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Ministério da Saúde oferece especialização em Atenção Básica

Para estimular a atuação de odontólogos e enfermeiros na atenção básica, o Ministério da Saúde vai ofertar bolsas de especialização para atuação em municípios onde há carência de profissionais.

A ação foca os profissionais selecionados pelo Programa de Valorização da Atenção Básica (Provab), que atuarão nos pequenos municípios, em áreas de extrema pobreza e nas periferias das grandes cidades, com bolsa mensal no valor de R$ 2.384,82.

Com duração de um ano, a especialização terá jornada de 40 horas semanais – 32 em serviço nas unidades básicas e oito teóricas, sob supervisão de universidades parceiras do programa. Estas instituições darão suporte presencial e à distância por meio do programa Telessaúde, coordenado pelo Ministério da Saúde.

Os municípios em que os profissionais forem lotados receberão incentivos financeiros para implantação do Telessaúde, que permite ao profissional na unidade discutir o diagnóstico e o tratamento com um orientador da universidade.

O edital do curso será lançado até 20 de abril, de modo que os profissionais possam se matricular até o fim do mês. As aulas e o início do serviço começarão em maio.

A especialização, que incluirá os conteúdos do Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica (PMAQ) e do Índice de Desempenho do SUS (IDSUS), será certificada pelo UNASUS (Sistema Universidade Aberta do SUS), rede que atende as necessidades de capacitação e educação permanente dos trabalhadores do SUS, por meio de cursos à distância.

TRABALHO NO SUS – Os bolsistas não poderão ter vínculo empregatício com demais áreas da atenção básica e também não substituirão as equipes de Saúde da Família já atuantes naquele município.

De acordo com o secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES) do Ministério da Saúde, Mozart Sales, o curso de especialização permitirá a integração do ensino a serviço na comunidade, e terá supervisão e certificação por meio de instituições de ensino superior que fazem parte da UNASUS.

Os profissionais serão distribuídos nos locais para os quais haviam sido selecionados pelo Provab. Caso a vaga não seja confirmada, a comissão gestora do Provab indicará outra localidade ao profissional.

Profissionais selecionados pelo Provab serão acompanhados por universidades e receberão bolsa mensal de R$ 2.384,82 por um ano.

Espera-se que a coordenação da Residência Integrada  Multiprofissional da Famema  e da Residência Multiprofissional possam  fazer uma parceria com o Provab, e oferecer tais capacitações aos profissionais que queiram trabalhar na Rede de Atenção Básica dos municípios próximos a Marília, desde que a Famema tenha em sua instituição o programa Telessaúde.

Lutemos por uma Saúde Pública com qualidade !

PROVAB

Famema 2012. 15 anos depois da implementação do PBL na Famema

Em apertada síntese, tento mostrar que o PBL da Famema vai de mal a pior.

Sem aulas magnas.

Sem laboratórios  de  ensino.

Sem tutorias em tempo superior a 3 horas  que os idealizadores do PBL tanto gostam.

Uma delas, uma aluna do segundo ano de medicina me disse,  demorou menos de  uma hora.

Sem conferências atualizadas para temas de saúde  importantes para a formação médica.

Os alunos cansaram do “PBL made in Famema”.

O PBL como ferramenta de ensino é mais uma opção de ensino.

Não um fim em si mesmo.

Nada contra o PBL.

Mas, o PBL da Famema não posso aceitar.

Impossível se calar e não entrar na luta conjuntamente com os alunos para um ensino superior de qualidade em uma faculdade pública, ou seja, mantida com recursos públicos.

A mudança na pedagogia implementada na Famema acarreta invariavelmente a resistência por docentes da  instituição  pelo modelo tradicional de ensino,  contudo o fato de se não corrigir o atual modelo PBL implantado na Famema determinou ruptura entre alunos e a Diretoria de Graduação em 2011.

Quero deixar claro aos alunos da Famema, e ex-alunos, que fazer um curso de Medicina é muita responsabilidade, e não se pode oferecer  conteúdos mínimos de ensino, mas  sim o indispensável, e da melhor qualidade para os futuros profissionais de saúde .

Professores capacitados.

E não apenas simpáticos.

Comprometidos, e não licenciosos …

Sérios em ensinar.

Sérios em cobrar resultados por meio de provas e atividades práticas, e não somente aplicar conceitos subjetivos de avaliação: conceito satisfatório e ou conceito insatisfatório.

Educação em Ensino Superior é  muita responsabilidade para o professor universitário.

