A medicina brasileira perde um de seus ícones: Nelson Figueiredo Mendes

nelson figueiredo mendes 2012Neste dia 07 de julho de 2015 ocorreu o falecimento do “Cidadão Mariliense” – título outorgado pela Câmara Municipal de Marília em 2012 – na cidade de São Paulo.

Nascido em São Paulo se mudou para Marília a fim de exercer a docência na Faculdade de Medicina da Unimar, além de gestão administrativa no Hospital Universitário.

Formou-se em medicina pela USP (Universidade de São Paulo), e em 1966, cursou pós-graduação na Universidade de Duke, nos Estados Unidos. e na década de 1990 cursou Direito na FMU (Faculdades Metropolitanas Unidas de São Paulo.

Em 2006 escreveu o livro Responsabilidade ética, civil e penal do Médico pela Editora Sarvier.

Públicou inúmeros artigos científicos, e orientou mestrado e doutorado para alunos.

Como fato histórico em sua brilhante carreira foi o de no ano de 1966, associou-se à Unidade Transplante Renal, depois de dois anos de estudos nos Estados Unidos, na qual criou o serviço de imunologia de Transplante Renal na Faculdade de Medicina da Universidade São Paulo, e então, a partir de 1968, foram realizados os primeiros testes de prova cruzada, pré-transplante, a tipagem HLA.

Estive em sua homenagem em 2012 na Câmara Municipal de Marília, e tive a honra de ter sido Coordenador de Clínica Médica entre 2002 e 20003 ao lado do professor doutor Nelson Figueiredo Mendes.

Os meus mais sinceros pêsames aos familiares pela perda do amigo e professor Nelson Figueiredo Mendes.

NELSON MENDES - CLOSE 2012

 

Diretório Acadêmico Christiano Altenfelder pede explicação à Diretoria Administrativa da Famema

pergunta

O Diretório Acadêmico Christiano Altenfelder encaminhou requerimento à Diretoria Administrativa da Famema – Senhor Gilson Caleman – para que dê explicações sobre quatro pontos que se descortinam em futuro próximo na instituição.

1- O prédio a Unidade de Educação e do Carmelo serão devolvidos ao locador por falta de pagamento;

2- O Hospital Materno Infantil será transferido para a nova Ala C do Hospital das Clínicas;

3- O Ambulatório Mario Covas será transferido para o Hospital Materno Infantil;

4- Se a instituição passará por auditoria;

5- Apesar de sancionada, a autarquia Hospital das Clínicas Famema ainda não dispõe de verbas.

Veja o requerimento de 22/06/2015:

DACA 22-06-2015A resposta do Diretor Administrativo da Famema, em apertada síntese, relatou que os questionamentos 1, 2 e 3 ainda estão sendo discutidos. O questionamento 4 a resposta é sim. Quanto ao questionamento 5, ainda não houve a publicação do Decreto regulamentando a Lei Complementar 1262/2015.

QUESTIONAMENTOS- ALUNA

 

Ambulatórios Neurovascular e Cefaleia extintos na Famema

the endFomos informados no dia de hoje que os Ambulatórios de Neurovascular e Cefaleia – parceria entre a disciplina de Neurologia e disciplina de Educação em Ciências da Saúde- deixarão de atender pacientes encaminhados do Departamento Regional de Saúde IX do Estado de São Paulo.

Os referidos ambulatórios recebiam alunos do 4º ano do curso de medicina da Famema, os quais eram supervisionados por mim nos encaminhamentos provenientes de 62 municípios que integram o IX Departamento Regional de Saúde do Estado de São Paulo.

A decisão partiu do chefe da disciplina de Neurologia – Luiz Domingos Mendes Melges – a qual só podemos lamentar, pois considerávamos importante local de estágio paro alunos do 4º ano do curso de medicina.

Outrossim, recebia alunos do curso de medicina das ligas – Socineuro e Socidor.

Sob minha supervisão, o  Ambulatório Neurovascular esteve em funcionamento de 2010 a junho de 2015, e o Ambulatório de Cefaleia de 2009 a junho de 2015.

Fomos pegos de surpresa pela decisão do rompimento da parceria entre as Disciplinas de Neurologia e  Educação em Ciências da Saúde.

Não recebemos qualquer tipo de documento – requerimento ou ofício- por parte do docente Luiz Domingos Mendes Melges informando o rompimento da parceria entre as disciplinas, o qual nos foi informado pela Assistente Social do Ambulatório Mario Covas -Antônia Neide Eugênio  Peres.

Agradecemos os servidores da Fumes e da Famar que trabalharam conosco nesse período de funcionamento dos mencionados ambulatórios.

