Todos os posts de Milton Marchioli

Acidente Vascular Cerebral Isquêmico. Seminário. Curso de Medicina da Famema

avc- dua carasSeminário apresentado pelos alunos do 4º ano do curso de medicina da Famema Lucas Pena Daraio, Maíra Freire Cardoso, Marcela Baldo Seixlack, Marília Perissoto Scholl, Rui Pieri Neto-Ambulatório Neurovascular- Ambulatório Mário Covas- disciplinas Neurologia e Educação em Ciências da Saúde.

Inicialmente ao estudarmos AVCI é fundamental recuperarmos os conceitos da fisiologia da circulação sanguínea, e as implicações biológicas entre plaquetas e os fatores de coagulação.

O estudo da fisiopatologia do AVC  é de vital importância para  compreensão das mudanças pressóricas que ocorrem na fase aguda do AVC, bem como o quadro clínico esperado e decorrente de qual território arterial está comprometido.

Posteriormente é fundamental o estudo dos antiagregantes plaquetários  para a compreensão da terapêutica a ser instituída tanto na fase aguda quanto na prevenção secundária de novos AVCI.

Há algumas situações em que somente os antiagregantes não são suficientes para o tratamento do AVC, sendo necessário a prescrição de anticoagulantes  orais.

E por fim em hospitais de alta complexidade há Unidades de AVC, em que trombolíticos  podem ser utilizados até 4,5 horas do início dos sintomas.

O Ambulatório Neurovascular recebe encaminhamentos de usuários do SUS do Departamento Regional de Saúde IX do Estado de São Paulo.

AVC- CAMPANHA

Cefaleias Primárias. Seminário. Curso de Medicina da Famema

dor ce cabeça- fundo vermelhoSeminário apresentado no dia 28 de novembro de 2013 pelos alunos do 4º ano do curso de medicina da Famema- Ambulatório de Cefaleia- Ambulatório Mário Covas- disciplinas Neurologia e Educação em Ciências da Saúde – Lays de Cassia, Renata Papassoni, Victória Zanuto Bianchi e Vithor  Ely abordando sobre cefaleias primárias.

Cefaleia é uma das queixas mais comuns nos serviços de saúde ambulatoriais e de emergência.

Estima-se que, durante toda a vida, 97% de todas as mulheres e 93% de todos os homens apresentarão pelo menos um episódio de dor de cabeça.

Cefaleia é a terceira causa de atendimento nos ambulatórios de clínica médica e a primeira causa de procura pelo neurologista.

Quando se avaliam os principais motivos de atendimento no pronto-socorro (PS), a cefaleia está entre os cinco primeiros.

Na seara do tratamento convencional, os médicos concluíram que remédios como o topiramato e o valproato de sódio são os mais indicados com o objetivo de evitar crises futuras.

Figuram, ao lado da toxina botulínica, como o que há de mais avançado para a enxaqueca crônica.

Desde o ano passado, a toxina botulínica está liberada para uso nos consultórios a fim de combater a enxaqueca crônica.

Acredita-se que a substância bloqueia neurotransmissores responsáveis pelas sensações de dor.

São 31 aplicações na cabeça e pescoço, feitas a cada três meses até a melhora dos sintomas.

O Ambulatório de Cefaleia recebe encaminhamentos de usuários do Departamento Regional de Saúde IX do Estado de São Paulo.

Em defesa da Saúde Pública com qualidade !

adão - expulso do paraiso

25 anos da colação de grau da XVII Turma da Famema

Há exatamente 25 anos, nas dependências do Yara Club de Marília, a XVII Turma da Faculdade de Medicina  estava na cerimônia de colação de grau de seus bacharéis de medicina.

Muita luta nos seis anos de curso.

Muita emoção na colação de grau.

Tive a honra de ser o orador dessa inesquecível turma.

Aulas fantásticas de anatomia, histologia, bioquímica, estatística, microbiologia, parasitologia, farmacologia, imunologia, medicina preventiva e patologia geral e especial nos três primeiros anos.

Após, estágios nas disciplinas de Cirurgia, Ginecologia e Obstetrícia, Pediatria e Clínica Médica no quarto ano, e posteriormente mesmas disciplinas no quinto e sexto anos (internato).

As famosas reuniões clínicas nos Departamento de Clínica Médica, Departamento de Cirurgia, Departamento de Ginecologia e Obstetrícia e Departamento de Pediatria.

Muita saudade desse período de 1983 -1988.

Muitas visitas clínicas às enfermarias, discussão de casos, e o estágio de Pronto-Socorro, cansativo, mas de muita valia.

Os tempos hoje são outros…

Mas, muito me orgulho de ter tido o curso de medicina no modelo tradicional.

Muito bom mesmo.

Muitas faculdades seguem o mesmo modelo tradicional dos anos 80 nos dias de hoje.

Saudações a todos os formandos da XVII Turma da Faculdade de Medicina de Marília.

