa mais medicosO curso de medicina passará de seis  para oito anos a partir de 2015.

A mudança integra um pacote de medidas anunciado pela presidente Dilma Rousseff para ampliar a oferta de médicos no país e melhorar a formação dos profissionais.

Definida numa Medida Provisória, a ampliação deverá ser regulamentada pelo Conselho Nacional de Educação, num prazo de 180 dias.

O programa, batizado de “Mais Médicos”, inclui ainda o recrutamento de profissionais estrangeiros para trabalhar em áreas prioritárias, a abertura de 11.447 novas vagas para graduação e outros 12.376 postos de especialização em áreas consideradas prioritárias até 2017. O novo formato do curso de Medicina é inspirado no modelo existente em países como Inglaterra e Suécia, diz o Ministério da Saúde.

Concluído o curso de seis anos, o estudante passa para um segundo ciclo, de dois anos, onde terá de atuar em serviços públicos de saúde.

A exigência do segundo ciclo será universal: tanto para estudantes de instituições da rede pública quanto privada da ensino.

No período em que trabalharem nos serviços públicos de saúde, estudantes receberão uma bolsa, financiada pelo Ministério da Saúde. Os valores ainda não foram definidos. O governo calcula, no entanto, que ela ficará entre o que é concedido para as Residências Médicas (R$ 2,9 mil mensais) e o que é pago para profissionais inscritos no Provab (R$ 8 mil).

No primeiro ano, estudantes vão atuar na rede de atenção básica.

No segundo ano, o trabalho será feito nos serviços de urgência e emergência. Os alunos continuarão vinculados à instituição de ensino onde foi feita a graduação e, assim como ocorre com a residência, serão avaliados.

A carga horária ainda não foi definida.

Pela proposta, o segundo ciclo poderá ser aproveitado para abater um ano de curso de residência em especialidades básicas, como medicina de família, ginecologia, obstetrícia, pediatria e cirurgia geral. Há também a possibilidade de o período ser incluído na contagem para cursos de mestrado.

A forma como isso será feito também está nas mãos do Conselho Nacional de Educação.

O formato de oito anos poderá ser revisto num curto prazo.

Há a possibilidade de o primeiro ciclo, atualmente de seis anos, ser reduzido para cinco. O assunto, no entanto, ainda terá de ser debatido pelo Conselho Nacional de Educação. A intenção é se aproximar do modelo inglês, onde a duração do primeiro ciclo varia entre 4 a 6 anos, treinamento supervisionado dura outros dois anos e a especialidade médica, 3 a 8 anos.

Para atuar no segundo ciclo, os alunos receberão um registro provisório. A instituição de ensino deverá estar ligada a uma rede de serviços públicos de saúde, onde seus alunos vão desempenhar as atividades. Caberá à instituição definir o local de trabalho do estudante.

A ideia é que o aluno seja supervisionado por professores. A forma como isso será feito também será definida pelo Conselho Nacional de Educação. Também não está acertado como será feito o reembolso das instituições de ensino pelo trabalho de supervisão.

O aluno receberá o diploma somente depois de completar os oito anos de formação. Só aí receberá a inscrição permanente. De acordo com o Ministério da Saúde, o modelo proposto prevê que o profissional com registro provisório, mesmo sem diploma, responderá caso cometa uma infração ética ou erro no atendimento do paciente.

A criação do segundo ciclo não vai dispensar o internato, realizado atualmente no quinto e sexto ano. Nesta etapa, o estudante não tem autonomia. Durante o treinamento da segunda etapa, o estudante aos poucos ganha mais autonomia.

A expansão da duração do curso de medicina, de acordo com o governo, não tem como objetivo principal a ampliação da oferta de médicos.

A meta, de acordo com ministérios da Saúde e da Educação, é ampliar a formação do profissional e driblar um problema que o governo julga enfrentar atualmente, que é a especialização precoce.

Na avaliação do governo, a partir do 4º ano, estudantes concentram suas atenção nas áreas com que têm mais afinidade, deixando de lado pontos considerados essenciais para o atendimento do paciente.