Meus sinceros agradecimentos a todos os Secretários Municipais de Saúde dos municípios pertencentes ao IX Departamento Regional de Saúde do Estado de São Paulo que confiaram no nosso trabalho à frente dos ambulatórios.

Em defesa do SUS e da integralidade do cuidado aos menos favorecidos da população brasileira !

sus - 3

Hospital das Clínicas de Marília passará por auditoria da Secretaria Estadual da Saúde

secretaria da saudeA Secretaria do Estado de Saúde de São Paulo estará realizando auditoria no  Hospital das Clínicas de Marília, o qual é campo de estágio dos alunos da faculdade de medicina de Marília.

O coordenador de Regiões da Secretaria Estadual da Saúde, Osmar Mikio Morivaki, dirigirá  nos próximos 30 dias o trabalho de uma Comissão Especial de Auditoria nomeada pela Secretaria Estadual de Saúde para investigar a gestão do  Hospital das Clínicas de Marília.

A comissão é formada por cinco profissionais e foi nomeada em Portaria da Secretaria de Saúde.

trole de Saúde).

Resolução 60 – SES

“Resolução SS nº 60, de 23 de junho de 2015

Institui Comissão Técnica para avaliação da situação e gestão do Complexo Assistencial da Faculdade de Medicina de Marília – Famema, e dá providencias correlatas.

O Secretário de Estado da Saúde, considerando: os princípios regentes da Administração Pública direta, indireta ou fundacional do Estado, insculpidos nos termos do artigo 111 da Constituição Estadual;

o disposto no Decreto Estadual – 58.052, de 16-05-2012, que regulamenta a lei de acesso à informação, Lei Federal – 12.527, de 18-11-2011, assegurando o dever do Estado na promoção da transparência nos gastos públicos;

o dever do Estado de aferir a regularidade da aplicação dos recursos transferidos às instituições que integram a rede assistencial do SUS em seu território, inclusive das que detêm a preferência para essa integração;

a competência atribuída à autoridade administrativa para, diante da necessidade, oportunidade e conveniência ao interesse público em face da notícia de redução dos serviços de saúde prestados no âmbito do Complexo Assistencial da Famema, fazer uso do poder discricionário, adotando as medidas necessárias à tutela dos interesses da coletividade, resolve:

Artigo 1º – Fica instituída, na Secretaria da Saúde, Comissão Técnica com o objetivo de, no prazo de 30 (trinta) dias, proceder análise da situação e de gestão do Complexo Assistencial da Faculdade de Medicina de Marília – Famema em relação aos aspectos gerenciais, administrativos e de financiamento na realização de ações, atividades e serviços de assistência à saúde no âmbito do SUS.

Artigo 2º – A Comissão, ora instituída, será composta pelos servidores da Secretaria, abaixo discriminados e sob a coordenação do primeiro, cujas atividades profissionais são consentâneas com os aspectos a serem avaliados, garantido o suporte técnico das Coordenadorias, nas respectivas áreas de atuação:

Osmar Mikio Moriwaki –
Cédula de Identidade RG. 8.667.916
Arthur Miguel Ferreira Lawand
Cédula de Identidade RG. 33.930.376-1
Roseli da Silva Hallak
Cédula de Identidade RG. 23.638.044-8
Maria Aparecida Ribeiro Singer
Cédula de Identidade RG. 6.116.979-1
Vanderley Soares Moia
Cédula de Identidade RG. 6.748.708-X

Artigo 3º – Poderão ser convidados representantes das entidades públicas ou privadas, para acompanhar e/ou auxiliar nos trabalhos.

Artigo 4º – Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação.”

governo de são paulo

50 tons de cinza do PBL made in Brazil em cursos de medicina

50 tons de cinza - gravataO “PBL made in Brazil ou à brasileira” é uma  tremenda farsa pedagógica nos cursos de medicina.

Com a promessa de que o aluno deve estudar e buscar suas dúvidas em conhecimento, e o professor impedido de ensinar ou dar aulas, as situações bizarras e surreais que se apresentam no dia a dia são inúmeras.

Incontáveis…

Vejam as 50 frases ditas pelos “facilitadores de ensino”  em cenários de ensino-aprendizagem:

1- a aprendizagem é em espiral !

2- o importante é aprender a aprender.

3- o importante é a busca e não o conteúdo .

4- primeira aproximação.

5- sucessivas aproximações.

6- você aprenderá quando for significativo para você.

5- não estresse uma hora você entende isso.

6- sua questão é de alta taxonomia ?

7- você está limitando o conhecimento somente a biologia !

