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CPI da FUMES investiga convênio entre Famar e Fumes

cpiA CPI da Fumes foi instaurada em junho de 2010, e atualmente presidida pelo vereador Eduardo Gimenes, e ainda  é composta pelos vereadores Lázaro da Cruz Júnior da Farmácia e Wilson Alves Damasceno.

Ainda em 2010, a Fumes entrou com Mandado de Segurança pedindo a suspensão das investigações.

Em 2011 as liminares concedidas de um dos Mandados de Segurança foi cassada.

A CPI recomeçou em 2011.

O objetivo da CPI da Fumes é apurar possíveis irregularidades na aplicação de recursos destinados ao Complexo Famema, que administra o Hospital das Clínicas, Hospital Materno Infantil, Unidade São Francisco, Hemocentro e Ambulatório Mário Covas

No relatório parcial entregue ao prefeito Ticiano Toffoli neste mês consta que a administração municipal não concedeu aval para o convênio firmado entre a Fumes e a Famar em 2008.

Há ausência de contrato entre Fumes e Famar, já que foi feito somente um convênio de cooperação entre ambas.

A CPI ainda aponta que a Famar foi criada para substituir a Fumes, já a que primeira possuía a Certidão Negativa de Débito, enquanto a última Certidão Positiva de Débito.

Entre outros itens o relatório que é composto por depoimentos e laudo contábil do perito Dorival Venciguera, pede a suspensão do convênio entre a Fumes (Fundação Municipal de Ensino Superior de Marília) e a Famar (Fundação de Apoio à Faculdade de Medicina de Marília).

Outro pedido que consta no relatório é a intervenção municipal na Fumes pelo prefeito municipal para administração da Fumes.

Além disso, o relatório também solicita que verba repassada à Fumes seja gerenciada pela prefeitura.

Somente do SUS a entidade recebeu R$ 92 milhões neste ano de 2012.

Na semana passada, o vereador Gimenes esteve no Tribunal de Contas do Estado de São Paulo para conferência de alguns documentos relacionados as irregularidades de contratos sem licitação, tomada de preços e horas extras. “A visita serviu para constatarmos várias irregularidades já diagnosticadas durante os trabalhos da CPI, como a questão de falta de licitação para contratação de outras empresas. Este material também será anexado ao relatório”, disse.

O conteúdo completo dos relatórios, mas segundo se  apurou já foram identificadas várias irregularidades, como viagens suspeitas ao custo de R$ 146,7 mil no mês de dezembro de 2009, além de diversos exames terceirizados não especificados na contabilidade da Fumes.

Os exames terceirizados eram com a Inrad (Instituto de Radiologia),  e com o IOM (Instituto de Olhos de Marília).

A terceirização na Saúde pública como atividade-fim é inconcebível.

Atualmente, a Famar realiza pagamento de funcionários e todas  as despesas da Fumes.

As duas fundações estão ligadas a autarquia Famema.

O dinheiro do Estado é repassado para Famar, a qual repassa à Fumes, que seria, em tese, responsável pela administração do recurso a ser utilizado pelos hospitais.

“Não foi realizada licitação, mas apenas um termo de cooperação em que as cláusulas do contrato levaram a permissão de uso ilegal do patrimônio público. Com o fim desta parceria pretendemos restabelecer a ordem jurídica, cancelar o contrato de forma retroativa para que os responsáveis sejam punidos”, afirmou Eduardo Gimenes .

O Frankenstein Jurídico (Famema-Fumes-Famar) parece estar chegando ao fim, e os responsáveis, civilmente e criminalmente, serão investigados pelo Ministério Público.

É o que se espera do Ministério Publico.

A sociedade de Marília precisa de uma resposta do Poder Judiciário.

“De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto”.

Rui Barbosa

Operadoras de Saúde e Cooperativas Médicas repassem valores baixos para a classe médica

Os baixos valores repassados pelas operadoras por consultas, procedimentos e exames estão no centro das reivindicações dos médicos.