Embora detalhes ainda não estejam definidos, o governo já decidiu que durante o ciclo de dois anos, o estudante terá permissão para atuar apenas nos locais indicados pela instituição de ensino a que ele está ligado. Não será permitida a realização de plantões ou atuação em outros serviços.

Seria um recrutamento obrigatório pelo Ministro da Educação e do Ministro da Saúde dos médicos para trabalharem para o governo de  forma altamente qualificada e com menos custos ?

A MP do Programa Mais Médicos é uma falácia culpando os médicos pelo caos na Saúde Pública do Brasil.

O governo Dilma Rousseff de extrema esquerda quer escravizar os egressos dos cursos de medicina do Brasil tendo como referência a medicina cubana, na qual o médico recebe 30 dólares por mês.

Em defesa dos médicos do Brasil e não a Medida Provisória da presidente Dilma Rousseff!

Prontos-Socorros avaliados em 2013 pelo Cremesp. Em Marília dois hospitais foram avaliados

Após fiscalização de 71 prontos-socorros (PS), o Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) constatou que a maioria desses serviços tem pacientes em macas nos corredores, não consegue transferir doentes, está com suas equipes médicas incompletas e boa parte não conta com chefia de plantão nem médico diarista.

Além disso, faltam materiais e estrutura adequada nas salas de emergência, há deficiências na triagem e na classificação de risco na entrada de pacientes.

O Cremesp avaliou 71 serviços de urgência e emergência do Estado, de fevereiro a abril de 2013, incluindo os principais prontos-socorros com atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

As conclusões do levantamento revelam falhas graves dos serviços de urgência e emergência, que colocam a população em risco e não oferecem aos médicos condições mínimas e adequadas de trabalho.

“Esse cenário é decorrente da falta de políticas públicas de saúde eficientes dos governos federal, estadual e municipal, do subfinanciamento do SUS e da escassez de recursos humanos, que está relacionada às condições precárias de trabalho e à ausência de plano de carreira de Estado”, afirma o presidente do Cremesp, Renato Azevedo Júnior.

“O levantamento identificou uma enorme deficiência nos serviços, gerando insatisfação no médico e desassistência ao paciente”, diz Ruy Tanigawa, coordenador do Departamento de Fiscalização do Cremesp.

“Os resultados serão agora encaminhados ao Ministério da Saúde, à Secretaria de Estado da Saúde e às secretarias municipais das cidades que fizeram parte da pesquisa”, diz Azevedo. “O Conselho cumpriu sua função de fiscalização, mostrando a realidade dos serviços. Cabe agora às autoridades competentes encontrar solução para os problemas que estamos apontando”, afirma.

Principais números do levantamento em 71 prontos-socorros (PSs)

➜ 57,7% dos PSs têm macas com pacientes nos corredores
➜ 66,2% dos PSs relatam dificuldade de encaminhar pacientes para
outros serviços de referência
➜ 57,7% dos serviços vistoriados estão com equipes médicas incompletas
➜ 28,2% das salas de emergência estão inadequadas
➜ Em 59,2% das salas de emergência falta algum tipo de material
➜ Em 46,5% dos serviços não há chefia de plantão nem médico diarista
➜ Em 32,4% dos PSs não é feita a triagem com classificação de risco
➜ Em 6,1% dos PSs não existem UTIs, nem no local nem em
outro serviço referenciado.

Relação dos 71 serviços vistoriados, por ordem alfabética das cidades onde se encontram. Na frente de cada pronto-socorro está indicada a natureza do gestor responsável, se pública, privada contratada ou filantrópica. Também estão assinalados aqueles PSs administrados por Organizações Sociais (OS).

