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Trombose Venosa Cerebral. Ambulatório Neurovascular da Famema

trombose venosaSeminário apresentado pela Residente de Neurologia –  Dra. Vanessa  Vieira – Serviço de Neurologia – Faculdade de Medicina de Marília em revisão sobre a epidemiologia, quadro clínico e tratamento da Trombose Venosa dos Seios Cerebrais.

O seminário aconteceu no Ambulatório Neurovascular- disciplinas Neurologia e Educação em Ciências da Saúde- Famema.

A revisão do tema passa por exames de imagem da Trombose Venosa Cerebral, bem como a discussão da anticoagulação na fase aguda, e o tempo de tratamento após o diagnóstico.

Ao final  do seminário há uma  correlação de pontos tormentosos e indicações de condutas frente as mais variadas situações clínicas que podem acontecer na evolução da enfermidade.

Os fatores de  risco na revisão foram: hipertensão, tabagismo, diabetes mellitus e dislipidemia.

Em defesa do SUS !

seios venosos cerebrais

PBLcentrismo ! Até quando o PBL made in Brazil?

Quando Galileu começou as suas observações com o telescópio, finalmente começaram a aparecer argumentos definitivos contra o modelo geocêntrico.

Galileu não foi provavelmente o primeiro a utilizar um telescópio para observar os céus, cabendo essa honra provavelmente a Thomas Harriot, na Inglaterra, ou a Simon Marius, na Alemanha.

No entanto, Galileu fez evoluir o telescópio até uma ampliação superior a 20 vezes, e apresentou os céus no livro Sidereus Nuncius de uma forma que nunca antes havia sido vista, fruto de uma observação meticulosa do céu ao longo de muitas noites consecutivas.

Galileu discutiu os resultados das suas observações num livro intitulado Diálogo Relativo aos Dois Grandes Sistemas dos Mundos – Ptolomaico e Copernicano.

Nesse, os dois sistemas são debatidos numa série de discussões entre três homens: Salviati, Sagredo e Simplicio. Salviati representa Galileu, Sagredo representa um ouvinte inteligente e Simplicio um obtuso Aristotélico.

O livro é publicado em Florença, em 1632, tendo sido apreendido pela Inquisição que ordena a Galileu que se apresente em Roma.

Em 1633 é julgado pela Inquisição, tendo em parte do julgamento sido ameaçado de tortura se não se confessasse herético.

Galileu afirmou sempre que após a condenação pela Congregação jamais voltaria a defender o heliocentrismo.

Finalmente, após ter renegado a teoria copernicana, foi condenado pelos sete cardeais do júri a uma vida em cativeiro.

O Papa Urbano nunca chegou a ratificar o veredicto, talvez por considerar Galileu efusivo, mais que herético. De acordo com a lenda, quando se levantou após ter renunciado a sua ofensa terá batido com o pé no chão dizendo em voz baixa: “Eppur si muove!“.

Em 18 de janeiro de 1642, morre Galileu, em Arcetri, com 78 anos.

O preço por defender a verdade de determinado tema ou assunto pode ser mal interpretado por obtusos aristotélicos, ou ainda em faculdades, modelo ” PBL made in Brazil “, na qual  uma pessoa deseje uma instituição de melhor qualidade.

A verdade é que nessas faculdades não há laboratórios de patologia, fisiologia, anatomia, e nem laboratórios para pós-graduação.

Diante da teoria de Galileu, já ancorada em achados prévios de Nicolau Copérnico, de que a Terra gira ao redor do Sol, e não como pensava a igreja católica, à época, penso estarmos diante de um novo paradigma: “O PBL made in Brazil ou à brasileira”.

Tese: o paradigma é que os alunos passam em grandes residências médicas, e são mais críticos da realidade social.

Bela bandeira ufanista !

Essa é a tese institucional dessas faculdades públicas.

A antítese: falsa verdade, pois o resultados são alicerçados no ENADE, pois os alunos são excelentes, visto que já passaram por um vestibular difícil, e ainda, que os alunos fazem Med Curso e SJT.

A síntese: modelo surreal de ensino, anacrônico, e desorganizado, no qual os professores não podem dar aulas, não podem fazer aulas magnas dos conteúdos necessários em cada disciplina.

Na visão dos “Super Pedagogo” dessas faculdades (bom que se saiba que muitas não têm pedagogos), os alunos aprendem  “problematizando” nos cenários de ensino-aprendizagem do SUS (orientados por profissionais sem Residência Médica, e em casos de tutoria (conteúdos elaborados por docentes que disponibilizam de 6 a 8 casos clínicos por série, e portanto todas as 53  especialidades médicas estão assim representadas- 24 a 32 casos clínicos em 4 anos).

Uma grande incongruência pedagógica.

Será que estou tendo a visão distorcida dos fatos?

É uma hipótese…

As demais instituições de ensino não devem orbitar ao redor desse modelo “PBL made in Brazil em cursos de medicina”, mas seguirem os outros modelos  e correntes pedagógicas de ensino em cursos de medicina, sabidamente eficazes ao longo dos séculos.