Alunos que deixaram um legado irretocável na instituição.

Luta por melhorias na instituição – ensino, assistência e pesquisa.

Muitos  dos formandos de 1988 são docentes em faculdades de medicina.

Muitos são  renomados profissionais de saúde: competentes, estudiosos e  éticos.

Se o tempo pudesse voltar a XVII Turma da Famema seria a minha escolhida de novo para a graduação em um curso de medicina.

Alunos especiais.

Hoje médicos competentes.

Pessoas especiais.

Sucesso à  XVII Turma Famema !

Cefaleias Primárias. Seminário. Curso de Medicina da Famema

cefaleia- zumbiSeminário  debatendo o tema Cefaleias Primárias apresentado pelos alunos Marcos Zanchetta, Joyce Mariane Merlo, Karen Teles Sangaleti, Nathalia Tenório Fazani e Rodrigo Passarella Muniz durante estágio da grade curricular – 4º ano – pela Faculdade de Medicina de Marília(Famema) – Ambulatório de Cefaleia- disciplinas Neurologia e Educação em Ciências da Saúde.

A queixa de dor de cabeça é um dos sintomas mais frequentemente referidos nos atendimentos em um consultório ou ambulatório de Neurologia Geral.

É uma condição muito frequente na população geral.

Tecnicamente denominada de cefaleia pelos neurologistas, estas dores classificam-se em diferentes subtipos:

Cefaleia Primária – quando não há nenhum problema estrutural, como tumores, aneurismas, anomalias ósseas ou anatômicas, provocando a dor de cabeça. Exemplos clássicos das cefaleias primárias são a cefaleia tensional e a enxaqueca.

Cefaleia Secundária – são as dores relacionadas a outras causas, como sinusites, distúrbios de articulação têmporo-mandibular, tumores, aneurismas, meningites, hidrocefalias, etc.

A cefaleia, sobretudo as primárias (as mais comuns), podem evoluir com piora da frequência e intensidade das crises, e transformar-se em cefaleia crônica diária. Esta condição é caracterizada por sintomas de dor de cabeça quase todo dia, ou, em muitos casos, dores diárias, por longos períodos. Os critérios médicos para caracterizá-la são a ocorrência de cefaleia pelo menos por 15 dias por um período mínimo de 3 meses.

A cefaleia crônica diária está comumente relacionada também ao uso excessivo de analgésicos orais, em virtude da desinformação dos pacientes e de sua automedicação.

O ambulatório de Neurologia atende encaminhamento de usuários do SUS de 62 municípios do Departamento Regional de Saúde  IX do Estado de São Paulo.

cefaleia bruxa

Cefaleias Primárias e Secundárias. Seminário. Curso de Medicina da Famema

DOR DE CABEÇA - FLECHASSeminário apresentado pelos alunos Lucas Nakasone, Luiz Affonso, Maitê Cardoso, Mariana Sakugawa e Vanessa Lima durante Ambulatório de Cefaleia – Ambulatório Mario Covas- disciplinas  Educação em Ciências da Saúde e Neurologia da Faculdade de Medicina de Marília.

Cefaleias secundárias são as provocadas por doenças demonstráveis pelos exames clínicos ou laboratoriais.

Nestes casos, a dor seria consequência de uma agressão ao organismo, de ordem geral ou neurológica.

Como exemplo, as cefaleias associadas às infecções sistêmicas, disfunções endócrinas, intoxicações, ainda à hemorragia cerebral, às meningites, encefalites ou a lesões expansivas do SNC.

Após o atendimento de um paciente com cefaleia, o médico deve estar seguro para optar entre o diagnóstico de cefaleia primária ou secundária.

Os exames subsidiários deverão ser solicitados, quando há impossibilidade de certeza diagnóstica de cefaleia primaria.

Em defesa da Saúde Publica com qualidade !

Em defesa do SUS !

dor de cabeça- esqueleto

Utilidade Pública ou Utilidade Pilantrópica. Um título honorífico. Eis a questão !

A declaração de Utilidade Pública é concedida nas três esferas do Governo (Municipal. Estadual e Federal), cumprindo leis estabelecidas em cada esfera.

O título de utilidade pública é uma concessão para sociedades civis, associações ou fundações constituídas no país, com o fim exclusivo de servir desinteressadamente à coletividade.

Portanto, a entidade não precisa ser filantrópica ou beneficente para obter o título de utilidade pública.

Este pode ser concedido pelos três níveis de governo municipal, estadual ou distrital e federal, não obrigando o poder público a oferecer qualquer favor à entidade, pelo fato de reconhecer seu mérito social.

Mas, na maioria das vezes reconhece…

Exige-se que a organização tenha personalidade jurídica, que esteja em efetivo funcionamento, prestando serviços desinteressados à comunidade e que os seus dirigentes de qualquer órgão deliberativo, não sejam remunerados.

