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Não à formação de médicos no Brasil sem qualificação para o exercício da medicina !

adib jatene 2Adib Jatene pode deixar comissão do MEC por discordar da abertura indiscriminada de escolas.

Aos 83 anos de vida e quase 60 de medicina,  Adib Jatene é uma referência para os médicos brasileiros na prática clínica, cirúrgica e no ensino médico.

A formação médica, tema desta entrevista, o fez voltar a participar do governo federal em 2008, 12 anos depois de exercer pela terceira vez o cargo de ministro da Saúde.

Mas agora a continuidade desta participação depende de uma improvável sintonia fina. De um lado, os especialistas que defendem critérios e fiscalização para garantir a qualidade das escolas médicas no país. Do outro, o Ministério da Educação, cujas decisões parecem caminhar na direção oposta.

Conheça agora os motivos desta discordância e as opiniões, sempre francas e contundentes, do professor Adib a este respeito.

O senhor continua presidindo a comissão de especialistas, ligada ao MEC, que avalia as escolas médicas?
Continuo. Mas, em função das posições divergentes entre os membros da comissão e o ministério, solicitei recentemente ao ministro [Aloizio Mercadante], durante uma reunião, que a comissão fosse encerrada. Ele não aceitou, pediu que fizéssemos mais uma reunião, que será marcada proximamente, e nos garantiu que, até lá, nenhuma nova escola será autorizada.

Quais motivos o levaram a pedir o fim da comissão?
Em 1996, havia 84 escolas médicas; em 2011, já eram 187. São 103 novas escolas em 16 anos, o que é inconcebível. No último dia 5 de junho, o governo permitiu a abertura de mais nove cursos privados de medicina e autorizou que outros 19 em universidade federais fossem implantados após avaliação.

É impossível garantir corpo docente condizente e hospitais-escola nesta quantidade. O artifício que as faculdades têm utilizado é firmar convênios com hospitais assistenciais para lá treinar os alunos, o que é absolutamente inadequado.
Um dos objetivos da comissão era justamente estabelecer critérios mínimos para a abertura de escolas? Por fim, estes acabaram não sendo respeitados…

Em relação às 17 escolas mal avaliadas no Enade [Exame Nacional de Desempenho de Estudantes] em 2008, pelo menos dois membros da comissão visitaram cada uma delas, entrevistaram professores, alunos, vistoriaram a infraestrutura e encontramos muitos problemas.

Em Rondônia, por exemplo, a faculdade de medicina da universidade federal tinha convênio com o único hospital público. Depois abriram mais duas escolas com 100 vagas cada tendo como campo de ensino prático o mesmo hospital. Como a comissão não tinha poderes para determinar o fechamento de escolas, o que fizemos foi reduzir o número de vagas. Mas, na sequência, o Conselho Nacional de Educação restituiu essas vagas, à revelia da comissão, o que nos fez denunciar esta situação à opinião pública.

Existe um verdadeiro lobby pela abertura de novas escolas. O governo coloca que o atual número de médicos no Brasil é insuficiente. Diante da dificuldade de atrair profissionais de medicina para a Estratégia de Saúde da Família, o governo passou a apoiar a “importação” de médicos. Foi criado o programa Revalida, com critérios uniformes para a revalidação dos diplomas expedidos no exterior, mas poucos candidatos conseguiram aprovação. Agora o governo quer minimizar esses requisitos ou permitir que esses médicos comecem a atuar sob supervisão por um período de dois anos até conseguirem a revalidação, o que é inaceitável. Então, se o ministério caminha numa direção e a comissão em outra, esta não pode ser a sua assessora.

A que atribui este lobby pela abertura de escolas? Aos interesses econômicos das instituições?
À busca de prestígio para a universidade ou a cidade. Como está sendo fácil, todo mundo quer ter uma escola de medicina. A pressão é muito grande; há dezenas de pedidos. É absolutamente inconveniente que os cursos sejam criados dessa forma. O Brasil não precisa de qualquer médico, mas de profissionais efetivamente preparados para tratar a população. A própria visão sobre a residência médica está equivocada. Ela forma especialistas. Com o foco precoce na especialidade, durante a graduação o aluno já se orienta para aquela área escolhida em detrimento das demais.