8- e a integralidade do cuidado ?

9- aprendeu isso minimamente ?

10- estou aqui para ajudar vocês.

11- conhecimento transmitido em sala de aula é perda de tempo !

12 – como você se sentiu ao atender o paciente ?

13- você refletiu seu confronto experiencial ?

14- nossa que pensamento reducionista !

15- vamos avaliar a atividade de hoje.

16- você poderia se autoavaliar, após os outros alunos, e depois o facilitador ?

17- isso é contra o  método !

18- você poderia dispensar os medicamentos na rede de atenção básica depois da consulta  ficando no almoxarifado ?

19 – não gostei da sua participação na atividade de hoje !

20 – sua participação na atividade foi muito aquém do esperado.

21- você poderia melhorar sua comunicação ?

22- hoje não é o momento para você aprender isso.

23- nossa vocês parecem revoltados !

24- como vocês são imaturos !

25- vou terá mais duas chances para você responder essa pergunta na qual você foi insatisfatório!

25- conceito satisfatório.

26- conceito insatisfatório.

27- Plano de Recuperação.

28- Formato F2.

29- Formato F3.

30- Formato F4.

31- Formato F5.

31- Unidade Educacional  Eletivas (UEE).

32- Unidade de Prática Profissional (UPP).

33- Laboratório de Prática Profissional (LPP).

34- Unidade Estruturada Sistematizada (UES).

35- Portfólio Reflexivo.

36- Teste de Progresso.

37- Exercício de Avaliação Cognitiva (EAC).

38- Exercício de Avaliação da Prática Profissional (EAPP).

39 – Iniciação Científica.

40- Formação Generalista.

41- Formação crítico-reflexiva.

42- Formação Política.

43- Responsabilidade Social.

44- Vivência da Prática.

45- Síntese Provisória.

46- Busca qualificada.

47- Nova Síntese.

48- Currículo Integrado.

49- Orientação Curricular por Competências.

50- Biopsicossocial.

Formalmente parece uma maravilha.

Qualquer aluno que inicia o curso de medicina logo aprende todos esses “tons do PBL”, e logo se estimula a frequentar a rede de atenção básica de saúde.

Parece um sonho sair do ensino médio, e aplicar o  biopsicossocial na gloriosa UPP.

Três anos depois, e às vezes menos que isso, a frustração é enorme.

A constante orientação de sentir,  refletir, refletir e sentir…

Nada de conteúdos, e temas de medicina em aulas e seminários.

Não pode !

Isso é contra o método !

Claro que é uma ditadura pedagógica disfarçada de pedagogia de vanguarda.

Fere de morte a Constituição Federal em seu artigo 206. em seus incisos II e III, que afirma:

Art. 206. O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios:

II –  liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber;

III –  pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas, (…).

Isso os defensores do “PBL made in Brazil” não ensinam aos alunos.

A democracia no ensino !

Professor pode sim dar aulas, optar por seminário e aplicar provas.

Critérios objetivos de avaliação pelo método tradicional de ensino são substituídos pelos conceitos subjetivos de avaliação: satisfatório ou insatisfatório.

Muitos alunos são perseguidos se questionarem  o modelo de ensino.

Importar modelo de ensino de outros países – Canadá e Holanda- para ser aplicado em uma país continental como o Brasil, na qual já se sabe que o  ensino médio vai de mal a pior é uma tragédia anunciada.

E os professores vistos no modelo de ensino tradicional, segundo assevera  Paulo Freire, como “opressores”, serão substituídos pelos licenciosos e dissimulados “facilitadores de ensino” ou, ainda pior, os professores colaboradores (médicos da prefeitura sem nenhum vínculo com a faculdade) para avaliarem os alunos de maneira ditatorial.

Muitos desses “professores colaboradores” nem Residência Médica têm.

Muitas dessas faculdades de medicina não há pedagogos, mas alguém que passa ou exerce esse papel na faculdade de medicina.

Conceito Satisfatório ou Insatisfatório, eis a questão, parafraseando William Shakespeare.

Por fim, ao aluno inserido nesse modelo de ensino-aprendizagem só poderá ser egresso do curso de medicina com graves prejuízos em sua formação acadêmica:

É o aluno formado no Brasil nas faculdades de medicina modelo Famemam:

Faculdade de Medicina de Ensino Mutilante, Anacrônico e Mínimo !

50 tons de cinza

Faculdades de medicina com ensino de baixa qualidade implantado pelo pedagogo no PBL made in Brazil!

falso profetaQue o “PBL made in Brazil” é uma farsa pedagógica já se provou em muitas faculdades de medicina  do Brasil que adotam esse modelo surreal no modo de ensinar.