Hospital Municipal Waldemar Tebaldi Americana

Santa Casa de Araçatuba

Santa Casa de Araraquara

Pronto Socorro Municipal Assis

Santa Casa de Barretos

Hospital Estadual de Bauru

Pronto Socorro Municipal Central de Bauru

Hospital de Clínicas de Botucatu

Hospital Universitário São Francisco Bragança Paulista

Santa Casa de Bragança Paulista

Hospital de Clínicas da Unicamp Campinas

Hospital Municipal Mario Gatti Campinas

Hospital PUC Campinas

Santa Casa de Franca

Hospital Santo Amaro Guarujá

Complexo Hospitalar Padre Bento Guarulhos

Hospital Municipal de Urgências Guarulhos

Pronto Socorro Municipal de Itanhaém

Santa Casa de Jaú

Hospital São Vicente de Paulo Jundiaí

Santa Casa de Limeira

Hospital de Clínicas de Marília

Santa Casa de Marília

Hospital de Clínicas Radamés Nardini Mauá

Santa Casa de Mauá

Santa Casa de Mogi das Cruzes

Hospital Municipal Antonio Giglio Osasco

Hospital Regional de Osasco

Hospital Regional do Vale do Ribeira Pariquera Açu

Santa Casa de Piracicaba

Hospital Municipal Irmã Dulce Praia Grande

Hospital Regional de Presidente Prudente

Santa Casa de Presidente Prudente

Hospital São João Registro

Fundação Hospitalar Santa Lydia Ribeirão Preto

Santa Casa de Ribeirão Preto

Centro Hospitalar Municipal de Santo André

Hospital Guilherme Álvaro de  Santos

Santa Casa de Santos

PS Municipal de São Bernardo do Campo

Hospital Escola Municipal Horácio Carlos Panepucci São Carlos

Santa Casa de São Carlos

Hospital Municipal de São José dos Campos

Santa Casa de S. José do Rio Preto

Casa de Saúde Santa Marcelina

Conjunto Hospitalar do Mandaqui São Paulo

Hospital Arthur Ribeiro de Saboya – Jabaquara São Paulo

Hospital Alexandre Zaio – Vila Nhocuné São Paulo

Hospital Alípio Corrêa Neto – Ermelino Matarazzo São Paulo

Hospital Benedito Montenegro – Jardim Iva São Paulo

Hospital Cármino Caricchio – Tatuapé São Paulo

Hospital Fernando Pires da Rocha – Campo Limpo São Paulo

Hospital Geral do Grajaú São Paulo

Hospital Geral Manoel Bifulco – São Mateus São Paulo

Hospital Geral de Pedreira São Paulo

Hospital Geral Vila Nova Cachoeirinha  São Paulo

Hospital Heliópolis São Paulo

Hospital Ignácio Proença de Gouveia – João XXIII São Paulo

Hospital Infantil Menino de Jesus São Paulo

Hospital José Soares Hungria – Pirituba São Paulo

Hospital Geral Santa Marcelina – Itaim Paulista São Paulo

Hospital Vereador José Storopolli – Vila Maria São Paulo

Hospital do Servidor Público Municipal São Paulo

Hospital Tide Setubal – São Miguel São Paulo

Hospital Professor Waldomiro de Paula – Itaquera São Paulo

Pronto Socorro Municipal Balneário São José São Paulo

Santa Casa de Santo Amaro São Paulo

Crei – Centro de Referência e Emergência de São Vicente

Conjunto Hospitalar de Sorocaba

Santa Casa de Sorocaba

Hospital Regional do Vale do Paraíba Taubaté

Em Marília os hospitais avaliados pelo Cremesp foram Santa Casa de Marília e Hospital das Clínicas.

Em defesa do SUS.

A TV Globo visitou o Pronto-Socorro do Hospital das Clínicas de Marília.

Em defesa de Saúde Pública com universalidade, integralidade e  equidade para todos !

PBL made in Brazil aplicado em cursos de medicina

pbl- aluna estudando“O PBL made in Brazil” é realmente uma ferramenta poderosa no modelo ensino-aprendizagem ou  fiasco pedagógico!

Pelo que observo é realizado sem aulas magnas e sem atividades práticas no laboratórios da faculdade de medicina.

Tudo substituído por casos clínicos, nos quais os alunos buscam respostas para as questões de aprendizagem.