Por isso, tenho defendido o estabelecimento de um pré-requisito para o ingresso na residência, que seria a atuação por dois anos na Estratégia de Saúde da Família, supervisionado pela sua escola, com o objetivo de que esta também tenha a responsabilidade de formar médicos para o atendimento da população sem dependência de alta tecnologia. Isso seria primordial porque ocorre uma grave distorção atualmente. Os professores são todos especialistas, mas professores especialistas são necessários na pós, não na graduação, quando se deve formar o médico com visão geral e profunda das principais questões da assistência à população. Essa super especialização está gerando enorme desperdício de recursos, como o colosso de exames desnecessários, e dificulta o atendimento, porque o indivíduo só consegue ter seu problema resolvido depois de passar por três ou quatro médicos.

As entidades médicas estão mais preocupadas em discutir a qualidade da formação dos profissionais do que a quantidade. Está de acordo com este ponto de vista?
Sim. Quando as entidades médicas se pronunciam a este respeito, infelizmente são vistas por alguns como corporativistas, defensoras de reserva de mercado, mas claro que não é isso. As entidades querem médicos bem preparados para atender a população, que não coloquem os pacientes em risco e nem a si próprios, tendo em vista as responsabilidades do profissional. E não compactuam com essa ideia absurda de aumentar a quantidade de médicos a qualquer custo.

Como avalia o ensino médico no Brasil?
Eu me formei em 1953, quando só havia raio-X, eletrocardiograma e poucos exames laboratoriais, e o curso era de seis anos. Com todo o enorme avanço técnico e científico ocorrido desde então, a graduação de medicina continua em seis anos. Há certa perplexidade sobre o que ensinar para os alunos. Na minha visão, deve ser ensinado de todas as especialidades o que o médico prático não pode deixar de saber. E bem ensinado. É fundamental haver critérios para a abertura de escolas médicas. A recém-criada Faculdade Santa Marcelina é um exemplo positivo, pois está ligada a um hospital de mais de 700 leitos, grande volume de atendimento de emergência, tem ambulatório de especialidades, mais de 200 equipes de Saúde da Família, administra outros três hospitais (Cidade Tiradentes, Itaim Paulista e Itaquaquecetuba). É o ideal para o ensino-aprendizagem. Mas uma universidade que nunca lidou com saúde criar uma faculdade de medicina sem qualquer estrutura é uma distorção inaceitável.

Caso a comissão seja encerrada, pretende continuar militando em prol da qualidade do ensino médico?
Se o MEC aceitar manter a comissão, terá de mudar sua orientação sobre tudo o que já citamos. Caso contrário, procuraremos atuar de outra forma que não na comissão. Todos os integrantes da comissão têm décadas de trabalho nesta área e, justamente por isso, não podem aceitar o que vem ocorrendo. Continuaremos defendendo este ideal, da mesma maneira que as entidades médicas como a APM, a Associação Médica Brasileira, o Conselho Federal de Medicina e os Conselhos Regionais o fazem. Nosso papel lá era verbalizar este posicionamento da classe médica contra a abertura indiscriminada de escolas. Vamos aguardar a decisão final sobre este trabalho.

Fonte: Associação Paulista de Medicina

formação médica

Geraldo Alckmin e Dilma Rousseff remuneram mal os professores universitários!

professores 2Comparamos também com outras carreiras semelhantes, como a de pesquisador do IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada)  e do Ministério de Ciência e Tecnologia.

A conclusão é que hoje ganhamos menos que durante o Governo socialista de  FHC, e que nesse governo esquerdista do PT, que tem na bandeira o socialismo e o capitalismo estatizante da Presidente Dilma Rousseff paga menos que o governo FHC.

Veja que o salário que falamos aqui é o de um professor que já possui doutorado, que é o máximo que se consegue em titulação acadêmica.

Nem comparei aqui com os bacharéis que são da área de auditoria e fiscalização, porque aí seria até covardia.

Quem ensina deve:
  1. Gostar do que faz;
  2. Ter uma boa formação;
  3. Falar a língua dos alunos;
  4. Usar novas tecnologias da informação, além das tradicionais;
  5. Ir além do conteúdo formal.

Quando o assunto é ensino superior público de qualidade, o governo garante que os gastos devem acontecer com o investimento dos royalties do petróleo, medida defendida pelo governo federal para que chegue aos 10% do PIB investidos em educação, com o acesso estudantil em constante crescimento.

Convenhamos é uma falácia  esse governo do PT!

Que os professores universitários voltem a ter seu valor reconhecido e que nossos governantes lembrem que antes de estarem no poder passaram pelas mãos desses profissionais, a quem devem a graça de saber o “ABC da vida”.

