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Iniciada nova greve dos servidores da Famema em 2015

greveMais uma crise institucional na Famema.

A quarta greve dos servidores em cinco anos : 2011, 2013, 2014 e 2015.

Motivo:  falta de reajuste salarial.

Consequências   da greve: perda e falta de atendimento por parte dos usuários do SUS, ainda que os servidores estejam respeitando as leis de greve.

Fator ensejador da greve: não avançaram as negociações entre os gestores da Famema com os servidores da Famar e Fumes.

Caso não ocorra o acordo coletivo haverá o dissídio coletivo no TRT-15  de Campinas.

A greve dever durar de 15 a 30 dias segundo previsão dos representantes do Sinsaúde.

O Hospital das Clínicas de Marília, que é referência para 62 cidades da região, atravessa uma das maiores crises financeiras da sua história. No fim de maio, os diretores da faculdade pediram verbas para o Estado para poderem cumprir os repasses prometidos para janeiro e também para reposição salarial dos funcionários.

Devido à gravidade da situação, muitos pacientes têm sido dispensados por falta de material básico, desde os remédios mais simples até materiais de limpeza.

O Hospital das Clínicas, formado por cinco unidades hospitalares, é referência para 62 cidades da região, e necessita da liberação dos recursos para poder continuar atendendo usuários do SUS.

GREVE MAO

Protesto do Diretório Acadêmico Christiano Altenfelder. Pauta é extensa: saúde, pesquisa, e ensino

No dia 29 do mês de abril houve um importante manifesto dos alunos do Diretório Acadêmico Christiano Altenfelder (DACA)-Faculdade de Medicina de Marília – em busca de melhorias da saúde pública, educação e pesquisa.

A paralisação durou cerca de quatro horas e aconteceu na frente das instalações da sede administrativa da Faculdade de Medicina de Marília – Pátio do Carmelo

Vamos a resenha publicada em Giro Marília:

Protesto de estudantes de medicina e enfermagem da Famema reuniu em torno de 150 pessoas na manhã desta quarta-feira para pedir fim do corte de repasses para o complexo a encampação por uma universidade estadual e investimentos como restaurante universitário, verbas para pesquisa e modernização.

O ato começou por volta de 9h com caminhada em torno do Hospital das Clínicas e uma parada em frente à sede da Famema. O grupo levantou faixas e cartazes, gritou palavras de ordem como “saúde não é mercadoria” e “quero estudar, governador não quer deixar” e transmitiu orientações gerais sobre a passeata em seguida.

Segundo os manifestantes, a diretoria da instituição teria informado que não vai tomar nenhuma atitude de confronto com o governo do estado em função do processo de transformação do Hospital das Clínicas em uma autarquia vinculada à Secretaria Estadual da Saúde. A medida é apontada como salvação financeira do hospital.

Para os alunos, a transformação em autarquia abre espaço para atendimento privado – com redução de espaços para o SUS – aém de permitir envolvimento de faculdades privadas com o atendimento, tirando espaço para formação dos alunos da Famema nos hospitais.

Os alunos pediram a presença do diretor do complexo Famema, o médico Paulo Michelone com frases como “ô Michelone, pode escolher, ou cai o corte ou cai você”. Segundo a assessoria de comunicação da Famema, o médico não estava no prédio.

Os manifestantes decidiram entrar na faculdade e completar a organização no pátio. Repetiram discursos, pintaram novos cartazes e por volta de 10h30 iniciaram a passeata. Seguiram pela avenida Tiradentes, subiram a bandeirantes e chegaram à prefeitura pela avenida Sampaio Vidal.

Não tentaram audiências nem com o prefeito Vinícius Camarinha e nem com vereadores. Segundo o comando do manifesto, como a instituição é estadual,  grupo deve tentar audiência na Assembleia Legislativa. O deputado estadual e ex-prefeito Abelardo Camarinha foi lembrado e também sofreu ataques durante a passeata.

Em todo o trajeto os alunos distribuíram panfletos com informações para a população. Segundo a carta, os cortes nos repasses provocaram perda de leitos no Hospital São Francisco, cancelamento de cirurgias, demorado no atendimento nos hospitais.

“Até quando estudantes trabalhadores e a população usuária do SUS pagarão pelo desmonte que o estado tem promovido nas instituições públicas?”, diz o documento.

Ainda não há próximo passo estabelecido para as manifestações. Os estudantes não conseguiram audiência com a direção da Famema para falar sobre os cortes e prejuízos no atendimento e nos cursos.