Tivemos grandes alunos formados aqui no modelo tradicional.

Vamos declinar:

Ramon Sabaté Manubéns (docente de anatomia aposentado), Jackson Cioni Bittencourt (docente de anatomia – USP), Gerson Chadi (docente de anatomia USP), Olavo Ribeiro Rodrigues (docente – Faculdade de Mogi das Cruzes – disciplina  tórax), Orlando de Castro Silva e  Júnior  (docente gastroenterologia – USP), e tantos outros notáveis ex-alunos.

Alguns companheiros da turma de 1988, inclusive, e que hoje são docentes aqui:

Osmi Hamamoto, Maria Isabel  Gonçalves,  e outros profissionais que aqui trabalham na instituição.

Grandes profissionais.

Formados no modelo tradicional.

Eu me formei assim…

Não temos nada contra o PBL,  ou ABP  como queiram.

Mas, o PBL  da Famema traduz sucateamento da educação.

Poucos  professores, sem salas de aulas (só tem um local de conferência), professores sem salas individuais de trabalho, sem laboratórios  de ensino  (patologia, imunologia, parasitologia, histologia, microbiologia, farmacologia, etc.).

O  laboratório de anatomia funciona nos porões do Hospital das Clínicas de Marília.

Aliás, todos os prédios são alugados.

Ainda, somado a isso, uma dívida de aproximadamente de R$ 500 milhões com o Estado, em análise da CNPJ da Fumes e CNPJ Famema.

Apesar de tudo, a Famema ainda consegue fazer assistência com eficiência (fazer muito com pouco dinheiro).

Será que existem prédios próprios para ensino na autarquia Famema ?

O  prédio da antiga CPFL, no qual funciona a Secretaria Geral e a Unidade de Educação é alugado, da mesma maneira como o Carmelo, o qual é alugado da Curia Diocesana de Marília. Outrossim, o Ambulatório Mario  Covas é também alugado, e algumas residências alugadas ao derredor do Hospital das  Clínicas de Marília.

Fiz aqui minha graduação aqui na Famema.

Foi ótimo ter sido orientado pelos professores da época aqui 1983-1988.

Alguns ainda estão conosco:  Paulo Borini, Fred Ellinger, Luis Carlos da Silva, Spencer de Domenico Sornas, Daher Sabbag Filho, Djalma Vasquez e tantos outros.

Esses docentes que têm tanto conhecimento em suas disciplinas estão impedidos de  ensinar em aulas magnas.

É contra o método…reclamação 5Por quê ?

Não tenho resposta….

Fere  de morte o método  “PBL made in Famema” ?

São professores de grande capacidade.

Gostaria de ter aulas, seminários, e quem sabe a desejável reunião anátomo-clínica.

Implementada por mim, e pelo Dr Daher Sabbag Filho, em 2011,  e já  foi abortada na decolagem pela coordenadoria do curso de medicina.

Os docentes convidados gostaram  muito de terem ido às reuniões.

Eu feri de morte o método  “PBL made in Famema” ao realizar seminários no Ambulatório Mario Covas e nas reuniões anátomo-clínicas.

Muitos casos clínicos discutidos no segundo semestre de 2011.

A reunião anátomo-clinica é fundamental no ensino-aprendizagem.

Por que não existe mais ?

Não tenho resposta.

Fere de morte o método  “PBL made in Famema” ?

Bem,  diante de tanta insatisfação na faculdade, os alunos se reuniram e solicitaram melhorias no processo ensino-aprendizagem.

Tomaram uma decisão drástica !

Foram à direção.

Procuraram as redes sociais, postaram convocações nas redes sociais…

Foram inúmeras as convocações….

Os alunos queriam melhorias.

Convocaram assembleia pelo DACA.

Demos apoio aos alunos da graduação.

Alguns docentes – defensores ufanistas  do PBL da Famema, e não do original PBL modelo McMaster, não aceitam mudanças no ensino de graduação com aulas magnas e associando-se o PBL a outras ferramentas de ensino. 

O DACA pressionou politicamente à Diretoria Acadêmica por mudanças, após convocação pela rede social (facebook) por melhorias de ensino…

A temperatura do diálogo entre Diretoria de Graduação e alunos subiu e foi rompida em algum momento até a marcha dos alunos pela cidade de Marília.

Mudar o PBL da Famema era impensável .

Nem pensar, diriam os  mais incautos.

Por quê ?

Nota excelente no Enade.