A concessão de utilidade pública estadual é feita através de Decreto do Poder Executivo, mediante requerimento da Assembleia Legislativa,

LEGISLAÇÃO PERTINENTE: Lei Estadual nº 2.574/80

Critérios para concessão:

São passíveis de obter declaração de Utilidade Pública Estadual as entidades que preencherem os requisitos abaixo:

a- Que possuam personalidade jurídica há mais de um ano;

b- Que estão em efetivo exercício e servem desinteressadamente à coletividade em observância aos fins estatutários;

c- Que não remunera, a qualquer título, os cargos da sua diretoria e que a entidade não distribui lucros, bonificações ou vantagens a dirigentes e mantenedores sob nenhuma forma ou pretexto;

d- Que comprove, mediante relatório apresentado, que promove a educação, a assistência social, ou exerce atividades de pesquisas científicas, de cultura, inclusive artísticas ou filantrópicas, de caráter geral ou indiscriminatório.

Vantagens:

a- Possibilidade de oferecer dedução fiscal no imposto de renda, em doações de pessoas jurídicas;

b– Acesso a subvenções e auxílios da União Federal e suas autarquias;

c– Possibilidade de realizar sorteios, desde que autorizados pelo Ministério da Justiça;

d- Isenção do ICMS e do IPVA;

e- Obtenção de subvenções estaduais;

f- Cadastro “PRO SOCIAL”, junto com registro em SEADS, que autoriza a entidade a receber os benefícios da “Nota Fiscal Paulista”;

g- Receber desconto de 50% nas contas da SABESP e ELETROPAULO, desde que a entidade também seja registrada em SEADS – Secretaria Estadual de Assistência e Desenvolvimento Social; (Lei Estadual 10.122/98);

h- Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social –CEBAS no Ministério da Previdência Social.

Ocorre a cassação do título:

a– Se deixar de apresentar, durante três anos consecutivos, o relatório anual;

b– Se a entidade se negar a prestar serviço compreendido em seus fins estatutários;

c– Retribuir por alguma forma os membros de sua diretoria e conselhos ou conceder lucros, bonificações ou vantagens a dirigentes, mantenedores ou associados.

Temos vários tipos de organizações filantrópicas, e pilantrópicas no país.

Não é só o cidadão brasileiro que não sabe identificar.

Muitas vezes, o Estado e o Governo também não sabem. Quando sabem, se omitem vergonhosamente…

A filantropia deveria ser algo sério, responsável, preservado.

São cerca de 10 mil instituições que se beneficiam das isenções das contribuições sociais previstas nos arts. 22 e 23 da Lei 8.212,de 24.07.1991 desde que tenham o Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social – CEBAS.

No caso da Previdência, a isenção equipara-se a desoneração total da contribuição do empregador sobre a folha, de 22,0%. Isto custou ao INSS, de 2000 a 2008 cerca de R$ 31,5 bilhões.

Há filantrópicas na Saúde, na Educação e na Assistência Social, nadando de braçadas, beneficiando-se dos favores contributivos da Previdência e dos fiscais.

Hoje, 2000 instituições na Previdência e 9 mil no Conselho Nacional de Assistência Social-CNAS aguardam julgamento de recursos de concessão/renovações.

A pilantropia é justamente a degenerescência da filantropia,criando uma imagem negativa para as organizações sérias, honestas, corretas, sem fins lucrativos.

Pelo que acompanhamos não há controles externos e internos sobre as duas vertentes, filantrópicas e pilantrópicas.

O CEBAS é concedido com validade de três anos, podendo ser renovado mediante o atendimento das exigências.

A Constituição Federal prevê que o Poder Público fará o controle externo.  Nem a CGU nem o TCU/TCE, nem os ministérios da Fazenda, da Previdência, da Assistência Social, Educação e Saúde fiscaliza.

É a instituição pilantrópica com ares de santidade.

Os ministros da Saúde, Educação e Assistência Social resistiram como puderam para aceitar as mudanças operacionais. Ideal é que as filantrópicas e suas irmãs siamesas, as pilantrópicas, fossem obrigadas  a uma  prestação de contas anual ou uma Declaração Anual de Contrapartida da Isenção da Contribuição do INSS.

Esquecem esses senhores que  todos nós brasileiros temos que prestar contas anualmente ao “Leão”, através da Declaração de Imposto de Renda.

A Previdência já abre mão de  R$ 5,2 bilhões, anualmente, dinheiro que faz falta hoje, e fará falta amanhã.

Todos devem saber que os trabalhadores dessas instituições se aposentam e se aposentarão.

Quem pagará a contribuição isentada?

A sociedade brasileira.

Então a impunidade é iniquidade e injustiça.

Fora as concessões de Utilidade Pública para autorizarem a pilantropia em instituições que sabidamente devem ser custeadas pelo Estado, e não serem representativas indiretas do mesmo, e com isenção fiscal e imunidade tributária para lesar os cofres do INSS.

Quem pagará minha aposentadoria ?

Não será certamente a Instituição Pilantrópica !

irmaos metralha 2