Confira as principais reivindicações dos alunos:

• Revogação do corte de 25% para a Famema
• Encampação da Famema por uma Universidade Pública Paulista

Autarquia HC Famema:

• Participação estudantil no conselho da autarquia HC Famema
• Garantia de gerenciamento público direto do HC Famema (sem OSs! Sem privatização! Sem porta-dupla! Sem perda de campos de estágio!)

Democracia Interna:

• Maior transparência da gestão
• Mais participação estudantil nos processos decisórios
• Revisão do regimento interno da Famema e do estatuto da Congregação (Convocação de uma Regimentotuinte e uma Estatuinte!)
• Paridade nos órgãos colegiados (pelo fim do 70/15/15!).

Permanência Estudantil:

• Pagamento das Bolsas-auxílio atrasadas.
• Construção do Restaurante Universitário.
• Garantia de acesso ao refeitório do hospital aos estudantes bolsistas enquanto não houver Restaurante Universitário.
• Garantia do valor integral das bolsas-auxílio transporte e alimentação, sem descontos de nenhuma natureza (como falta acadêmica).
• Financiamento das entidades estudantis (extensão, movimento estudantil, esportes, congressos e encontros estudantis).
• Reabertura do xerox da biblioteca.

Internato:
• Estabelecimento de uma escala e programação de procedimentos que os internos devem passar em cada estágio com acompanhamento docente, e garantia que todos esses procedimentos sejam aprendidos e realizados, fazendo uma divisão justa entre internos e residentes.
• Volta do estágio da cirurgia torácica.

Fonte- Giro Marília

“A injustiça, por ínfima que seja a criatura vitimada, revolta-me, transmuda-me, incendeia-me, roubando-me a tranquilidade e a estima pela vida”.

Rui Barbosa

Cuidados Gerais e Tratamento das Complicações Agudas no AVCI. Seminário. Curso de Medicina da Famema

AVC- ARVORESeminário apresentado dia 16 de abril pelo Residente de Neurologia – Ricardo Gregolin Neto – Faculdade de Medicina de Marília – abordando o tema: Cuidados Gerais e Tratamento das Complicações Agudas no AVCI.

O atendimento inicial ao paciente com suspeita de AVC isquêmico deverá ser realizado de forma sistemática, dinâmica e ágil, com o auxílio integrado de vários profissionais e setores específicos da unidade de emergência.

É importante que haja integração dos serviços de atendimento pré-hospitalar e o hospital, para que todos os profissionais envolvidos no atendimento do paciente estejam preparados para as medidas iniciais.

As medidas iniciais deverão ser realizadas com o objetivo de controlar possíveis fatores agravantes da lesão isquêmica. Entre essas medidas incluem-se manutenção das vias aéreas, ventilação adequada e manutenção da circulação.

O Ambulatório Neurovascular – Ambulatório Mário Covas – atende encaminhamentos do Departamento Regional de Saúde IX do Estado de São Paulo.

Em defesa do SUS!

AVC- 1 EM 6 B

CPI FUMES. Relatório Final apresentado na sessão ordinária da Câmara Municipal de Marília

A CPI da Fumes apresentou seu Relatório Final, o qual foi lido na sessão plenária ordinária na Câmara Municipal de Marília.

Composta pelos vereadores Eduardo Gimenes (presidente), Wilson Damasceno e Lázaro Júnior (relator), a CPI demorou perto de 18 meses de intensivos trabalhos.

No meio da leitura do relatório final, o vereador José Albuquerque pediu vista dos autos da CPI por cinco dias, o que inviabilizaria a votação  pela sessão plenária ainda nessa sessão legislativa, antes do recesso parlamentar.

Diante de tal pedido, o presidente da Câmara Yoshio Takaoka pediu ao relator que terminasse a leitura, após pedido dos vereadores  Damasceno e Coraíni.

Assim foi feito.

A leitura completa do Relatório Final da CPI da Fumes (relator Lázaro Júnior) foi obtida com exclusividade para os leitores do blog.

Ao final da leitura, o vereador Albuquerque que teve dois anos e meio para se inteirar dos trabalhos da CPI da Fumes, reduziu em seu seu requerimento verbal  para quatro dias.

Será então apreciada no próxima dia 14.

Em sendo assim, o vereador Wilson Damasceno assim se pronunciou temeroso pelo arquivamento da CPI pela manobra política do vereador Albuquerque (trancar a pauta de votação).

O vereador Mario Coraíni também se mostrou inconformado após a leitura do relatório final, quando o vereador Albuquerque pediu vista para impedir a votação pelo plenário da Câmara Municipal por 13 vereadores.

A sociedade de Marília vai ter que esperar por mais três dias.

