VI Diretrizes Brasileiras de Hipertensão

esfigmoImportante atualização das drogas anti-hipertensivas -VI Diretrizes Brasileiras de Hipertensão –  promovida pela Sociedade Brasileira de Hipertensão e Sociedade Brasileira de Cardiologia.

A escolha dos fármacos anti-hipertensivos é uma das grandes discussões em Congressos Brasileiros de Hipertensão, de Nefrologia e Cardiologia.

A associação de drogas anti-hipertensivas é também um desafio, visto que é imperioso não escolher fármacos com mecanismos de ação semelhantes, o que não reduziria a queda pressórica, mas apenas aumentaria os efeitos colaterais.

A compilação dos principais trabalhos científicos sobre as principais drogas anti-hipertensivas permite ao Clínico Geral a possibilidade escolha de fármacos para cada situação clínica que se apresente na prática clínica diária.

Atualização de conhecimentos  para os profissionais de saúde é sempre necessário.

Lutemos por uma Saúde Pública com qualidade !

Em defesa do SUS !

CONHECIMENTO- ATUALIZAÇAO

Epileptogênese e mecanismo de ação das drogas na profilaxia e tratamento da epilepsia

EEG TOUCAArtigo científico publicado no J Epilepsy Clin Neurophysiol 2008; 14(Suppl 2):39-45 que explica as drogas antiepilépticas e  mecanismo de ação  das principais drogas antiepilépticas.

A pesquisa dos mecanismos envolvidos na gênese  da epilepsia é um dos grandes desafios da moderna neurologia, pois ao se precisar como se originam as crises epilépticas, pode-se criar drogas que possam impedir a origem desses focos no Sistema Nervoso Central.

Muito se avançou na farmacologia de drogas anticonvulsivantes na última década com novas drogas, e  com novos  mecanismos de ação ao mesmo tempo.

O manejo de pacientes com epilepsia envolve não apenas a correta caracterização dos tipos de crises convulsivas, mas a escolha de fármacos com potencialidade de eficácia no tratamento da epilepsia.

Epilepsia é definida como a ocorrência de crises epilépticas recorrentes.

Estas crises podem ser convulsivas (tônicas, clônicas ou tônico-clônicas) ou não (ausências, crises atônicas e mioclonias).

Em linhas gerais, a Comissão de Classificação e Terminologia da Liga Internacional Contra Epilepsia divide as manifestações clínicas em crises parciais, iniciadas em uma parte de um dos hemisférios, e generalizadas, iniciadas simultaneamente em ambos os hemisférios.

Quando as crises parciais não acarretam perda de consciência, elas são chamadas de crises parciais simples, em oposição às crises parciais complexas nas quais há perda de consciência.

Crises parciais simples podem evoluir para parciais complexas, à medida que a descarga original se propaga pelo córtex cerebral.

Tanto as parciais simples quanto as complexas podem  secundariamente generalizar.

Diferentes síndromes epilépticas podem ser identificadas, baseando-se em tipos característicos de crise e outros dados clínicos, incluindo idade de início, fator precipitante, história familiar e anormalidades neurológicas associadas.

Os anticonvulsivantes tradicionais (fenitoína, carbamazepina, ácido valpróico e barbitúricos) são usados clinicamente desde antes de ensaios clínicos serem exigidos para a aprovação de medicamentos.

Hoje não há justificativa ética para a realização de ensaios clínicos controlados por placebo, especialmente face às possíveis consequências das crises e ao controle de aproximadamente 85% dos pacientes epilépticos com os medicamentos existentes.

A escolha entre diferentes anticonvulsivantes é baseada em três fatores: características clínicas (tipo de crise ou síndrome epiléptica), risco de efeitos adversos e custo.

Ensaios clínicos comparando diferentes tratamentos ativos estão disponíveis para auxiliar nesta decisão.

Nas epilepsias parciais, o maior estudo realizado até hoje comparou o uso de carbamazepina, fenitoína, primidona e fenobarbital em pacientes com crises, com ou sem generalização secundária. Não foi observada diferença na porcentagem de pacientes com total controle de crises com generalização após 1 ano (43-48%), sob quaisquer tratamentos.

Carbamazepina apresentou eficácia significativamente melhor (43%) que fenobarbital (16%) ou primidona (16%) no controle total das crises parciais.

Fenitoína foi capaz de controlar as crises parciais em 26% dos pacientes, resultado que não foi significativamente diferente da carbamazepina.

Outro estudo comparou ácido valpróico e carbamazepina. Não houve diferença significativa no controle completo de crises secundariamente generalizadas, mas novamente a carbamazepina se mostrou mais eficaz no controle das crises parciais.