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) estabelece um teto, mas não impõe uma regulamentação – os valores dependem de negociação direta entre a classe médica e os planos de saúde.

Segundo a Associação Brasileira de Medicina de Grupo (Abramge), a remuneração é variável e depende das particularidades de cada plano – os valores estão associados ao número de vidas cobertas no plano, ao tipo de plano e de cobertura, entre outros fatores.

Por isso, alguns planos pagam mais e outros menos pelo mesmo procedimento ou consulta.

De acordo com a Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), representante de 15 grupos de operadores de saúde, os reajustes para procedimentos e consultas são feitos com regularidade, com índices sempre acima da inflação e também do índice praticado pela ANS.

No dia 05 desse mês o Simesp (Sindicato dos Médicos do Estado de São Paulo) fez um protesto pela ruas da cidade de São Paulo.

Médicos lutando por melhor remuneração dos planos de saúde.

Abaixo, alguns exemplos de valores repassados pelas operadoras por procedimentos.

Vale ressaltar que são valores médios.

Dependendo do plano, o repasse pode ser maior ou menor.

COMPARE OS HONORÁRIOS PAGOS AOS MÉDICOS

O que pode ser comprado* com o valor de alguns procedimentos**

Biópsia incisional (retirada de lesão dermatológica, como pintas): R$ 8,17

Recarga mínima de celular da Vivo (R$ 8,00)

Exame cardiológico eletrocardiograma: R$ 10,00

Revista semanal Carta Capital (R$ 9,90)

Raio X dos seios da face: R$ 24,75

Entrada inteira de cinema no Shopping Bourbon, de 6ª a domingo e feriado (R$ 24,00)

Ultrassonografia do abdome inferior feminino (bexiga, útero, ovário e anexos): R$ 33,52

Pedicure na rede de cabeleireiros Soho (R$ 32,00)

Ultrassonografia Obstétrica: R$ 43,32

Jantar no Restaurant Week (R$ 43,90)

Consulta ambulatorial: R$ 45,00

Lavagem de carro grande completa na rede Dry Dream (R$ 40,00)

Teste ergométrico: R$ 45,00

Pizza giga de mussarela de búfala na rede Domino’s (45,90)

Exame Holter 24 horas (aparelho que monitora o ritmo cardíaco durante um dia inteiro): R$ 60,00

Três combos Big Tasty + três casquinhas na rede Mc Donald’s (R$ 58,50)

Retirada de amígdala: R$ 75,00 a R$ 90,00

Corte de cabelo feminino na rede MGet (R$ 80,00 + R$ 15,00 da lavagem)

Retirada de útero: R$ 136,50

Passagem de ônibus São Paulo – Brasília pela Viação Real Expresso (R$ 140,41)

Parto: R$ 300,00

Mensalidade em plano trimestral na academia Runner (R$ 309,00)

*Valores médios pesquisados em São Paulo

**Valores médios pagos pelas operadoras de saúde aos médicos, segundo informações da Associação Paulista de Medicina (APM)

Fonte: Wanise Martinez – O Estado de S.Paulo

Sendo assim, melhor se ter outra profissão a ser médico no Brasil.

Muita responsabilidade civil para a baixíssima remuneração na prestação de serviços.

As cooperativas médicas não ficam muito distantes desses valores.

Tornaram-se na prática muito semelhantes às operadoras de saúde.

O “Estado de Bem-Estar’  aos cooperados proposto pelas cooperativas médicas não passa de letra morta.

Algumas pagam menos que algumas operadoras de saúde.

Se a cooperativa decretar falência, os cooperados respondem com seu capital social, e até com seus bens pessoais.

Um  tremendo risco  em se manter em cooperativa médica para receber em média RS 50,00/consulta,  e ainda arcar com seus bens pessoais em possível insolvência financeira futura.

Os médicos nunca acreditam que sua cooperativa médica poderá decretar falência.