Dia 14 de dezembro de 2012.

O Dia D para a Saúde Pública de Marília.

“A justiça não consiste em ser neutro entre o certo e o errado, mas em descobrir o certo e sustentá-lo, onde quer que ele se encontre, contra o errado” .

Theodore Roosevelt

Direito de Resposta – Coordenadoria do Curso de Medicina da Famema

direito-de-respostaNo dia 22 de 08 de 2012  publicamos o Direito de Resposta da Coordenadoria do Curso de Medicina da Famema a respeito do artigo publicado nesse blog intitulado no dia  01/03/2012: Quem matou Odete Roitman ? Quem matou o ensino tradicional da Famema ?

O Direito de Resposta é assegurado no nosso ordenamento jurídico e insculpido na Constituição Federal do Brasil- 1988, artigo 5º, inciso V.

Artigos sobre educação médica são extremamente importantes, e apontar várias correntes pedagógicas para melhor compreensão do tema é extremamente salutar, ainda que muitas vezes carregados de posições antagônicas entre os debatedores.

Aqui o Direito de Resposta da Coordenadoria do Curso de Medicina publicado no Jornal da Manhã.

“Não há melhor maneira de exercitar a imaginação do que estudar direito.  Nenhum poeta jamais interpretou a natureza com tanta liberdade quanto um jurista interpreta a verdade”

Jean Giraudox

Docente, amigo, conselheiro. Saudades dos seus eternos alunos da Famema

saudades sem fmMorreu na tarde de ontem – 30/06/2012 – aos 71 anos, vítima de complicação  operatória, o docente de dermatologia da Famema  Spencer  de Domênico Sornas.

Spencer nasceu em Marília e foi professor da Famema por 40 anos, sendo titular da disciplina de Dermatologista da Famema.

Ótimo professor, elegante no trato com os pares.

Bem humorado.

Fui seu aluno, e aprendi semiologia com o professor no ano de 1985.

Semiologia no hospital à beira do leito.

Pacientes reais.

Sem atores e manequins.

Semiologia real, não imaginária, não em atores, não em fotos de livros.

Justo na cobrança de metas na disciplina de semiologia.

Também fui seu paciente.

Aluno, amigo de profissão e paciente.

Conheci o professor Spencer em todos os cenários que a vida pode proporcionar na medicina.

Em todos os cenários o professor sempre coerente,  sincero, não afeito aos modismos que a  vida poderia lhe infligir.

Esquecido pela  instituição nos últimos anos, pois  não o via nas atividades  da primeira à quarta-série.

Duas hipóteses: somente quis  permanecer na disciplina de dermatologia, ou nunca foi convidado para as novas mudanças ocorridas na instituição, as quais (PBL-Problem Based Learning), me confidenciou por inúmeras vezes, que não as aceitava.

Mas, nunca foi ouvido para isso.

Enfim, muitos  docentes não foram ouvidos.

Também nunca fui ouvido.

É  uma política de Estado.

Na pior das hipóteses,  cria-se um cenário artificial institucional dando a impressão que o docente será ouvido.

Mas, a não mudança já está decidida antes de começar a reunião.

Foi em uma desses cenários – uma oficina de internato, a qual o professor Spencer, me disse:

“Marchioli, eu não suporto esse novo modelo de ensino. Me sinto deslocado com esse modelo. Os alunos não aprendem nas cadeiras básicas, e depois querem aprender medicina como?”.

Lembro-me bem dessa frase.

Dita no  ano de 2008.

Em 2012, concordo em  gênero, número e grau com o professor.

Vejo isso nos ambulatórios de neurologia.

Os alunos não tem culpa.

Também não serão ouvidos.

Que visão do professor Spencer em 2008 !

Previu o que hoje vivenciamos.

O novo ensino  neoliberal: pedagogia tecnicista, pedagogia por competência, e a corrente escolanovista.

Não precisa de conteúdos.

Só aprender a aprender.

O professor sempre estará em minha memória.

Suas correções da minha anamnese, exame físico, e a terapêutica pertinente ao caso  clínico (terapia aplicado ao caso concreto).

Mais que um professor, um amigo que perdemos.

Como não há mais mais Departamento de Clínica Médica na Famema…

Minhas homenagens da disciplina de Educação em Ciências da Saúde.

Obrigado professor Spencer pelos ensinamentos !

“O que temer? Nada. A quem temer? Ninguém.
Por quê ? Porque aqueles que se unem a Deus obtém três grandes privilégios: onipotência sem poder; embriaguez  sem vinho e vida sem morte”.

São Francisco de Assis