Arquivo da categoria: Saúde Pública

Por que não escolher o Coordenador do Curso de Medicina por meio de votos dos docentes do curso?

votar 2

A pergunta parece ser fácil de ser respondida:  retidão de caráter, ético, ser profissional, respeito aos pares (docentes) para se ter legitimidade no cargo (e não cargo político), e acima de tudo muita competência.

Enfim a meritocracia.

Existirão outros critérios –  há necessidade de  “óculos 3 D” para visualizarmos tais qualidades?

Com “óculos 3D” a realidade ficará distorcida, e as variáveis elencadas acima se tornariam ótimas, ainda que na visualização sem lentes estejam faltando.

Quando analiso algumas universidades, vejo em alguns  docentes esses critérios, mas em outras, a escolha no modelo  afecctio societatis , ou seja, pela amizade, é  ainda a prática costumeira.

A competência fica para depois…

O importante nesse modelo anacrônico é ser simpático aos superiores, e truculentos com os pares inferiores.

Ai de quem reclamar esse modelo.

Uma  reunião às pressas, com certeza, para “alinhar o rebelde”, o docente questionador, pois o  modus operandi  não pode ser mudado.

Como diria  Antonio Rogério Magri , à época  ministro do Trabalho do ex-presidente Fernando  Collor de Mello, é  imexível !

Um neologismo que foi incorporado no  dia a dia por gestores incompetentes, ditatoriais, totalitários, e claro, antiéticos !

A reunião será para intimidar o rebelde.

Lembra a lenda do Conde Drácula.

Quem ousaria, em sã consciência, enfrentar o Conde Drácula?

Intimidação, bastidores com tráfico de influência para atacar [sempre usando o departamento jurídico da instituição para perseguir o opositor].

E sempre ataques furtivos, inesperados, dissimulados, e injustos.

“A vingança procede sempre da fraqueza da alma, que não é capaz de suportar as injúrias” (François La Rochefoucauld).

Posa-se  de bom samaritano, mas no fim gosta mesmo é ver o sangue jorrar na jugular do seu oponente ideológico.

O Brasil não aceita mais gestores incompetentes!

A sociedade não aceita mais os modelos “biônicos “, e as “carteiradas”, as intimidações no trato com seus pares no local de trabalho.

Não podemos mais aceitar esse modelo de gestão.

Não ao modelo biônico, sem aclamação pelo seus pares, ferindo de morte as regras  do Direito Administrativo nas autarquias estaduais, fundações públicas e faculdades públicas.

A sociedade optou pela democracia, e sepultou a ditadura, a anarquia, e o totalitarismo em cargos públicos.

O  mal também procria, como evidenciado no filme  Chuchy com cenas assustadoras.

É dever de todo cidadão brasileiro extirpar o mal que assola à sociedade, principalmente em coordenadores de curso que mais parecem lendas de filmes de terror.

Não vejo em muitas faculdades de medicina, privada e ou pública,  eleições para coordenador de curso.

Por que será?

Com tantos profissionais renomados e qualificados, com ótimos currículos, e excelente relação interpessoal.

Seria o medo do novo ?

Da mudança?

A história tem mostrado que a preservação no cargo por tempo indeterminado, sem mudanças, é prejudicial a qualquer modelo de gestão.

O rodízio na coordenação de cargos públicos em faculdades, e universidades é muito salutar, pois proporciona novas motivações, novos desafios, e claro ser votado pelos pares para se ter legitimidade.

A ausência de legitimidade no cargo é inaceitável.

A permanência no cargo sem rodízio lembra o Estado Nazifascista: força, poder e imutabilidade dos investidos no cargo.

Ideal seria sempre eleger, votar, e escolher entre seus pares o coordenador de curso de medicina.

Não adianta ter na matriz curricular “biopsicossocial” e, ao mesmo tempo, ditadura na escolha de cargos.

O coordenador  do curso terá legitimidade do cargo para lutar pelas melhorias das disciplinas sem ser votado pelos pares ?

Quando se é posto de cima para baixo, deve-se lealdade ao superior, e claro, jamais questionar seu superior, apenas  contornar o problema.

Colocar embaixo do tapete !

Esse é o problema.

Nem docentes são ouvidos, e nem os alunos, pois falta o compromisso do coordenador com os mesmos, apenas fidelidade com quem deu posse ao  seu cargo, ou seja, seu superior.

Lutemos pela democracia nas instituições superiores.

Lutemos por uma universidade melhor.

votar 3

 

Confraternização de final do ano dos servidores no Ambulatório Mario Covas

confraternização 3No dia 16-12-2011, os funcionários do Ambulatório Mario Covas – Complexo Famema – tiveram uma bela confraternização nas dependências do mesmo.

Os funcionários aproveitaram o momento para conversar, e se motivarem para o ano de 2012.

Um momento de entretenimento para os valorosos trabalhadores da saúde pública nesse  país.