A Unimed Paulista fechou as portas em 2000.

A Unimed Paulistana está em crise financeira desde 2006.

A classe médica muita apática aceita prestar serviço em qualquer plano de saúde acreditando que terá mais visibilidade  para se ter uma carteira de clientes.

Triste ilusão.

Ficam reféns do sistema.

E muitas dessas operadoras de saúdem acabam nem pagando os médicos pelas consultas e procedimentos médicos.

Ideal seria atender menos pacientes , uma justa remuneração,  e ao final, médico e usuário se sentirem satisfeitos ao final da  relação médico-paciente.

Reflexão para os mais incautos que acreditam que a medicina sem intermediários é impossível.

É possível sim.

As cooperativas e planos de saúde estão aviltando a remuneração médica..

Há uma crise nos planos de saúde em curso, e a ANS cada vez mais exige das operadoras de saúde e cooperativas médicas rol de procedimentos obrigatórios aos usuários.

A crise dos planos de saúde atinge a classe médica !

Para tanto uma Diretoria Administrativa com competência administrativa é imprescindível para avaliar os gastos das cooperativas médicas.

estetoscopio“Não adianta dizer: “Estamos fazendo o melhor que podemos”.  Temos que conseguir o que quer que seja necessário”.

Winston Churchill

Famema recebe 4 estrelas em 2012 no curso de medicina no Guia do Estudante da Editora Abril

O Guia do Estudante apontou 4 estrelas para o curso de medicina da Famema.

Em 2011 – 3 estrelas.

Em 2012 – 4 estrelas.

Nesse Guia do estudante, ao contrário do Enade, na minha opinião, muito mais próximo da realidade que a avaliação do Enade, que avalia alunos com poder de resolver testes de múltiplas  escolha.

No Enade, o Med Curso pode ajudar.

Mas, no Guia do Estudante jamais.

Aqui o Med Curso não entra em campo.

Para dar uma mãozinha  e ajudar no Enade.

Aqui nos critérios do Guia do Estudante valem:

Infraestrutura.

Projeto Pedagógico.

Qualificação dos Professores

Hospitais de Ensino.

Bibliotecas equipadas com tecnologia para acesso à informática e abastecidas de livros atualizados.

Laboratórios de Ensino.

Itens mais que necessários para se formar alunos de medicina com qualidade.

A ferramenta  PBL  não basta.

Curso de medicina sem aulas, sem professores, sem laboratórios, professores sem salas de trabalho individuais, ausência de refeitório para alunos e docentes, pesquisa e pós-graduação com notas baixas pela Capes,  não recebe estrelas.

E a nota mínima é 3.

USP (SP e Ribeirão Preto), UNICAMP e UNESP – 5 estrelas em 2011.

Famerp- 4 estrelas em 2011.

Famema – 3 estrelas em 2011.

Essa semana tem sido um marco para a instituição Famema.

No RUF (Ranking Universitário Folha) a Famema não aparece entre os 20 melhores cursos de medicina do Brasil.

No Guia do Estudante  2012-  4 estrelas.

Enfim, os fatos são claros, cristalinos, e transparentes.

O modelo de ensino para o curso de medicina precisa ser repensado.

Por outro lado, como prevíamos, a Enfermagem conseguiu  em 2012 – 4 estrelas.

Em 2011 – 5 estrelas.

Parabéns ao curso de enfermagem !

Mas, houve uma queda de 5 para 4 estrelas.

Fácil entender…

Os alunos de enfermagem aprendem muito mais saúde pública, plano de cuidados, assistência social sendo inseridos precocemente na rede básica de saúde que os alunos da medicina.

Os alunos de medicina precisam de conteúdos  nas disciplinas do curso de medicina.

Sólidos conhecimentos de cadeiras básicas e clínicas.

