A revista internacional The New England Journal of Medicine publicou no dia 11 de fevereiro a associação entre a microcefalia e a infecção pelo vírus Zika.
Irrefutável a associação entre causa infecciosa pelo vírus e a microcefalia.
O artigo narra história de uma gestante que contraiu o vírus no Brasil e que depois retornando à Europa, constatou-se o feto de 29 semanas com microcefalia.
Após interrupção da gestação, o feto analisado e constatado a presença do vírus no cérebro.
Vamos ao resumo do artigo em seu texto original:
Uma epidemia generalizada de infecção pelo vírus Zika (ZIKV) foi relatada em 2015 na América do Sul e Central e no Caribe. Uma grande preocupação associada a esta infecção é o aparente aumento da incidência de microcefalia em fetos nascidos de mães infectadas com ZIKV. Neste relato, descrevemos o caso de uma gestante que teve uma doença febril com erupção cutânea no final do primeiro trimestre de gravidez enquanto morava no Brasil. A ultrassonografia realizada com 29 semanas de gestação revelou microcefalia com calcificações no cérebro fetal e placenta. Após a mãe solicitar a interrupção da gravidez, uma autópsia fetal foi realizada. Observou-se micrencefalia (cérebro anormalmente pequeno), com agiria quase completa, hidrocefalia e calcificações distróficas multifocais no córtex e substância branca subcortical, com deslocamento cortical associado e inflamação focal leve. O ZIKV foi encontrado no tecido cerebral fetal no ensaio de reação em cadeia da polimerase-transcriptase reversa (RT-PCR), com achados consistentes na microscopia eletrônica. O genoma completo do ZIKV foi recuperado do cérebro fetal.
O ZIKV, um flavivírus emergente transmitido por mosquito, foi inicialmente isolado de um macaco rhesus na floresta Zika em Uganda em 1947. É transmitido por várias espécies de mosquitos aedes. Após a primeira infecção humana pelo ZIKV, casos esporádicos foram relatados no Sudeste Asiático e na África Subsaariana. O ZIKV foi responsável pelo surto na Ilha Yap da Micronésia em 2007 e por grandes epidemias na Polinésia Francesa, Nova Caledônia, Ilhas Cook e Ilha de Páscoa em 2013 e 2014. Em 2015, houve um aumento dramático nos relatos da infecção pelo ZIKV nas Américas. O Brasil é o país mais afetado, com estimativas preliminares de 440.000 a 1,3 milhão de casos de infecção autóctone por ZIKV notificados até dezembro de 2015.
A apresentação clínica levantou a suspeita de infecção viral fetal. Por causa de doença cerebral grave e microcefalia, o feto recebeu um prognóstico ruim para a saúde neonatal. A mãe solicitou a interrupção da gravidez e o procedimento foi posteriormente aprovado pelos comitês de ética nacional e hospitalar. A interrupção médica da gravidez foi realizada com 32 semanas de gestação. No parto, a única anomalia morfológica era a microcefalia proeminente. A consulta genética que incluiu uma detalhada história familiar materna não revelou suspeita de síndromes ou doenças genéticas. Uma autópsia foi realizada, como é obrigatório em todos os casos de interrupção da gravidez. A mãe forneceu consentimento informado por escrito para a publicação deste relato de caso.
Referências
Jernej Mlakar, MD,Misa Korva, Ph.D.,Natasa Tul, MD, Ph.D.,Mara Popovic, MD, Ph.D.,Mateja Poljšak-Prijatelj, Ph.D.,Jerica Mraz, M.Sc.,Marko Kolenc, M.Sc.,Katarina Resman Rus, M.Sc.,Tina Vesnaver Vipotnik, MD,Vesna Fabjan Vodušek, MD,Alenka Vizjak, Ph.D.,Jože Pižem, MD, Ph.D.,et ai.



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