Oxcarbazepina é antiepiléptico novo que se mostrou tão eficaz quanto a carbamazepina e associa-se a menor incidência de efeitos adversos, tendo porém maior custo e menor experiência de uso.

Nas epilepsias generalizadas, a monoterapia com ácido valpróico foi capaz de controlar crises tonico-clônicas generalizadas primárias em 85% dos pacientes (89% daqueles sem outro tipo de crises). Não há ensaios clínicos comparando ácido valpróico com os demais medicamentos antiepilépticos nesta condição.

Ácido valpróico e etossuximida apresentaram igual eficácia no controle de crises de ausência. No entanto, etossuximida não é eficaz para crises tonico-clônicas generalizadas que muitas vezes se associam às ausências.

Conclusão: Para crises parciais, carbamazepina foi selecionada como medicamento de referência, por ser eficaz, ter menor custo e maior experiência de uso; ácido valpróico  foi considerado medicamento de referência para o tratamento das epilepsias generalizadas, levando em conta sua eficácia em monoterapia e seu amplo espectro.

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Mecanismos de ação de drogas antiepilépticas

MEDICAMENTO 4Artigo de revisão que aponta s principais mecanismos de ação de drogas antiepilépticas, tais  como fenobarbital, fenitoína, carbamazepina, topiramato,  lamotrigina, e outras.

Sem o correto entendimento da farmacologia das drogas antiepilépticas, é  quase impossível visualizar sucesso terapêutico, visto que a escolha, e potenciais associações,  não pode ser aleatória, mas com fundamentos em farmacologia observando a farmacodinâmica e a  farmacocinética.

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Manejo Farmacológico da Epilepsia

drogasEsse artigo publicado em 2008 faz uma revisão do conceito de epilepsia e de drogas antiepilépticas usadas no tratamento das crises convulsivas, sejam focais ou generalizadas.  Ainda, se discute nesse artigo os efeitos adversos provocados pelas drogas antiepilépticas.

Sem conhecimento de farmacologia das drogas anticonvulsivantes há sério risco de ser escolher fármacos com mecanismos de ação semelhantes, e menos efetividade nos resultados esperados em tratamento proposto.

O Ambulatório de Neurologia atende encaminhamentos de usuários do Departamento Regional de Saúde IX do Estado de São Paulo.

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Pastor de púlpito e não de de ovelhas !

Tenho observado um comportamento extremamente comum nas igrejas evangélicas de todo o país.

É o pastor de púlpito, e sempre com ótima homilia, mas que nunca visitam as “ovelhas da igreja”.

Ou mandam os presbíteros visitar os membros, ou fingem que os membros não existem perante a igreja.

Vamos a reflexão…

Primeira reflexão: qualquer um do corpo eclesiástico da igreja pode visitar, ou seja, importante é fazer visitas (menos o pastor); segunda: a igreja já é suficiente em si mesma para prover toda e qualquer orientação para os “candidatos a membros ” ou “membros definitivos”.

A LITURGIA É SUFICIENTE EM SI MESMA PARA ALIMENTAR A IGREJA!

Muitos desses pastores acabam depois de muito “pastorear” saindo pela porta dos fundos da igreja. Os próprios membros da igreja pedem para o “pastor” sair, pois não cuida de ovelhas, mas cuida bem do púlpito: ar condicionado na igreja, cadeiras de belo estofamento, coral com belas músicas, mas muito longe daquilo que Jesus pediu “as ovelhas conhecem a minha voz”.

Se conhecem, é porque houve um contato pessoal, e não contato pelo púlpito da igreja.

Falo isso, pois já presenciei isso em minha vida duas vezes.

O primeiro pastor pertencia a uma igreja evangélica tradicional no Brasil.

Foi expulso dessa, e criou uma igreja de denominação muito parecida com a tradicional em Marília.

Foi um fiasco…

O outro chegou com toda a pompa para superar um homem de Deus aqui em Marília, muito educado, e que se transferiu para outra cidade do Brasil.

Logo o pastor substituto, afastou o presidente do coral, e fez política de cooptação dentro da igreja com os atuais presbíteros.

Ou seja, pastor e presbíteros, só com títulos de cargos eclesiásticos, mas muito longe do apregoado por Jesus “as ovelhas conhecem a minha voz”.

Nunca recebi visita de pastor ou de presbíteros…

Para finalizar, sugiro cuidado com igrejas bonitas na mobília, centrais na cidade, mas frias no acolhimento, sem visitas pastorais.

Sugiro a leitura do livro de David de Hansen “A Arte de Pastorear”, e ainda refletir que os pastores de hoje precisam aprender que pastorear não é apenas pregar, administrar, ensinar ou dirigir a liturgia.

É possível fazer todas essas coisas sem realmente pastorear.