Simples, a nota excelente no Enade.

Simples,  nota excelente no Enade.

Simples,  nota excelente no Enade.

E bom que se diga  que os alunos, ao se inscreverem, devem obrigatoriamente colocar o nome da instituição, na qual você faz o sexto ano do curso de medicina.

Como os alunos são muito inteligentes na Famema, pois já passaram no vestibular, e ainda como fazem o Med Curso – curso preparatório para ingressarem nas Residências Médicas – os alunos conseguem uma nota elevada no Enade (conceitos de 0 a 5).

Mérito dos alunos…

Mérito dos alunos…

Mérito dos alunos…

Os alunos que se empenham:

Louros da vitória para a Famema.

Louros da vitória para a Famema.

Louros da vitória para a Famema.

Essa é a realidade !

Alunos que pagam R$ 700,00 por mês para se apropriarem de conteúdos temáticos não oferecidos pela instituição.

A revolta era tão grande pelos alunos que o DACA sugeriu boicotar o Teste Progresso.

Foi o que aconteceu.

A Diretoria de Graduação prometeu mudanças…

O Jornal  – O Estado de São Paulo – também publicou tal posição dos alunos.famema - estadão 2

Os fatos não foram inventados por mim.

Dei publicidade.

Ou, não existiram ?

Teria eu inventado tais fatos ?

Há uma reivindicação do DACA à Diretoria de Graduação  ao movimento dos alunos intitulada :

Carta da Assembleia Geral do Estudantes de Medicina da Famema

Estou eu apontando falhas no ensino, ou os alunos da Faculdade de Medicina de Marília fizeram os apontamentos ?

O prazo para algumas mudanças estão se encerrando nesse mês de março de 2012.

A Direção Geral da Famema convocou reunião para dia 13/10/2011,  e prometeu melhorias, algumas de imediato, outras em curso, e ainda afirmou que a resolução final seria a incorporação da Famema pela Unesp.

Estamos aguardando ansiosamente por essa grande vitória : a encampação pela Unesp.

A  transação entre o DACA e a diretoria acadêmica pode ser vista na rede social – facebook.

Gostaria de estar dizendo que toda essa luta chegou ao fim.famema - estadão

E que instituição e alunos saíram vencedores.

Todos vitoriosos nessa luta pelo ensino.

Por ser eu um eterno apaixonado pela Famema, é que luto por reformas…

Parabéns aos alunos da medicina que lutaram bravamente por melhorias no ano de 2011.

Não desistir  jamais.

Lutar por um ensino melhor.

Docente tem que se dedicar ao ensino…

E não fingir ensinar…

Vamos fazer  uma reforma no modelo de ensino – modelo misto de ensino (aulas magnas, seminários, práticas em laboratórios e PBL).

Tradicional nas básicas e PBL misto do terceiro ano ao sexto ano.

Não estou discutindo assistência, pois com os poucos recursos do SUS repassados à instituição, o complexo Famema  faz  muito pela saúde da nossa cidade e região.

Lutemos por uma Famema melhor.

Fui orador da turma de 1988, e  vou seguir fielmente ao juramento de “Hipócrates” .

Enfim…

Ética sempre.

Ética sempre.

Ética sempre!

A paixão pode passar, mas o amor sempre fica.

É eterno !

Quem ama cuida.

Luto pela Famema com ou sem espinhos na minha relação de  docência na Famema no dia a dia !

“Acreditamos saber que existe uma saída, mas não sabemos onde está. Não havendo ninguém do lado de fora que nos possa indicá-la, devemos procurá-la por nós mesmos. O que o labirinto ensina não é onde está a saída, mas quais são os caminhos que não levam a lugar algum “.

Norberto Bobbio

Quem matou Odete Roitman ? Quem matou o ensino tradicional da Famema ?

O Brasil de 24 de dezembro de 1988, que sofria com o monstro da inflação e a perda de Chico Mendes, quando se preparava para a ceia de Natal, dormiu com uma pergunta que misturou política, mistério e o desvio da atenção nacional – quem matou Odete Roitman ?

O maior destaque da trama foi Odete Roitman, interpretada pela atriz Beatriz Segall, considerada a maior vilã da história da teledramaturgia brasileira.

Outro destaque foi Glória Pires interpretando Maria De Fátima, sendo considerada uma das piores vilãs de todos os tempos, também eleita “a filha mais ingrata da TV”, que chegou a vender seu próprio filho, e deixar sua mãe no “olho da rua”.