Saudades da minha primeira professora do ensino primário, hoje fundamental, Professora Anália, professora da Escola Gabriel Monteiro da Silva em 1970.

Valorizemos esse profissional  universitário tão importante para nosso desenvolvimento humano e intelectual !

Felicitações aos professores universitários de todo esse Brasil !

Remuneração irrisória aos professores universitários!

professor universitário

“O ignorante afirma, o sábio duvida, o sensato reflete”

Aristóteles

CPI da FUMES investiga convênio entre Famar e Fumes

cpiA CPI da Fumes foi instaurada em junho de 2010, e atualmente presidida pelo vereador Eduardo Gimenes, e ainda  é composta pelos vereadores Lázaro da Cruz Júnior da Farmácia e Wilson Alves Damasceno.

Ainda em 2010, a Fumes entrou com Mandado de Segurança pedindo a suspensão das investigações.

Em 2011 as liminares concedidas de um dos Mandados de Segurança foi cassada.

A CPI recomeçou em 2011.

O objetivo da CPI da Fumes é apurar possíveis irregularidades na aplicação de recursos destinados ao Complexo Famema, que administra o Hospital das Clínicas, Hospital Materno Infantil, Unidade São Francisco, Hemocentro e Ambulatório Mário Covas

No relatório parcial entregue ao prefeito Ticiano Toffoli neste mês consta que a administração municipal não concedeu aval para o convênio firmado entre a Fumes e a Famar em 2008.

Há ausência de contrato entre Fumes e Famar, já que foi feito somente um convênio de cooperação entre ambas.

A CPI ainda aponta que a Famar foi criada para substituir a Fumes, já a que primeira possuía a Certidão Negativa de Débito, enquanto a última Certidão Positiva de Débito.

Entre outros itens o relatório que é composto por depoimentos e laudo contábil do perito Dorival Venciguera, pede a suspensão do convênio entre a Fumes (Fundação Municipal de Ensino Superior de Marília) e a Famar (Fundação de Apoio à Faculdade de Medicina de Marília).

Outro pedido que consta no relatório é a intervenção municipal na Fumes pelo prefeito municipal para administração da Fumes.

Além disso, o relatório também solicita que verba repassada à Fumes seja gerenciada pela prefeitura.

Somente do SUS a entidade recebeu R$ 92 milhões neste ano de 2012.

Na semana passada, o vereador Gimenes esteve no Tribunal de Contas do Estado de São Paulo para conferência de alguns documentos relacionados as irregularidades de contratos sem licitação, tomada de preços e horas extras. “A visita serviu para constatarmos várias irregularidades já diagnosticadas durante os trabalhos da CPI, como a questão de falta de licitação para contratação de outras empresas. Este material também será anexado ao relatório”, disse.

O conteúdo completo dos relatórios, mas segundo se  apurou já foram identificadas várias irregularidades, como viagens suspeitas ao custo de R$ 146,7 mil no mês de dezembro de 2009, além de diversos exames terceirizados não especificados na contabilidade da Fumes.

Os exames terceirizados eram com a Inrad (Instituto de Radiologia),  e com o IOM (Instituto de Olhos de Marília).

A terceirização na Saúde pública como atividade-fim é inconcebível.

Atualmente, a Famar realiza pagamento de funcionários e todas  as despesas da Fumes.

As duas fundações estão ligadas a autarquia Famema.

O dinheiro do Estado é repassado para Famar, a qual repassa à Fumes, que seria, em tese, responsável pela administração do recurso a ser utilizado pelos hospitais.

“Não foi realizada licitação, mas apenas um termo de cooperação em que as cláusulas do contrato levaram a permissão de uso ilegal do patrimônio público. Com o fim desta parceria pretendemos restabelecer a ordem jurídica, cancelar o contrato de forma retroativa para que os responsáveis sejam punidos”, afirmou Eduardo Gimenes .

O Frankenstein Jurídico (Famema-Fumes-Famar) parece estar chegando ao fim, e os responsáveis, civilmente e criminalmente, serão investigados pelo Ministério Público.

É o que se espera do Ministério Publico.

A sociedade de Marília precisa de uma resposta do Poder Judiciário.

“De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto”.

Rui Barbosa

Paulo Felipe Locke palestrou sobre o Conselho Nacional de Justiça no Univem

O Procurador-Geral de Justiça do Estado de São Paulo Felipe Locke esteve em Marília no último dia 17 de agosto, no Univem, auditório Aniz  Badra      defendendo a importância do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Felipe Locke, de 47 anos, integrou o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em duas gestões.