Estivemos ao lado do doutor Werner Garcia de Souza (foto à direita) parabenizando a todos os valorosos servidores da Fumes e Famar, pertencentes   autarquia Famema.marchioli-e-werner-festa-de-confraternização-mario-covas-16-12-20113-300x225

Sinceros votos de  um  Feliz Natal maravilhoso para todos que trabalham conosco no atendimento do SUS.

Que a motivação desse ano seja ainda maior para o próximo ano de 2012.

Os funcionários da Saúde Pública são pessoas especiais que fazem a diferença nesse país marcado por tantas desigualdades sociais.

Anos sem reajuste, sem plano de carreira, e esquecidos pela autoridades governantes.

Trabalham com dedicação e esmero no atendimento de todos os pacientes encaminhados do DRS IX do Estado de São Paulo.

Poucos recursos para a Saúde Pública nesse Brasil de dimensões continentais.

Eficiência e efetividade são as ferramentas dos funcionários públicos para os poucos recursos destinados  para atender 200 milhões de brasileiros.

Que a PEC 29 seja aprovada com urgência  pelo Senado Federal para termos mais recursos à saúde.

Os políticos brasileiros não podem defender destinação de poucos recursos na Saúde Pública, pois a saúde é um direito de todos, e dever do Estado, como está posto na Constituição Federal de 1988.

Lutemos por um Brasil melhor !

Mais justo, mais solidário !

Mais ético.

Os bons gestores pensam na  próxima geração.

Os maus políticos na próxima eleição.

Em defesa da Saúde Pública !

festa - mario covas - confraternização geral 16 12 2011

“No caráter, na conduta, no estilo, em todas as coisas, a simplicidade  a suprema virtude”.
Henry Ford

Greve dos médicos que atuam em USF em Marília. Alunos do curso de medicina da Famema deslocam-se para Garça desde 2009

Hoje se completa 10 meses de greve dos médicos que trabalham em USF(s) na cidade de Marília.

E por quê?

Por falta de verbas da Prefeitura de Marília não deve ser, pois o município tem arrecadação superior a  500 milhões de reais, e para 2012 deve passar de 600 milhões de reais.

Mas a resposta é bem mais simples…

Pela incompetência do Secretário Municipal de Saúde de Marília, que não toma qualquer posição, não discute com a sociedade alternativas para o certame, e ainda parece blindar o chefe do executivo de Marília.

O Secretário Municipal de Saúde de Marília parece mais o Inspetor Jacques Clouseau no filme “A Pantera Cor de Rosa”.

Intempestivo, e pouco eficiente…

Precisa urgentemente tomar providências administrativas, atender às questões dos médicos, melhorar à infraestrutura das USF,  e exigir o cumprimento das 8 horas de atendimento dia.

Aliás, o  próprio secretário orientou o Chefe do Executivo  Municipal de Marília para redução da carga de horários dos médicos que trabalham em UBS(s)  para 3 horas por dia…

Não dá para acreditar em tal decisão.

Em passado recente, em 2009, o Secretário Municipal de Saúde impediu que os alunos do curso de medicina Famema  cumprissem estágio em Unidades de Saúde da Família na cidade de Marília.

O Secretário Municipal de Saúde é docente da Famema.

Fato é que o Secretário Municipal de Saúde incendiou o rompimento com a Diretoria Geral da Famema, quando a mesma afirmou que só atenderia casos clínicos  de média e alta complexidade encaminhados da rede básica de saúde .

Aliás, ato administrativo inicial do então nova Diretoria de Graduação.

Motivo ?  Diminuir os gastos com saúde que deveriam ser arcados pelo município de Marília.

pink panterO Secretário Municipal de Marília retaliou em um contra-ataque “cirúrgico” nos cursos de graduação da Famema,  no  meio do ano letivo.

Tese:

Ou o Hospital da Clínicas de Marília recebe usuários do SUS da cidade de Marília, todos sem exceção,  e não apenas os de média e ou alta complexidade, ou os alunos ficarão sem estágio em USF(s) !

A Diretoria Geral da Famema não recuou, e o Secretário Municipal de Saúde proibiu por Portaria  da Secretaria Municipal de Saúde de Marília que todo profissional de saúde – da rede de  atenção básica de Marilia  – não poderia  orientar os alunos em consulta médica, procedimento ou visita domiciliar que ocorressem em tais cenários de ensino-aprendizagem, ou seja, em USF.

O Secretário de Saúde é concidentemente docente do curso de Medicina da Famema.

Diante de tal fato,  em 2009, os alunos da 4º ano do curso de medicina tiveram que ir para a cidade de Garça para realizarem o que estava posto na grade curricular do Manual 4º ano  do Curso de Medicina.

A cidade de Garça passou  a receber  80 alunos do curso de medicina  da Famema  em USF(s), realizando consultas, visitas domiciliares e procedimento em seus munícipes.

Nota zero para o Chefe do Executivo- Prefeito Municipal de Marília – que homologou essa posição delirante do Secretário Municipal de Saúde.

10 meses de atendimento  na forma  de greve na cidade de Marília.

21 médicos já pediram demissão, 7 devem entregar o cargo nas próximas horas.