No último capítulo, revela-se que Odete Roitman havia sido morta, por engano, por Leila, que pensa estar atirando em Maria de Fátima, a qual havia se tornado amante de seu marido, ex-genro de Odete (Reginaldo Faria). Por fim, descobriu-se que Leila (Cássia Kiss), acabou matando Odete de Almeida Roitman por engano, pensando que estava atirando em Maria de Fátima (Glória Pires).

Marco Aurélio foge do país com a mulher Leila e dá uma “banana” (gesto ofensivo) para o Brasil.

A novela foi sucesso total.

E por analogia…

Parafraseando a geração dos anos 90 do Brasil do século 20.

Quem votou na Coordenadoria do Curso de Medicina da Famema ?

Eu não votei…

Houve eleição ?

Como pode ser coordenador ou coordenadora  sem legitimidade no cargo?

Cargo biônico ?

Manda quem pode…

Obedece quem tem juízo ?

Herdou o cargo por herança ?

Defensor ou defensora do “PBL made in Famema”

“PBL made in Famema “- a grande farsa pedagógica travestida de pedagogia de vanguarda.

Sem aulas, sem laboratórios, e sem docentes nas cadeiras básicas e clínicas  (como exemplo: uma docente de anatomia para  640 alunos- 480 da medicina e 160 da enfermagem).

Anacrônico…

Não há aulas de anatomia, fisiologia, histologia,  microbiologia, parasitologia,  genética, patologia, imunologia,  farmacologia, bioquímica, estatística etc.

O não fazer se transformou em pedagogia de vanguarda !

Dar aulas e seminários com alunos é avaliado como ultrapassado, e como diria o jovem universitário de hoje, do século 21: ” está fora do método facilitador (outrora chamado professor) “.

É o curso de medicina sem professor.

E claro, ainda mais na vanguarda: o curso não tem notas.

Conceito: satisfatório para passar de ano.

Interessante que no dia  a dia não queremos nada na vida satisfatório.

Queremos o padrão da excelência.

Logo, virá o curso de medicina com aprovação automática no “PBL made in Famema “.

Sem sem aulas, sem professores, sem laboratórios, sem conteúdos.

Em 2009  houve 5 conceitos insatisfatórios para alunos, e a coordenadoria me afastou das atividades do terceiro ano do curso de medicina, pois eu não poderia fazer esse “juízo crítico” de avaliação de aluno.

Não se pode mais avaliar aluno e aplicar conceito insatisfatório (a coordenadoria afirmou que a avaliação estava equivocada, pois a mesma é formativa em uma espiral de conhecimentos e aproximações), então, se pode afirmar, em tese, de que no modelo “PBL made in Famema “, só se está autorizado a emitir conceito satisfatório na avaliação de aluno.

Professor deve avaliar o  aluno, e não ” fingir avaliar”.

Mas, uma pergunta deve ser feita…

Quem votou na coordenadoria do curso de medicina se não há previsão legal  e nem eleição?

Por que se mantém tanto tempo no cargo os coordenadores de curso ?

Não há pessoas  competentes para funcionar a engenharia logística do “PBL made in Famema” ?

Ou,  há fissuras latentes, melhor crateras nesse modelo de ensino-aprendizagem, e  ninguém em sã consciência, com o mínimo de ética profissional sucederia a coordenação de uma farsa pedagógica, se não fosse permitida uma ampla  reforma nesse modelo de ensino.

Alunos fizeram um grande movimento de greve no ano de 2011

Mudou alguma coisa ?

Nada !

Mantém-se o “PBL made in Famema”: sem aulas, sem laboratórios, sem professores em número suficientes para o ensino,  sem aulas de neurologia, cardiologia, hematologia, pneumologia, pediatria, ginecologia, clínica cirúrgica, clínica  médica, etc.

É o sucateamento da educação com ares de  pedagogia de vanguarda.

Herança do ex-diretor Roberto Padilha, e seu modelo de gestão: “PBL made  in Famema”.

Muitos docentes estão  dialogando para compor uma nova diretoria com  possibilidade de reforma pedagógica da Famema.

A Famema ainda está mais distante dos melhores índices avaliadores de educação,  ou do MEC, e não superioridade do ensino “PBL made in Famema” em comparação a outras faculdades de medicina, como Unesp, USP e Unicamp.

A nota sempre alta do Enade – mérito dos alunos, e do Med Curso/SJT.

Professor que leciona na Famema não tem salas particulares de trabalho.