Foi com base em um voto seu, no Conselho Nacional de Justiça, que em 2011 foi aprovada a Resolução 133 – norma que prevê a extensão para a magistratura de benefícios e vantagens concedidas ao Ministério Público.

O CNJ  é composto por 15 membros, que detêm status de ministro, e são escolhidos após seleção (que inclui notório saber jurídico, conduta ilibada, e ainda  serem sabatinados no Congresso Nacional), e vem permitindo maior sintonia entre Poder Judiciário e sociedade, além de assegurar transparência, e ampliar a confiança na esfera judiciária.

Uma das atuações mais marcantes de Locke Cavalcanti no Ministério Público ocorreu em 2001, quando ao lado do promotor Norberto Jóia, conseguiu a condenação do coronel da Polícia Militar Ubiratan Guimarães a 632 anos de prisão por ordenar a ação que resultou no ‘Massacre do Carandiru’.

Fato que ocorreu em 1992.

Importante tal palestra pelo promotor Locke, pois somente o controle do Poder Judiciário pelo CNJ traz a certeza de que a lei abstrata é aplicada ao caso concreto.

Doa a quem doer.

E mais, magistrados com desvios de conduta, e ou não seguindo os rigores vigentes no Estado Democrático de Direito são  convidados a se explicarem perante o CNJ.

Locke afirmou do caso da  advertência do CNJ à magistrada que  prendeu uma  jovem em cela com homens, e que por isso foi estuprada por todos os carcerários.

Lamentável, mas o CNJ teve que interferir.

Se não houvesse  o CNJ, jamais saberíamos dessa conduta da magistrada.

E por fim…

A importância do modelo de aplicação do direito: o neopositivismo.

Não somente  a aplicação da lei, como já afirmava o barão Montesquieu:  “o juiz é a voz e a boca da lei”.

Portanto, para os presentes no auditório Aniz Badra, percebeu-se claramente que o Estado Democrático de Direito no Brasil,  vigente no Século XXI,  está com atuação mais próxima à sociedade brasileira.

O Poder Judiciário pode falhar.

O CNJ pretende corrigi-lo quando  houver necessidade.

Parabéns ao professor Edinilson Donisete Machado, coordenador do curso de Direito do Univem,  que incluiu nas atividades complementares da instituição, palestra que faz refletir aos futuros operadores do direito, o modelo de controle do CNJ sobre o Poder Judiciário.

O Direito Neopositivista: não somente leis, mas o valor ontológico na aplicação das leis.

Não somente a igualdade formal.

Mas, a igualdade material.

Os alunos do Univem tiveram a certeza que a  Emenda Constitucional  45 de 2004, é uma verdade no ordenamento jurídico brasileiro.

Ganha o Poder Judiciário.

Ganha o Direito Neopositivista.

O Brasil avança com o CNJ !

  “A injustiça que se faz a um, é uma ameaça que se faz a todos”.
Barão de Montesquieu

Homenagem ao professor Nelson Figueiredo Mendes. Justa Homenagem!

A Câmara Municipal  de Marília concedeu legítima homenagem, no dia 24 de agosto, ao médico Nelson Figueiredo Mendes, o Título de Cidadão Mariliense.

Uma belíssima homenagem !

Formado em medicina pela USP (Universidade de São Paulo) em 1966, cursou pós-graduação na Universidade de Duke, nos Estados Unidos, e na década de 1990 cursou Direito na FMU (Faculdades Metropolitanas Unidas de São Paulo), e em 2006 escreveu o livro Responsabilidade Ética, Civil e Penal do Médico (editora Sarvier).

Professor Mendes, além de ter orientado inúmeras dissertações de mestrado e de doutorado, também foi Diretor Administrativo do Hospital Universitário da Unimar no de 2001, e Diretor da Faculdade de Medicina da Unimar entre 2002 e 2003.

Fui coordenador de clínica médica, entre 2002 e 2003, após ser votado pelos pares, que à época, eram também professores na Unimar.

Nada de cargo biônico !

Quando o professor Nelson Mendes me indicou para o cargo, imediatamente, a meu pedido, convocamos uma reunião para votação de todos os professores.

Cargo biônico não aceito.

Não tem legitimidade.

Nada de QI: “Quem Indica”.

Ao sair vencedor, mantive-me no cargo até o final de 2003.