E lógico, o ensino baseado em competência e transdisciplinariedade, centrado no aluno, e sem necessidade de aulas magnas.

Esse é o mote pedagógico.

Muito sedutor…

Se o aluno passar na Residência Médica reconhecida pelo MEC,  e claro, com o auxílio dos cursos preparatórios, a faculdade de medicina com o “PBL made in Brazil” recebe os cumprimentos do pedagogo dissimulado ou do “núcleo gestor da faculdade”, os quais afirmarão dizendo; “está vendo como o nosso método é bom hein e aprova alunos egressos” (inverdade, pois omitem que alunos fizeram o curso preparatório).

Se o aluno  não passar na Residência Médica, o que é provável [Residência Médica, e não estágio], o pedagogo demagogo vai dizer em tom dissimulado “esperava mais de você querido aluno”.

Ou seja, o pedagogo defensor do “PBL à brasileira ou made in Brazil” é um ator de grande performance, pois mente, dissimula, chora se for preciso, e ainda, diz que está sempre ao lado do aluno com apenas duas ambições: prestígio em ser Coordenador do Curso de Medicina, ou o poder de ser Diretor de Graduação.

E lógico, o poder se materializa em avaliar alunos por conceitos subjetivos: satisfatório e ou insatisfatório [se o aluno se rebelar no primeiro ano do curso de medicina, já receberá um  formato de avaliação insatisfatório para melindrar o “aluno revoltado”  contra o PBL [é muito poder mesmo nas mãos de um avaliador].

Nesse diapasão, os alunos que se revoltarem contra esse modelo de ensino anárquico e surreal [alunos na rede básica de atenção básica sendo supervisionados por médicos sem Residência Médica ou recém-formados] serão perseguidos durante toda a graduação pelos defensores do “PBL made in Brazil”.

O pedagogo ao receber reclamação dos pais dos alunos sente-se incomodado, pois quem poderá desafiar o “pedagogo defensor do PBL made in Brazil” com seu modelo pedagógico surreal que defende a  inserção dos alunos de medicina em cenários de ensino-aprendizagem  precocemente, primeiro e segundo ano da graduação, sendo supervisionados por médicos sem Residência Médica (USF, USB) em vez de aquisição de conhecimentos sólidos pelos alunos em  grandes temas de medicina em salas de aulas.

A farsa pedagógica ainda se materializa em que os alunos quase nada sabem de anatomia, e nunca tiveram uma aula de histologia e de patologia.

A culpa não é dos alunos…

Não há atividades em laboratórios em muitas dessas faculdades…

Ademais, para os pedagogos e simpatizantes do “PBL made in Brazil”,  sempre há um  momento que o aluno irá aprender…

É a cantilena do Paulo Freire…

Não sabemos…

Ninguém sabe !

A farmacologia é desprezada pela ideia de que basta atender com humanização já é suficiente.

Atendimento humanizado é dever do médico, e não direito !

Não se pode de forma dissimulada se trocar conhecimentos sólidos de medicina por mais afeto na consulta como defendem os pedagogos para tornar o ensino do PBL superior ao tradicional.

É o mote pedagógico para os alunos  aceitarem o PBL sem questionamentos!

Os médicos formados em escola tradicional de medicina não são menos afetuosos no atendimento como afirmam os pedagogos defensores do PBL na sua bandeira em defesa do biopsicossocial.

Os pedagogos ainda ganham muito dinheiro, pois implantam esse modelo em uma faculdade de medicina pública, e depois vendem esse modelo em faculdades  privadas pelo Brasil, com a chancela de que funciona  perfeitamente na faculdade pública.

Nesse cenário preocupante em cursos de medicina modelo “PBL made in Brazil”, alguns alunos ao chegarem no internato não terão nem hospital para estagiar no quinto e sexto anos, e deverão ser deslocados, muitas vezes, para algum hospital da região mais próxima da faculdade, onde sendo supervisionados por “professores colaboradores” [sem Residência Médica e  recém-formados, ou médicos que moram na cidade, na qual o hospital é o cenário de estágio].

Esse é o desejo real dos gulosos pedagogos do “PBL  à brasileira” que lutam pelo poder e prestígio.

A única questão que os pedagogos dissimulados não querem é:

Ensino de qualidade !

 

a farsa

Médico e advogado. Professor universitário. Um blog de um liberal sem medo de polêmica ou da censura da esquerda “politicamente correta”, que analisa os principais acontecimentos do país com independência, focando em saúde, economia, política e direito. Mora em Marília- Estado de São Paulo.