Há necessidade imperiosa de se ter a Famema com mais qualidade de ensino.

Permitir e legitimar votos para coordenadores de série, de cursos e diretorias.

Fim dos cargos biônicos !

Democracia na universidade.

Fim da ditadura pedagógica – “PBL made in Famema”

E a pergunta que não pode ser calada…

Quem matou o ensino tradicional da Famema ?

Autor isolado ou em concurso de pessoas para cometer o crime do  artigo 171 do Direito Penal: o estelionato pedagógico.

Em defesa do ensino público com qualidade !

“Direitos do homem, democracia e paz são três momentos necessários do mesmo movimento histórico: sem direitos do homem reconhecidos e protegidos, não há democracia e sem democracia, não existem condições mínimas para a solução pacífica dos conflitos”.

Norberto Bobbio

Direitos Sociais – Avanços e Desafios do Sistema Único de Saúde

A saúde é um direito social, e está garantida como cláusula pétrea na Carta Magna em seu artigo 6º como direito inalienável de todo cidadão brasileiro, pois o Estado não pode se omitir em fornecer saúde a todo cidadão brasileiro.

Sem saúde o povo envelhece, empobrece, e morre com baixa estimativa de vida.

Portanto o conhecimento do SUS – Sistema Único de Saúde- é fundamental para todo aluno de direito e aluno de medicina compreenderem o gigantismo do mesmo, seus avanços desde a sua positivação na Constituição Federal de 88 até os dias de hoje (21 anos em vigor).

Houve avanços, e além dos conceitos de equidade, integralidade, acessibilidade, e universalidade  insculpidos  na Constituição Federal, somam-se os de longitudinalidade do cuidado, e porta de entrada do SUS.

O SUS evoluiu, mais a insuficiência de recursos em sua implementação torna-o ainda com graves perdas em eficácia e efetividade, mas não em eficiência, pois, mesmo com poucos recursos, ainda  assim, se faz muito pelos menos favorecidos economicamente no Brasil.

Sugiro a leitura do livro como um todo, e do capítulo 11, no qual a Professora Doutora Maria José Sanches Marin e eu fizemos uma análise do tema : Avanços e Desafios do Sistema Único de Saúde.

Uma boa leitura a todos os alunos do Univem e da Famema.

Lei da Ficha Limpa pode tornar médicos condenados em Conselhos Regionais de Medicina inelegíveis

A lei da ‘Ficha Limpa’ aprovada pelo Supremo tribunal Federal por 7 a 4 trará repercussões à classe médica.

Pelo dispositivo, médico condenado em processo administrativo pelo Conselho Regional de Medicina e confirmada a condenação,  de forma definitiva após procedimento recursal no Conselho Federal de Medicina,  torna-se o mesmo inelegível por oito anos.

Sendo assim, recomendo aos nossos alunos da Famema leitura diária do Código de Ética Médica de 2009, e com  vacatio legis de 180 dias, em vigor no Brasil desde 2010.

Não observo no modelo de ensino-aprendizagem  “PBL made in Brazil”, defendido com unhas e dentes pelos seus idealizadores, discussão de todos os artigos do Código de Ética Médica, com ênfase na excludentes de ilicitude penal, na Responsabilidade Civil Médica, e no processo ético-disciplinar,  após a denúncia ser encaminhada aos conselheiros dos Conselhos Regionais.

As denúncias além de ocorrerem no Conselho Regional, poderão ser julgadas pelo Poder Judiciário na esfera do Direito Penal, e ou Direito Civil.

A Responsabilidade Médica já é enorme, e agora, soma-se para os médicos com pretensões políticas – legislativas ou executiva –  serem considerados inelegíveis se condenados nos Conselhos Regionais de Medicina.

Vale lembrar que na condenação – sentença penal condenatória – de pena  menor de quatro anos não acarreta prisão em regime fechado, mas a sentença condenatória no processo penal é título executivo, o qual poderá ser apresentando na Vara Cível, e se discutir futura indenização e lucros cessantes.

Portanto, é urgente no ensino nas faculdades de medicina, abordagem do Código de  Ética  Médica em Casos  Clínicos preparados e discutindo com os alunos todos os artigos e capítulos.

Todos os capítulos !

Não discutir o atual Código de Ética Médica com os  alunos, e ainda,  sem conferências atualizadas e sólidas de conhecimentos na órbita jurídica relacionados às  conduta médicas é negligência no ensino.