Infelizmente não aprenderão anatomia, histologia, fisiologia, patologia, parasitologia,  bioquímica, farmacologia em laboratórios de ensino-aprendizagem.

Certamente esses alunos tentarão buscar conteúdos em Med Curso e SJT.

Mas, os cursos preparatórios não oferecem atividades práticas.

Os alunos não terão conteúdos de Clínica Médica, Clínica Cirúrgica, Ginecologia e Obstetrícia e Pediatria no internato.

Aulas magnas extintas!

Enfim,  nunca saberão a fisiopatologia das doenças, embora possam aventar a tese de que são mais humanistas na relação médico-paciente.

Humanistas, mas sem conteúdos de medicina !

Fico imaginando um piloto de aviação comercial, como por exemplo, a  ponte aérea Rio-São Paulo, muito simpático, boa conversa, extremamente solícito com a tripulação, mas quando você se assenta em sua poltrona, ele afirma:

“Eu não sei conteúdos/protocolos da escola de aviação comercial, mas vamos ver o que será esse próximo voo…”.

A analogia é provocativa para mostrar ao leitor do blog  que não existe a segunda chance na pilotagem de uma aviação comercial, nem tampouco em salvar uma vida humana.

A tripulação morrerá, e o paciente também…

Enumeramos causas do insucesso no ensino-aprendizagem:

  1. falta de motivação do estudante;
  2. enfraquecimento do ensino das cadeiras básicas;
  3. ausência de avaliação rigorosa na qual se julgue a capacidade do aluno raciocinar usando seus conhecimentos e não sua memória;
  4. ensino descartável – o aluno não é cobrado pelos conhecimentos que ele deveria ter adquirido durante os seus cursos anteriores;
  5. ensino baseado em diagnóstico e conduta e não em entendimento dos mecanismos básicos das diferentes doenças e  das alterações por elas provocadas;
  6. despreparo dos docentes; e
  7. ausência de mecanismos que facilitem e obriguem o médico já formado a participar de programas de educação continuada.

 

A McMaster University , um dos berços do PBL, exige como pré requisito absoluto “a minimum of 3 years of university undergraduate degree level work”.

A seleção é feita através de duas entrevistas diferentes: “Simulated Tutorial” e “Personal Interview”.

Na primeira é avaliada a capacidade do grupo de discutir um problema ou situação de saúde e na segunda dentre vários itens avalia-se  a capacidade de adaptação do indivíduo ao programa da McMaster.

Na “Harvard Medical School”, atualmente, existem três programas  diferentes de medicina: o Curso Clássico, o “The New Pathway” e o “HST”.

O “New Pathway Program” adota um sistema muito parecido com o PBL. Para admissão nesse curso exige-se além de três anos de curso universitário (como no curso tradicional), no mínimo mais 16 créditos em cursos  “não científico”, porém “students are rarely accept to the New Pathway Program  without a bachelor’s degree”.

Ao se analisar estes dados pode se deduzir  que a McMaster considera que nem  todos os alunos se amoldam  a este tipo de aprendizado, uma vez que um dos objetivos explicito da entrevista pessoal é o de avaliar se o futuro aluno tem condições de se adaptar ao PBL.

A Harvard Medical School é mais exigente em termos de seleção para os alunos do “New Pathway Program” do que para o programa clássico.

Pelo exposto pode-se ver que os alunos  que são expostos ao PBL difere muito daqueles  que entram na escola de medicina no Brasil.

Outra diferença básica do PBL é o modo como as diferentes matérias são distribuídas durante o curso.

Assim por exemplo  no Módulo Doenças Neurológicas, o aluno vai aprender neuroanatomia, semiologia, fisiopatologia , quadro clínico e tratamento.

Em uma uma situação dessas, tanto os professores como os alunos darão muito mais importância para os temas ligados a diagnóstico e tratamento do que para a fisiopatologia e semiologia.

Isso vai levar, ao longo do tempo, a menor ênfase no estudo das cadeiras básicas fazendo com que falte ao aluno o substrato do conhecimento necessário ao raciocínio clínico, ou seja, fisiopatologia.