Galileu acabou sendo compulsoriamente preso na cidade de Arcetri (vida em cativeiro) pela igreja católica pela constatação de que a Terra girava ao redor do Sol (heliocentrismo).

Não almejo ir para Arcetri, nem para lugar algum, porém  desejo defender meus princípios da melhor corrente pedagógica, e não me submeter ao “PBLcentrismo”, e permitir outras correntes pedagógicas  aplicadas em cursos de medicina, e outrossim,  buscar o verdadeiro ensino em curso de medicina.

Será que vou para o cativeiro por defender meus princípios invocando a liberdade de expressão garantida pela Constituição Federal de 1988?

Cativeiro ou fogueira ?

É a Santa Inquisição ocorrendo nos bastidores das instituições sucateadas no ensino superior.

Que escolha  para quem luta por verdades cristalinas.

Aguardemos o  fim do PBLcentrismo !

“De erro em erro, vai-se descobrindo toda a verdade”.

Freud

Concurso na Famar. Salários para médicos irrisórios !

esmolaA Famar (Fundação de Apoio à Faculdade de Medicina de Marília)  abriu inscrições para médicos que atuem em Urgência  e Emergência-  no Pronto  Socorro  Adulto/ Clínico e  Cirúrgico.

O salário é pouco convidativo.

O salário mensal inicial da referida função para um regime de 20 ou 40 (vinte ou quarenta) horas semanais de trabalho, corresponde respectivamente a um salário base de  R$ 1.034,05 (hum mil e trinta e quatro reais e cinco centavos) acrescido de gratificações de R$ 747,18 (setecentos e quarenta e sete reais e dezoito centavos) ou R$ 2.068,13 (dois mil e sessenta e oito reais e treze centavos) acrescido de gratificações de R$ 1.494,35 (hum mil quatrocentos e noventa e quatro reais e trinta e cinco centavos).

Seria difícil imaginar que o médico (6 anos de graduação e de 3 a 4 anos de Residência Médica) que trabalhe 20 horas/semana ganhe R$ 1.034,05 ?

Não acreditou ?

Basta ver o edital da  FAMAR no site da Famema:

(Urgência  e Emergência-  no Pronto  Socorro  Adulto/ Clínico e  Cirúrgico).

Um salário indigno para um cargo de tanta Responsabilidade Civil, Penal e todo o Código de Ética Médica na porta de entrada do SUS: O PRONTO-SOCORRO.

A medicina não deve ser vista como comércio.

Jamais !

Mas essa remuneração aviltante é uma afronta aos bons princípios de que o direito ao trabalho e justa remuneração sejam o diapasão da relação empregado-empregador.

R$ 1.034,05(hum mil e quatro reais e cinco centavos) para o profissional de saúde vitorioso no concurso.

Vitorioso pela aprovação ?

Sim. No concurso.

Mas, vale a pena ?

Um país, sexta maior economia do mundo, trata os médicos como se não tivessem nenhuma importância no processo saúde-doença.

Os promotores de justiça e juízes ganham mais de R$ 15.000,00.

Na verdade, médicos, professores de ensino fundamental, policiais militares estão sendo a cada dia vilipendiados em seus ganhos.

Luta árdua, mas sem reconhecimento.

O Estado de São é o ente federativo mais rico do Brasil, e não pode a Famema, autarquia de ensino pública, por meio de concurso realizado pela Famar, pagar esses valores irrisórios aos profissionais de saúde.

Um descaso do Estado com a classe médica.

Corre-se o risco de profissionais menos qualificados passarem no concurso, pois os mais capacitados navegarão em águas mais tranquilas, e não na porta do SUS, onde as águas são turbulentas e traiçoeiras.

Nosso repúdio a esse valor aviltante pago nesse concurso.

Os profissionais estão surpresos com esses valores !

Em defesa de salários dignos para a classe médica !

concurso publico “Eu consigo calcular o movimento dos corpos celestiais, mas não a loucura das pessoas”.

Isaac Newton

Pandora é ideal para realização de estágios para cursos de medicina no modelo PBL made in Brazil

avatar 3Na crise de falta de cenários de ensino-aprendizagem, nos quais alunos possam efetivamente estagiar, e serem futuros profissionais da área da saúde comprometidos com os artigos insculpidos na Constituição Federal de 88, tais como, integralidade, universalidade e equidade recomendo um cenário nada convencional: o Planeta Pandora.

Lá os nativos lutam por seus ideais, custe o que custar.

Em Pandora, os colonizadores humanos e os Na’vi, nativos humanóides, entraram em guerra pelos recursos do planeta, e a continuação da existência da espécie nativa.

Os pesquisadores humanos criaram o Programa Avatar, híbridos humano-Na’vi geneticamente modificados.

Um humano que compartilhe material genético com um Avatar é mentalmente ligado, e pode se conectar através de conexões neurais que permitem o controle do corpo do Avatar.

Um belo filme de James Cameron.

Um cenário que poderá ser supervisionado por professores defensores do “PBL made in Brazil ou à brasileira”, uma vez por semana, se  ligando mentalmente aos “professores colaboradores” como no filme Avatar [leia-se sem Residência Médica] para supervisionar alunos do curso de medicina.