Espero que  haja discussão exaustiva do Código de Ética  Médica (não se confunda com bioética, a qual aponta princípios  basilares na elaboração de todos os códigos de profissionais de saúde – enfermagem, fisioterapia, odontologia, nutrição, farmacologia, etc).

Sugestão ao alunos do primeiro ano do curso de medicina que façam uma leitura  e discussão exaustiva de todos os artigos que são positivados no atual Código de Ética  Médica, e ainda a  análise e reflexão das garantias individuais insculpidas na Constituição Federal de 1988, com ênfase no artigos que versem sobre saúde no Brasil (196-200), além  do próprio artigo 6º (direitos sociais, na qual a saúde se insere).

Não sei  se o  sino vai badalar alertando a necessidade do  início da discussão de temas do Código de Ética Médica.

Aulas não podem se ministradas no “PBL made in Brazil”.

E agora ?

Que nó de gravata apertado.

Será que o “Super Pedagogo”  ou “Pedagogo Mor” que criou o “PBL made in Brazil” teria resposta do porquê  da disciplina de Ética Profissional não ser debatida no curso de  medicina?

Enquanto a resposta não vem…

Sugiro aos alunos a leitura do Código de Ética Médica.

código de ética

 

“A ciência consiste em substituir o saber que parecia seguro por uma teoria, ou seja, por algo problemático”.

José Saramago

Unidos do PBL made in Brazil. É o samba-enredo !

Ano 2012.

Brasil se aproximando para as festividades de carnaval.

Samba-enredo- “PBL made in Brazil”.

Composição – 480 alunos do curso de medicina  – 6 alas (80 alunos cada ala).

 Letra

” O PBL é muito legal

transforma o tradicional em  inovador

sem aulas e sem provas…

nem notas nunca mais…

PBL oh oh ho ho…

O importante é refletir…

para depois se  ter a  primeira aproximação…

Valorizar o  biopsicossocial…

No aprendizado surreal…

O docente faz Med Curso

E não ensina legal…

É catalisador do não fazer

Pois avaliar, ele  não vai querer…

PBL oh oh ho ho

Vem a Residência  Médica para prestar…

E o medo é de não passar…

Buscar conteúdos sem parar…

Se não você vai se enrolar…

PBL ho ho oh oh

Quem acreditou no PBL…

No “PBL made in Brazil”…

Acorda do pesadelo de horror…

E faz Med Curso para se recompor…

PBL oh oho ho ho

Conceito bom no Enade…

Pensam que a nota é da instituição …

Mas  é nota do Med Curso…

Que os alunos têm que fazer…

Aprender os conteúdos

Sem tempo e sem demora…

Estudar estudar…

E agora vai vencer…

PBL oh oh ho ho ”

A verdade transmitida nesse samba-enredo com animus jocandi  é uma maneira didática de querer mostrar aos defensores do “PBL made in Brazil ou à brasileira” que a nota 5,0  obtida no Enade, reflete  na verdade,  alunos que gastam em média 900 reais/mês, em cursos preparatórios como Med Curso e SJT.

Os alunos fazem o curso preparatório -Med Curso e SJT- e  depois no sexto ano  se submetem a avaliação do Enade.

No formulário do Enade o aluno é obrigado a relatar a faculdade que está cursando ou é egresso, e ao final a  nota do ENADE é transferida para faculdade da qual o aluno é concluinte ou já concluiu, e se a nota é 5, a faculdade se orgulha, mas a nota é do aluno, e não avalia a infraestrutura! (grifei)

Muitas dessas faculdades têm uma  pífia infraestrutura, mas pode parecer aos pais dos alunos, em face da NOTA DO ENADE, que estamos em uma faculdade com prédios próprios, docentes em número suficiente, laboratórios de cadeiras básicas,  restaurante universitário,  ou seja, com infraestrutura de ponta.

A nota das alturas seduz qualquer leitor menos conhecedor da infraestrutura dessas faculdades.

A nota vai para a faculdade.

Mas, na vanguarda  mesmo estão os alunos da faculdade…

Que obtêm essas notas no Enade.

E ainda contam com a supervisão com “professores colaboradores ‘ sem Residência Médica em várias cidades do Brasil.

Inaceitável…

Pois, ainda creio que há um samba-enredo com esse tema no futuro:

“Reformando o PBL.  Mais aulas e seminários. Agora sim  na vanguarda”

“Quando maior a mentira, maior é a chance de ela ser acreditada”.

Hitler