Se quisermos formar o indivíduo que pensa e tem senso crítico um mínimo de conhecimento das cadeiras básicas é fundamental.

Em resumo, em minha compreensão, o nosso aluno quando entra na faculdade de medicina no Brasil não tem a base suficiente para desde o inicio, ser submetido a um programa semelhante ao PBL.

Outro fator complicador é formação dos docentes.

Quando se escolhe qualquer assunto em medicina geralmente existe mais de uma opinião. Assim dependendo do artigo consultado você pode chegar a conclusão que a conduta A é melhor, pior ou igual a conduta B, ou até ter uma opinião C.

Caso o tutor do grupo não tenha uma boa experiência científica será muito difícil o mesmo comparar os resultados dos vários artigos científicos ou livros publicados no tema em discussão.

Docentes sem experiência científica tendem a aceitar como verdade o último trabalho publicado, um dos principais mecanismos de geração de modismos.

Por outro lado os temas publicados em livros textos geralmente são mais abrangentes discutindo os prós e contras de determinado tema em medicina, dando uma visão muito mais ampla do que a leitura de  artigos.

Os artigos científicos devem serem  usados pelo aluno como complementação de aprendizado, e pelo docente como atualização.

Ainda em relação ao docente, o preparo das aulas dos temas  das disciplinas básicas deveria ser ferramenta poderosa de aprendizado de um determinado tema, que corre o risco de ser perdido no PBL.

Semiologia principalmente.

A estrutura da universidade é fundamental para o desenvolvimento do PBL.

Assim nas faculdades onde é implementado o PBL as aulas básicas deverão estar à disposição dos alunos, sob a forma de mídias gravadas,  além de extenso  acervo da biblioteca.

Normalmente as mudanças, em medicina,  que se comprovam eficazes, geralmente têm rápida difusão, e passam a serem  aceitas em questão de alguns anos, em todo mundo como verdade absoluta, e posteriormente não são aprimoradas ou debatidas na instituição.

Em defesa do ensino superior com qualidade!

alunos estudando

 

“Todo sistema de educação é uma maneira política de manter ou de modificar a apropriação dos discursos, com os saberes e os poderes que eles trazem consigo”

Michel Foucalt

Servidores, alunos, e docentes da Fumes e Famar querem José Bitu Moreno como Diretor Geral da Famema

Nos dias 18 e 19 do mês de março aconteceram as eleições para direção geral da Famema.

O professor José Bitu Moreno teve  86 votos de docentes e de 613 funcionários da Fumes (Fundação Municipal de Ensino Superior de Marília).

Detalhe…

Os funcionários da Famar (Fundação de Apoio à Faculdade de Medicina de Marília) não puderam votar nesse processo eleitoral.

Por quê ?

Os atuais gestores devem ter uma explicação para tal situação antidemocrática.

Um estatuto que respinga sangue e exala aroma da ditadura militar.

Docentes – peso 70%

Alunos – peso 15%

Funcionários – peso 15%

Os funcionários da Fumes votaram, mas para cada voto de 1 docente equivale a 7 votos de funcionários.

Uma luta que já tem um vencedor antes de se apurarem os votos.

A Constituição Federal em seu artigo 5º diz:

Art. 5º – Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade (caput).

Então, por que os funcionários da Famar não puderam votar.?

São importantes no trabalho diário, mas não são no momento do processo eleitoral ?

Os alunos votaram em percentual de mais 80% de intenções de votos para o professor Bitu Moreno, mas não foram considerados.

Por quê ?

Estatuto da Famema que afronta a Constituição Federal em seu artigo 3º que aduz:

Art. 3º Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil:

I – construir uma sociedade livre, justa e solidária;

Não foi justa a exclusão dos votos dos alunos.

Resultado legitimado politicamente:

Docentes da Fumes:  86 votos;  funcionários da Fumes: 613 votos;  alunos  80% das intenções de votos (votos desconsiderados), e funcionários (docentes e funcionários) da Famar: 90% de intenções de votos (não puderam votar),  para o professor José Bitu Moreno.