Ótima experiência, e à época, ao final de 2003, com intensiva revisão de temas no segundo semestre preparamos os alunos da Unimar para o exame do Provão  (anterior ao Enade), e o trabalho foi recompensado.

Critério C no Provão (Critério máximo A – mínimo E).

Para a faculdade iniciada em 1996 foi uma vitória comemorada por todos os professores.

Lembrando que a Unesp- Faculdade de Medicina de Botucatu no mesmo período obteve B.

E naquele momento nem se falava em Med Curso e SJT.

A faculdade  de medicina da Unimar ofereceu os conteúdos mínimos para os alunos na matriz curricular.

O professor Nelson Mendes merece toda a homenagem oferecida pela Câmara Municipal de Marília, pois sua presença em Marília, enriqueceu, por demais, a sociedade mariliense.

Pessoa com retidão de caráter, sincero, trabalhador,e gestor empreendedor.

A Unimar tem em seu legado, a honra de ter tido na direção da faculdade de medicina, nos anos de 2002 e 2003, o professor Nelson Mendes.

Sinceros votos pela homenagem!

Obrigado por ter me  despertado para o perfil de coordenador de uma disciplina tão importante para a formação médica.

A importantíssima  Clínica Médica.

Atualmente  o professor Nelson Mendes é membro de cinco sociedades científicas, além de presidente vitalício da Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia.

É advogado pertencente a OAB.

Homenagem mais que merecida.

“Procure ser um homem de valor em vez de procurar ser um homem de sucesso”.

 Albert Einstein

Dívida milionária da Fumes deverá ser enviada ao Ministério Público Estadual

cpi saude A Comissão Parlamentar de Inquérito, que investiga a utilização de recursos públicos pela Fundação Municipal de Ensino Superior (Fumes) de Marília (SP), levou o caso ao Ministério Público na última quarta-feira, dia 25 do presente mês.

A previsão é que dentro de 15 dias a CPI seja concluída, caso não seja prorrogada.

A dívida ultrapassa os R$ 500 milhões,  analisando CNPJ   Fumes e CNPJ Famema, com passivos trabalhistas e previdenciários.

A intenção é que o Ministério Público do Estado de São Paulo investigue como os recursos destinados à Fundação de Apoio à Faculdade de Medicina de Marília (Famar), a qual recebe dinheiro em substituição a Fumes, já que a  última está impedida de receber recursos do Estado por determinação do Tribunal de Contas do Estado (TCE).

O presidente da CPI, Eduardo Gimenes, afirmou  que o Tribunal de Contas já apontou irregularidades em relação às horas extras, contratos sem licitações, ou tomada de preço.

A CPI da Famema-Fumes-Famar é um verdadeiro triunvirato jurídico, digno de deixar o triunvirato romano Júlio César-Pompeu-Crasso horrorizados com tal situação que se descortina para um passivo tributário elevado..

Enfim,  a Saúde Pública de Marília sofre com as terceirizações realizadas pela Diretoria Geral da Famema com empresas prestadoras de  serviços de Imaginologia, de Oftalmologia,  sem as formalidades legais previstas em licitações de acordo com a Lei 8666/93.

As funções do Estado são sempre  em sua grande maioria  “atividade-fim”, e nunca  “atividade-meio”, e sendo assim terceirizar serviços de saúde em faculdade de medicina pública é antiético, e padece de ilegalidade.

O Estado oferece saúde pública em seu artigo 6º da Constituição Federal (1988) como direito social, em instituições públicas, e o  Estado pode terceirizar, pagando os prestadores de serviços em saúde por um preço justo em situações excepcionais (grifei).

A Saúde Suplementar é importante para o Estado, mas não como substituição à saúde pública em hospitais universitários.

Deve existir sempre, pois o Estado não consegue fazer tudo, mas em iniciativa privada pode se alcançar mais atividades..

O promotor Isauro Pigozzi recebeu parte das oitivas da CPI.

A herança financeira (INSS parte patronal e FGTS não depositados pela Fumes) desses passivos trabalhistas e previdenciários ocorreu por má gestão dos ex-Diretores da Famema, e seus asseclas administrativos.

Famema-Fumes -Famar.

Tal qual o triunvirato romano Júlio César-Pompeu-Crasso, o qual  não terminou harmonicamente na República Romana (509 a.C. – 27 a.C.).

E a CPI do triunvirato jurídico terminará em breve com seu relatório final.

Lutemos pela moralidade, eticidade e transparência na administração  pública !

TRIUNVIRATO“O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons”.

Martin Luther King