Inseri-los desde o primeiro ano na rede básica é perda de tempo se supervisionados por professores colaboradores da rede de atenção básica ( professor colaborador e o medico que trabalha na USF e ou UBS, e muitas vezes nem Residência Médica possui).

Dizer que o MEC  obriga o aluno  estar todos os quatro anos na rede básica, em face do que  é emanado das Diretrizes Curriculares do Curso de Medicina é parcialmente verdadeiro.

A faculdade faz a sua grade curricular como quiser.

Lei das Diretrizes e Bases da Educação dá essa liberdade.

Não precisa quatro anos de permanência do aluno na rede básica para se conhecer o SUS.

Dizer que o MEC exige tal  conduta do curso é um grande sofisma.

O MEC pede para o aluno conhecer o SUS.

E não permanecer na rede básica de saúde.

O modelo precisa ser repensado para o curso de medicina.

E  o Diretório Acadêmico Christano Altenfelder depois da avaliação da Folha de São Paulo (RUF) e do Guia do Estudante não lutará por mudanças ?

Ficará calmamente assistindo a tudo, como se isso não repercutisse na formação dos alunos da  medicina ?

Os fatos não podem ser desmentidos, interpretados, e ignorados.

A Famema precisa rever seu modelo de ensino.

As outras faculdades: USP (São Paulo e Ribeirão Preto), Unesp, Unicamp e Famerp foram melhores com o modelo tradicional de ensino em 2011.

Como os ufanistas defensores do “PBL made in Brazil” irão explicar ?

O modelo tradicional tão vilipendiado pelos defensores do PBL saiu-se vitorioso em 2011.

Placar 5 a 1.

Goleada !

Dizer que a avaliação não era bem assim, que essas pesquisas não avaliam nada, é duvidar da inteligência dos alunos e dos professores que discordam do modelo de ensino.

A Famema precisa voltar a ter padrão excelência em ensino.

Uma grande instituição.

Tem potencial para isso.

Os alunos passam…

Os docentes passam..

Mas, o legado de lutas por melhorias permanece nas gerações presentes e futuras.

A hora da luta é agora !

Avante Famema !

Reformas no modelo de gestão administrativa e  pedagógica  urgentes !

Faça a sua reflexão…

Seja honesto com você mesmo.

Está tudo bem com a Famema ?

A luta é de todos os que têm uma história aqui na Famema.

E você  aluno da Famema vai lutar ou ficar inerte diante de tais fatos ?

rui barbosa 2 “Aquele que não conhece a verdade é simplesmente um ignorante,  mas aquele que a conhece e diz que é mentira, este é um criminoso”.

Brecht

Direito de Resposta – Coordenadoria do Curso de Medicina da Famema

direito-de-respostaNo dia 22 de 08 de 2012  publicamos o Direito de Resposta da Coordenadoria do Curso de Medicina da Famema a respeito do artigo publicado nesse blog intitulado no dia  01/03/2012: Quem matou Odete Roitman ? Quem matou o ensino tradicional da Famema ?

O Direito de Resposta é assegurado no nosso ordenamento jurídico e insculpido na Constituição Federal do Brasil- 1988, artigo 5º, inciso V.

Artigos sobre educação médica são extremamente importantes, e apontar várias correntes pedagógicas para melhor compreensão do tema é extremamente salutar, ainda que muitas vezes carregados de posições antagônicas entre os debatedores.

Aqui o Direito de Resposta da Coordenadoria do Curso de Medicina publicado no Jornal da Manhã.

“Não há melhor maneira de exercitar a imaginação do que estudar direito.  Nenhum poeta jamais interpretou a natureza com tanta liberdade quanto um jurista interpreta a verdade”

Jean Giraudox

Tese de doutoramento avaliou cursos de medicina e aponta aprendizagem superficial!

farsaNo Estado Neoliberal na vertente e enfoque da organização  político-organizacional, a educação deve ser de qualidade para quem deseja pagar para tê-la, isto é, o Estado somente tem o dever de oferecer o ensino fundamental.