Bitu tem legitimidade política para ser o próximo Diretor Geral da Famema.

Que o governador Geraldo Alckmin faça a opção por aquele que a comunidade Famema-Fumes-Famar deseja !

A comunidade Famema quer a homologação de José Bitu Moreno.

A Associação dos  Funcionários da Fundação Municipal de Ensino Superior de Marília enviou carta ao Governador do Estado de São Paulo- Geraldo Alckmin- por intermédio do líder do PSDB- Deputado Pedro Tobias pedindo a nomeação do professor José Bitu Moreno.

Bitu é a melhor opção política para o Complexo Famema-Fumes-Famar !

O Hospital Regional de Assis ficou em 9º lugar em 2010, entre os melhores do Estado de São Paulo, na avaliação feita pelo SUS, que realizou pesquisa ouvindo 158 mil usuários que passaram por internações e exames em 630 estabelecimentos conveniados pelo SUS.

BITU- HOSPITAL DE ASSIS 2

“De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto”.

Rui Barbosa

 

Palavras finais de José Bitu Moreno antes da votação nas eleições para Diretor Geral da Famema em 2013

 

JOSE BITU MORENOPalavras finais do candidato José Bitu Moreno antes das eleições para Diretor Geral da Famema:

“Cansado.

Extenuado.

Essa disputa eleitoral na Famema gastou muito de mim, muito de nós.

Eleições são o ápice do movimento democrático.

É quando cada um tem voz igual, espaço igual, independente de quaisquer diferenças: social, cultural, econômica, etc.

Da mesma forma, qualquer um pode se candidatar, desde que se enquadre nos requisitos adequados.

Bem…deveria acontecer assim…mas não acontece, não tem acontecido conosco!!!

Repete-se, repetiu-se, na micro o que tanto abominamos na macropolítica.

A partir do momento em que me candidatei, e agora me reporto particularmente a mim, na vã esperança de discutir argumentos, idéias, propostas…tornei-me um inimigo da outra chapa – a do poder, a da situação:  tornei-me uma ameaça, um mal a ser extinguido, exterminado.

Daí foi um passo para as ofensas, para as tentativas de desvirtuar nossas palavras, das ações para nos desestruturar com ameaças, com estratégias de implantar o medo, de semear a discórdia dentro do nosso próprio grupo, e o pior de tudo: disseminando mentiras para manchar a nossa história, a nossa construção profissional, a nossa dignidade, e a nossa honra…respingando inclusive dentro do nosso próprio lar.

Mas não desistimos, os enfrentamos em todas as instâncias.

Na realidade eles subestimaram nossa inteligência, nosso conteúdo, nossa segurança e capacidade de resistência.

E ademais ficou claro para todos o que se segue:

-Se nesse momento ímpar do processo democrático, eles não toleraram a opinião e as ideias diversas, que gestores serão esses?

-Que gestores serão esses que dentro de uma instituição superior de ensino não conviveram bem com a crítica, com a diferença de opiniões?

-Que gestores serão esses que semearam o medo para afugentar os que pensavam contrário?

Pobre a instituição que admitir isso, triste o seu futuro – seco, árido, sem inovação, sem criatividade, sem produção do conhecimento, sem saúde, sem alegria e sem felicidade.

Pois bem, amigos, fizemos o que deveríamos ter sido feito: semeamos a dúvida, instigamos a crítica, implantamos no coração de cada um a perspectiva de um futuro melhor, uma réstia de esperança nos seus corações já tão judiados, desesperançados, desmotivados.

Somente isso já bastaria, mas avançamos bem mais: a maioria decidiu por se erguer das cadeiras e se prontificaram a também construir o futuro: da instituição e de si próprios.

Portanto, amigos, cansados mas satisfeitos.

Estamos quase vencendo essa batalha.

Até lá ainda restam dois dias, ficaremos atentos e não deixaremos de trabalhar até a apuração dos votos, até a vitória final!

Muito obrigado a todos”

“Maior que a tristeza de não haver vencido é a vergonha de não ter lutado”.

Rui Barbosa