Seria um Avatar Pedagógico ?

O interessante é que os docentes defensores do PBL “made in Brazil” não parecem  muito estimulados a irem presencialmente à Pandora.

Por que será ?

As USF(s) do Planeta Pandora têm poucos médicos com Residência em Medicina de Família e Comunidade, mas no modelo “PBL made in Brazil” vale a supervisão desses “professores colaboradores” sem especialização médica  ou Residência Médica para supervisionar os alunos.

E o argumento dos defensores da ida de alunos do curso de medicina realizarem  estágio na USF do Planeta Pandora é a de que os alunos devem conhecer o SUS.

E como supervisionar alunos em Pandora se os “professores colaboradores”, com raras exceções, não têm Residência Médica ?

E para piorar há docente que supervisiona alunos em Pandora , que  também não tem Residência Médica, e nunca atendeu em ambulatórios e hospitais [docente de parasitologia orientando pacientes em USF].

É surreal.

E a nota elevada do  Enade, que avalia conhecimentos de alunos, contudo, nada avalia da infraestrutura da faculdade.

Um falso sucesso ancorado em alunos que fizeram Med Curso e SJT.

Todos os alunos de faculdades modelo “PBL made in Brazil”  já fizeram um ou dois anos de Med Curso ou SJT.

Então, nota  5,0 para os cursos preparatórios, e não para a faculdade [a nota vai de 0 a 5].

Nesse cenário de incertezas, Pandora se apresenta com uma excelente opção de estágio.

Planeta distante, cenário desconhecido e incertezas para alunos ávidos de conhecimento.

Os docentes irão supervisionar como no modelo do filme Avatar instalado em Pandora ?

Adormecem em câmaras de sono , e supervisionam como Avatares alunos em outras cidades distantes da faculdade em campo de estágio ?

avatar dupla

“Quando alguém pergunta a um autor o que este quis dizer, é porque um dos dois é burro”.

Mario Quintana

Quem não tem colírio usa óculos escuros. Abaixo a Lei de Gerson !

raul seixas- oculos escurosNos anos 70  era sucesso absoluto.

Quem não tem colírio.  Usa óculos  escuros – música de Raul Seixas, que embalou uma geração de adolescentes.

Gostaria que em 2012 nas faculdades de medicina  públicas modelo “PBL made in Brasil” nem se usasse colírio tampouco óculos escuros.

Desejo sucesso na administração, mas muita transparência nos atos administrativos.

As Diretorias Gerais dessas faculdades devem aceitar mudanças, e assegurar melhorias estudantis como bolsas de auxílio financeiro.

Só assim teremos instituições melhores e mais qualificadas com inclusão de alunos carentes.

Criação de Restaurante Universitário para alunos e docentes que trabalham na instituição.

Fim dos cargos biônicos, e os cargos de Coordenadores de Medicina e de Enfermagem, e da Diretoria de Graduação  serem ocupados por docentes votados por seus pares.

Fim dos cargos biônicos!

Cargos com eleição pelos pares.

Sinal de Democracia !

Não  mais  a “Lei de Gerson” !

Levar sempre vantagem, custe o que custar…

A Lei de Gerson acabou sendo usada para exprimir traços bastante característicos, e pouco lisonjeiros do caráter midiático nacional, associados à disseminação da corrupção, e ao desrespeito a regras de convívio para a obtenção de vantagens pessoais.

A expressão originou-se em uma propaganda de 1976 criada pela Caio Domingues & Associados, que havia sido contratada pela fabricante de cigarros J. Reynolds, proprietária da marca de cigarros Vila Rica, para a divulgação do produto.

E o  meia-armador Gerson da seleção de 70 dizia à época: “Por que pagar mais caro se o Vila me dá tudo aquilo de um bom cigarro, gosto de levar vantagem em tudo, certo? Leve vantagem você também, leve Vila Rica!”.

Então, vamos banir a vantagem, e intensificar a ética institucional !

Vamos banir os cargos biônicos !

Coordenação de série e coordenação de curso com eleição pelos seus pares !

Votos para eleger o Diretor de Graduação!

Em defesa da ética nas instituições públicas.

Em defesa da Democracia nas instituições de Ensino Superior!

gerson- lei de gerson

Doença de Huntington. Relato de Caso Clínico

doença de huntingtonUma excelente revisão da Doença de Huntington – por meio de Relato de Caso – realizada pelos acadêmicos  do 4º ano do curso de medicina da  Famema – Marco  Aurélio Parra Morales e Nicole do Prado Olbrzymek.

Uma abordagem do quadro clínico, sintomatologia, diagnóstico, exames complementares e tratamento.

Há poucos dados na literatura, e os acadêmicos de medicina fizeram a revisão bibliográfica com esmero e maestria.

Parabéns aos alunos responsáveis na pesquisa bibliográfica, e comprometidos com o projeto que se propuseram a realizar !

Relato de Caso – Doença de  Huntington.

Lutemos por uma Saúde Pública com qualidade !

doença de huntington 3