É a pior notícia que se tem em Marília em termos de Saúde Pública desde que me formei em 1988.

Muita incompetência na pasta da Secretaria de Saúde do Município de Marília !

pink panter 2

Mestrado Profissionalizante da Famema – Ensino em Saúde.

marteloAo analisar as disciplinas oferecidas  pelo Mestrado Profissionalizante – ‘Ensino em Saúde’ pela Famema – ano de 2012-  não se observa temas importantes, como: Constituição e SUS, Responsabilidade Civil do Profissional de Saúde, Responsabilidade em Gestão de Recursos em Saúde,  Seguridade Social, Lei da Improbidade Administrativa, Direito Administrativo em Instituições de Saúde, Antropologia,  Sociologia,  e Economia.

Por que não existem tais disciplinas ou temas na forma de créditos nesse mestrado da Famema ?

Não são importantes ?

Ao contrário do se possa imaginar, já temos mais de 20 mil processos envolvendo Erro Médico no Supremo Tribunal Federal, que é a última instância da justiça no Brasil.

Imagine em primeira instância…

Enfim, não discutir temas de saúde em face do biodireito, da bioética, com os futuros mestrandos no Mestrado Ensino em Saúde é muito prejudicial aos mesmos, já que a litigância, hoje em dia, entre profissionais de saúde e usuários do SUS é uma constante…

Quais são os critérios de escolha para os temas nas disciplinas obrigatórias ?

Quais são os critérios de escolha do docentes que estarão como orientadores no Mestrado Profissionalizante ?

Da forma como parece estar na matriz da grade curricular do mestrado a área de concentração que possa ser melhor redirecionada é para área de Educação em visita futura pela CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior),

A CAPES é um órgão do Governo Federal do Brasil, ligado ao Ministério da Educação responsável por esse sistema de avaliação. Na escala do mestrado, a nota máxima é 5. Já para o doutorado, 7 é o conceito máximo

Em defesa de ensino superior com padrão de excelência.

direito“O homem pode ser livre à medida que o governo tenha limites; quando cresce o governo, diminui a liberdade.

Ronald Reagan

Hospital das Clínicas de Marília precisa ter sua Unidade de Diálise

dialiseO Hospital das Clínicas de Marília não tem  seu serviço particular de Diálise.

Por sua vez, os docentes da nefrologia da Famema tem um serviço particular de diálise na Santa Casa de Marília e, em tese, “boicotariam” a implantação de uma outra unidade no Hospital das Clínicas ?

Não gostaria de acreditar em tal hipótese, mas o fato é, que os procedimentos em Terapia Renal Substitutiva,  Hemodiálise e Diálise Peritoneal são bem remunerados pelo SUS.

Cada paciente rende aos cofres da Unidade de Diálise mais de 1000 reais/paciente/ mês.

Há mais de trezentos pacientes na Santa Casa de Marília fazendo diálise todo mês.

Mais de 3 milhões  de reais por ano.

Um bom dinheiro para o Hospital das Clínicas, que inaugurado na década de 60, está em péssimas condições de manutenção.

Alguém poderia me explicar o porquê  de um Hospital Universitário não ter uma Unidade de Diálise?

Que possamos imaginar o porquê de não haver Serviço de Diálise no Hospital das Clínicas de Marília.

Algumas opções :

Reserva de mercado?

Falta de competência de administrações anteriores da instituição que não observaram a necessidade dessa Unidade de Diálise?

O Departamento Regional de Saúde IX do Estado de São Paulo não credenciaria uma outra Unidade de Diálise na cidade de Marília?

Enquanto a resposta não vem…

Não se pode ficar em silêncio…

Quem não desejaria uma Unidade de Diálise no Hospital das Clínicas de Marília ?

zorro e angelina jolie

Fisiopatogenia da Enxaqueca. Seminário. Curso de Medicina da Famema

fisiopatogenia - enxaquecaDois vídeos interessantes que exemplificam a fisiopatogenia Migrânea ou Enxaqueca.

Interessante o mecanismo antidrômico e ortodrômico na determinação dos mecanismos anti-inflamatórios da enxaqueca.

Video 1 – fisiopatogenia da enxaqueca

Vídeo 2- fisiopatogenia da enxaqueca

A enxaqueca foi muito investigada por muitos pesquisadores nos últimos 20 anos, e hoje se tem uma melhor compreensão de sua fisiopatogenia.

A interpretação dos mecanismos fisiopatogênicos permite ao neurologista tratamento mais eficaz nas crises de enxaqueca, bem como proporcionar melhor profilaxia da mesma.

Na verdade, todo profissional da medicina deveria tratar com eficácia a enxaqueca, e somente encaminhando ao neurologista as cefaleias secundárias, as quais podem  apresentar sinais e sintomas de outras doenças neurológicas.

O Ambulatório de Cefaleia  atende todos os 62 municípios que compõem o Departamento Regional de Saúde IX do Estado de São Paulo

Em defesa de Saúde Pública com qualidade !

Em defesa do SUS !

fisio patogenia 4