Começou no mundo nos anos de 1970, e no Brasil chegou com o  ex-presidente Fernando Henrique Cardoso  em 1994.

Neste modelo de governo neoliberal, o ensino médio de qualidade deverá  ser pago pelo cidadão  brasileiro pagar para educar seus filhos, se quiserem qualidade.

No ensino universitário a mesma tendência política já começa a se perfilar em algumas faculdades e universidades.

A excelência no padrão de ensino da  USP, UNESP, UNICAMP, e outras universidades federais custa caro aos cofres dos Estados Federados e da União.

Muitos docentes – mestres, doutores, livre-docente, titulares.

Muito dinheiro para a remuneração desses professores, principalmente quando eram contratados no regime estatutário.

No Estado de São Paulo os últimos concursos públicos nesse regime jurídico foi em 2003, e posteriormente no regime CLT.

Então, a solução encontrada na nova proposta de ensino para minimizar custos tem duas vertentes:

Ensino à Distância  (EAD) e o PBL (Problem Based Learning).

Menos professores presenciais.

No EAD, um professor transmite a aula por internet banda larga (teleconferência), e os alunos assistem.

Custo reduzido.

Outra forma de baratear custo, é adotar o “PBL made in Brazil”  em faculdades no ensino superior.

Sob a égide que a pedagogia de transmissão de conteúdos (ensino modelo tradicional) não é a melhor para o processo ensino-aprendizagem, os pedagogos afirmam que a aprendizagem baseada em problemas (ABP ou do inglês PBL) – casos clínicos propostos para alunos  universitários – ainda que, sem aulas ou seminários,  e sem laboratórios nas disciplinas básicas, é muito superior ao modelo tradicional.

O “facilitador de ensino”, argumentam os ufanistas defensores do “PBL made in Brasil”, não precisa saber os conteúdos temáticos dos casos clínicos.

Basta apenas  conduzir a  sessão tutorial ( se o tutor precisar há o guia tutorial para se socorrer de perguntas  realizadas pelos alunos).

Nada mais!

Se o aluno tiver dúvida, é só apontar para  o caminho da biblioteca, e  quando existem com acervo adequado (número suficiente de livros e atualizados).

Sai de cena o facilitador de ensino ou tutor, e deixa a busca por conteúdos temáticos para os alunos.

Nenhum compromisso do docente de ensinar.

E o docente nem precisa ser qualificado, pois existe nesse  modelo do “PBL  made in Brasil” a figura do “professor colaborador”, sem pós-graduação, e sem Residência Médica.

Nem Residência Médica precisa ter…

Afinal, na lógica do “PBL made in Brazil”, é o “professor colaborador” que ouve as questões de aprendizagem propostas pelos os alunos, ou seja, são os alunos quer sugerem as perguntas e os temas a serem discutidos na próxima sessão tutorial e ou encontro em USF e ou UBS.

Se houver forte pressão dos alunos, há sempre a  aleivosia  pedagógica por parte do docente e ou  “professor colaborador” sugerir a busca por  questionamentos apontando o caminho da biblioteca da faculdade.

Ou nas apostilas do Med Curso…

Nada de ensinar.

Nem laboratório para atividades práticas existem na grade curricular do curso de medicina (anatomia,  histologia, fisiologia, parasitologia, patologia etc.) .

Aulas nem pensar.

Basta o aluno estar inserido no SUS – rede de atenção básica – que está ótimo.

Afinal, seguem a orientação  das Diretrizes Curriculares do Curso de Medicina.

Conhecer o SUS !

A lógica é centrada no aluno.

Se o aluno não for aprovado na graduação: culpa do aluno !

Se entrar em Residências Médicas de renome nacional: mérito do “PBL made in Brazil” implantado dessas faculdades  (lembrando que o SJT  e o Med Curso preparam os alunos durante  dois a três anos,  pagos pelos pais dos alunos para se apropriarem de conteúdos temáticos necessários ao concurso de Residência Médica).