Pastorear é acima de tudo cuidar.

Observe que Paulo disse aos anciãos (presbíteros) de Éfeso, conforme At 20.28:
-Cuidem por vós e por todo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo vos constituiu pastores, para pastoreardes a igreja de Deus, a qual ele comprou com o seu próprio sangue.

Cuidar de si mesmo é pré-requisito para quem pretende cuidar de outros.

Hoje se fala em conservar saúde física e mental, família e finanças ordenadas, boa administração do tempo, vida devocional, disciplina de estudos.

Porém, é pouco provável que Paulo estivesse pensando nisso quando recomendou cuidado.

A preocupação do apóstolo visava perseverança na fé e no ensino, alertava sobre o perigo dos falsos mestres, da ganância e dos desvios de conduta.

Os grandes males que têm destruído ministérios pastorais são: a imoralidade sexual, em todas suas manifestações; a arrogância e o orgulho, que trazem a reboque os desvios doutrinários e a tirania religiosa; a vaidade, a inveja e a cobiça, que levam alguns a tentar viver num padrão que não podem ou desejar coisas que não precisam.

Cuidar do rebanho de Deus é um privilégio.

Moisés teve que aprender a cuidar dos rebanhos de seu sogro antes de liderar Israel; um rei foi escolhido por ter “coração de pastor”, capaz de por a vida em risco na luta contra um urso e um leão para defender uma única ovelha.

Ora, se Davi era tão cuidadoso com o rebanho de Jessé, não seria também achado fiel no cuidado do rebanho de Jeová?

No dia a dia do ministério pastoral o grande desafio é não perder a ternura, o prazer de ter cheiro de ovelha, o gosto de conduzir, de guiar sem opressão, apenas sendo modelo, exemplo de fé, pureza e amor.

É a tarefa mais excelente dentre as muitas oportunidades de servir no Reino de Deus, daí serem muitos os líderes, mestres, evangelistas, profetas, cantores e administradores que são chamados de pastores.

Muitos têm o título, pois é cultural se dar maior valor as expressões como “pastor”, “reverendo”, “bispo” e hoje até “apóstolo”.

Todavia, nem estes todos que usam o título têm coração de pastor.

São apenas: PASTOR DE PÚLPITO E NÃO DE OVELHAS.

pastorear

Quem deve questionar a perícia médica nos autos na Justiça do Trabalho ?

advogado confusoA Justiça do Trabalho é a mais difícil de se feita, pois envolve o lado hipossuficiente, e do outro lado o empregador.

O perito do juízo sempre procura observar os nexos técnicos nas perícias a serem realizadas (atividade e risco, risco e lesão, lesão e incapacidade laborativa).

Ou mais recentemente o NTEP – Nexo Técnico Epidemiológico Previdenciário – por meio da Lei n. 11.430/2006.

O que acho estranho não é o assistente técnico da empresa reclamada querendo impugnar o laudo pericial, mas o advogado da empresa acreditando que perícia médica é matéria de direito material, ou processual, e não da medicina.

Aí é demais…

Então, como em um momento de profunda reflexão…

O advogado apresenta questões suplementares ao perito médico, e não o assistente técnico da reclamada, pois sendo o mesmo médico pode apresentar questionamentos suplementares…

Deveria ser!

Mas o advogado faz os quesitos suplementares.

É lamentável…

Estamos no Brasil de Lima Barreto “Triste Fim de Policarpo Quaresma”.

A falta de exames de imagem tem se tornado para os peritos motivo de preocupação para conclusão de laudos periciais, pois o Estado é lento na realização desses exames.

A Emenda  Constitucional  (EC) 45 mudou o Brasil.

Danos morais e materiais sendo questionados concomitantemente com a luta por salários não pagos no ultimo contrato de trabalho rompido entre reclamante e reclamada.

O Brasil nunca mais será o mesmo depois da EC 45.

Se o “modus operandi” é esse, então, o perito do juízo poderá utilizar o Princípio de Maquiavel.

O perito médico questiona  a matéria fática do processo, ainda que o mesmo não seja advogado.

O advogado questiona a perícia, mesmo que  não seja médico.

Na luta pelo direito material do trabalho vale tudo ?

É no mínimo surreal…

Vamos pensar, e refletir com ética a relação ideal entre perito do juízo e os advogados no  direito processual nas lides trabalhistas.

Impugnação de laudo por advogado e não pelo assistente técnico é inconcebível.

Será que extrapolamos ?

homem questionando

Médico e advogado. Professor universitário. Um blog de um liberal sem medo de polêmica ou da censura da esquerda “politicamente correta”, que analisa os principais acontecimentos do país com independência, focando em saúde, economia, política e direito. Mora em Marília- Estado de São Paulo.