Basta seguir os passos tutoriais, e tudo acaba bem nesse modelo de ensino.

Cada facilitador segue os “passos tutoriais”.

Nesse diapasão, o MEC vai paulatinamente  modificando cursos de medicina com a desídia de diretores  de graduação em nada preocupados  com a qualidade do ensino.

Antes , rendem-se ao novo paradigma pedagógico.

No anos 2000 surgiu o Promed – Projeto de Incentivo a Mudanças Curriculares para os Cursos de Medicina- que injetou  alguns milhões de reais depositados nas contas das faculdades simpatizantes ao método “PBL  made in Brazil”  (cotas de RS 1,2 milhões de reais/ano no período de três anos no período de implantação do PBL, e depois o depósito anual  para as faculdades que permanecem fiéis ao método PBL) para estimularem as mudanças na matriz curricular das mesmas, inserindo precocemente os alunos na rede de atenção básica.

Outrossim, alunos não precisão ter conhecimentos dos últimos 20 séculos.

Antes o mantra : aprender a aprender”.

Esse sofisma basta !

Surreal…

Interessante que quando queremos  e pretendemos algo na vida, contratamos o melhor profissional em conhecimento.

Percebe-se que existirão faculdades de medicina que formem médicos para trabalharem na rede de atenção básica, e outras que formem especialistas.

Haverá dois tipos de médicos.

O discurso do biopsicossocial na formação do aluno, que se instrui sem auxílio do professor(discurso introduzido pelo comunista Paulo Freire em sua obra Pedagogia do Oprimido, o qual  tinha como ídolos Fidel Castro, Stalin, Mao Tsé – Tung, etc).

Um sofisma, que muitas vezes, engana até professores experientes.

Na tese de doutoramento de  Guilherme Souza Cavalcanti Albuquerque, o qual compara o PBL na Faculdade de Medicina da Universidade de Londrina com o modelo tradicional da  Faculdade de Medicina de  Curitiba UFPR, há na conclusão da tese de que o modelo PBL  é inovador, mas a aprendizagem dos alunos é superficial (grifei).

Assim, na conclusão de  sua tese de doutoramento, não qualificou o PBL como ferramenta de ensino/pedagogia a ser implementada em cursos de medicina.

A tese diz tudo que um neófito motivado pelo PBL sabe:

Aprendizagem superficial !

Um estelionato pedagógico !

estelionato “Acreditamos saber que existe uma saída, mas não sabemos onde está. Não havendo ninguém do lado de fora que nos possa indicá-la, devemos procurá-la por nós mesmos. O que o labirinto ensina não é onde está a saída, mas quais são os caminhos que não levam a lugar algum “.

Noberto  Bobbio

Cefaleias Primárias. Seminário. Curso de medicina da Famema

cefaleia morena 10Seminário apresentado pelo acadêmico Vinicius Spazzapan Martins – 4º ano do curso de medicina da Famema em estágio no Ambulatório de Cefaleia- Ambulatório Mário Covas- disciplinas Neurologia e Educação em Ciências da Saúde: Cefaleias Primárias.

É um uma síntese dos principais tipos de cefaleias primárias que acometem à população mundial, e principal  apresentação clínica em consultórios médicos e ambulatórios de neurologia.

O  diagnóstico correto, e a introdução de medicação profilática modifica a história natural  das cefaleias primárias.

O conhecimento das cefaleias primárias pelo médico clínico geral ou médico com especialização em saúde da família não é difícil, e somente as cefaleias secundárias ou cefaleias primárias de difícil tratamento deveriam ser encaminhadas ao neurologista.

O Ambulatório de Cefaleia- Ambulatório Mário Covas recebe encaminhamentos de usuários do SUS do Departamento Regional de Saúde IX do Estado de São Paulo.

Lutemos pela saúde pública com qualidade !

dor de cabeça- mosaico